5/04/2009

DESTAQUE 10 MORREU AUGUSTO BOAL por Amílcar Martins, Ph.D. Ciências de Educação, Univ Aberta, Lisboa (Foto: Lurdes Cruz)


(...)
Acabo de ter conhecimento da morte, esta madrugada, de Augusto Boal aos 78 anos. Ele foi o criador do Teatro do Oprimido, dramaturgo, encenador, director de actores, teórico, crítico de teatro, metodólogo e pedagogo da Expressão Dramática e do Teatro. Augusto Boal foi, e é, reconhecido como uma das personalidades mais relevantes no panorama da Expressão Dramática e do Teatro Contemporâneo Mundial. 

O seu amplo legado de exemplo de cidadão humanista e democrático, empenhando a sua intervenção artística e teatral em causas de transformação e de mudança social, sobretudo pelos dispositivos metodológicos que ergueu no seu Teatro do Oprimido, perdurará para sempre como um tesouro imenso a frequentar através das suas múltiplas obras. 

Experimento neste momento um profundo sentimento de gratidão por Boal me ter influenciado de forma tão fecunda nas práticas teatrais e de expressão dramática que com ele apreendi. Experimento, também, e mais uma vez, um sentimento de orgulho por, em 1975/1976, ter sido eu o porta-voz da Comissão Directiva no convite a Boal para ser professor de Práticas Teatrais e Interpretação na Escola Superior de Teatro do Conservatório Nacional de Lisboa. Naturalmente, Boal deixou marcas profundas não só junto dos seus estudantes de Teatro da EST, mas também junto de todos aqueles que, em Portugal, se interessaram pelas múltiplas facetas da sua obra.

Este é um momento de singela, mas sentida homenagem a Augusto Boal. Proponho, por isso, que nos juntemos à homenagem de muitos brasileiros a Boal, através do visionamento do documentário disponível na Globo Vídeos:

http://video.globo.com/Videos/Player/0,,GIM1020590-7759-MORRE+AOS+ANOS+O+DIRETOR+E+DRAMATURGO+AUGUSTO+BOAL,00.html
(foto de L. Cruz)

DESTAQUE 9


URGENTE:
VOTAÇAO NO PARLAMENTO EUROPEU NO DIA 5 DE MAIO DE 2009
Não deixe que o parlamento europeu lhe feche a internet... não haverá volta atrás!
Aja agora!
O acesso à internet não é condicional
Todos os que têm um site, blog bem como todos aqueles que usam o Google ou o Skype, todos aqueles que gostam de expressar as suas opiniões livremente, investigarem do modo que entendem seja para questões pessoais, profissionais ou académicas, todos os que fazem compras online, fazem amigos online, ouvem música ou vêm videos...
 
Milhões de europeus dependem da internet quer seja directa ou indirectamente no seu estilo de vida. Tirá-la, limitá-la, restringi-la ou condicioná-la, terá um impacto directo naquilo que fazemos. E se um pequeno negócio depender da internet para sobreviver, torná-la inacessível num período de crise como o que vivemos não pode ser bom.
 
Pois a internet que conhecemos está em vias de extinção através das novas regras que a União Europeia quer propôr no final de Abril. Segundo estas leis, os provedores de serviço, ou seja as empresas que nos fornecem a internet, PT, Zon, Clix entre muitas outras, vão poder legalmente limitar o número de websites que visitamos, além de nos poderem limitar o uso ou subscrição de quaisquer serviços que queiramos de algum site.
 
As pessoas passarão a ter uma espécie pacotes de internet parecidos com os da actual televisão. Será publicitada com muitos "novos serviços" mas estes serão exclusivamente controlados pelo fornecedor de internet, e com opções de acesso a sites altamente restringidas.
 
Isto significa que a internet sera empacotada e a sua capacidade de aceder e colocar conteúdo será severamente restringida. Criará pacotes de acessibilidade na internet, que não se adequam ao uso actual que damos à internet hoje.
 
