
12/08/2008
TESTEMUNHOS 15

12/07/2008
HISTÓRIA 4
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CORBIN, Alain, História dos Tempos Livres, Lisboa, ed. Teorema, 2001 (514 pp. e ca. 14.50 euros)
“O nosso projecto consiste em seguir a invenção das maneiras de imaginar, utilizar ou simplesmente viver uma gama de tempos disponíveis (…) das sociedades ocidentais entre 1850 e 1960” (p.5)
“Na Inglaterra, tal como nos Estados Unidos, elabora-se uma industria e uma cultura populares do divertimento (…) Ao longo da década de 1850 são projectados o Bois de Boulogne e o Central Park “ (p.7)
“ Os americanos inverteram o antigo pavor do tempo perdido. Consideraram o tempo livre um tempo ganho, poupado ao trabalho: como um (…) resultado benéfico da civilização dos Estgados Unidos.” (p. 10)
“ O aumento do tempo disponível. A desqualificação dos saberes artesanais, e, em maior medida, as transformações da estrutura temporal das sociedades ocidentais acentuaram na verdade o medo do vazio, dos tempos livres e agravaram a incapacidade do indivíduo de produzir tempo para si próprio. (…) Ou deveremos pensar que, a despeito do declínio histórico do trabalho, as limitações que são as dos tempos laborais não param de se transpôr para o tempo disponível e determinar os seus conteúdos?” (p.13)
“Mais ou menos todos os militantes do turismo social propagavam os «três D», «funções importantes do lazer» (…) descanso, que liberta da fadiga, divertimento, que liberta do tédio, e desenvolvimento da personalidade que «liberta dos automatismos de pensamento e da acção quotidiana». A sociedade de consumo substitui-os pelos três S: Sea, Sex and Sun.”(p.497)
12/04/2008
POEMA 12 Gonçalo Barra
Segredo
Pousei nas tuas mãos uma rosa rara
Deixei cair certa mentira pura e cara
A dura côdea que me sustem a alma
Morna jaze na concha da tua palma
Guarda bem esse pão que é meu tesouro
Afaga no teu regaço essa rosa minha dona
E dona minha te suspiro que silêncio é ouro
Urgência
Como se eu pudesse adivinhar entre as dobras da tua pele
Um coração que vê o mar e sente a brisa afagar-lhe o rosto
Como se as minhas mãos fossem água e a minha boca mel
Docemente a imergir até o ventre te estalar cheio de mosto
Estou dentro de ti, sem começo, permeio nem acabamento
Uma andorinha na busca eterna do sol a brilhar na tua alma
Serei em ti sempre nada mais do que a brisa dum momento
Um doce beijo no veludo do teu seio ao final da tarde calma
Festejo o calor do vento que te lambe o corpo a alma e as entranhas
A força do fantasioso ritmo que te entontece os pés e levita o desejo
Que tua boca amor reencontre fome de colher da andorinha um beijo
Do sangue vermelho surgem borboletas de todas as cores,
Como se o teu magenta fosse o branco eterno e completo,
Um Sol a desvendar em si o espectro do cabo além dores,
A Boa Esperança enfeitada por asas de cromático dialecto.
Não vejo drama na borboleta pousada no cerejo fontanário,
Nem a vergonha brota dos vulcões sob o leito onde se esvai,
Onde a coragem ordenou lavrar sobre a pele o seu glossário,
Sílabas de fogo guardadas pelos Deuses quando a noite cai.
Não pedem meu perdão as marcianas borboletas que o teu rio enfeitam,
Não escuto o prenúncio da azáfama sanguinosa dos abutres em festim,
Só ouço o mensageiro vento a passar por nossas vidas e à vida dizer sim.
12/01/2008
PORTUGAL 6

FIGUEIRAS, Rita, O Comentário Político e a Política do Comentário, Lisboa, Paulus Editora, 2008 (ca. 542 pp. e 25 euros)
“Rita Figueiras vem levantar uma questão muito actual e pertinente para a avaliação do estado da democracia portuguesa: estará o espaço de opinião (…) nos media portugueses a contribuir para uma asfixiante (…) politização da opinião publicada? (…) Estas páginas merecem leitura atenta pois como eu própro penso o espaço publico português é actualmente uma babilónia de fabricadores de opinião que de tanto falarem entre si, anulam-se uns aos outros. (J.M.P.Oliveira in Prefácio, pp. 8,9)
“Sob o ponto de vista de muitos indicadores tem-se assistido a uma rápida aproximação do país a padrões médios das sociedades desenvolvidas (…) O sector dos media tem acompanhado as tendências internacionais (…) O core do universo do comentário de imprensa de referencia parece denunciar os vestígios de uma sociedade mais arcaica. (…) o universo dos comentadores tem-se mantido relativamente imune às profundas mudanças ocorridas na sociedade portuguesa ao longo destes 26 anos sobre os quais existem dados sobre o espaço “Opinião” (1980-2005). (...) esta secção tem conseguido recriar-se através de um processo de selectividade e sem precisar de se abrir verdadeiramente ao exterior. (…) A persistência destas características tende, de certa forma, a dificultar algumas das transformações em curso no país, nomeadamente a autonomização do espaço “Opinião” dos referidos círculos de maior concentração de autoridade e poder, dificultando a possibilidade de ser uma instância promotora de debate público esclarecedor e o aprofundar da democracia (pp.483,4)
Nota de Kriu: O livro de RF contém vinte e cinco páginas de bibliografia relacionada com o tema dos media (pp.507,732)
11/27/2008
11/26/2008
PORTUGAL 5 O Atestado Médico, por José Ricardo Costa
TESTEMUNHOS 14

11/25/2008
POLÍTICA 5

"A necessidade actual de ligar de novo a esfera política à sociedade, de superar uma separação hoje entendida como um abismo, é fortíssima” (...) Marx escreve (…) em “A Questão Judaica” e noutros sítios que os enigmas da política moderna serão resolvidos quando «o homem real e individual» conseguir reunir de novo em si «o cidadão abstracto [político] de modo que a política e a sociedade voltem a estar unidos, e «só então se realizará a emancipação humana» (…) (p. 72,3)
“As experiências e as propostas de democracia deliberativa têm assumido uma gama de formas tão complexa que não me é possível prestar justiça a todas neste lugar. Refiro-me à alemã Plannungszelle, aos Júris de Cidadãos americanos e britânicos, aos Town Meetings, às Consensus Conferences, à proposta de James Fishkin nos Estados Unidos de criar um dia nacional de deliberação dos cidadãos na gestão da obra pública e de instrução pública, em Chicago, ao site e-the-People, ao empowerment dos pais dinamarqueses nas escolas primárias e assim por diante (1)
(1) Cf. J. CASTIL e P. LEVINE, The Deliberative Democracy Handbook, Strategies for Effective Civic Engagement, in the XXIst. Century, Jossey Bass, San Francisco, 2005.
A Democracia É Um Sistema Político Mutável e, ao Mesmo Tempo, Vulnerável. Para a Revitalizarmos, É Hoje Indispensável Conjugar a Representação e a Participação, a Economia e a Política, a Família e as Instituições (in contra-capa)
Livro citado no texto: SIEDENTOP, Larry, A Democracia na Europa.
11/22/2008
ANTROPOLOGIA 1 (Foto: Margarida Diogo in "A Perca" de C.G.Melo)

ADOVASIO,J.M. e outros, O Sexo Invisível, Pub. Europa-América, 2008
(288 pp. e ca. 23.90)
“Quem inventou a linguagem?
(…)Morton descobriu que basicamente todas as vocalizações breves dos mamíferos e todos os gritos de aves seguem o mesmo padrão, o que também inclui os homens. Falamos com os bebés em registo alto mas falamos em tom baixo e áspero quando fazemos ameaças. Portanto na comunicação vocal das aves e mamíferos, a forma corresponde à função. (…) A correspondência entre forma e função é um dos fundamentos da biologia mesmo até ao nível das moléculas” (p. 95)
“Ora tem sido na capacidade dos primatas não humanos, particularmete chimpazés e alguns babuínos, para mentir e trapacear que os cientistas conseguem captar aspectos que parecem estar na base do desenvolvimento da linguagem [Ex: produzir o som na ausência do que primeiro o justificou – N. de Kriu](p.99)
“Mas os membros de um grupo de chimpazés podem passar tanto tempo como metade de um dia, ou mesmo mais, a cuidarem uns dos outros. A vida altamente socializada não é apenas o seu modo de se adaptarem ao mundo, ela própria se torna parte do grande sistema a que têm de se adaptar. (…) «As sociedades primata seleccionam assim as capacidades comportamentais dos indivíduos que as constituem. Os indivíduos socialmente competentes no seu interior terão “vantagens” em relação aos menos competentes» [Alison Jolly, especialista em primatologia Nota de Kriu] Chegamos assim à importante noção de que a inteligência dos primatas, incluindo humanos, aumentou ao longo do tempo como um meio de enfrentar os desafios da convivência. (…) A sociedade e as suas pressões podem pois ser vistas como o motor que desencadeou a origemd a fala” (p.99)
“No paleolítico final, há cerca de 30000 anos (…) o número de adultos com idade para serem avós quadruplicou de súbito. (…) a espectacular alteração demográfica desta época pode ter constituído uma versão primitiva da recente revolução informática, com as recordações dos velhos a servirem de repositórios vivos de informações úteis” (p.143)
11/20/2008
EUROPA 6
“Um autêntico comércio espiritual está em curso: designam-se clérigos que zelam pela sua manutenção (…) É a esta escalpelização auto-infligida que dou o nome de dever de penitência. (…) é uma máquina de guerra com várias funções: censura, tranquiliza, distingue.
Em primeiro lugar proíbe ao bloco ocidental, eternamente culpado, julgar ou combater outros regimes, estados ou religiões. Os crimes do passado intimam-nos a ficar calados (…) Definem-se assim dois ocidentes: o bom,o da velha Europa que se curva e se cala, e o mau, o dos Estados Unidos que intervém e se intromete” (pp.12,3)
“E tal como Pascal pedia à razão para “acolher o seu inimigo”, uma democracia deve, sob pena de enfraquecer, englobar o seu contrário sem se deixar destruir por ele, explorar em seu proveito os valores hostis ao seu desenvolvimento – o furor, a intransigência, o fanatismo – avançar por entre perigos que podem matá-la mas também fortalecê-la. (…) A América tem a capacidade assombrosa de conviver com uma boa dose de anarquismo estrutural, de extremismo e caos que nos mataria na Europa” (p.75)
O verdadeiro crime da velha Europa não é apenas o que ela fez noutros tempos: mas sim o que ela não faz hoje: a sua inacção nas Balcãs durante os anos 90, o seu espectadorismo escandaloso no Ruanda, o seu silêncio na Chechénia, a sua insensibilidade perante o Darfur, o Sudão Ocidental e, de uma forma geral a sua complacência, o seu ajoelhar-se, ou o seu «criadismo» para retomar um termo de Aimé Césaire, face às potencias actuais” (p.95)
“Elas [as democracias – N. de Kriu] são responsáveis pela perpetuação da própria democracia. (…) A Europa, se quiser ter a mais ínfima influencia deverá edificar a par com o seu grande vizinho [os E.U.A.- N. de Kriu] um novo bloco (…) A todos os partidários do grande cisma, que reclamam o divórcio e vêem no oceano Atlântico um lago metafísico que separa duas filosofias irredutíveis, impõe-se responder que essa rivalidade deve ser convertida numa emulação entre blocos (…) é necessário temperar o arrebatamento americano com a ponderação europeia e a razão europeia com o dinamismo americano” (pp. 202,3)
11/19/2008
SOCIOLOGIA 2
ELIAS Norbet, Introdução à Sociologia, Lisboa, ed. 70, 2005 (Ca. 200 pp. e 15 euros)
“Da interpenetração de inúmeros interesses e intenções individuais – sejam elas competitivas ou opostas e hostis – algo vai decorrendo que, ao revelar-se, se verifica não ter sido planeado nem reequerido por nenhum individuo. No entanto apareceu devido ás intenções e actos de muitos indivíduos. E isto, na verdade, representa todo o segredo da interepenetração social – da sua obrigatoriedade e regularideade, da sua estrutura, da sua natureza processual e do seu desenvolvimento; isto é o segredo da sociogénese e da dinâmica sociais “ [Uber den Prozess des Zivilization (1969) II, p. 221) (p.12)
“Embora não planeado e não imediatamente controlável, o processo global de desenvolvimento de uma sociedade não é de modo algum incompreensível. Por detrás dele não há quaisquer forças “misteriosas”. É uma questão de consequências decorrentes de interpenetração de acções de inúmeras pessoas, cujas propriedades estruturais já foram ilustradas por meio de modelos de jogo. À medida que se entrecruzam as jogadas de milhares de jogadores interdependentes, nenhum jogador isolado ou grupo de jogadores, actuando sozinhos, poderão determinar o decurso do jogo, por muito poderosos que sejam.
