10/16/2010

SCHILLER, David, Le Petit Livre da la Sagesse Zen, Ed. Robert Laffont, 1998 (ca. 11 euros)







Un moine demanda à Chao-choui: “Je viens d’ entrer au monastère: je t’ en prie, donne-moi um conseil.”


- As-tu mangé ton gruau de riz? – demanda Chao-choui.


- Oui, je l’ ai mangé, répondit le moine.


- Alors, va laver ton bol.






“Le Zen est le dernier mot de la philosophie, écrivit Suzuki [ Daisetz Teitaro Suzuki, viveu entre 1870 e 1966, e iniciou gerações de Ocidentais no budismo Zen – N. de Kriu] le fait psychique ultime, que survient lorsque la conscience religieuse est developpée à l’ extrême (…) chez lez bouddhistes, les chrétiens, les philosophes.”


(p. 263)

“Si un homme veut


être sur de son


chemin, qu’il ferme


les yeux et marche


dans l’ obscurité.

(Saint Jean de la Croix)

10/13/2010

DESTAQUE (enviado por Ivan Barbosa)


Os universitários portugueses estão cada vez mais diferentes dos europeus. A maioria vive em casa dos pais, não trabalha durante o curso e vai de carro para a universidade. Nada disto os estimula a serem empreendedores ou a amadurecerem para a realidade profissional mais dura que terão de enfrentar.



Nos últimos 20 anos o sistema universitário português convergiu com o dos restantes países europeus em muitos aspectos. Hoje os alunos entram para universidades com uma elevada proporção de docentes doutorados no estrangeiro, que em muitos casos ensinam as mesmas matérias que leccionaram em Inglaterra ou nos Estados Unidos da América. A Internet dá-lhes acesso aos mesmos conteúdos que os seus colegas europeus, uma realidade distante da vivida no passado em que dependiam de bibliotecas mal apetrechadas. E o programa Erasmus trouxe também excelentes oportunidades.



O outro lado da moeda surge quando se olha para estatísticas onde se lê que Portugal é o segundo país da União Europeia com maior percentagem de estudantes universitários a viver em casa dos pais e a estudar na mesma cidade onde cresceram, sendo simultaneamente um dos três países da UE onde menor percentagem dos universitários trabalha durante o curso. Na Suécia, um dos países mais ricos da Europa, cerca de 60% dos alunos trabalham durante o curso. Em Portugal são menos de 15%.



Nestes aspectos a experiência vivida nas universidades portuguesas é muito diferente da europeia, e tornou-se ainda mais diferente nos últimos 10 anos. A expansão das vagas permitiu aos estudantes um maior leque de hipóteses. A maioria dos alunos escolheu ficar na universidade ou politécnico mais próximo de casa. O resultado foi a criação de universidades mais regionais, onde a maioria dos alunos têm mais de 80% de colegas da mesma região. A isto acresce que, em média, apenas têm 0,7% de colegas oriundos de outros países comunitários.



A decisão de ficar em casa dos pais em muitos casos é determinada por factores económicos. No entanto, o parque automóvel de metade dos estudantes e sua expansão nos últimos anos demonstra bem que em muitos outros casos não o é. Os estudantes portugueses são os únicos europeus para quem o carro é o meio de transporte mais usado para chegar à universidade.



Porque é que isto é importante? Quais são as implicações destas diferenças?



Para a maioria dos jovens europeus a experiência universitária passa por conquistar um espaço de autonomia individual, com mais liberdade mas também maior responsabilidade. Os estudantes ingleses ou holandeses aprendem a cuidar de si e a serem independentes. Têm de trabalhar para poder fazer viagens ou comprar uma guitarra. Têm de gerir a sua própria vida e o seu orçamento. Quando saem do curso muitos têm experiência de trabalhar e de valorizar o dinheiro ganho com esforço.



A maioria dos seus colegas portugueses tem o carro que os pais lhes oferecem, se oferecerem, e faz as férias que os pais lhes pagam. O que conseguem ter ou fazer não depende em nada da sua iniciativa ou do seu esforço. Esta é uma lição de "desempreendorismo" que vão aprender durante três, quatro ou cinco anos de universidade.



Por outro lado, acabam o curso já com o vício de ter carro e o hábito de viver numa casa com as condições que os seus pais apenas conquistaram aos 50 anos. Depois entram num mercado de trabalho onde dificilmente conseguirão um rendimento que permita tais "luxos". Situação que, aliada ao facto de maioritariamente estudarem na cidade onde cresceram, limita fortemente a sua mobilidade geográfica. Já a maioria dos estudantes europeus sai de casa aos 17 anos, mudando de cidade. E depois, muitas vezes, aos 21 começa a trabalhar numa cidade diferente. Esta mobilidade permite um melhor encontro entre as qualificações dos licenciados e o que o mercado procura, ajudando a diminuir o desemprego e a aumentar a produtividade.



