4/26/2009
E SE OBAMA FOSSE AFRICANO? (Mia Couto)

Os africanos rejubilaram com a vitória de Obama. Eu fui um deles. Depois de uma noite em claro, na irrealidade da penumbra da madrugada, as lágrimas corriam-me quando ele pronunciou o discurso de vencedor. Nesse momento, eu era também um vencedor. A mesma felicidade me atravessara quando Nelson Mandela foi libertado e o novo estadista sul-africano consolidava um caminho de dignificação de África.
Na noite de 5 de Novembro, o novo presidente norte-americano não era apenas um homem que falava. Era a sufocada voz da esperança que se reerguia, liberta, dentro de nós. Meu coração tinha votado, mesmo sem permissão: habituado a pedir pouco, eu festejava uma vitória sem dimensões. Ao sair à rua, a minha cidade se havia deslocado para Chicago, negros e brancos respirando comungando de uma mesma surpresa feliz. Porque a vitória de Obama não foi a de uma raça sobre outra: sem a participação massiva dos americanos de todas as raças (incluindo a da maioria branca) os Estados Unidos da América não nos entregariam motivo para festejarmos.
Nos dias seguintes, fui colhendo as reacções eufóricas dos mais diversos recantos do nosso continente. Pessoas anónimas, cidadãos comuns querem testemunhar a sua felicidade. Ao mesmo tempo fui tomando nota, com algumas reservas, das mensagens solidárias de dirigentes africanos. Quase todos chamavam Obama de "nosso irmão". E pensei: estarão todos esses dirigentes sendo sinceros? Será Barack Obama familiar de tanta gente politicamente tão diversa? Tenho dúvidas. Na pressa de ver preconceitos somente nos outros, não somos capazes de ver os nossos próprios racismos e xenofobias. Na pressa de condenar o Ocidente, esquecemo-nos de aceitar as lições que nos chegam desse outro lado do mundo.
Foi então que me chegou às mãos um texto de um escritor camaronês, Patrice Nganang, intitulado: " E se Obama fosse camaronês?". As questões que o meu colega dos Camarões levantava sugeriram-me perguntas diversas, formuladas agora em redor da seguinte hipótese: e se Obama fosse africano e concorresse à presidência num país africano? São estas perguntas que gostaria de explorar neste texto.
E se Obama fosse africano e candidato a uma presidência africana?
1. Se Obama fosse africano, um seu concorrente (um qualquer George Bush das Áfricas) inventaria mudanças na Constituição para prolongar o seu mandato para além do previsto. E o nosso Obama teria que esperar mais uns anos para voltar a candidatar-se. A espera poderia ser longa, se tomarmos em conta a permanência de um mesmo presidente no poder em África. Uns 41 anos no Gabão, 39 na Líbia, 28 no Zimbabwe, 28 na Guiné Equatorial, 28 em Angola, 27 no Egipto, 26 nos Camarões. E por aí fora, perfazendo uma quinzena de presidentes que governam há mais de 20 anos consecutivos no continente. Mugabe terá 90 anos quando terminar o mandato para o qual se impôs acima do veredicto popular.
2. Se Obama fosse africano, o mais provável era que, sendo um candidato do partido da oposição, não teria espaço para fazer campanha. Far-Ihe-iam como, por exemplo, no Zimbabwe ou nos Camarões: seria agredido fisicamente, seria preso consecutivamente, ser-Ihe-ia retirado o passaporte. Os Bushs de África não toleram opositores, não toleram a democracia.
3. Se Obama fosse africano, não seria sequer elegível em grande parte dos países porque as elites no poder inventaram leis restritivas que fecham as portas da presidência a filhos de estrangeiros e a descendentes de imigrantes. O nacionalista zambiano Kenneth Kaunda está sendo questionado, no seu próprio país, como filho de malawianos. Convenientemente "descobriram" que o homem que conduziu a Zâmbia à independência e governou por mais de 25 anos era, afinal, filho de malawianos e durante todo esse tempo tinha governado 'ilegalmente". Preso por alegadas intenções golpistas, o nosso Kenneth Kaunda (que dá nome a uma das mais nobres avenidas de Maputo) será interdito de fazer política e assim, o regime vigente, se verá livre de um opositor.
4. Sejamos claros: Obama é negro nos Estados Unidos. Em África ele é mulato. Se Obama fosse africano, veria a sua raça atirada contra o seu próprio rosto. Não que a cor da pele fosse importante para os povos que esperam ver nos seus líderes competência e trabalho sério. Mas as elites predadoras fariam campanha contra alguém que designariam por um "não autêntico africano". O mesmo irmão negro que hoje é saudado como novo Presidente americano seria vilipendiado em casa como sendo representante dos "outros", dos de outra raça, de outra bandeira (ou de nenhuma bandeira?).
5. Se fosse africano, o nosso "irmão" teria que dar muita explicação aos moralistas de serviço quando pensasse em incluir no discurso de agradecimento o apoio que recebeu dos homossexuais. Pecado mortal para os advogados da chamada "pureza africana". Para estes moralistas – tantas vezes no poder, tantas vezes com poder - a homossexualidade é um inaceitável vício mortal que é exterior a África e aos africanos.
6. Se ganhasse as eleições, Obama teria provavelmente que sentar-se à mesa de negociações e partilhar o poder com o derrotado, num processo negocial degradante que mostra que, em certos países africanos, o perdedor pode negociar aquilo que parece sagrado - a vontade do povo expressa nos votos. Nesta altura, estaria Barack Obama sentado numa mesa com um qualquer Bush em infinitas rondas negociais com mediadores africanos que nos ensinam que nos devemos contentar com as migalhas dos processos eleitorais que não correm a favor dos ditadores.
Inconclusivas conclusões
Fique claro: existem excepções neste quadro generalista. Sabemos todos de que excepções estamos falando e nós mesmos moçambicanos, fomos capazes de construir uma dessas condições à parte.
Fique igualmente claro: todos estes entraves a um Obama africano não seriam impostos pelo povo, mas pelos donos do poder, por elites que fazem da governação fonte de enriquecimento sem escrúpulos.
A verdade é que Obama não é africano. A verdade é que os africanos - as pessoas simples e os trabalhadores anónimos - festejaram com toda a alma a vitória americana de Obama. Mas não creio que os ditadores e corruptos de África tenham o direito de se fazerem convidados para esta festa.
Porque a alegria que milhões de africanos experimentaram no dia 5 de Novembro nascia de eles investirem em Obama exactamente o oposto daquilo que conheciam da sua experiência com os seus próprios dirigentes. Por muito que nos custe admitir, apenas uma minoria de estados africanos conhecem ou conheceram dirigentes preocupados com o bem público.
No mesmo dia
Só há um modo verdadeiro de celebrar Obama nos países africanos: é lutar para que mais bandeiras de esperança possam nascer aqui, no nosso continente. É lutar para que Obamas africanos possam também vencer. E nós, africanos de todas as etnias e raças, vencermos com esses Obamas e celebrarmos em nossa casa aquilo que agora festejamos em casa alheia.
4/22/2009