(…) Lidamos com estados de equilíbrio entre duas tendências opostas para a auto-regulação dessas configurações: a tendencia para se manter como antes e a tendencia para a mudança” (p.161)
“Ao estudar a humanidade é possível fazer incidir um feixe de luz primeiro sobre as configurações formadas por muitas pessoas separadas.
(…) A cristalização que hoje fazemos destes conceitos poderia levar-nos a acreditar que o “individuo” e a “sociedade” denotam dois objectos que existem independentemente enquanto na verdade se referem a dois níveis diferentes mas inseparáveis do mundo humano”
(..) Muitas vezes os cientistas abusam do direito que têm de pôr a circular novos conceitos que exprimem novas ideias. Ora isto pode bloquear certos canais de comunicação tanto dentro da disciplina em questão como entre esta e outras disciplinas. No entanto (…) há uma razão para introduzirmos aqui o conceito de “configuração” (…) O conceito de configuração serve de simples instrumentos conceptual que tem em vista afrouxar o constrangimento social de falarmos e pensarmos como se o “indivíduo” e a “sociedade” fossem antagónicos e diferentes.
(…) Se quatro pessoas se sentarem à volta de uma mesa a jogarem, formam uma configuração. As suas acções são interdependentes. Neste caso ainda é possível curvarmo-nos perante a tradição e falamos do jogo como se este tivesse uma existencia própria. É possível dizer: “O jogo hoje à noite está muito lento!” Porém, apesar de todas as expressões que tendem a objectivá-lo, neste caso o decurso tomado pelo jogo será obviamente o resultado de acções de um grupo de indivíduos interdependentes.
(…) Mas este decurso não tem substância. não tem ser, não tem uma existência independente dos jogadores, como poderia ser sugerido pelo termo “jogo” (…) Por configuração entendemos o padrão mutável criado pelo conjunto dos jogadores” (p.141,2)
11/18/2008
TESTEMUNHOS 13
Ziegler, Jean, Os Novos Senhores e os seus Opositores , Lisboa, Terramar, 2006. (Ca. 289 pp. e 17 euros)
“Bourdieu precisa: «Tudo quanto se descreve sob o nome simultaneamente descritivo e normativo de “mundialização” é a consequência, não de uma fatalidade económica, mas de uma política consciente e deliberada que levou (…) um conjunto de países economicamente avançados a abdicar do poder de controlar as forças económicas” (p.51)
“Habermas também se interroga como é que se pode conceber uma legitimação democrática das decisões fora da organização estatal? (…) É a organização das Nações Unidas a única a ser capaz de recolher e fazer renascer a herança normativa e moral dos estados nacionais deliquescentes. “ (p.211)
“Onde está a esperança? Na nova sociedade civil planetária. (…) A sociedade civil desempenhou um papel determinante na ruptura com o mundo feudal. O triunfo rápido do Estado Republicano afastou-a do palco da história, atirando-a em seguida para o esquecimento. Ela vive hoje um renascimento espectacular.
A sociedade civil é o lugar onde nascem novos movimentos sociais, onde se afirmam funções e estruturas inéditas, onde se inventam relações novas entre os homens e nações, onde se pensam o mundo e a sociedade fora dos cânones cristalizados da doxa dominante ou da sua negação habitual” (p.213)
11/17/2008
TESTEMUNHOS 12
PHILLIPS; Melanie, Londonistão Como na Grã-Bretanha se Vive um Clima de Terror, Lisboa, Atheleia ed., 2008.
“A Grã-Bretanha tornou-se uma sociedade decadente, enfraquecida por tendências alarmantes para um suicídio social e cultural. Virando-se contra si mesma (…) minou progressivamente os valores, leis e tradições que a tornaram uma nação, criando um espaço que foi explorado por sua vez pelo islamismo radical.