A razão é simples...
 
Hoje a internet permite trocas entre pessoas que não são controladas ou promovidas pelo intermediário (o estado ou uma grande empresa), e esta situação melhora de facto a vida das pessoas mas força as grandes corporações a perderem poder, controle e lucros. E é por isso que estas empresas forçam os políticos "amigos" a agirem perante esta situação.
A desculpa é a pirataria de filmes e música, mas as verdadeiras vítimas seremos todos nós, a democracia e a independência cultural e informativa do cidadão.
 
Recentemente, vieram com a ideia que a pirataria de vídeos e música promove o terrorismo (http://diario.iol.pt/tecnologia/mapinet-internet-pirataria-terrorismo-crime-tvi24/1058509-4069.html ) para que seja impensável ao cidadão comum não estar de acordo com as novas regras...
 
Pense no modo como usa a internet! Que significaria caso a sua liberdade de escolha lhe fosse retirada?
 
Hoje em dia, a internet é sobre a vida e liberdade. É sobre fazer compras online, reservar bilhetes de cinema, férias, aprendermos coisas novas, procurar emprego, acedermos ao nosso banco e fazermos comércio.
Mas é também sobre coisas divertidas como namorar, conversar, convidar amigos, ouvir música, ver humor, ou mesmo ter uma segunda vida.
Ela ajuda-nos a expressarmo-nos, inovarmos, colaborarmos, partilharmos, ajuda-nos a ter novas ideias e a prosperar... tudo sem a ajuda de intermediários.
 
Mas com estas novas regras, os fornecedores de internet escolherão onde faremos tudo isso, se é que nos deixarão fazer.
 
Caso os sites que visitamos, ou que nós criámos não estejam incluídos nesses pacotes oferecidos por estas empresas, ninguém os poderá encontrar.
 
Se somos donos de um site ou de um blog e não formos ricos ou tivermos amigos poderosos, teremos de fechar.
 
Só os grandes prevalecerão, com a desculpa de que os pequenos não geram tráfego suficiente para justificar serem incluídos no pacote.
 
Continuaremos a ter a Amazon, a Fnac ou o site das finanças, mas poucos mais.
 
Os telefonemas gratuitos pela internet decerto que acabarão ( como já se passa nalguns países da Europa) e os pequenos negócios e grupos de discussão desaparecerão, sobretudo aqueles que mais interessam, os que podem e querem partilhar a sua sabedoria gratuitamente com o mundo.
 
Se nada fizermos perderemos quase de certeza a nossa liberdade e uso livre da internet.
 
A proposta no Parlamento Europeu arrisca o nosso futuro porque está prestes a tornar-se lei, uma lei quase impossível de reverter.
 
Muitas pessoas, incluíndo deputados do Parlamento Europeu que a vão votar positivamente, não fazem a menor ideia do que isto pode querer dizer, nem se apercebem das implicações brutais que estas regras terão na economia, sociedade e liberdade. Estas medidas vêm embrulhadas numa coisa chamada "Pacote das Telecom´s" disfarçando estas leis de algo que apenas é relativo à indústria das telecomunicações.
 
Mas na verdade, tudo não passa de regras sobre o uso futuro da internet. A liberdade está a ser riscada do mapa.
 
Nestas leis propostas, estão incluídas regras que obrigam as Telecoms a informaram os cidadãos das condições em que o acesso à internet é fornecido. Parece ser uma coisa boa, em nome da transparência, mas não passa de uma diversão para poderem afirmar que podem limitar o nosso acesso à liberdade na internet, apenas terão é que informar-nos disso.
 
O futuro da internet está em jogo e precisamos de agir já para o salvar.
Diga ao Parlamento Europeu que não quer que estas alterações sejam votadas.
Lembre-os que as eleições europeias são em Junho e que a internet ainda nos dá alguma liberdade para que possamos observar e julgar os seus actos no Parlamento.
Saiba que não está sozinho(a) nesta luta... Enquanto lê isto, centenas e centenas de outras organizações estão a trabalhar para que esta mensagem chegue a quem de direito. Milhares de pessoas estão também a contactar os seus deputados neste sentido. Ajude-se a si mesmo, colabore e faça o que pode por esta causa...
 
A internet é tão sua como deles...
 
Divulgue esta mensagem o mais que possa...
 
Pode também escrever aos seus deputados...
 
 
 
 
 



 
 
 
 

4/26/2009

E SE OBAMA FOSSE AFRICANO? (Mia Couto)


Os africanos rejubilaram com a vitória de Obama. Eu fui um deles. Depois de uma noite em claro, na irrealidade da penumbra da madrugada, as lágrimas corriam-me quando ele pronunciou o discurso de vencedor. Nesse momento, eu era também um vencedor. A mesma felicidade me atravessara quando Nelson Mandela foi libertado e o novo estadista sul-africano consolidava um caminho de dignificação de África.

Na noite de 5 de Novembro, o novo presidente norte-americano não era apenas um homem que falava. Era a sufocada voz da esperança que se reerguia, liberta, dentro de nós. Meu coração tinha votado, mesmo sem permissão: habituado a pedir pouco, eu festejava uma vitória sem dimensões. Ao sair à rua, a minha cidade se havia deslocado para Chicago, negros e brancos respirando comungando de uma mesma surpresa feliz. Porque a vitória de Obama não foi a de uma raça sobre outra: sem a participação massiva dos americanos de todas as raças (incluindo a da maioria branca) os Estados Unidos da América não nos entregariam motivo para festejarmos.

Nos dias seguintes, fui colhendo as reacções eufóricas dos mais diversos recantos do nosso continente. Pessoas anónimas, cidadãos comuns querem testemunhar a sua felicidade. Ao mesmo tempo fui tomando nota, com algumas reservas, das mensagens solidárias de dirigentes africanos. Quase todos chamavam Obama de "nosso irmão". E pensei: estarão todos esses dirigentes sendo sinceros? Será Barack Obama familiar de tanta gente politicamente tão diversa? Tenho dúvidas. Na pressa de ver preconceitos somente nos outros, não somos capazes de ver os nossos próprios racismos e xenofobias. Na pressa de condenar o Ocidente, esquecemo-nos de aceitar as lições que nos chegam desse outro lado do mundo.

Foi então que me chegou às mãos um texto de um escritor camaronês, Patrice Nganang, intitulado: " E se Obama fosse camaronês?". As questões que o meu colega dos Camarões levantava sugeriram-me perguntas diversas, formuladas agora em redor da seguinte hipótese: e se Obama fosse africano e concorresse à presidência num país africano? São estas perguntas que gostaria de explorar neste texto.

E se Obama fosse africano e candidato a uma presidência africana?

1. Se Obama fosse africano, um seu concorrente (um qualquer George Bush das Áfricas) inventaria mudanças na Constituição para prolongar o seu mandato para além do previsto. E o nosso Obama teria que esperar mais uns anos para voltar a candidatar-se. A espera poderia ser longa, se tomarmos em conta a permanência de um mesmo presidente no poder em África. Uns 41 anos no Gabão, 39 na Líbia, 28 no Zimbabwe, 28 na Guiné Equatorial, 28 em Angola, 27 no Egipto, 26 nos Camarões. E por aí fora, perfazendo uma quinzena de presidentes que governam há mais de 20 anos consecutivos no continente. Mugabe terá 90 anos quando terminar o mandato para o qual se impôs acima do veredicto popular.

2. Se Obama fosse africano, o mais provável era que, sendo um candidato do partido da oposição, não teria espaço para fazer campanha. Far-Ihe-iam como, por exemplo, no Zimbabwe ou nos Camarões: seria agredido fisicamente, seria preso consecutivamente, ser-Ihe-ia retirado o passaporte. Os Bushs de África não toleram opositores, não toleram a democracia.

3. Se Obama fosse africano, não seria sequer elegível em grande parte dos países porque as elites no poder inventaram leis restritivas que fecham as portas da presidência a filhos de estrangeiros e a descendentes de imigrantes. O nacionalista zambiano Kenneth Kaunda está sendo questionado, no seu próprio país, como filho de malawianos. Convenientemente "descobriram" que o homem que conduziu a Zâmbia à independência e governou por mais de 25 anos era, afinal, filho de malawianos e durante todo esse tempo tinha governado 'ilegalmente". Preso por alegadas intenções golpistas, o nosso Kenneth Kaunda (que dá nome a uma das mais nobres avenidas de Maputo) será interdito de fazer política e assim, o regime vigente, se verá livre de um opositor.

4. Sejamos claros: Obama é negro nos Estados Unidos. Em África ele é mulato. Se Obama fosse africano, veria a sua raça atirada contra o seu próprio rosto. Não que a cor da pele fosse importante para os povos que esperam ver nos seus líderes competência e trabalho sério. Mas as elites predadoras fariam campanha contra alguém que designariam por um "não autêntico africano". O mesmo irmão negro que hoje é saudado como novo Presidente americano seria vilipendiado em casa como sendo representante dos "outros", dos de outra raça, de outra bandeira (ou de nenhuma bandeira?).

5. Se fosse africano, o nosso "irmão" teria que dar muita explicação aos moralistas de serviço quando pensasse em incluir no discurso de agradecimento o apoio que recebeu dos homossexuais. Pecado mortal para os advogados da chamada "pureza africana". Para estes moralistas – tantas vezes no poder, tantas vezes com poder - a homossexualidade é um inaceitável vício mortal que é exterior a África e aos africanos.

6. Se ganhasse as eleições, Obama teria provavelmente que sentar-se à mesa de negociações e partilhar o poder com o derrotado, num processo negocial degradante que mostra que, em certos países africanos, o perdedor pode negociar aquilo que parece sagrado - a vontade do povo expressa nos votos. Nesta altura, estaria Barack Obama sentado numa mesa com um qualquer Bush em infinitas rondas negociais com mediadores africanos que nos ensinam que nos devemos contentar com as migalhas dos processos eleitorais que não correm a favor dos ditadores.

Inconclusivas conclusões

Fique claro: existem excepções neste quadro generalista. Sabemos todos de que excepções estamos falando e nós mesmos moçambicanos, fomos capazes de construir uma dessas condições à parte.

Fique igualmente claro: todos estes entraves a um Obama africano não seriam impostos pelo povo, mas pelos donos do poder, por elites que fazem da governação fonte de enriquecimento sem escrúpulos.

A verdade é que Obama não é africano. A verdade é que os africanos - as pessoas simples e os trabalhadores anónimos - festejaram com toda a alma a vitória americana de Obama. Mas não creio que os ditadores e corruptos de África tenham o direito de se fazerem convidados para esta festa.

Porque a alegria que milhões de africanos experimentaram no dia 5 de Novembro nascia de eles investirem em Obama exactamente o oposto daquilo que conheciam da sua experiência com os seus próprios dirigentes. Por muito que nos custe admitir, apenas uma minoria de estados africanos conhecem ou conheceram dirigentes preocupados com o bem público.

No mesmo dia em que Obama confirmava a condição de vencedor, os noticiários internacionais abarrotavam de notícias terríveis sobre África. No mesmo dia da vitória da maioria norte-americana, África continuava sendo derrotada por guerras, má gestão, ambição desmesurada de políticos gananciosos. Depois de terem morto a democracia, esses políticos estão matando a própria política. Resta a guerra, em alguns casos. Outros, a desistência e o cinismo.