Em Portugal acaba por se criar um ambiente que faz com que a experiência universitária para muitos alunos seja um prolongar dos anos de liceu. Mantêm os mesmos amigos, continuam em casa da família, gastam muitas horas a ver televisão e não criam novos hábitos culturais. Este facto é, aliás, muito comentado pelos alunos que regressam do programa Erasmus. A participação neste programa europeu é, sem dúvida, um dos aspectos mais positivos dos últimos anos. A percentagem de alunos portugueses a estudar noutros países europeus aumentou entre 1998 e 2005 e manteve-se ligeiramente acima da média europeia. Ainda assim só entre 5 a 10% dos alunos beneficiam desta experiência.



O exemplo do programa Erasmus ou dos programas de mobilidade internacional para recém-licenciados servem para mostrar que há oportunidades muito interessantes. E existem tanto no estrangeiro como em Portugal. Quem ensina vê muitos alunos a aproveitá-las ou mesmo a criá-las, envolvendo-se com Organizações Não Governamentais, participando em grupos de teatro, orquestras, tunas, coros e muitas outras actividades em que vão aprender tanto ou mais que nas cadeiras do curso. Vê que os alunos que saem do seu conforto e têm iniciativa aprendem muito com esta experiência. Mas vê também que ainda são uma minoria.



São os alunos que têm de decidir se querem aproveitar estas oportunidades. Mas cabe aos pais e aos professores incentivá-los a quererem ser diferentes, a estarem abertos a novas experiências e a interessarem-se por aprender. Infelizmente na próxima semana começa a praxe nas universidades, que se prolonga por vários meses, seguindo um modelo do tipo militar, em que os alunos ficam em sentido, marcham e recebem ordens e insultos como se estivessem na recruta. Modelo que serve bem os propósitos da formação de soldados, onde a uniformização e o sacrifício do indivíduo face ao grupo são objectivos importantes, mas que dificilmente se percebe na universidade, onde a criatividade, inteligência e imaginação deviam liderar.

10/12/2010

Destaque  (enviado por Rui Cerveira)


Os ingleses pagam à semana e claro, administrativamente é uma seca! Mas ... diz-se que há sempre uma razão para as coisas! Ora bem, cá está um exemplo aritmético simples que não exige altos conhecimentos de Matemática mas talvez necessite de conhecimentos médios de desmontagem de retórica enganosa. Que é esta que constrói mitos paternalistas e abençoados que a malta mais pobre, estupidamente atenta e obrigada, come sem pensar!


Fala-se que o governo pode vir a não pagar aos funcionários públicos o 13º mês. Se o fizerem, é uma roubalheira sobre outra roubalheira. Perguntarão porquê.


Respondo: Porque o 13º mês não existe.


O 13º mês é uma das mais escandalosas de todas as mentiras do sistema capitalista, e é justamente aquela que os trabalhadores mais acreditam. Eis aqui uma modesta demonstração aritmética de como foi fácil enganar os trabalhadores.


Suponhamos que você ganha € 700,00 por mês. Multiplicando-se esse salário por 12 meses, você recebe um total de € 8.400,00 por um ano de doze meses.


€ 700 X 12 = € 8.400,00 Em Dezembro, o generoso patrão cristão manda então pagar-lhe o conhecido 13º mês.


€ 8.400,00 (Salário anual) + € 700,00 (13º mês) = € 9.100 (Salário anual mais o 13º mês) O trabalhador vai para casa todo feliz com o patrão.



Agora veja bem o que acontece quando o trabalhador se predispõe a fazer umas simples contas que aprendeu no 1º Ciclo:



Se o trabalhador recebe € 700,00 mês e o mês tem quatro semanas, significa que ganha por semana € 175,00.



€ 700,00 (Salário mensal) / 4 (semanas do mês) = € 175,00 (Salário semanal)



O ano tem 52 semanas. Se multiplicarmos € 175,00 (Salário semanal) por 52 (número de semanas anuais) o resultado será € 9.100,00.



€ 175,00 (Salário semanal) X 52 (número de semanas anuais) = € 9.100.00



O resultado acima é o mesmo valor do Salário anual mais o 13º mês. Surpresa, surpresa ? Onde está portanto o 13º Mês?



A explicação é simples, embora os nossos conhecidos líderes nunca se tenham dado conta desse facto simples.



