7/12/2007

POEMA 7

Um jarro de vinho entre flores
nenhum camarada para beber comigo
convido a lua
e, contando com a minha sombra, seremos três...
Mas a lua não bebe
e a minha sombra contenta-se em seguir-me.
Não tarda separar-nos-emos
a primavera é tempo de alegria.

Li Po sec. VIII dc

7/08/2007

TESTEMUNHOS 4

CASTORIADUS, Cornelius, Uma Sociedade à Deriva, Entrevistas e Debates 1975/1997, 90 Graus Editores, 2006
"A nossa época é esta, em que se inventou esse termo supremamente ridículo de "pós-modernismo" para esconder a esterilidade ecléctica, o reino do facilitismo, a incapacidade de criar, a evacuação do pensamento em proveito de comentários, no melhor dos casos, do jogo verbal, da eructução. Época de parasitismo e de pilhagem generalizada. O que passa pelo último grito de "pensamento" e de "fisolofia política" será considerado, estou convencido disso, com compaixão dentro de uma ou três décadas. Porque no fundo que nos dizem? Que a história se deteve ou, melhor, que acabou. Desde a Antiguidade Grega a Europa definiu-se também pela filosofia e dizem-nos: fim da filosofia, resta apenas "desconstruir". Há vinte e oito séculos que a Europa se define pelas suas lutas visando modificar a instituição da sociedade, as suas lutas sociais e politicas, a sua criação política e dizem-os: a política (a verdadeira, a grande) acabou. A república parlamentar ou presidencial (o que se chama de "democracia", uma vez que se perdeu o respeito pelas palavras) eis a forma encontrada da sociedade. É verdade que restam algumas reformas por fazer: rever por exemplo, o regime dos abonos de família dos guardsa florestais. Mas no essencial a tarefa política, a tarefa instituinte da sociedade está concluída. Reagan, Thatcher, Kohl, Mitterrand/Chirac pelos séculos dos séculos.
Não podemos deixar de nos tornar, perante a evocação de semelhante pesadelo, irresistivelmente optimistas. Porque na perspectiva em causa há quase uma contradicção interna. Estamos a falar de figuras que são subprodutos, parasitas dos regimes contemporâneos, de figuras que, em caso algum, teriam sido capazes de os criar (do mesmo modo que os "desconstrutores" de hoje só podem viver pelo facto de os filósofos terem existido). E não serão sequer capazes, a prazo, de os conservar. Regimes esses produzidos pelas lutas dos povos em vista de objectivos bem mais radicais: objectivos de verdadeira autonomia. A filosofia, o verdadeiro pensamento, não acabou, quase poderíamos dizer que está a começar. E a grande política está por recomeçar. A autonomia não é simplesmente um projecto, é uma possibilidade efectiva do ser humano. Não se trata de prevermos ou decretarmos o sue advento ou apagamento, trata-de de trabalhar por ela. Atravessamos uma época baixa, nada mais." (p. 217/8)
" O ser não tem sentido, somos nós que criamos o sentido por nossa conta e risco (até mesmo sob a forma de religiões...)" p. 320
"A autonomia - a verdadeira liberdade - é a auto-limitação necessária, não só nas regras de comportamento intra-social, mas nas regras que adoptamos no nosso comportamento em relação ao meio ambiente" (p. 321)

6/23/2007

ALTERNATIVA 4


Zerzan, John, Futuro Primitivo, Stª Mª da Feira, Deriva ed, 2007
Uma redescoberta fundamentada do tempo antes da revolução agrícola a qual é associada à dominação da natureza e grosso modo à infelicidade humana.
Bom para esclarecer ideias feitas, isto é, varrer preconceitos sobre o nosso primeiro passado.
Cita-se: "Presumir a inferioridade da natureza [face à cultura] favorece o domínio de sistemas culturais que não tardarão a tornar a Terra inhabitável." (p. 54)
CM

6/17/2007

POLÍTICA 2



CHOMSKY, Noam, Governement in the future, New York, Seven Stories Press, 1970
De leitura acessível, contém esclarecimentos bem fundamentados bibliograficamente sobre o liberalismo, socialismo libertário, socialismo de Estado e capitalismo, dedicando-se a classificar estas quatro doutrinas políticas. Chomky assume-se partidário do socialismo libertário.