ZIMERMAN, Guite I., Velhice, Aspectos biopsicossociais, Porto Alegre, Artmel editora, 2007 (ca. 228 pp. e 29.90 euros)
“É necessária uma mudança de atitude tanto para dos velhos quanto dos jovens, para que se possa estabelecer um verdadeiro diálogo e uma convivência harmoniosa entre as diversas gerações” (p.71)
Devemos portanto ampliar seu mundo de interesses em todos os sentidos: político, económico, cultural, de alimentação, saúde, socialização, etc.“ (pp.141,2)
Filmes que retratam a terceira idade:
"O regresso para Bountiful"
"Chuva de Verão"
"O rochedo de Gilbratar"
"Meu pai, uma lição de vida"
"Um dia para não esquecer"
"Um dia para relembrar"
"Enigma do Coração"
"O Retrato"
"Filhos da Natureza"
"Os puxa-sacos"
"Viagem de Amor"
"Romance de Outono"
"O Jardim da Inocência"
"Meu Avô, Meu Amigo"
"A Caminho de um Sonho"
Você pode falar muito e dizer pouco, assim como falar pouco e dizer muito” (p. 222)
Foto: Teatro da UITI (Universidade Internacional da Terceira Idade, na peça "A culpa é da galega", texto e enc. de Carlos Melo, estreia no Festival Fatal, teatro da Comuna, dia 21/05/09, pelas 21 horas.
4/16/2009
CONFERÊNCIA 3

