1/31/2009

BIOLOGIA 4 (colab. de Ivan Barbosa)


O nosso cérebro é doido !!!

De aorcdo com uma peqsiusa

de uma uinrvesriddae ignlsea,

não ipomtra em qaul odrem as

Lteras de uma plravaa etãso,

a úncia csioa iprotmatne é que

a piremria e útmlia Lteras etejasm

no lgaur crteo. O rseto pdoe ser

uma bçguana ttaol, que vcoê

anida pdoe ler sem pobrlmea.

Itso é poqrue nós não lmeos

cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa

cmoo um tdoo.



Fixe os seus olhos no texto abaixo e deixe a sua mente lê-lo corretamente:

35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4
M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R
CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O!
NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45
N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O
CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M
PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R
B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3!
P4R4BÉN5!

1/28/2009

RELIGIÂO 1


DAWKINS, Richard, A Desilusão de Deus, Lisboa, Casa das Letras, 2008, 5ªed. (ca. 466 pp. e 20 euros)

“Uma compreensão profunda do darwinismo ensinar-nos-á a ser cautelosos em relação ao fácil pressuposto de que o desígnio [Nota de kriu: vd. Michael Behe neste blog] é a única alternativa ao acaso” (p.147)

“A selecção natural constrói os cérebros das crianças de maneira a neles incutir uma tendencia para acreditarem naquilo que os pais e chefes da tribo lhes dizem. (…) E quando a criança crescer e tiver filhos seus, ela irá provavelmente transmitir-lhes tudo – quer o bom senso, quer o disparate – com toda a naturalidade, usando o mesmo ar grave e contagiante” (p.217)

“O poder que a religião tem de consolar não a torna verdade.” (p.415)

 “Aquilo que vemos do mundo real não é o mundo real nu e cru, mas sim um modelo do mundo real, regulado e ajustado pelos dados sensoriais – um modelo que é construído de modo a ser útil à nossa relação com o mundo real. (…) um animal que voa necessita de um modelo do mundo de tipo diferente do de um animal que caminha, que trepa ou que nada” (p.438)

http://richarddawkins.net/    

sites de cura do virus da religião:

www.apostatesofislam.com/index.htm

www.homa.org

www.secularislam.org/default.htlm

 

1/25/2009

HUMOR 1


O Juíz pergunta à chorosa prostituta: 
"E quando é que a senhora foi violada?"
"Ora, Sr. Dr. Juíz, quando o banco me informou que o cheque estava careca! 


 


DIÁRIOKRIU 1


Teresa Palma Fernandes propôs o site www.rebelion e Kriu convida a visitá-lo. 

1/19/2009

TESTEMUNHOS 17


SOROS, George, A Era da Falibilidade – Consequências da Guerra Contra o Terrorismo, Coimbra, ed. Almedina, 2008 (376 pp. e ca. 19 euros)

“Associei-me também a outras pessoas para financiar iniciativas com o objectivo de convencer o Estado a legalizar a marijuana para fins médicos, exigir tratamento em vez de prisão por posse de droga (…)  Reparei que a sociedade aberta estava ameaçada nos Estados Unidos por outra tendencia: as actividades que costumavam ser vistas  como profissões estavam a transformar-se em negócios. Isto aplica-se a profissões com o direito e a medicina – já para não falar de política. Quando as profissões se transformam em negócios concentrados no lucro, as exigências profissionais ficam em perigo.