A resposta é que o patrão lhe rouba uma parte do salário durante todo o ano, pela simples razão de que há meses com 30 dias, outros com 31 e também meses com quatro ou cinco semanas (ainda assim, apesar de cinco semanas o patrão só paga quatro semanas) o salário é o mesmo tenha o mês 30 ou 31 dias, quatro ou cinco semanas.



No final do ano o generoso patrão presenteia o trabalhador com um 13º mês, cujo dinheiro saiu do próprio bolso do trabalhador.



Se o governo retirar o 13º mês aos trabalhadores da função pública, o roubo é duplo.



Daí que, como palavra final para os trabalhadores inteligentes. Não existe nenhum 13º mês. O patrão apenas devolve o que sorrateiramente lhe surrupiou do salário anual.



Conclusão: Os Trabalhadores recebem o que já trabalharam e não um adicional.

10/09/2010

DESTAQUE   Petição pelo pluralismo de opinião no debate político-económico



por Miguel Cardina (texto enviado por Teresa Palma Fernandes)
 
As medidas de austeridade recentemente anunciadas pelo governo vieram mostrar, uma vez mais, a persistência de um fenómeno que corrói as bases de um sistema democrático. Nas horas e dias que se seguiram à conferência de imprensa de José Sócrates e de Teixeira dos Santos, os órgãos de comunicação social, nomeadamente as televisões, empenharam-se mais em tornar as referidas medidas inevitáveis do que em promover efectivos espaços de debate em torno das grandes opções político-económicas.


De facto, os diferentes painéis de comentadores televisivos convidados para analisar o chamado PEC III foram sistematicamente constituídos a partir de um leque apertado e tendencialmente redundante de opiniões, que oscilou entre os que concordam e os que concordam, mas querem mais sangue; ou entre os que acham que o PEC III vem tarde e os que defendem ter surgido no timing certo. Para lá destas balizas estreitas do debate, parece continuar a não haver lugar para quem conteste, critique ou problematize o quadro conceptual que está em jogo e as intenções de fundo, ou o sentido e racionalidade dos caminhos que Portugal e a Europa têm vindo a seguir, em matéria de governação económica.


Por ignorância, preguiça, hábito, desconsideração deliberada ou manifesto servilismo, os canais televisivos têm sistematicamente tratado a análise da crise económica como se o intenso debate quanto aos fundamentos doutrinários e às opções políticas que estão em jogo pura e simplesmente não existisse. Com a particular agravante de a crise financeira, iniciada em 2008, ter permitido uma consciencialização crescente em relação às diferentes perspectivas, no seio do próprio pensamento económico, no que concerne às responsabilidades da disciplina na génese e eclosão da crise.


Com efeito, diversos sectores político-sociais e reputados economistas têm contestado a lógica das medidas adoptadas, alertando para o resultado nefasto de receitas semelhantes aplicadas em outros países e denunciado a injusta repartição dos sacrifícios feita por politicas que privilegiam os interesses dos mercados financeiros liberalizados. Mas a sua voz permanece, em grande medida, ausente dos meios de comunicação de massas.


Não se trata de criticar o monolitismo das opiniões convocadas para o debate, partindo do ponto de vista de quem nelas não se revê. Uma exclusão daqueles que têm tido o privilégio quase exclusivo de acesso aos meios de comunicação seria igualmente preocupante. O problema de fundo reside em ignorar, nos dias que correm, o pluralismo de interpretações e perspectivas sobre a crise, sobre os seus impactos e sobre as opções de superação.


Somos cidadãos e cidadãs preocupados com este silenciamento e monolitismo. E por isso exigimos aos órgãos de comunicação social – em particular às televisões, e sobretudo àquela a quem compete prestar “serviço público” – que respeitem o pluralismo no debate político-económico de modo a que se possa construir uma opinião pública mais activa e informada. Menos do que isso é ficar aquém da democracia e do esclarecimento.



Será dado conhecimento da presente petição, e dos respectivos subscritores, às direcções de informação dos canais televisivos portugueses e restantes meios de comunicação social; a responsáveis por programas de televisão que abordam questões político-económicas; aos grupos parlamentares com representação na Assembleia da República e à Entidade Reguladora para a Comunicação Social.



(informações e contactos: pluralismonodebate@gmail.com)

10/08/2010

DESTAQUE:  10 ESTRATÉGIAS DE MANIPULAÇÃO MEDIÁTICA (Nota: gentilmente enviadas e atribuidas a Chomski mas cuja autoria Kriu não verificou. Em todo o caso fazem grande sentido...)



1- A ESTRATÉGIA DA DISTRACÇÃO.


O elemento primordial do controle social é a estratégia da distracção


que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes


e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicos, mediante


a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distracções e de


informações insignificantes. A estratégia da distracção é igualmente


indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos


conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da


psicologia, da neuro-biologia e da cibernética. "Manter a atenção do


público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada


por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado,


ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os


outros animais (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras


tranquilas')".