POPPER, Karl R., O Mito do Contexto, Em Defesa da Ciência e da Racionalidade, Lisboa, edições 70, 1996 (Ca. 255 pp. e 18.90 euros)
É o método da ciência, o método da discussão crítica, que torna possível transcendermos não só o que adquirimos culturalmente como também os nossos quadros de referência inatos” (pp. 83, 4)
“O que se pode designar como método de ciência consiste na aprendizagem sistemática através dos nossos erros: primeiro correndo riscos, ousando cometer erros – ou seja, propondo novas teorias com ousadia, em segundo lugar examinando sistematicamente os erros que cometemos – ou seja, pela discussão e exame crítico dos nossos erros” (p.121)
4/15/2009
DESTAQUE 8 Alemanha proibe milho transgénico

MATEMÁTICA 1

GOWERS, Thimothy, Matemática, Uma breve introdução, Lisboa, Gradiva, 2008 (ca. 172 pp. e 13 euros)
DESTAQUE 8
4/14/2009
ALTERNATIVO 13

SHIMO-BARRY, Alex, A Fórmula do Ambiente - 100 factores que podem aumentar ou reduzir a sua pegada de carbono, Lisboa, Sinais de Fogo ed. 2009 (Ca. 143 pp. e 13 euros)
4/08/2009
HISTÓRIA 7

VIGARELLO, Georges, História da Beleza, Teorema, 2005 (ca. 353 pp. e 23 euros)
4/07/2009
FÍSICA 5

MOTL, Lubos, Equação Bogdanov, O Segredo da Origem do Universo, Lisboa, ed. Esfera do Caos, 2008 (Ca. 224 pp. e 22.70 euros)
4/06/2009
HISTÓRIA 6

NAPHY, William, Born to be gay, História da homosexualidade, Lisboa, Ed. 70, 2006. (Ca. 300 pp. e 20 euros)
“O aspecto mais relevante do mundo anterior ao advento da lei mosaica (as leis que Deus outorgou aos Israelitas através de Moisés, começando pelos Dez Mandamentos) é o facto de poucas culturas demonstrarem qualquer preocupação «moral» significativa com as relações entre pessoas do mesmo sexo” (p.19)
E deixa a pila aprender uma função que desconhece.
Estão a tecer o véu para a tua noiva,
E preparam já a donzela, em breve a noiva cortará o cabelo dos teus rapazes.
Ela deixará que o marido ansioso a sodomize uma vez,
Enquanto temer as primeiras feridas dessa estranha “arma”
Mas a ama e a mãe impedirão que isso aconteça mais vezes
E dirão: «esta rapariga é a tua esposa, não o teu rapaz»
Ai de ti, quantas perplexidades,
Quantos trabalhos sofrerás
Se a cona for coisa estranha para ti.
4/04/2009
HELEN LEVITT

Avessa ao contacto com os jornalistas e sem interesse pelo fotojornalismo, a fotógrafa tornou-se conhecida em meados do século XX ao captar a preto e branco cenas fugazes nos bairros novaiorquinos de Harlem, Yorkville e Lower East Side.
Os protagonistas das suas fotografias são os transeuntes e, em primeiro lugar, as crianças.
Ficaram célebres duas fotografias a preto e branco que tirou em finais dos anos 30, princípios de 40: numa, três rapazes saem de casa para pedir rebuçados para a festa de Halloween e na outra quatro raparigas caminham pelo passeio com o olhar fixo em cinco bolas de sabão que sobem no ar.
Teresa Palma Fernandes
FISICA 4