(…) Este livro é uma tentativa para (…) mostrar como a pressão mortífera de uma ideologia agressiva sobre uma sociedade que perdeu o rumo levou à emergência do Londonistão. (…) Não pretende concluir se o Islão é intrinsecamente uma religião de conquista violenta ou se foi apenas sequestrado por uma ideologia revisionista” (p.19)
“Uma Igreja que já não consegue distinguir a verdade de uma mentira já não acredita que a sua própria mensagem seja verdadeira” (p.204)
“À medida que [a Igreja Anglicana – n. de Kriu}] renunciava à sua própria cultura, abraçava outras, ao mesmo tempo que nunca cessava de se humilhar pelo antigo pecado de acreditar em si própria. Quando a sociedade secular denunciou os crimes do imperialismo político e cultural britânico, também a Igreja Anglicana se rebaixou pelo seu próprio crime de imperialismo religioso (…) Não foi reconhecido o facto de o cristianismo ter levado a civilização a essas zonas remotas do mundo (…) Pois a suposição implícita era que os valores cristãos são superados pela convicção de que a cultura de toda a gente tem valor igual (…) Isto conduz directamente, claro, à opinião (…) de que a poligamia, excisão feminina ou apedrejamento de adúlteras devem ser considerados como tendo mérito igual ao conceito de dignidade humana essencial para o cristianismo (p.206)
“Infelizmente, para além de alguns exemplos corajosos, muito poucos líderes religiosos muçulmanos condenam, de forma clara e incondicional, a iniquidade dos bombistas suicidas que matam pessoas inocentes. Precisamos de ouvir condenar sem rodeios, teologias, que afirmam que os bombistas suicidas são “mártires” e recebem a recompensa dos mártires. Precisamos de ouvir muçulmanos a exprimir a sua indignação e a condenar esse mal”
(Lord Carey, cit. p.208)
“Na longa história do martírio cristão ou judaico não houve uma única pessoa que tivesse matado outro para ser mártir” (p.209)
“Em face de uma sociedade que perdeu a sua bússola moral e desceu ao nihilismo da relatividade moral, a Igreja [Anglicana – n. de Kriu] seguiu-lhe debilmente os passos. A sua opinião dominante como observou um bispo é de que”não existe uma verdade única e temos todos de respeitar as verdades dos outros”
11/16/2008
CAPITALISMO 22

ZAKARIA, Fareed, O Mundo Pós-Americano, ed. Gradiva, 2008 (251 pp. e ca. 14 euros)
“Estamos a perder o interesse nas coisas básicas – a matemática, a industria transformadora, o trabalho árduo, a poupança – e a tornarmo-nos uma sociedade pós-industrial especializada no consumo e no ócio. «Em 2006 haverá nos Estados Unidos mais pessoas a acabar cursos de Desporto que de Engenharia Electrónica» diz Jeffrey Immelt, administrador da General Electric.” (p. 17)
“A magnitude geral da guerra global diminuiu cerca de 60% [desde meados da década de 1980] tendo caído em 2004 para o seu nível mais baixo desde a década de 1950 (…) a extensão de guerra no interior dos estados ou entre eles diminuiu para metade na primeira primeira década após o fim da Guerra Fria” (in estudo de 2005 levado a cabo por Ted Robert Gun cit. pág. 17)
“hoje em dia, estamos provavelmente a viver o período mais pacífico de toda a existência da nossa espécie” [Steven Pinker, in a Brief Histoy of Violence, conferência de 2007, citado pág. 17]
“Daqui a várias gerações, quando os historiadores escreverem sobre os tempos actuais, vão fazer notar que nas primeiras décadas do séc. XXI os Estados Unidos tiveram êxito na sua grande missão histórica – globalizarem o mundo. Mas durante esse percurso (…) esqueceram-se de se globalizarem a si próprios “ (p.53)
“Na primeira fase da globalização toda a gente queria ver a CNN. Na segunda fase os países estão a produzir as suas próprias versões de CNN” (p.85)
“O sistema político americano perdeu a capacidade de fazer compromissos de grande escala e de aceitar algumas dificuldades hoje em troca de maiores ganhos mais tarde. (…) Os sistemas parlamentares europeus funcionam bem com partidos muito diferentes (…) Pelo contrário, o sistema americano é de partilha de poder, de funções sobrepostas, de pesos e contrapesos. O progresso exige coligações amplas entre os dois partidos, assim como políticos que mudem de lado (…) Os que advogam posições sensatas e legislação de compromisso dão por si a ser marginalizados pela liderança do partido, a perder fundos (…) e a ser constantemente atacados, na televisão e na rádio, pelo seu “lado”. (pp.200,1)
SAÚDE 2 (extracto de informações cedidas pela Profª Juliana Carvalho, Canadá)
China milk poisoning incidents make everyone afraid to look at the daily news report.