2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.


Este método também é chamado "problema-reacção-solução". Cria-se um


problema, uma "situação" prevista para causar certa reacção no


público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja


fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se


intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a


fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas


em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise económico para


fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais


e o desmantelamento dos serviços públicos.










3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.


Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la


graduadamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira


que condições sócio-económicas radicalmente novas (neoliberalismo)


foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo,


privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa,


salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que


haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só


vez.










4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO.


Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de


apresentá-la como sendo "dolorosa e necessária", obtendo a aceitação


pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar


um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o


esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a


massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá


melhorar amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto


dá mais tempo ao público para acostumar-se com a ideia de mudança e de


aceitá-la com resignação quando chegue o momento.










5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE.


A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso,


argumentos, personagens e entoação particularmente infantis, muitas


vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de


baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar


enganar ao espectador, mais se tende a adoptar um tom infantilizante.


Por quê?"Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de


12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá,


com certa probabilidade, a uma resposta ou reacção também desprovida


de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de


idade (ver "Armas silenciosas para guerras tranquilas")".










6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO.


Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um


curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos


indivíduos. Além do mais, a utilização do registo emocional permite


abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar


ideias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir


comportamentos...










7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE.


Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e


os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. "A qualidade


da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e


medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira


entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e


permaneça impossíveis para o alcance das classes inferiores (ver


'Armas silenciosas para guerras tranquilas')".










8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.


Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar


e inculto...










9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTO-CULPABILIDADE.


Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua


própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de


suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se


contra o sistema económico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se,


o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a


inibição da sua acção. E, sem acção, não há revolução!










10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.


No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência


têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e


aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à


biologia, à neuro-biologia e à psicologia aplicada, o "sistema" tem


desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma


física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor


o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa


que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um


grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.
 
 
 
(enviado por Filipe S.)

10/05/2010

GAWAIN, Shakti, Visualização Criativa. Lisboa: ed. Pergaminho, 2007, 2ª ed.

"A verdadeira cura vem sempre do interior, mesmo quando necessitamos de tratamentos. Quando passamos a ter o hábito de nos proporcionarmos regularmente tranquilidade e calma interior deixamos de ter de ficar doentes para que prestemos, por fim, atenção ao nosso eu profundo" (p.70)

"Se aproveitar o presente e formar com ele uma unidade, fundindo-se nele, sentirá um fogo, um brilho, uma centelha de êxtase vibrando em todos os seres sensitivos" (p. 70) 
"A morte é a flor da árvore da vida."
Osho
WIDMAIER, Eric P. Porque é que o Ganso não é Obeso (E nós aumentamos de peso) Como as estratégias evolutivas afectam a nossa vida. Lisboa: Gradiva, 2006 (Ca. 255 pp. e 16 euros)



“Será que atingimos o pináculo da evolução? Ou estará a Humanidade a evoluir na direcção de uma «forma superior»? (…) é pouco provável que consigam conceber um animal mais bem adaptado ao voo (…) do que uma ave. (…) em termos evolutivos, as aves não desenvolveram um cérebro como o nosso porque não tiveram necessidade. O facto de termos desenvolvido uma estrutura deste género sugere que foi necessário ultrapassar as nossas muitas fraquezas ou, de modo inverso, que conservámos aptidões sensoriais fisiológicas inferiores por termos desenvolvido um cérebro anterior” (p. 180)




”Afinal de contas talvez estejamos já próximos da perfeição – para os nossos objectivos. Como referiu uma vez (…) Desmond Morris, os gatos podem parecer-nos pouco inteligentes mas eles são muito, muito bons a serem gatos” (p. 183)



“A nossa coluna vertebral adaptar-se-á por fim à nossa posição erecta, aliviando a dor nas costas? Deixaremos de ter dentes do siso? A vagina alargar-se-á para acomodar a cabeça de um bebé de quatro kilos? O nosso cérebro anterior continuará a se desenvolver” (p.184)

10/04/2010

STEINER, George, Os Logocratas. Lisboa: Relógio d’ Água, 2006 (ca. 200 pp. e 10 euros)


“ (…) é antes a pletora quase demencial dos novos títulos – 121 000 no Reino Unido para 2002 – que poderá representar a maior ameaça para a leitura séria, para a sobrevivência de livrarias com títulos de qualidade e espaço suficiente para manterem um fundo que satisfaça os centros de interesse e as necessidades de minorias. Em Londres, um primeiro romance que não obtenha uma notoriedade imediata ou não seja distinguido pela crítica será devolvido ao editor ou vendido em saldo num prazo de vinte dias. A simples verdade é que já não há espaço para esse milagre do gosto exploratório e em maturação ao qual tantos grandes autores devem a sua sobrevivência” (p. 83)