KLEIN, Stefan, Como o Acaso Condiciona as Nossas Vidas, Porto, Asa Editores, 2008 (Ca.430 pp. e 15 euros)
4/02/2009
FILOSOFIA 8

)
4/01/2009
ALTERNATIVO 12

POLLAN, Michael, O Dilema do Omnívoro, Lisboa, Dom Quixote, 2009 (Ca. 432 pp. e 22 euros)
“O escritor inglês John Berger escreveu um ensaio intitulado «Why Look at Animals?» no qual sugeriu que a perda de contacto diário dos homens com os animais (…) nos deixou bastante confusos relativamente aos temas da nossa relação com outras espécies” (p. 313)
«o funcionamento de uma quinta não se adapta a operações de grande escala pelas seguintes razões: diz respeito a plantas e animais que vivem, crescem e morrem» (cit. p. 220)
3/31/2009
TESTEMUNHOS 21

PHILLIPS, Adam, Monogamia, Coimbra, Angelus Novus editores, 2008. (Ca. 134 pp. e 12.80 euros)
3/30/2009
CAPITALISMO 24

TODD, Emmanuel, Após o Império – Ensaio sobre a decomposição do sistema americano, Lisboa, Ed. 70, 2002 (ca. 200 pp. e ca. 15 euros)
(…) A tendencia para a estagnação da procura resultante do comércio livre e da compressão dos salários é uma evidencia, o que explica a diminuição regular das taxas de crescimento mundial e as suas recessões cada vez mais frequentes. (..) Porque é realmente a estagnação da procura à escala mundial que permite aos Estados Unidos justificar o seu papel de regulador e de predador da economia “globalizada” e que os autoriza a assumir e reivindicar a função de um Estado keynesiano planetário.
(…) Esta evolução imperial da economia, que não deixa de lembrar a de Roma logo após a conquista da bacia mediterrânica, afectou de maneiras diferentes os diferentes sectores da sociedade e da economia americana. A indústria e a classe operária até então considerada integrada nas classes médias foram atingidas em cheio. A sua desintegração parcial lembra a do campesinato e do artesanato romanos, destruídos pelo afluxo dos produtos agrícolas ou dos objectos vindos da Sicília, do Egipto ou da Grécia. No caso dos operários americanos doa anos 1970/1990 podemos falar de empobrecimento relativo e por vezes absoluto.
(…)O prodigioso aumento dos rendimentos da parte superior da sociedade americana não pode explicar-se sem o recurso ao modelo imperial, tal como a estagnação ou o crescimento muito modesto de rendimentos da maior parte da população.” (pp. 78 a 81)
Arquivo do blogue
