7/16/2012
7/04/2012
AGHION, Philippe e ROULET,
Alexandra. Repensar o Estado. Para uma
Social-Democracia de Inovação. Maia: ed. Círculo de Leitores, 2012
“Como podemos
desinteressar-nos da história fiscal destes países [escandinavos, nota de Kriu] quando nos
propomos reformar o sistema fiscal? Não obstante as reformas introduzidas, uma
característica comum aos regimes fiscais escandinavos atuais é a de continuarem
a apresentar um sistema de imposições obrigatórioas globalmente elevadas e
fortemente progressivas. Esta acentuada progressividade, bem como a ausência de
nichos fiscais, explicam por que é que a distribuição dos rendimentos após
impostos é mais equitativa nestes paises do que nos outros” (p. 98)
“Este livro propõe uma
estratégia diferente para responder às mesmas preocupações: o investimento em capital humano e a concretização de inovação para
estimular o crescimento e o emprego, para permitir aumentar continuados de
salários, sem reduzir a competitividade; a implementação de uma flexisegurança
para proteção dos indivíduos contra os efeitos negativos do desemnprego; uma
nova politica industrial para impulsionar o nosso setor fabril na cena internacional; uma representação ou assistência sindicais em
todas as empresas para aumentar os direitos dos trabalhadores e melhorar as
relações laborais; um sistema fiscal mais progressivo sem nichos que permita
reduzir sensivelmente as desigualdades
de rendimentos sem no entanto desencorajar o investimento inovador; finalmente
um Estado apoiado numa base sólida, não só porque a democracia é boa em si mas
também porque a novação precisa de verdade e porque a democracia impede (…) o
nepotismo e as políticas clientelistas” (p.p. 148,9)
7/03/2012
RIEMEN, ROB, O Eterno
Retorno do Fascismo. Lisboa: Bizâncio, 2012 (ca. 78 pp e 5 euros)
“Na verdade, para todos os
eleitores que não votaram em Hitler, nenhum partido foi capaz de liderar a
resistência contra o monopólio nacional-socialista. E isto teve tudo a ver com
a deterioração das élites, que não tiveram coragem para defender os seus
princípios e responsabilidades sociais. Os liberais deixaram de defender os
ideais da liberdade do humanismo europeu, passando a interessar-se apenas pela
liberdade do mercado. (…) Foi assim que os fascistas chegaram ao poder.” (pp. 38,9)
“A nossa verdadeira identidade
não é determinada pela nacionalidade, origem, língua, crença, rendimentos (…) ou tudo o que distingue as pessoas umas
das outras, mas precisamente por aquilo que as une e possibilita a unidade: os
valores espirituais universais que moldam a dignidade humana e que
todos os homens devem adoptar. (…) a arte, as humanidades, a filosofia e a
teologia ocupam um lugar central na educação, porque são o conjunto
mais importante de instrumentos que permitem forjar em nós as virtudes e
nos ajudam a adquirir uma certa sabedoria.,” (p. 54)
“Numa sociedade do Kitsch, a política já não é um
espaço público para um debate sério
sobre um modelo de sociedade e o modo de a atingir. A política tornou-se uma
espécie de circo, no qual os políticos se esforçam por conquistar e manter o
poder através de slogans e de uma imagem pública. (…) A educação já não visa o
carácter para ajudar as pessoas a viverem na verdade e a criarem beleza para
permitir a aplicação da justiça e a transmissão de uma certa sabedoria. Degenerou num instrumento de transmissão de
tudo o que é utilitário, de conhecimentos úteis à economia e de tudo o que
necessitamos de saber para ganhar dinheiro.” (p. 86)
6/25/2012
6/08/2012
6/06/2012
JORNET, Kilian, Correr
ou Morrer. Lisboa: ed. Lua de Papel, 2012
( ca. 165 pp e 14 Euros)
“ (…) E não se pode
morrer sem ter dado tudo por tudo, sem romper a chorar de dor e das feridas,
não se pode desistir. Há que lutar até à morte. Porque a glória é o máximo e
apenas se deve aspirar a atingir a glória ou a perder-se pelo caminho depois de
ter dado tudo por tudo. Não vale não lutar, não vale não sofrer, não vale não
morrer… Já é a hora de sofrer, já é a hora de lutar, já é a hora de ganhar.
Beija ou morre.
Eram estas as palavras
(…) que eu lia todas as manhãs antes de sair para treinar” (p. 14)
“(…) Os limites reais,
os que nos levam a desistir ou a continuar a lutar, os que nos permitem
realizar os nossos sonhos, não dependem do corpo mas sim da mente, da motivação
e da vontade de tornar os sonhos realidade” (p.68)
“A felicidade não é o
destino, é apenas o caminho a seguir, e perco tempo neste caminho, afastando o
fim inevitável.” (p. 165)
6/02/2012
5/28/2012
Entrevista a Ignacio Ramonet, Diretor da edição espanhola de "Le Monde Diplomatique"
'Se não sairmos do atoleiro, teremos uma Europa de extrema-direita'
A política de austeridade e de precarização do emprego capitaneada por Angela Merkel levou a um desespero social que alimenta as tendências mais radicais. Ou a Europa reage agora ou será tarde, diz Ignacio Ramonet, diretor do Le Monde Diplomatique em espanhol. "Na França temos cerca de 28% do eleitorado votando numa extrema direita que recusa a Europa e o euro. O respeito das normas está a levar a uma situação insustentável. Victor Hugo dizia que não há nada mais poderoso que uma ideia para a qual chegou o momento", diz Ramonet.
Ana Tudela Flores - Más Público
Madri - O otimismo transparece na voz de Ignacio Ramonet e viaja até este lado do telefone. O diretor do “Le Monde Diplomatique” em espanhol, que há 14 anos advertiu que a globalização financeira estava criando o seu próprio Estado e gerando sociedades sem poder, sonha com esperança. Precisamente agora, quando se estão a cumprir um após outro os maus augúrios daquele seu editorial, “Desarmar os mercados financeiros”, que foi semente do movimento Attac. A política de austeridade e de precarização do emprego capitaneada por Angela Merkel levou a um desespero social que alimenta as tendências mais radicais. Ou a Europa reage agora ou será tarde. Ramonet crê que reagirá.
“Reorientar a Europa para o desemprego, o futuro e o crescimento”. As palavras de Hollande, recentemente eleito presidente da França, falam de uma mudança de rumo que parecia impossível. Há vida para além dos mercados?
A proposta de Hollande chega num bom momento. Se tivesse dito há um ano que não apoiava o pacto fiscal (promovido por Merkel), não teria funcionado. Hollande não fala do crescimento que Draghi (presidente do BCE) defende, baseado na precarização do emprego para ganhar competitividade e nas curas de austeridade. Hollande defende o crescimento com estímulo por parte da União Europeia. É o momento, porque há países submetidos a duras reformas extraordinárias com os governos a viver nos limites dessas políticas.
Os próprios mercados veem que só austeridade não serve. Por isso, houve tanto apoio, ativo ou passivo, a Hollande. Prova disso é o caso do Governo espanhol, que desejava a vitória do socialista porque lhe dará oxigénio para pagar a dívida em mais anos sem asfixiar a economia.
Como se financia o crescimento?
Os Estados estão endividados e não podem endividar-se mais. Mas a UE como tal, não. Pode endividar-se e emprestar aos Estados ou financiar obras que criem emprego.
A banca está falida. Se lhe injetam dinheiro a 1% a partir do BCE e com ele compra dívida de países com rentabilidade maior, paga-se com impostos. É sustentável?
A diferença entre o 1% que a banca paga pelo dinheiro e os 6% que recebe pela dívida da Espanha, por exemplo, leva a uma situação na qual não se poderá pagar essa dívida, que se converterá na principal questão do orçamento. Creio que há cada vez mais consenso para que o BCE empreste diretamente aos Estados. Os Estatutos do banco central não lhe permitem, e nisso apoiam-se os alemães, mas encontramo-nos numa situação de exceção e há que impor uma decisão política. Os Estatutos são pura burocracia.
Porque vão ceder se se negaram até agora?
Porque já há sociedades que estão se sublevando. Na Grécia disparou o voto extremo. Na França temos cerca de 28% do eleitorado votando numa extrema direita que recusa a Europa e o euro. O respeito das normas está a levar a uma situação insustentável. Victor Hugo dizia que não há nada mais poderoso que uma ideia para a qual chegou o momento.
Está a Alemanha nesse momento?
A Alemanha prevê crescer este ano a 1% e começa a temer que, se as economias europeias não compram os seus produtos, a sua situação vai piorar. Os sindicatos lançaram uma ofensiva para pedir um aumento de salários. O trabalho alemão, que já é o mais caro da Europa, será ainda mais caro e terá mais dificuldade em vender os seus produtos. Os próprios dirigentes vão juntar-se à petição de crescimento.
Draghi advertiu que o país que reduzir a austeridade será imediatamente castigado pelo mercado. Hollande aguentará?
Eu penso que assistiremos a uma mobilização popular em França para que Hollande não repita os erros dos sociais-democratas de Grécia, Portugal e Espanha. O problema já não é só económico, mas sim político. Se não sairmos do atoleiro dos mercados, vamos ter uma Europa de extrema direita daqui a cinco anos.
Também há movimentos de mudança como o 15-M.
O que vimos no ano passado como o 15-M foi muito emocionante, toda uma geração a protestar com uma conceção muito exigente e pura da política e da democracia. É lamentável que essa gigantesca energia, por desconfiança para com a política, não tenha encontrado um modo de permanecer como movimento reconhecível, com organização e liderança. Na minha opinião, o sentimento de asco para com a política de muitos jovens conduziu-os a um erro tático, por não se organizarem como formação, e a outro estratégico, porque não têm ferramenta, nem direta nem indireta, de conquista de poder.
Que solução vê para o desemprego juvenil?
Está a perder-se uma geração inteira, apesar de ser a melhor formada da história dos nossos países. É um tremendo desperdício humano e é urgente encontrar soluções com imaginação, lançar planos de reindustrialização e de relocalização, um grande plano Marshall de emprego para a juventude. A Europa está socialmente destruída, como o esteve materialmente após a II Guerra Mundial.
Perde-se a geração melhor formada e força-se a que a próxima já não o seja. Por quê?
Todos os movimentos neoliberais cortaram na educação. É a renúncia a um dos fundamentos da democracia, a igualdade de oportunidades, e isso é insuportável. A classe média está-se a desclassificar, um fenómeno que não conhecíamos. Deixa-se de pertencer a uma classe à qual se chegou com gerações de esforços.
Quanto vai custar recuperar esse caminho?
Há que refletir porque, pouco a pouco e de forma silenciosa, foram-nos encerrando numa estrutura política em que as decisões são muito limitadas, na qual uma mudança de Governo não muda grande coisa porque se aplicam regras que não se podem modificar. Assistimos a uma redução da democracia e a uma preponderância do poder financeiro sobre o político. O Mecanismo Europeu de Estabilidade, que é uma prisão jurídica, está a ser ratificado sem debate.
Não foi mudado nada do sistema financeiro.
Se não se controlar os mercados, não sairemos disto. Há que regulamentá-los, dissociar a banca de poupança da especulativa, impor impostos sobre os rendimentos de capital como existem sobre o trabalho e dotar-se de um sistema que permita aos políticos pôr limites ao mercado. Ou acontece isso ou passaremos a uma nova estrutura política desconhecida até agora.
(*) Publicado em Más Público.org, tradução de Carlos Santos para Esquerda.net
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