“Considero as bandeiras, os passaportes um pechibeque perigoso. Creio que somos hóspedes da vida.” (p. 106)





“A doença da intelligentsia é a vontade mais ou menos declarada (...)  de querer jogar e ganhar nos dois tabuleiros: procurar (...) uma projecção mais ou menos duradoura na disciplina que se pratica e o sucesso público. É o grande veneno. É necessário ter-se muito orgulho e muita modéstia (...) para se saber dizer não, para se recusar a tentativa de atingir um público que não está de facto em condições de ajuizar do que, inclinando-nos, lhe apresentamos.” (p.152)

DESTAQUE
Entrevista a Henrique Neto  "O Público",  4/10/2010 (enviada por Filipe Santos)



P. Desde o Governo de António Guterres, tem participado nos congressos do PS apresentando moções críticas para as políticas na área económica, por as considerar desajustadas das necessidades do país. Como vê a actual situação?

Com grande preocupação. Como português que gosta muito do seu país, não posso deixar de lamentar as oportunidades perdidas e os erros cometidos. Infelizmente, os nossos governantes não sabem da importância de ouvir os críticos, que é uma qualidade que está apenas ao alcance dos estadistas.



P. Como é que explica que, apesar dos avisos, o Governo tenha ignorado o impacto que a crise financeira iria ter na economia nacional?

Não há uma resposta simples para essa questão. Penso que é um misto de falta de sentido de Estado, de ignorância, de voluntarismo e de teimosia e, porventura mais importante, de falta de convicção sobre o interesse geral a que muitos chamam patriotismo.



P. Como avalia as linhas gerais propostas pelo Governo para reduzir o défice do Estado em 2011?

Pelo que se ficou a saber, certo é apenas que os portugueses pagarão, em 2011 e nos anos seguintes, os erros, a imprevidência e a demagogia acumulada em cinco anos de mau Governo. É por isso que, nestas circunstâncias, falar da coragem do primeiro-ministro e do ministro das Finanças, como alguns têm feito, é um insulto de mau gosto a todos os portugueses que trabalham, pagam os seus impostos e vêem defraudadas as suas expectativas de uma vida melhor. As medidas propostas, sendo inevitáveis, dada a dimensão da dívida e a desconfiança criada pelo Governo junto dos credores internacionais, não tocam no essencial da gordura do aparelho do Estado e nos interesses da oligarquia dirigente. Mas o pior é que estas medidas, pela sua própria natureza, não são sustentáveis no futuro e não é expectável que, com este Governo, se consiga o crescimento sustentado da economia.



P. Acredita na execução orçamental de 2010?

Tanto quanto se sabe, o Governo não cumpriu as medidas acordadas com o PSD, do lado da despesa, no PEC (Plano de estabilidade e Crescimento)1 e no PEC 2. Mas, como todos sabemos, a contabilidade governamental é elástica e algumas das medidas agora apresentadas terão efeito ainda este ano, pelo que seria um absurdo indesculpável o Governo não cumprir o objectivo do défice para 2010.



P. Quais os efeitos das medidas anunciadas na economia real?

Os livros de Economia ensinam que estas medidas matam qualquer economia, e essa é uma razão adicional para as evitar em tempo útil, com bom senso e boa governação. Em qualquer caso, temos a vantagem de ser um pequeno país e acredito que as empresas têm condições para salvar a economia portuguesa. Mas, para isso, precisam de uma estratégia nacional clara e coerente, um Estado sério e competente que defenda o interesse geral e uma profunda reforma ao nível da exigência educativa. O objectivo principal terá de ser subir na cadeia de valor através da inovação e de recursos humanos mais qualificados.



P. Continua a haver risco de Portugal necessitar da intervenção do FMI?

Um Governo que deixou chegar as finanças à presente situação, dificilmente evitará a vinda do FMI.



P. Partilha da opinião dos que defendem que o melhor contributo que o Governo pode dar à economia é consolidar as contas públicas?

A consolidação das contas públicas é uma condição necessária mas não suficiente. Apenas o crescimento sustentado da economia abrirá novas perspectivas aos portugueses. Mas, neste domínio, José Sócrates iludiu, durante cinco longos anos, todos os reais problemas da economia através de um optimismo bacoco e inconsciente. Não o fez apenas por ignorância, mas para servir os interesses da oligarquia do regime, através da especulação fundiária e imobiliária, das parcerias público-privadas, dos concursos públicos a feitio, das revisões de preços e de uma miríade de empresas, institutos, fundos e serviços autónomos, além das empresas municipais. Regabofe pago com recurso ao crédito e sem nenhum respeito pelas gerações futuras.