-
►
2014
(1)
- ► 07/06 - 07/13 (1)
-
►
2013
(19)
- ► 12/22 - 12/29 (1)
- ► 11/10 - 11/17 (1)
- ► 06/30 - 07/07 (1)
- ► 06/23 - 06/30 (1)
- ► 06/09 - 06/16 (4)
- ► 06/02 - 06/09 (2)
- ► 05/19 - 05/26 (1)
- ► 03/17 - 03/24 (2)
- ► 03/10 - 03/17 (1)
- ► 02/10 - 02/17 (4)
- ► 01/06 - 01/13 (1)
-
►
2012
(53)
- ► 12/16 - 12/23 (2)
- ► 12/02 - 12/09 (1)
- ► 11/04 - 11/11 (1)
- ► 10/28 - 11/04 (2)
- ► 10/21 - 10/28 (1)
- ► 10/14 - 10/21 (1)
- ► 10/07 - 10/14 (1)
- ► 09/30 - 10/07 (1)
- ► 09/23 - 09/30 (1)
- ► 09/16 - 09/23 (3)
- ► 09/09 - 09/16 (1)
- ► 09/02 - 09/09 (1)
- ► 08/19 - 08/26 (2)
- ► 08/12 - 08/19 (1)
- ► 08/05 - 08/12 (1)
- ► 07/22 - 07/29 (1)
- ► 07/15 - 07/22 (1)
- ► 07/01 - 07/08 (2)
- ► 06/24 - 07/01 (1)
- ► 06/03 - 06/10 (2)
- ► 05/27 - 06/03 (2)
- ► 05/20 - 05/27 (3)
- ► 05/06 - 05/13 (1)
- ► 04/29 - 05/06 (1)
- ► 04/22 - 04/29 (1)
- ► 03/25 - 04/01 (2)
- ► 03/11 - 03/18 (2)
- ► 03/04 - 03/11 (3)
- ► 02/26 - 03/04 (2)
- ► 02/19 - 02/26 (6)
- ► 02/05 - 02/12 (1)
- ► 01/29 - 02/05 (2)
-
►
2011
(55)
- ► 10/30 - 11/06 (2)
- ► 10/23 - 10/30 (1)
- ► 10/09 - 10/16 (1)
- ► 10/02 - 10/09 (3)
- ► 09/25 - 10/02 (1)
- ► 09/18 - 09/25 (2)
- ► 08/28 - 09/04 (1)
- ► 08/14 - 08/21 (3)
- ► 08/07 - 08/14 (1)
- ► 07/31 - 08/07 (3)
- ► 07/24 - 07/31 (1)
- ► 07/17 - 07/24 (2)
- ► 07/10 - 07/17 (2)
- ► 06/26 - 07/03 (2)
- ► 06/12 - 06/19 (3)
- ► 05/29 - 06/05 (1)
- ► 05/22 - 05/29 (3)
- ► 05/15 - 05/22 (1)
- ► 05/08 - 05/15 (1)
- ► 05/01 - 05/08 (1)
- ► 04/24 - 05/01 (1)
- ► 04/17 - 04/24 (3)
- ► 04/10 - 04/17 (3)
- ► 04/03 - 04/10 (4)
- ► 03/13 - 03/20 (1)
- ► 02/20 - 02/27 (2)
- ► 02/13 - 02/20 (1)
- ► 01/30 - 02/06 (1)
- ► 01/16 - 01/23 (1)
- ► 01/02 - 01/09 (3)
-
►
2010
(97)
- ► 12/26 - 01/02 (3)
- ► 12/19 - 12/26 (5)
- ► 12/12 - 12/19 (2)
- ► 12/05 - 12/12 (5)
- ► 11/28 - 12/05 (1)
- ► 11/07 - 11/14 (1)
- ► 10/31 - 11/07 (1)
- ► 10/24 - 10/31 (2)
- ► 10/17 - 10/24 (2)
- ► 10/10 - 10/17 (3)
- ► 10/03 - 10/10 (8)
- ► 09/26 - 10/03 (1)
- ► 09/19 - 09/26 (3)
- ► 09/12 - 09/19 (5)
- ► 08/29 - 09/05 (2)
- ► 08/08 - 08/15 (1)
- ► 07/18 - 07/25 (2)
- ► 06/13 - 06/20 (1)
- ► 06/06 - 06/13 (2)
- ► 05/30 - 06/06 (2)
- ► 05/23 - 05/30 (2)
- ► 05/09 - 05/16 (2)
- ► 05/02 - 05/09 (1)
- ► 04/25 - 05/02 (3)
- ► 04/18 - 04/25 (6)
- ► 04/11 - 04/18 (6)
- ► 04/04 - 04/11 (7)
- ► 03/28 - 04/04 (3)