Everyday, the reports are changing. No one can clearly tell us what to eat and what not to eat.
It is an industrial chemical used in the production of melawares.
It is also used in home decoration. ' US resistant board'We all MUST understand that Melamine is used in INDUSTRIAL PRODUCTION
And, Melamine has this same protein that contains 'NITROGEN'Adding Melamine into milk reduces the actual milk content required,
and therefore it is cheaper than all milk. So it lowers the capital required
in the production of milk products. Therefore it earns the business man more profit!
In 2007, US cats and dogs died suddenly, they found that pet food from China contained Melamine.Early in 2008, in China , an abnormal increase in infant cases of kidney stones was reported.
6. Do you know how to differentiate which products are made in
the USA , or in the Philippines , in Taiwan , or in China ?
Here's How:
The first 3 digits of the barcode identify the country code
wherein the product was made. For Example: ALL barcodes that start with 690, 691, 692, etc., . ..
up to and including 695 are all MADE IN CHINA .. Barcodes starting with 471 are printed on products Made in Taiwan .. You have a right to know. But the government and related departments never inform or educate the public.
be vigilant, and RESCUE ourselves.Today, Chinese businessmen know that consumers will not select products 'Made in China '. So, they make every effort not to show or state the country
of origin on their products. However, you can now refer to the barcode.
DO remember if the first 3 digits are one of those between 690 and 695 inclusive then it is a product Made in China .
OTHER BARCODES:
11/12/2008
ÉTICA 2
SAVATER, Fernando, A Vida Eterna, Um convite a reflectir sem medo sobre a Religião, a Razão, a A Vida Eterna, Lisboa, Dom Quixote, 2008. (299 pp. e ca. 16 euros)
“Em numerosas ocasiões (ao contrário do que afirma Habermas) exigir-se-à ao crente, com todo o direito, que separe as razões seculares das religiosas e, mais ainda, que submeta as primeiras às segundas. Assim o defende José António Marina no seu livro Por Que Sou Cristão que tem como significativo subtítulo «Teoria da Dupla Verdade»: «Pelo que sei as evidências religiosas – como as estéticas – não podem ser universalizadas. Baseiam-se em experiências privadas que podem ser assimiladas e repetidas por outras pessoas, mas sem que possamos encontrar critérios objectivos para justificar a sua verdade. (…) Afirmar o carácter privado da experiência religiosa não significa expulsar a religião da vida pública, mas apenas reconhecer que quando entram em conflito com verdades universais devem regressar ao seu âmbito privado.» Também o controverso teórico muçulmano Taric Ramedan estabelece que quando a leitura literal do Corão entra em conflito com a legislação de sociedades democráticas modernas, são os valores instituídos nestas últimas que devem prevalecer (entrevista publicada na revista britânica Prospect, Julho de 2006)” (p. 169)
“Diga Maomé o que disser, os maridos não têm em Espanha o direito de sovarem as suas mulheres, nem os eclesiásticos podem incitar a sua clientela a cometer semelhante delito, da mesma maneira que – diga a Bíblia o que disser – a pena de morte está excluída do nosso ordenamento jurídico e reivindicá-la para castigar a homosexualidade seria uma aberração que não deveria ficar impune. (…) PoR muito piedoso e repleto de motivações sagradas que esteja um delinquente, continua a ser delinquente e como tal deve ser tratado pelos tribunais. (…) A tolerância pluralista é incompatível com as concessões à teocracia, seja de que culto for. A religião é um direito de cada um, mas não um dever para ninguém… nem muito menos converte em aceitável e louvável o que transgride a legalidade.”
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