P. Como se resolve o dilema: estimular a economia e equilibrar as contas públicas?

Nas actuais condições de endividamento, dificilmente se conseguirão ambas as coisas. Por isso a dívida pública que os últimos governos deixaram acumular deveria constituir crime público. Porque nos tornou dependentes dos credores internacionais e coloca em causa o bem mais precioso de qualquer país, que é a independência nacional. Que, no caso de Portugal, tem mais de oito séculos e custou muito sofrimento. Aliás, por isso, e talvez não por acaso, infelizmente, são cada vez mais frequentes as tiradas vindas de alguns sectores apregoando que o país não é viável e que os portugueses não se sabem governar, ou que a solução dos nossos problemas passaria por uma qualquer união ibérica.



P. É possível cumprir as metas orçamentais sem aumento de impostos que permitem receitas imediatas?

Teria sido possível se a previsão fizesse parte do léxico do Governo de José Sócrates. Mas como, a três meses do final do ano, o ministro das Finanças ainda precisa de medidas adicionais e pede à oposição que lhe indique onde cortar na despesa, a resposta é não, no curto prazo, os impostos adicionais são inevitáveis.



P. Das declarações do Governo, ficou com ideia de que ele deixou cair o investimento público associado às grandes obras, TGV e aeroporto?

A ideia com que se fica é que o primeiro-ministro não leva em conta o interesse nacional, mas os interesses dos grupos de pressão dos sectores financeiro e das obras públicas, o que é a única explicação para a dimensão dos erros cometidos. Estamos a construir mais auto-estradas que ficam vazias e sem carros e um TGV com um traçado que não favorece a economia, ao mesmo tempo que nada foi feito para termos um porto de transhipment e transporte ferroviário de mercadorias para a Europa, investimentos cruciais em logística, para podermos ambicionar atrair mais investimento estrangeiro e desenvolver uma verdadeira capacidade exportadora. Em qualquer caso, contra toda a sanidade económica e financeira, o Governo não parou a maioria das obras programadas e utilizará o fantasma das indemnizações aos empreiteiros para as não parar.



P. Durante as últimas eleições, Passos Coelho desalinhou com a liderança do PSD da altura e veio também defender os grandes investimentos públicos como o TGV?

Infelizmente, Portugal está na senda de escolher jovens primeiros-ministros que não sabem do que falam. O que é agravado pela inexistência de uma estratégia nacional integradora das grandes decisões de investimento público. Desta forma, os investimentos são encarados como obra pública avulsa, o que conduz a cada cabeça cada sentença. Pedro Passos Coelho é parte desse problema, que, além disso, permite as constantes mudanças de opinião.



P. O que diz é que o jogo político entre as altas figuras que lideram o PS e o PSD se tem sobreposto ao desenvolvimento do país?

É inegável que existe um bloco central inorgânico na política portuguesa, que defende interesses privados ilegítimos e permite a acumulação de altos e bem pagos cargos na administração do Estado e nas empresas do regime. O que é facilitado pelo chamado centralismo democrático praticado nos diversos partidos políticos e pela habitual passividade e clubismo do povo português. Nesse capítulo, atingimos o ponto zero da moralidade pública e não vejo como será possível colocar a economia portuguesa no caminho do progresso e do crescimento, com algumas das principais empresas e grupos económicos a poderem ter relações privilegiadas com o poder político e a ser-lhes permitido fugir da concorrência e dos mercados externos, por força do clima de facilidade e de privilégio que detêm no mercado interno.



P. Nos últimos anos, chamou várias vezes a atenção para a promiscuidade dos grandes interesses privados com altas figuras do Estado. O cidadão tem a ideia de que não paga essa factura. O facto de o cidadão ser chamado agora a pagar a factura vai ter consequências?

Não sei quando é que os portugueses dirão "basta!". Mas sei que o maior problema resultante da imoralidade das classes dirigentes é a pedagogia de sinal negativo que isso comporta. Infelizmente, muitos portugueses têm a tentação de pensar que, se alguns enriquecem de forma fácil e rápida por via da sua actividade política, isso também lhes pode acontecer a eles no futuro. Fenómenos como o BPN e o BPP têm muito a ver com esta amoralidade geral reinante. Por outro lado, como pode o cidadão comum combater a corrupção, se o próprio Governo não fizer o que deve e pode para encabeçar esse combate, como ainda aconteceu recentemente?
Chicoespertismo



O Chicoespertismo português é a arte do desenrascanço, auxiliada por mil expedientes para evitar o confronto com a realidade, com uma forma eficaz de resolver os problemas.