TESTEMUNHOS 5


KANG, H. e GRANGEREAU F., "Aqui é o Paraíso" - Uma Infância na Coreia do Norte, Lisboa, Ed. Ulisseia, 2007
A citação de Soljenitsyne "Aquele a quem privardes de tudo não está mais em vosso poder. É outra vez completamente livre" abre o relato acompanhado de desenhos feitos pelo autor do testemunho, o adolescente Hyok e transcrito por Grangereau. Citam-se extractos do "Paraíso", isto é, da actual Coreia do Norte
- Vi a minha primeira execução aos nove anos" p. 21 e legenda de desenho.
- "Como é que ousaste desenhar o Nosso Grande Líder? É o genero de coisa que merece o pelotão de execução." (...) A professora explicava que somente alguns desenhadores especialmente dotados estavam habilitados na Coreia do Norte a reproduzir retratos do Grande Líder." (p. 57).
- "A mãmã ficava perturbada com a visão dessas dezenas de petizes em bandos (...) que ficavam à espera dos clientes que provavam os crêpes para ver se deixavam cair um pedaço inadvertidamente (...) Viam-nos colocados à espera diante de cada barraca de comida."
- "Recordo-me desse outro caso, próximo da minha casa, onde dois irmãos discutiam constantemente à hora da refeição para saber quem tinha mais comida na tijela" (legenda de desenho).
- "Depois de os ter retalhado, Moon comia-os juntamente com a sua mãe que tinha mais de oitenta anos e com o filho. Este era casado mas a mulher dele recusava-se a tocar em carne humana. No entanto o terrível segredo seria descoberto." (p.102) CM

6/08/2007

Saiba o que quer, decida-se a realizar e persista na empreitada

6/07/2007

ALIMENTAÇÃO 1



POLLAN, Michael, The Omnivore' s Dilemma, London, Penguin Press, 2007
Uma experiência profunda acerca da alimentação: porque se come o que se come e os problemas que levanta. Um pouco a história do homem das barbas e do lençol. Perguntado se dormia com elas, dentro ou fora daquele, nunca mais dormiu. É suposto que após a leitura de O.D., V. continue a alimentar-se...

6/06/2007

ECOLOGIA 3



LOVELOCK, Jim, A Vingança de Gaia, Lisboa, ed. Gradiva, 2007
"Talvez sejamos Nimbys [Not in My Back Yard=Nas Minhas Traseiras, Não!] mas vemos esses políticos urbanos (...) tentar manter viva uma civilização moribunda através de uma quimioterapia inútil e desadequada quando não há esperança de cura e o tratamento torna insuportáveis as últimas etapas da vida" P. 212 [ a propósiro de energias eólicas e outras que no estado actual não chegam para as necessidades. J.L. defende a energia nuclear]
"Seja o que for que esteja errado com a ciência, ela ainda constitui a melhor explicação que temos do mundo material"p. 221
" Se de facto nos preocupamos com o bem-estar da humanidade é nosso dever colocar Gaia [sistema da Terra que enquanto organismo vivo mantém as condições à continuidade da Vida] em primeiro lugar e é nossa obrigação garantir que não tiramos dela mais do que o nosso justo quinhão" p. 160.
CM

6/05/2007

HISTÓRIA 2


00.00 h - início da Terra
00.05 h - vida
00.20 h - primeiros moluscos
00.23 h - dinossauros
23.40 h - desaparecem dinossauros
23.55 h - humano
23.59 h - cérebro humano duplica o volume

... e há um centésimo de segundo: revolução industrial!

MEDIA 1

WALTON, Dominique, Casal de Cambra,
É Preciso Salvar a Comunicação, ed. Caleidoscópio, 2006
Lutar pelo informação significa lutar pela comunicação. Hoje a informação leva a melhor s/ a comunicação. Amanhã abrir-se-à uma terceira etapa em que a comunicação levará a melhor s/ a informação, em que a sociedade de comunicação se instalará no espaço hoje ocupado pela soc. de informação. Em que a realidade da incomunicação obrigará a construir a coabitação (p.172)

Poder-se-à dizer que a incomunicação é o ultimo estado da comunicação no sentido em que legitima a irredutibilidade de identidades na comunicação.
Comunicar não é passar por cima de identidades, é contar com elas. Procura-se a partilha. Troca-se. Tropeça-se na incomunicação. Constrói-se a coabitação. É nisso que a comunicação desloca a problemática da informação.
Todos sonham realizar a comunicação à troca de informações e todos constatam que o humano não vive de informações, de mensagens, mas de relações, quase sempre difíceis.

Pensar a sociedade de comunicação não é por conseguinte um propósito pessimista. É admitir que a comunicação tem limites.
Quando tudo circula, se troca e entra em contacto, não é demais lembrar que existem sempre três situações: a partilha, a coabitação e a incomunicação. Estas três situações ontológicas subsistem qualquer que seja o desempenho das ferramentas, e devemos ter em mente esta trilogia se queremos evitar que a comunicação técnica se torne numa das tiranias da globalização. De qq. modo comunicar é correr um risco e é nisso que reside, na realidade, toda a grandeza da questão. O risco de encontrar o outro e falhar.