(…) a investigação é feita mais com o objectivo de gerar riqueza do que puro conhecimento, e a academia está a perder a sua identidade como um fim em si mesma.” (pp.131)

“Quando a nação mais poderosa do mundo distorce a verdade, ignora a opinião mundial e insulta o direito internacional, a ordem mundial corre um grande perigo." (p.195)

“Numa ordem mundial que consiste em Estados soberanos, os Estados Unidos enquanto potência dominante têm de se preocupar com o bem-estar da humanidade, para além do servirem os seus próprios interesses (p. 211)

“Vejo a sociedade aberta como uma sociedade relativamente estável, aberta à inovação e ao aperfeiçoamento” (p.330)

“O aparecimento de uma atitude diferente daquela que deu origem ao Plano Marshall coincidiu com a eleição de Ronald Reagan. Chamei-lhe “fundamentalismo de mercado” – uma crença de que o interesse comum é mais bem servido por pessoas que perseguem os seus próprios interesses. Segundo esta perspectiva (…) os fortes não têm de cuidar dos fracos(pp. 213)

“a sociedade civil não pode substituir os Estados soberanos, mas pode influenciar o modo como os Estados e outros agentes, como as empresas multinacionais, se comportam (p.278)[sobre a importância do indivíduo vd. Ilya Prigogine no blog – N.de Kriu]

 

 

 

1/18/2009

ANARQUISMO 3


RAGON, Michel, Dictionnaire de l’ Anarchie Albin Michel,  ed. Albin Michel, 2008  (ca. 650 pp. e 25.30 euros)

DUBUFFET, JEAN: «mes impulsions ont toujours  été, je crois, celles qui constituent la position de l’ anarchisme – avec un vif goût de fraternisations chaleureuses – bien que je n’ aie jamais eu l’ occasion de frequenter les milieux d’ anarchistes […] je ne crois pas du tout dans les vertus d’ aucun système d’ organisation sociale imposé par une constitution et par des lois […] je crois au contraire que plus il y a des lois, et plus le comportement personnel se dégrade» (p.187)

«La liberté ne doit jamais être l’ anarchie»  Victor Hugo  (p. 562)

 

 

1/15/2009

O primeiro princípio é que não se deve intrujar a si próprio, e você é a pessoa mais fácil de intrujar.

Richard P. Feynman

PORTUGAL 7


PEREIRA, Álvaro Santos, Os Mitos da Economia Portuguesa, Lisboa, Guerra e Paz editores, 2008  (ca. 222 pp. e 16 euros)

“ A Economia Portuguesa sofre de um problema crónico de incentivos distorcidos” (p. 21)

“Existem dois factores que explicam em grande parte os nossos falhançaos  organizativos e que nos distinguem dos países avançados:

1) somos uma cultura de desresponsabilização pessoal

2) temos uma cultura de reacção e não prevenção. (p. 42)

"Portugal não e um pais de salários baixos." (p. 63)

“Urge também acabar com o mito do pais dos coitadinhos. De facto (…) a rápida transformação da economia portuguesa em apenas duas décadas deveriam dar-nos a confiança de que seremos capazes de alcançar um patamar de desenvolvimento ainda mais elevado num futuro próximo”. (p. 174)

“O Algarve está a ser desperdiçado e são elevados os custos (…) dos masmarrachos quando comparados com a possibilidade de serem criadas infra-estruturas para o desenvolvimento de indústrias no solo algarvio” (p. 197)

“A reestruturação da economia portuguesa é o principal desafio que enfrentamos nos próximos anos” (p. 200)

“As alterações climáticas são (…) um dos maiores desafios que a Humanidade e a vida na Terra irá enfrentar nos próximas décadas” (p. 220)

“Alguns das nossas insuficiencias a nível de produtivivade estão relacionadas com os maus hábitos (…) tais como (…) chegarmos atrasados (…) e não planearmos adequadamente as coisas”

 

 

1/11/2009

GESTAO 14


FERRIS, Timothy, "Quatro Horas", Lisboa, Ed. Ofício do Livro, 2008 (Ca.325 pp. e 17.50 euros)

"Para gozar a vida, não precisa de disparates de luxo mas sim de controlar realmente o seu tempo e perceber que a maior parte das coisas não são tão graves como isso" (p.57)

"Rodeie-se de pessoas sorridentes e positivas (...) A felicidade partilhada na forma de amizades e amor é felicidade multiplicada (p.309)

1/09/2009

DESTAQUE 2 Texto da "Platafoma Gueto.