Utilizada em geral por toda a gente nascida neste quintal à beira mar, tem os seus fundamentos, quer num clima até há bem pouco favorável, que facilitou o vegetarismo, quer no exemplo das elites, primeiro aristocráticas e mais tarde aburguesadas, que tiveram o condão de encontrar sempre filões de exploração – Índias, ouro dos judeus/Brasil e, ultimamente, dinheiros da CEE – que lhes evitaram o trabalho de desenvolver/educar em casa, permitindo-lhe conviver com um povo bárbaro mas do qual, dadas as riquezas vindas das colónias/CEE, se puderam alhear/desprezar.



Com a Revolução dos Cravos estas elites suportaram o insuportável mas as manas elites doutras esferas vieram em seu socorro e injectaram biliões de contos que deram a ideia de que as coisas podiam entrar na santa ordem burguesa, com um povo finalmente educadinho, ordeiro e finalmente razoável. (Lembre-se a fama de país ingovernável de Portugal na Primeira República).



Mas a verdade é que, inculta na sua grande generalidade como sempre foi, esta elite vinte e cinco abrilista, substituindo melhor ou pior a mana aristocrática (que regressaria do Brasil com o FMI nos anos 80) não soube, a exemplo das suas congéneres europeias, perceber que precisava mesmo de um povo instruído e, em vez do pré-infantil (este só virá na década de noventa) deu-lhe… carros e estradas. (Nesta altura, sim, devia-se ter feito o TGV e o aeroporto.)



E o povo, que aprendera com as suas preguiçosas elites que “o trabalho é bom para o preto” mas que, com a industrialização dos anos cinquenta/sessenta começara, de facto, a aprender como se trabalhava no mundo moderno, através da Lisnave e outros (poucos) complexos industriais que o fascismo permitira, acaba, com os dinheiros da CEE, por ser obrigado a destruir tudo isso, condição do recebimento desses mesmos dinheiros que foram direitinhos, não para a formação desse mesmo povo mas para mais brinquedos (Expo 98, CCBs e, por último, estádios), cuja existência não causaria problema algum, se a sua construção fosse acompanhada por um intenso programa de educação popular.

Tal não sucedeu.

E cá estamos!

Mas que pode fazer uma elite sem o seu povo?

Nada.

E assim se chega ao puxão de orelhas de Bruxelas, dirigido por elites que aprenderam, a seu tempo, que um povo instruído é o melhor resguardo contra a revolução e que “pour cause” deram origem a uma classe média que tem governado os respectivos países.

Classe média, em Portugal, qu’é dela?

Esta elite, saída das velhas famílias aristocrato/salazaristas tem-na destruído - e veja-se o escândalo que lhes causou a ideia de alguém, que não fosse “Dr.“, a ocupar o lugar de primeiro-ministro! Porque é evidente que nova gente tem chegado ao poder para fazer o papel das velhas elites, já envelhecidas e sem pessoal do seu meio à altura. Mas os cordéis da governação, esses têm-se mantido soberbos, distantes e desprezando quanto é verdadeiramente democrático e popular! (Lembre-se, como exemplo, que o primeiro abrigo numa paragem da Carris apareceu – e na capital! - quinze anos depois da revolução e que um único passe para todos os transportes colectivos ainda não existe!! Mas quem usa o transporte colectivo? O povo? Ora toma lá uma confusão de cartões e lixa-te!)

Todavia nada mudou?

Claro que sim.

Desde que os puxões de orelhas de Bruxelas começaram, a democratização de Portugal (aquela que não consistiu em dar um carro a cada português) teve inicio e Guterres puxou pela Educação e Sócrates pela Formação, já digna desse nome ou a querer parecê-la.

Mas o caminho é difícil, tanto mais que se faz com grande atraso, além de que o Chicoespetismo (esse vício de não ser radical nas soluções) se instalou profundamente na sociedade portuguesa: na classe dominante, evitando-lhe aquilo que, de facto, poderia desenvolver o país e a ela própria, isto é, trocar o seu egoísmo bacoco por um “egoísmo esclarecido” (noblesse oblige!) e, no povo, um Chicoespertismo copiado, a seu modo, das elites, para se ver livre de um Estado pesado, explorador e, logicamente, estúpido. (Confrontado com uma elite moderna o Zé Povinho deixa de fazer de Chicoesperto e a sua excelente performance na imigração prova-o) mas este Chicoespertismo, como se dizia, tem impedido a resolução frontal e radical dos problemas, quer do povo quer da própria elite que, contra si mesma tem vegetado.

As últimas medidas do Sr. Sócrates são uma solução ou ainda uma Chicoespertice?