Só há um modo verdadeiro de celebrar Obama nos países africanos: é lutar para que mais bandeiras de esperança possam nascer aqui, no nosso continente. É lutar para que Obamas africanos possam também vencer. E nós, africanos de todas as etnias e raças, vencermos com esses Obamas e celebrarmos em nossa casa aquilo que agora festejamos em casa alheia.  

4/22/2009


ZIMERMAN, Guite I., Velhice, Aspectos biopsicossociais, Porto Alegre, Artmel editora, 2007 (ca. 228 pp. e 29.90 euros)

“É necessária uma mudança de atitude tanto para dos velhos quanto dos jovens, para que se possa estabelecer um verdadeiro diálogo e uma convivência harmoniosa entre as diversas gerações” (p.71)

“O medo de errar do velho vem de um sentimento de obrigação de acertar sempre, de não esquecer nunca, como se a experiência de vida fosse acumulando mais pontos para uma memória perfeita. (…) A falta de interesse leva ao prejuízo da memória (…) e o querer do velho, o interesse pelas coisas, o leque de opções diminuem muito.

Devemos portanto ampliar seu mundo de interesses em todos os sentidos: político, económico, cultural, de alimentação, saúde, socialização, etc.“ (pp.141,2)

“As pessoas estão no mundo para fazer realizações e tenho  impressão de que para aquelas com a vida mais completa a morte chega na hora certa”(p.121)

Você pode falar muito e dizer pouco, assim como falar pouco e dizer muito” (p. 222) 

Filmes que retratam a terceira idade:

"O regresso para Bountiful"

"Chuva de Verão"

"O rochedo de Gilbratar"

"Meu pai, uma lição de vida"

"Um dia para não esquecer"

"Um dia para relembrar"

"Enigma do Coração"

"O Retrato"

"Filhos da Natureza"

"Os puxa-sacos"

"Viagem de Amor"

"Romance de Outono"

"O Jardim da Inocência"

"Meu Avô, Meu Amigo"

"A Caminho de um Sonho"

Você pode falar muito e dizer pouco, assim como falar pouco e dizer muito” (p. 222)

Foto: Teatro da UITI (Universidade Internacional da Terceira Idade,  na peça "A culpa é da galega", texto e enc. de Carlos Melo, estreia no Festival Fatal, teatro da Comuna, dia 21/05/09, pelas 21 horas.

 

4/16/2009

CONFERÊNCIA 3


POPPER, Karl R., O Mito do Contexto, Em Defesa da Ciência e da Racionalidade, Lisboa, edições 70, 1996  (Ca. 255 pp. e 18.90 euros)

"Há quase quarenta anos sublinhei que mesmo observadores e relatórios de observações andam ao sabor do contexto. De facto não existe nada que seja uma observação não interpretada, uma observação que não esteja impregnada de teoria. (…)

É o método da ciência, o método da discussão crítica, que torna possível transcendermos não só o que adquirimos culturalmente como também os nossos quadros de referência inatos” (pp. 83, 4)

“enquanto não formos capazes de descrever como seria a possível refutação de uma determinada teoria, podemos considerá-la como estranha ao campo da ciência empírica” (p.116)

“O que se pode designar como método de ciência consiste na aprendizagem sistemática através dos nossos erros: primeiro correndo riscos, ousando cometer erros – ou seja, propondo novas teorias com ousadia, em segundo lugar examinando sistematicamente os erros que cometemos – ou seja, pela discussão e exame crítico dos nossos erros” (p.121)

 

 

 

 

 

 

 

4/15/2009

DESTAQUE 8 Alemanha proibe milho transgénico


A Ministra da Agricultura alemã proibiu a plantação de milho geneticamente modificado  em todo o território da República Federal, alegando  razões legítimas para considerar o MON810"um perigo para o ambiente". 

O MON810 é a única variedade geneticamente modificada cujo cultivo se autoriza no território da União Europeia. 
O número de países que proibem o seu cultivo são já oito.  
A Alemanha junta-se assim à França, Áustria, Grécia, Luxemburgo e Hungria. 
A Itália e Polónia são outros países que mantêm moratórias sobre o cultivo de transgénicos.

