Três irmãs
O mundo é um prato, um homem é um rato.
O mundo é pequeno, um homem é obsceno.
O mundo gira, um homem vai arder na pira.
Gunty Trueno
Três irmãs
O mundo é um prato, um homem é um rato.
O mundo é pequeno, um homem é obsceno.
O mundo gira, um homem vai arder na pira.
Gunty Trueno

NAPOLEONI,Loretta, O Lado Obscuro da Economia, Lisboa, Presença, 2009 (Ca. 285 pp. e 17.50 euros)
“Quase todos os produtos que consumimos têm uma história negra oculta, que vai do trabalho escravo à pirataria, da contrafacção à fraude e do roubo ao branqueamento de capitais” (p.130)
“De acordo com as Nações Unidas, a escravatura está a aumentar a um ritno sem precedentes. «O aumento de escravatura está ligado à globalização» afirma Kevin Bales, autor do livro Ending Slavery: How We Will Free Todday’s Slaves”. (p.149)
“Os Estados-mercado desregulamentam vastas áreas de empreendimento através do abandono dos estatutos industriais. Os programas de privatização de Tatcher e de Reagan podem ser considerados como os embriões dos Estados-mercado (…) o desvanecer do papel do Estado enquanto protector dos direitos dos cidadãos coloca o Estado–mercado numa posição ideal para explorar os benefícios da economia marginal” (p. 263)

O físico Leo Szilard anunciou certa vez ao seu amigo Hans Bethe a sua intenção de escrever um diário.
- Não tenho qualquer interesse em publicá-lo. Vou apenas registar os factos para informação de Deus.
- Não te parece que Deus já sabe quais são os factos? – Respondeu Bethe.
- Sim – Disse Szilard. e prosseguiu – Ele conhece os factos, o que Ele não conhece é esta versão dos factos.
(Hans Christian von Baeyer, Taming the Atom)


BAPTISTA, António, Arte Digital, Técnica de Ilustração Digital Adobe Photoshop e Amigos, Lxª,Lidel edições técnicas, 2008 (Formato álbum, muito ilustrado, ca. 160 pp. e 29.95 euros)
Não foram esquecidos os candidatos e séniores criadores de BD e cartoon que procuram o consenso entre a rapidez e a eficácia garantida."


DAWKINS, Richard, A Desilusão de Deus, Lisboa, Casa das Letras, 2008, 5ªed. (ca. 466 pp. e 20 euros)
“Uma compreensão profunda do darwinismo ensinar-nos-á a ser cautelosos em relação ao fácil pressuposto de que o desígnio [Nota de kriu: vd. Michael Behe neste blog] é a única alternativa ao acaso” (p.147)
“A selecção natural constrói os cérebros das crianças de maneira a neles incutir uma tendencia para acreditarem naquilo que os pais e chefes da tribo lhes dizem. (…) E quando a criança crescer e tiver filhos seus, ela irá provavelmente transmitir-lhes tudo – quer o bom senso, quer o disparate – com toda a naturalidade, usando o mesmo ar grave e contagiante” (p.217)
sites de cura do virus da religião:
www.apostatesofislam.com/index.htm
www.secularislam.org/default.htlm

SOROS, George, A Era da Falibilidade – Consequências da Guerra Contra o Terrorismo, Coimbra, ed. Almedina, 2008 (376 pp. e ca. 19 euros)
(…) a investigação é feita mais com o objectivo de gerar riqueza do que puro conhecimento, e a academia está a perder a sua identidade como um fim em si mesma.” (pp.131)
“Vejo a sociedade aberta como uma sociedade relativamente estável, aberta à inovação e ao aperfeiçoamento” (p.330)

RAGON, Michel, Dictionnaire de l’ Anarchie Albin Michel, ed. Albin Michel, 2008 (ca. 650 pp. e 25.30 euros)

PEREIRA, Álvaro Santos, Os Mitos da Economia Portuguesa, Lisboa, Guerra e Paz editores, 2008 (ca. 222 pp. e 16 euros)
“ A Economia Portuguesa sofre de um problema crónico de incentivos distorcidos” (p. 21)
2) temos uma cultura de reacção e não prevenção. (p. 42)

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Vejo-me então forçado a dizer, em defesa das brincadeiras de mau gosto, que, no meu entendimento, as brincadeiras de mau gosto têm duas características encantadoras: primeiro, são brincadeiras; segundo, são de mau gosto. Brincar é saudável, e o mau gosto tem sido muito subvalorizado. No entanto, aquilo que o filme captado na escola do Cerco mostra aproxima-se mais do crime do que da brincadeira. E os crimes, pensava eu, não são de bom-gosto nem de mau gosto. Para mim, estavam um pouco para além disso – o que é, aliás, uma das características encantadoras dos crimes. Se, como diz Margarida Moreira, o que se vê no vídeo se enquadra no âmbito da brincadeira de mau gosto, creio que acaba de se abrir todo um novo domínio de actividade para milhares de brincalhões que, até hoje, estavam convencidos, tal como eu, que o resultado de uma brincadeira é ligeiramente diferente do efeito que puxar de uma arma, mesmo falsa, no Bairro do Cerco, produz.
O mais interessante é que Margarida Moreira, a mesma que agora vê uma brincadeira de mau gosto no que mais parece ser um delito, é a mesma que viu um delito no que mais parecia ser uma brincadeira de mau gosto. Trata-se da mesma directora que suspendeu o professor Fernando Charrua por, numa conversa privada, ele ter feito um comentário desagradável, ou até insultuoso, sobre o primeiro-ministro. Ora, eu não me dou com ninguém que tenha apontado uma arma de plástico a um professor, mas quase toda a gente que conheço já fez comentários desagradáveis, ou até insultuosos, sobre o primeiro-ministro. Se os primeiros são os brincalhões e os segundos os delinquentes, está claro que preciso de arranjar urgentemente novos amigos.

“À sua volta, os adversários do Consenso de Washington neo liberal estava a ascender ao poder (…) Começou com a eleição de (…) Lula da Silva, o primeiro presidente do Brasil oriundo da classe operária. Foi seguido por Néstor Kirchner, na Argentina (…) Tabaré Vazquez, o primeiro socialista eleito presidente no Uruguai. (…) Evo Morales(…) o primeiro nativo indígena eleito presidente da Bolívia
(…) Morales (…) cresceu numa família tão pobre que, quando era criança, corria atrás dos autocarros para apanhar as cascas de laranja e bananas que os passageiros atiravam das janelas. Por vezes era tudo o que conseguia arranjar.” (pp. 477,8)