Veremos.


Carlos Gouveia Melo

9/26/2010

SANTOS, Nicolau, Portugal Vale a Pena. Lisboa: Caleidoscópio, 2010 (ca. 190 pp. e 15 euros)



“Qual é a natural vantagem competitiva de Portugal? Obviamente o mar (…) Portugal tem de explorar todas as potencialidades marítimas (…) passa por definir e aplicar a Estratégia Marítimo-Portuária que Carmona Rodrigues deixou pronta” (p. 131)



“Entre 2005 e 2007 Portugal foi o país da União Europeia a 27 com maior taxa de crescimento em Investigação e Desenvolvimento (I&D) quando expressa em percentagem de PIB” (p. 147)



“E um país sem classe média é uma auto-estrada para o banditismo, a violência e a criminalidade” (p. 173)







“Chegados aqui (…) restam dois caminhos: ou baixamos os braços e cada um procura resolver os seus problemas; ou vamos à luta e tantamos ultrapassar colectivamente a situação (…) Mas esta segunda via implica a consciência de que: 1) temos vivido acima das nossas possibilidades; 2) todos temos de fazer sacrifícios para ultrapassar a situação. (p.184)




9/25/2010

HOBSBAWN, Eric, Globalização, Democracia e Terrorismo. Lisboa: Presença, 2008 (ca. 160 pp. e 12.50 euros)



“Visto que apenas os Estados detêm verdadeiro poder, existe o risco de as organizações internacionais virem a revelar-se incapazes (…) quando pretenderem tratar de ofensas como por exemplo «crimes de guerra» (4) (p. 30)

(4) O melhor guia para esta questão é Roy Gutman e David Rieff (editores), Crime of War: What the Public Should Know” (Nova Iorque e Londres, 1999).


“Poucas coisas são mais perigosas do que impérios correndo atrás dos seus próprios interesses e acreditando que, ao fazê-lo, estão também a fazer um favor à Humanidade” (p.141)



“É impossível dizer quanto tempo irá durar a presente superioridade dos americanos. (...) em termos históricos, será um fenómeno temporário, como foram todos os outros impérios” (p.147)


9/24/2010

Ilha das almas





O mundo que nos inunda de Paz


Depois da Guerra e aí prossegue


É um Mar onde a vida submerge


É uma Ilha onde se trocam almas







Perder







Ganhar ou perder é o tempo duma escolha


Quando já depois do caminho caminhamos


No cabo do troço ainda acima escadeamos


Cheios de pranto ou orgulho em cada bolha





Gonçalo Luís Barrra

9/19/2010

GESTÃO


CHOPRA, Deepak, As Sete Leis Espirituais. Lxª: Presença, 2010, 8ª ed. (ca. 124 pp. e 11 euros)







"Uma célula mantém-se viva e saudável quando se encontra num estado de estabilidade e equilíbrio (…) mantém-se através de uma constante actividade de dar e receber. Cada célula tem algo para dar a todas as outras e constitui suporte para todas as outras. (…) E só mantendo essa fluxo de dar, a célula pode receber e assim continuar a sua vibrante existência.” (p. 116)



(…) cada célula afirma a Lei do desprendimento, pois o seu funcionamento encontra-se desligado dos efeitos das suas intenções” (p. 117)



"A lei da Potencialidade Pura pratica-se através do silêncio, da meditação, do não julgamento, da comunhão com a natureza."

9/17/2010

GESTÃO 19

CARAPETO,Carlos e FONSECA, Fátima, Administração Pública Modernização Qualidade e Inovação. Lisboa: Ed. Sílabo, 2006, 2ª ed. (ca. 438 pp. e 25 euros)







“Um feedback eficaz é uma informação fornecida a uma pessoa sobre aquilo que ela alcançou (desempenho/comportamentos anteriores) e as consequências que daí resultaram (resultados). Não se trata de emitir uma simples opinião (por exemplo, «excelente trabalho»)



Mas sim fornecer uma informação desprovida de juízos de valor” (p. 143)



“As parcerias no sector público não são uma mera moda de gestão. (…) São a expressão de novos modos de acção pública, um novo meio de mobilização de actores e recursos” (p. 269)





“Na era do conhecimento, o capital humano é o principal recurso estratégico das organizações”
(…)




“Várias estudos conduzidos noutros países indicam que a modernização da administração pública tem de se fazer com e para os funcionários”
(…)




“Este discurso [que “culpa” os funcionários públicos pelo mau funcionamento dos serviços - N. de Kriu] tantas vezes repetido que ganhou contornos de verdade científica. Mas a verdade é que uma análise mais desta questão deita por terra esta pseudo-verdade” (in Epílogo)

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