Não há ética de comunicação sem respeito pelo Outro, isto é, sem uma reflexão política, porque coabitar com o Outro induz imediatamente a questão política, a da democracia. E tambem a da cultura, isto é, a questão do diálogo entre as visões do mundo. E, por fim, a do social, porque a globalização da informação assegura também uma transparência das desigualdades sociais. Ou seja, tudo vem com a informação. É por isso que se adivinham duas saídas: luta de classes à escala mundial, ou o regresso à política a à antropologia, como meio de resolver a questão do respeito pelo Outro (p. 173)

No quadro da globalização desenvolve-se um conflito vital entre o par potência/segurança versus abertura/democracia.
Comunicar é aceitar a prova da alteridade, o que é bem diferente duma lógica da segurança, a qual se apoia no poder.
Escolher a comunicação é sempre inscrever-se contra a segurança. CM

5/20/2007

EUROPA 3


Touraine, Alain, "A democracia europeia num contexto de crise global", in AAVV Guerra e Paz no Século XXI - Uma perspectiva europeia, Castels, Manuel e Serra, Narcis, coord., Lisboa, Fim do Século edições, 2007.
Num contexto de "tentar definir em que situação a Europa pode desempenhar um papel fundamental na reorganização da ordem internaconal, quer dizer na criação de uma nova capacidade de distinguir a guerra da paz e de traçar fronteiras que separem territórios, culturas e unidades políticas" A.T. diz, numa escrita clara e programática:
- "Será a Europa capaz e estará disposta a agir como um Estado, quer dizer, como uma autoridade soberana que trava guerras e impõe a paz? E serão as suas intervenções uma reacção suficiente perante a dualização do mundo, perante o conflito permanente entre uma economia global e as culturas desenraízadas?"
- "A Europa só pode ser um estado forte e eficaz à escala internacional se não pretender converter-se numa nação, numa sociedade integrada e numa cultura homogénea."
- "numa democracia só os parlamenteos podem declarar a guerra mas que se passa quando não há declaração de guerra como aconteceu no Kosovo e no Afagnistão?"
- "Os países europeus já não são Estados mas sociedades civis cada vez mais animadas"
- "Se não aceitarmos os encargos e privilégios que ser um Estado acarreta, não podemos perceber outros países em termos de guerra e paz, de alianças e estratégias"
- "Deve ficar bem claro que se os europeus não passarem a fazer parte de um Estado europeu efectivo num futuro próximo será por decisão sua"
- "os europeus não se vêem a si próprios nem aos outros em termos de Estado, mas numa mistura de termos ideológicos e políticos. Entre estes dois terrenos o espaço para um sistema de acção política permanece vazio."
- "Entre alguns Estados-nação que desaparecem e um Estado europeu que ainda não existe, os europeus vivem num mundo despolitizado, que deixa muito espaço, demasiado espaço, a especialistas e ideólogos."
- "Se reconheço o 11 de Setembro significativo é porque conclui o período 1989/2001, periodo dominado por conceitos de globalização, hegemonia e integração."
- "é possível que um Estado europeu "modesto" - nem idológico nem hegemónico - desempenhe um papel central na reconstrução das relações sociais e internacionais."
A.T. reconhece que as circunstâncias não favorecem a criação de um Estado europeu. CM

5/19/2007

ESMOLAS A MENORES.
POR DETRÁS DA CRIANÇA QUE PEDE´
UM ADULTO EXPLORA-A

EUROPA 4


Zaldívar Alonso, Carlos, "O Grande Desequilíbrio", in AAVV Guerra e Paz no Século XXI - Uma perspectiva europeia, Castels, Manuel e Serra, Narcis, coord., Lisboa, Fim do Século edições, 2007.
A hipótese de que a UE, FMI, OMC e OCDE possam muitas vezes ser problema e não solução ao actuarem como instrumentos de globalização descontrolada do mercado livre.
Proposta de "controlar a globalização através da criação de entidades capazes de corrigir o grande desiquilíbrio que hoje existe no mundo do qual os EUA beneficiam."
Outros extractos:
- "A cultura é a matéria negra da política e economia" [matéria negra no cosmos é a quantidade de matéria existente que não se vê mas cuja influência na matéria visível é fundamental].
- "aquilo a que chamamos globalização significa entre outras coisas que as relações entre culturas diversas estão a intensificar-se velozmente. Se não queremos que o caso acabe mal, melhor será que os ocidentais não ajam como ignorantes a transbordar de arrogância"
- "Para liderarmos com o grandes [EUA] nós, pequenos, temos de nos agrupar"
Texto curto, concreto e programático.