Nota do Destaque 

Kriu desconhece o que envolveu a morte do jovem Kuku. 
Publica o texto da denominada "Plataforma Gueto" porque, relate o texto a verdade dos factos, ou não, o seu teor merece uma reflexão. 
(Do texto retirou-se um parágrafo contendo a direcção para entrega de donativos. O sublinhado é do texto original)


"Mais um jovem negro e pobre assassinado pela polícia.
 
A plataforma Gueto não pode deixar de denunciar mais uma execução sumária, com pena de morte, dum jovem negro por parte da polícia, e um julgamento injusto feito no tribunal dos media, que condenou o nosso irmão e absolveu mais um assassino.
 
Uma perseguição policial do passado domingo, 4 de Janeiro às 21h, ditou a morte de Kuku, com apenas 14 anos.
Segundo a versão "oficial" de fontes policiais os agentes identificaram o carro furtado, onde seguiam 4 jovens, no bairro de Santa Filomena. Por não terem respeitado a ordem para parar, a polícia iniciou uma perseguição que só acabou no bairro da Quinta da Lage quando os jovens abandonaram o carro e continuaram a fuga a pé. Depois de terem disparado tiros para o ar, a polícia alega que Kuku, que foi o último a sair da viatura, apontou uma arma de calibre 6.35 a um agente, tendo este, em legítima defesa, disparado um tiro que o feriu mortalmente na cabeça. Outro irmão foi ainda atingido com uma bala na perna.
 
Ainda na sua versão oficial a polícia declara que o agente não atirou para a matar. Quem não quer matar não aponta uma arma à cabeça, portanto a intenção do agente era matar ou teria apontado a outra parte do corpo. 
 
Na manhã seguinte os media iniciaram a sua propaganda, usando apenas as fontes policiais, para sujar a imagem do jovem e legitimar a acção do polícia, alegando que se tratava de um jovem referenciado por crimes violentos.
Com esta propaganda os media conseguiram transmitir a ideia de se tratar dum jovem violento que era uma ameaça para os agentes, e para a sociedade, bem como glorificar a polícia por mais uma "missão cumprida": assassinar um negro.
 
Como se não bastasse a idade de Kuku, 14 anos, para que este não pudesse ser considerado um criminoso violento, o mesmo foi referenciado como tal apenas por furtos, dos quais não resultou nenhuma condenação. Ainda que tal tivesse acontecido, em nenhum dos casos houve uso de violência. Tendo em conta aquilo os media têm propagandeado nos últimos meses como "criminalidade violenta" só prova que esta usa e abusa de tais critérios sem nenhum rigor para operar a sua propaganda racista e continuar a fomentar o medo dos imigrantes seus descendentes na opinião publica.
 
Segundo os jovens envolvidos na fuga, o carro em que seguiam já tinha sido furtado anteriormente, tendo estes, sabendo que estava abandonado, aproveitado o facto para nele se dirigirem ao bairro de Santa Filomena onde iam ver um jogo de futebol. Os mesmos disseram ainda que Kuku não trazia nenhuma arma consigo.
Tal como os restantes ocupantes do carro, vários amigos que estiveram com Kuku naquele dia, negam tê-lo visto com qualquer arma, e acrescentam ainda que nunca viram Kuku armado quer com faca, quer com pistola, e duvidam bastante que ele fosse capaz de apontar uma arma a outra pessoa e muito menos a um agente "Kuku era um puto.. ainda que tivesse uma arma, jamais a apontaria a um bófia". Eles descrevem-no como "calado, tranquilo, talvez até um pouco tímido".
 
Estes afirmam ainda que Kuku estava marcado desde um episódio em que, logo após acordar, e tendo dormido em casa, foi abordado pela polícia na sua porta, alegadamente por ter sido visto a conduzir um carro roubado nessa madrugada. Indignado negou qualquer relacionamento com o que quer que fosse que tivesse ocorrido naquela madrugada e ao ser agredido e arrastado pelo chão Kuku resistiu à detenção apelando aos seus direitos. A sua resistência originou ainda mais agressividade da polícia. Kuku tentou resistir e só a intervenção da mãe e outros familiares demoveu os agentes de quaisquer que fossem as suas intenções.
 
Kuku foi julgado e executado pela polícia à semelhança de Angoi, Tony, Tete, Corvo, PTB, etc. Nos últimos meses vários irmãos foram perseguidos e agredidos nas ruas, nas carrinhas e dentro das esquadras. Este não foi um acidente, nem um acto isolado, foi o desfecho que já esperávamos. Destes assassinatos e agressões nunca resultou  uma única condenação. Pelo contrário a polícia têm sido aplaudida pelo Ministro da Administração Interna e pela opinião pública manipulada, pela propaganda racista dos media.  Resta uma conclusão: face a esta impunidade a polícia tem "luz verde" para matar jovens negros em Portugal. Já não acreditávamos que fosse feita qualquer justiça nos tribunais mas agora sabemos mais que isso.
Num país que nem aplica a pena de morte, até um "criminoso violento" teria direito a um julgamento antes de ser executada qualquer pena. Mas para nós negros, a pena de morte está em vigor e a "justiça" não é lenta, é veloz feita na hora pela polícia. O nosso julgamento é feito todos os dias na imprensa matinal e no noticiário das oito.
Apelamos à mobilização de tod@s os irm@s contra a violência policial, a propaganda racista e contra a opressão autoritária. Se a impunidade, o conformismo e o silêncio  continuarem os assassinatos continuarão também. 
 (...)
Plataforma Gueto. Sem Justiça não haverá Paz.
Plataforma.gueto@gmail.com"

1/08/2009

DESTAQUE 1 "Circunspecção de mau gosto" na revista "Visão"

por: Ricardo Araújo Pereira

Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009

Julgo que a opinião da directora da DREN, Margarida Moreira, segundo a qual a ameaça a uma professora com uma arma de plástico foi uma brincadeira de mau gosto, é uma brincadeira de mau gosto. Mais uma vez se prova que a crítica de cinema é extremamente subjectiva. Eu também vi o filme no YouTube e não dei pela brincadeira de mau gosto. Vi dois ou três encapuzados rodearem uma professora e, enquanto um ergue os punhos e saltita junto dela, imitando um pugilista em combate, outro aponta-lhe uma arma e pergunta: «E agora, vai dar-me positiva ou não?» Na qualidade de apreciador de brincadeiras de mau gosto, fiquei bastante desapontado por não ter detectado esta antes da ajuda de Margarida Moreira.

Vejo-me então forçado a dizer, em defesa das brincadeiras de mau gosto, que, no meu entendimento, as brincadeiras de mau gosto têm duas características encantadoras: primeiro, são brincadeiras; segundo, são de mau gosto. Brincar é saudável, e o mau gosto tem sido muito subvalorizado. No entanto, aquilo que o filme captado na escola do Cerco mostra aproxima-se mais do crime do que da brincadeira. E os crimes, pensava eu, não são de bom-gosto nem de mau gosto. Para mim, estavam um pouco para além disso – o que é, aliás, uma das características encantadoras dos crimes. Se, como diz Margarida Moreira, o que se vê no vídeo se enquadra no âmbito da brincadeira de mau gosto, creio que acaba de se abrir todo um novo domínio de actividade para milhares de brincalhões que, até hoje, estavam convencidos, tal como eu, que o resultado de uma brincadeira é ligeiramente diferente do efeito que puxar de uma arma, mesmo falsa, no Bairro do Cerco, produz.

O mais interessante é que Margarida Moreira, a mesma que agora vê uma brincadeira de mau gosto no que mais parece ser um delito, é a mesma que viu um delito no que mais parecia ser uma brincadeira de mau gosto. Trata-se da mesma directora que suspendeu o professor Fernando Charrua por, numa conversa privada, ele ter feito um comentário desagradável, ou até insultuoso, sobre o primeiro-ministro. Ora, eu não me dou com ninguém que tenha apontado uma arma de plástico a um professor, mas quase toda a gente que conheço já fez comentários desagradáveis, ou até insultuosos, sobre o primeiro-ministro. Se os primeiros são os brincalhões e os segundos os delinquentes, está claro que preciso de arranjar urgentemente novos amigos.


1/06/2009

TESTEMUNHOS 16 "NO ME CALLO!"


BART, Jones, NO ME CALLO! A biografia explosiva de Hugo Chávez, Parede, Ministério dos Livros, Editores, 2008  (Ca. 530 pp. e 33 euros)

“O Governo afirmava que a RCTV desempenhara um papel activo num golpe contra o presidente, em 2002, e as suas actividades – por exemplo, com jornalistas e políticos, defendendo na televisão que o presidente deveria ser deposto – nunca seria autorizada nos Estados Unidos: a Comissão Federal das Comunicações tê-la-ia encerrado imediatamente. No entanto, quando a RCTV mais tarde saiu do ar depois de o Governo ter recusado a renovação de licença, Chávez foi alvo de um ataque a nível mundial” (p.11)


“Chávez foi eleito em eleições livres e imparciais e ganhou mais três referendos para escrever e aprovar uma nova Constituição. Nas cadeias não havia presos políticos. Não havia partidos da oposição ilegalizados. Não foram alvo de censura nenhum jornal, nem estação de rádio, apesar de, na sua maioria, se oporem violentamente a Chávez. Foi respeitada a propriedade privada.(…) «Nem mesmo os seus críticos mais constantes podem impugnar a fundamentação democrática do poder de Chávez» escrevia o Newsweek, quando o elegeu «o Latino-Americano do ano». (p.306)

 

“À sua volta, os adversários do Consenso de Washington neo liberal estava a ascender ao poder (…) Começou com a eleição de (…) Lula da Silva, o primeiro presidente do Brasil oriundo da classe operária. Foi seguido por Néstor Kirchner, na Argentina (…) Tabaré Vazquez, o primeiro socialista eleito presidente no Uruguai. (…) Evo Morales(…) o primeiro nativo indígena eleito presidente da Bolívia 

(…) Morales (…) cresceu numa família tão pobre que, quando era criança, corria atrás dos autocarros para apanhar as cascas de laranja e bananas que os passageiros atiravam das janelas. Por vezes era tudo o que conseguia arranjar.” (pp. 477,8)


“Chávez (..) Introduziu a ideia de solidariedade em vez da competição (...) O exemplo mais óbvio foram os Acordos que assinou com vários países por toda a América Latina (…) Em troca Chávez recebeu de tudo, desde médicos cubanos a vacas argentinas e arroz das Caraíbas” (p.502)

 

“Chávez comentou que (…) esperava que alguém como Barack Obama ganhasse. «Alguém com quem, pelo menos, seja possível dialogar” (p.535)  

1/04/2009

Fernando Pessoa (texto enviado por João-Paulo Azevedo)


Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não
esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela
vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios,
incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos
problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no
recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter
medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para
ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...

Fernando Pessoa 

1/03/2009

CONFERÊNCIA 1 ILYA PRIGOGINE



PRIGOGINE, Ilya, O Futuro Está Determinado? O Caos e a Complexidade em Debate, Lx, Esfera do Caos, Ed. 2008 (Ca. 140 pp. e 15 euros)

“O futuro não está determinado. Em particular nesta era de globalização e de revolção das redes de comunicação, o comportamento ao nível individual é o factor chave para moldar a evolução da espécie humana no seu todo.