A especialista em engenharia genética do Greenpeace, Stephanie Töwe, disse que a decisão está atrasada, explicando que inúmeros estudos científicos demonstraram que o milho transgênico era um perigo ao ambiente.

MATEMÁTICA 1


GOWERS, Thimothy, Matemática, Uma breve introdução, Lisboa, Gradiva, 2008 (ca. 172 pp. e 13 euros)

“Se este livro contém uma mensagem é o conselho de que pensemos de forma abstracta (…)  o processo de considerar somente os factos essenciais de uma situação da vida real” (p.8)

“Não é preciso um número ser muito grande para que deixemos de o considerar como um objecto isolado e começarmos a compreendê-lo através das suas relações com outros números. Isto é, através do seu papel no sistema numérico. Este é o significado da expressão o que um numero “faz” (p.34)

 Site de Thimothy Gowers:  http:www.dpmms.      

GRAFFITI 3 (Escadinhas do Lavra, Lisboa, Março 2009)

GRAFFITI 2 (Escadinhas do Lavra, Lisboa, Março 2009)

DESTAQUE 8


"a população portuguesa (...) apresenta um enorme desequilíbrio de formação (dos 5,2 milhões de activos, 25% são altamente qualificados, mas 75% têm menos do 12º ano - uma proporçao inversa à que se regista na União Europeia)
"Jornal Expresso", suplemento de Economia, 04/04/09 

4/14/2009

ALTERNATIVO 13


SHIMO-BARRY, Alex, A Fórmula do Ambiente - 100 factores que podem aumentar ou reduzir a sua pegada de carbono, Lisboa, Sinais de Fogo ed. 2009 (Ca. 143 pp. e 13 euros)

"William Shotyk, um cientista que trabalha na Universidade de Heidelberg, publicou uma análise de 132 marcas de água engarrafada (…) Shotyk descobriu que níveis significativos de antimónio, um químico tóxico utilizado na produção de garrafas, haviam vertido para a água” (p.122)

«A água engarrafada não só é um completo desastre para o ambiente, como também o é potencialmente para a saúde humana. Há cada vez mais indícios de que o plástico liberta mesmo ingredientes tóxicos para a água» Na maioria parte dos casos, (…) a água engarrafada não é mais pura nem melhor para a sua saúde do que a água potável da torneira” (p.123)

“O gado ocupa 30 por cento da superfície terrestre do planeta e 70 por cento de todas as terras aráveis. (…) sendo precisa mais terra para alimentar uma população com uma dieta à base de carne do que com uma dieta vegetariana” (p.128)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

4/08/2009

HISTÓRIA 7


VIGARELLO, Georges, História da Beleza, Teorema, 2005 (ca. 353 pp. e 23 euros)

Capítulos do livro: A beleza revelada (séc. XVI); a beleza expressiva (séc. XVII); a beleza experimentada (sec. XVII); a beleza desejada (séc. XIX), a beleza democratizada (1914/2000).

“A certeza duma fixidez estética distancia-se ainda mais com o lugar crescente concedido ao indivíduo no limiar do nosso mundo contemporâneo: a procura de belezas singulares, tanto mais marcantes quanto seriam exclusivas. 

(...) O artifício ganhou, mais do que nunca, uma importância fulcral, agudizando as singularidades,  variando as possíveis , transpondo em beleza “para todos” o que, até agora, não parecia relevar senão da natureza ou da excepção. 

Esse artifício torna-se mais completo ainda, (…) no ponto em que o bem-estar individual parece considerado como finalidade dominante, busca interminável instalada no coração das nossas sociedades, ideal dado de acréscimo por acessível e obrigatório. O que torna inevitável (…) o confronto entre normas individuais e normas colectivas 

(...) O mal-estar pode surgir por consequência onde o bem-estar se impõe como critério derradeiro" (p. 290)

 

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