ALTERNATIVA 5


Beck, Ulrich, "As instituições de governança na sociedade mundial de risco", in AAVV Guerra e Paz no Século XXI - Uma perspectiva europeia, Castels, Manuel e Serra, Narcis, coord., Lisboa, Fim do Século edições, 2007. Px: ca. 16 euros
Segundo U.B. o neo-libralismo caíu quando o 11/09 levou à descoberta de que a segurança da aviação dos EUA estava a cargo de privados em regime de part-time, alguns ganhando menos que os empregados do macdonald's.
Distinção entre Estado/Nação como forma de contribuir para a construção de "Estados cosmopolitas", isto é, Estados cuja soberania aumenta na justa medida em que se internacionalizam e são mais atentos ao Outro, dentro e fora das respectivas fronteiras.
Estudo rico em propostas concretas.

5/14/2007

CAPITALISMO 15

LEITURA
Ziegler, Jean, Império da Vergonha, Lisboa, ed. Asa, 2007
O capitalismo no seu pior para que se saiba.
"Em cada meia hora morrem 112 mil crianças de fome" - Não se diz para que o Leitor usufrua da bela vertigem de um calafrio e durma mais repousado. Diz-se, sim, no livro de JZ para que se actue e evite que continue.
Uma chamada de atenção para o que não é fatal e depende apenas de nós: melhorar o mundo.
Nota: Há um filme feito com base no texto de JZ. A ver.
Temos o dever de erradicar a fome do mundo.

5/09/2007

MEDIA 2

El País, de 9 de Maio de 2007
Henri Guaino, economista de 50 anos, criou o discurso e a imagem que deram a vitória ao novo presidente de França.

PORTUGAL 1


Miranda, Jorge, "Coerência e aprofundamento de democracia" in AAVV, Cidadania, Uma visão para Portugal, revisto por Luis Milheiro, Instituto Humanismo e Desenvolvimento/Gradiva Publicações, Lisboa, ed. Gradiva, 2007
Teorização fundamentada dos conceitos povo, cidadania e democracia, seguidos de uma análise da situação portuguesa. Nesta última parte propostas concretas respeitantes à orgânica das eleições, (representação proporcional personalizada, segundo o modelo alemão na Ass. da República) ocupação de cargos públicos, (abolição de pensões de reforma, sem prejuízo de direitos adquiridos) parlamento, poder local e administração pública. CM

5/07/2007

PORTUGAL 2


Cadilhe, Miguel, "A Reforma Conceitual e Administrativa do Estado", in AAVV, Cidadania, Uma visão para Portugal, revisão de Luis Milheiro, Instituto Humanismo e Desenvolvimento/Gradiva Publicações, Lisboa, ed. Gradiva, 2007.
"Do que se precisa é de romper, não é de ilusões e desenganos de remediador" (P. 184)
"A opção reformar, não reformar o Estado (...) provavelmente equivale à grave opção progresso, retrocesso de todo nacional"
Algumas propostas:
- emissões extraordinárias de dívida pública
- fundos estruturais europeus
- privatizações e alienações com venda de algum ouro
tudo baseado num Fundo Extraordinário de Investimento separado da esfera do Orçamento de Estado e isento de contribuição para a establidade do défice público.
"Quando não há tibieza política opera o dilema do reformador das grandes reformas. (...) Se avisar os eleitores das suas ideias, o reformador perderá as eleições. Se não os avisar, poderá ganhar mas, sem legitimidade, não realizará as reformas.
O dilema estará sofismado se admitirmos (...) que o reformador pode beneficiar de uma legitimidade pré-eleitoral ou pós-eleitoral, corporizada por ex. em explícito e público acordo congregador dos principais partidos"
Estudo que vai além do historial pedagógico das questões, apresentando argumentos fundamentados, num nível aceitável de legibilidade para um leitor leigo em economia política.
CM

5/06/2007

FASCISMO 3

SALAS, Antonio, Diário de um Skinhead, Lisboa, ed. Dom Quixote, 2007
Relato de um jornalista de investigação que se meteu na pele de um skin.
Se um rebento seu andar "esquesito
" poderá ser uma boa leitura. E de qualquer modo DS é sempre pedagógico.

PORTUGAL 3


DISSERTAÇÃO
LOUÇÃ, Francisco, A crise das élites contra a modernização democrática, in AAVV, Cidadania, Uma visão para Portugal, Instituto Humanismo e Desenvolvimento/Gradiva Publicações, Lisboa, ed. Gradiva, 2007
"Quanto à burguesia portuguesa, considerando ainda que os seus sectores mais dinâmicos estão envolvidos na distribuição ou no sector financeiro - ou ainda na construção mas aí dependendo fundamentalmente de importações de imigrantes - não tem tido nenhum interesse estratégico em alterar o padrão de especialização produtiva e, portanto, em sair do ciclo vicioso dessa subalternidade" [mão de obra com escassa formação].
"O investimento em educação e no sistema público de saúde é fundamental, porque se trata de qualificar a capacidade produtiva do país e de redistribuir a sua riqueza de forma justa, o que é a única alavanca possível para infra-estruturar uma política de convergência. