10/08/2010

DESTAQUE:  10 ESTRATÉGIAS DE MANIPULAÇÃO MEDIÁTICA (Nota: gentilmente enviadas e atribuidas a Chomski mas cuja autoria Kriu não verificou. Em todo o caso fazem grande sentido...)



1- A ESTRATÉGIA DA DISTRACÇÃO.


O elemento primordial do controle social é a estratégia da distracção


que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes


e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicos, mediante


a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distracções e de


informações insignificantes. A estratégia da distracção é igualmente


indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos


conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da


psicologia, da neuro-biologia e da cibernética. "Manter a atenção do


público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada


por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado,


ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os


outros animais (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras


tranquilas')".










2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.


Este método também é chamado "problema-reacção-solução". Cria-se um


problema, uma "situação" prevista para causar certa reacção no


público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja


fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se


intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a


fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas


em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise económico para


fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais


e o desmantelamento dos serviços públicos.










3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.


Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la


graduadamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira


que condições sócio-económicas radicalmente novas (neoliberalismo)


foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo,


privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa,


salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que


haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só


vez.










4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO.


Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de


apresentá-la como sendo "dolorosa e necessária", obtendo a aceitação


pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar


um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o


esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a


massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá


melhorar amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto


dá mais tempo ao público para acostumar-se com a ideia de mudança e de


aceitá-la com resignação quando chegue o momento.










5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE.


A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso,


argumentos, personagens e entoação particularmente infantis, muitas


vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de


baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar


enganar ao espectador, mais se tende a adoptar um tom infantilizante.


Por quê?"Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de


12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá,


com certa probabilidade, a uma resposta ou reacção também desprovida


de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de


idade (ver "Armas silenciosas para guerras tranquilas")".










6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO.


Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um


curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos


indivíduos. Além do mais, a utilização do registo emocional permite


abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar


ideias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir


comportamentos...










7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE.


Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e


os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. "A qualidade


da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e


medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira


entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e


permaneça impossíveis para o alcance das classes inferiores (ver


'Armas silenciosas para guerras tranquilas')".










8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.


Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar


e inculto...










9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTO-CULPABILIDADE.


Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua


própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de


suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se


contra o sistema económico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se,


o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a


inibição da sua acção. E, sem acção, não há revolução!










10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.


No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência


têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e


aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à


biologia, à neuro-biologia e à psicologia aplicada, o "sistema" tem


desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma


física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor


o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa


que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um


grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.
 
 
 
(enviado por Filipe S.)

1 comentário:

  1. Obrigado por divulgar.
    Cumprimentos.
    Filipe S.

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