(…)o papel dos indivíduos é mais importante do que nunca” (p.40)

“Somos, ao fim e ao cabo, o resultado da evolução da natureza. Portanto, se aceitarmos o principio antrópico, passamos a estar fora da natureza. Por mim é muito difícil aceitar isso” (p.96)

“Do meu ponto de vista, o Universo está em evolução e a criação de estruturas pode ser entendida, pelo menos nos casos simples, como resultado de um equilibrio. Não há qualquer elemento místico a acrecentar.(p.102)


 

1/02/2009

UTILIDADES 1 Indice de Massa Corporal


Ou IMC:
Divide-se o peso do corpo em kilos pelo quadrado da altura ( em metros) 
IMC = Peso/(altura)2 

Ex: peso 80 K  e  altura 1.80 m
Então o IMC  é igual a  80 K a dividir por  (1.80 x 1.80).  
Ou seja:  80 a dividir por 3.24 = 24.69 K por metro quadrado

Se o valor obtido for inferior  a 25 kg/metro quadrado, o peso ou massa corporal encontra-se dentro de valores considerados normais. 

...e parabéns!

GUIA INTERNET 1 - Dietas


http://paleodiet.com/

12/31/2008

POEMA 12, de Carlos Drumond de Andrade (enviado por: Teresa Palma Fernandes)

RECEITA DE ANO NOVO

Para você ganhar belíssimo Ano Novo 
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz, 
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido 
(mal vivido talvez ou sem sentido) 
para você ganhar um ano 
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, 
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser; 
novo 
até no coração das coisas menos percebidas 
(a começar pelo seu interior) 
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, 
mas com ele se come, se passeia, 
se ama, se compreende, se trabalha, 
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita, 
não precisa expedir nem receber mensagens 
(planta recebe mensagens? 
passa telegramas?) 

Não precisa 
fazer lista de boas intenções 
para arquivá-las na gaveta. 
Não precisa chorar arrependido 
pelas besteiras consumadas 
nem parvamente acreditar 
que por decreto de esperança 
a partir de janeiro as coisas mudem 
e seja tudo claridade, recompensa, 
justiça entre os homens e as nações, 
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, 
direitos respeitados, começando 
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo 
que mereça este nome, 
você, meu caro, tem de merecê-lo, 
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, 
mas tente, experimente, consciente. 

É dentro de você que o Ano Novo 
cochila e espera desde sempre.


12/30/2008

Natal... ou a ti que desapareces... (por: Gonçalo Barra)

... também as ondas se diluem no mar, e continuamos a chamá-las ondas, e também as marés se levantam e se esgueiram, e continuamos a chamá-las marés, e assim como água que somos, também nós nos espraiamos e encristamos, como, também,  o Sol nascente e poente, esse o nosso "vero pater", se espalha pelas nuvens e pelo leito do Tejo, como um espelho, para se reconcentrar no Zénite, impiedoso e altivo, porém, sempre cativo da incerteza até ao solstício, até ao Natal, ao renascimento confirmador do "Sol Invictus", e aí procuramos nós assumir a sua luz, descobrir as nossas feridas e fraquezas, e colmatá-las de alimento corpóreo e emocional, buscando a essência, o espírito do tempo que nos permita surpreender o futuro, esse negrume que sempre nos está engolindo, assim, como pó de estrela que comunica com o original, vamos nós confirmando a vitória do Sol, a imensa Luz Divina que a todos, sem diferença, quer cobrir, é a esperança do "Sol Omnibus Lucet" que nos perpassa, e na esperança vamos encontrando a nossa própria e funda fronteira, e na sua ausência as prisões cujos muros nós próprios alimentamos, o Natal sabe a isto, a esperança, a sangue novo, lustrado em cada copo de vinho velho, de velhos saberes e sabores, e sabe muito a felicidade, pois neste brilho eis que nos encontramos, e nos vamos reconhecendo, e essa humana certeza é o verdadeiro prémio de acreditar em tudo o que não se vê, como um lugar a que podemos chegar, e aí nós nos temos encontrado, neste nosso espaço de partilha e fuga, neste lugar de itinerância migratória que definimos como amizade, aí me encontro agora e ao que sabe? A vinho, a vinho velho e a vida, a vida nova.
 
Salue!

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