- ► 03/07 - 03/14 (3)
- ► 02/14 - 02/21 (5)
- ► 02/07 - 02/14 (3)
- ► 01/31 - 02/07 (1)
- ► 01/24 - 01/31 (1)
- ► 01/17 - 01/24 (1)
- ► 01/03 - 01/10 (1)
-
►
2009
(141)
- ► 12/27 - 01/03 (2)
- ► 12/20 - 12/27 (5)
- ► 12/13 - 12/20 (1)
- ► 11/29 - 12/06 (2)
- ► 11/22 - 11/29 (1)
- ► 11/15 - 11/22 (2)
- ► 11/08 - 11/15 (5)
- ► 11/01 - 11/08 (6)
- ► 10/18 - 10/25 (2)
- ► 10/11 - 10/18 (1)
- ► 10/04 - 10/11 (2)
- ► 09/27 - 10/04 (3)
- ► 08/30 - 09/06 (3)
- ► 07/26 - 08/02 (1)
- ► 07/12 - 07/19 (6)
- ► 07/05 - 07/12 (2)
- ► 06/21 - 06/28 (4)
- ► 06/14 - 06/21 (4)
- ► 06/07 - 06/14 (3)
- ► 05/31 - 06/07 (5)
- ► 05/24 - 05/31 (1)
- ► 05/17 - 05/24 (2)
- ► 05/03 - 05/10 (2)
- ► 04/26 - 05/03 (2)
- ► 04/19 - 04/26 (1)
- ► 04/12 - 04/19 (8)
- ► 04/05 - 04/12 (3)
- ► 03/29 - 04/05 (7)
- ► 03/22 - 03/29 (5)
- ► 03/15 - 03/22 (5)
- ► 03/08 - 03/15 (10)
- ► 03/01 - 03/08 (3)
- ► 02/22 - 03/01 (5)
- ► 02/15 - 02/22 (5)
- ► 02/08 - 02/15 (2)
- ► 02/01 - 02/08 (5)
- ► 01/25 - 02/01 (4)
- ► 01/18 - 01/25 (2)
- ► 01/11 - 01/18 (4)
- ► 01/04 - 01/11 (5)
-
►
2008
(223)
- ► 12/28 - 01/04 (5)
- ► 12/21 - 12/28 (5)
- ► 12/14 - 12/21 (3)
- ► 12/07 - 12/14 (10)
- ► 11/30 - 12/07 (2)
- ► 11/23 - 11/30 (4)
- ► 11/16 - 11/23 (8)
- ► 11/09 - 11/16 (4)
- ► 11/02 - 11/09 (3)
- ► 10/26 - 11/02 (2)
- ► 10/19 - 10/26 (1)
- ► 10/12 - 10/19 (2)
- ► 10/05 - 10/12 (1)
- ► 09/28 - 10/05 (4)
- ► 09/21 - 09/28 (5)
- ► 09/07 - 09/14 (4)
- ► 08/31 - 09/07 (3)
- ► 08/24 - 08/31 (1)
- ► 08/17 - 08/24 (4)
- ► 08/10 - 08/17 (2)
- ► 08/03 - 08/10 (5)
- ► 07/27 - 08/03 (5)
- ► 07/20 - 07/27 (9)
- ► 07/13 - 07/20 (18)
- ► 07/06 - 07/13 (2)
- ► 06/29 - 07/06 (8)
- ► 06/15 - 06/22 (3)
- ► 06/08 - 06/15 (4)
- ► 06/01 - 06/08 (2)
- ► 05/25 - 06/01 (1)
- ► 05/18 - 05/25 (9)
- ► 05/11 - 05/18 (5)
- ► 04/27 - 05/04 (6)
- ► 04/20 - 04/27 (6)
- ► 04/13 - 04/20 (6)
- ► 04/06 - 04/13 (4)
- ► 03/30 - 04/06 (11)
- ► 03/23 - 03/30 (11)
- ► 03/16 - 03/23 (9)
- ► 03/09 - 03/16 (6)
- ► 03/02 - 03/09 (7)
- ► 02/24 - 03/02 (5)
- ► 01/13 - 01/20 (8)
-
►
2007
(57)
- ► 12/16 - 12/23 (3)
- ► 09/02 - 09/09 (5)
- ► 08/12 - 08/19 (18)
- ► 08/05 - 08/12 (1)
- ► 07/08 - 07/15 (2)
- ► 06/17 - 06/24 (3)
- ► 06/03 - 06/10 (5)
- ► 05/20 - 05/27 (1)
- ► 05/13 - 05/20 (4)
- ► 05/06 - 05/13 (8)
- ► 04/29 - 05/06 (1)
- ► 04/22 - 04/29 (1)
- ► 04/15 - 04/22 (2)
- ► 03/18 - 03/25 (3)


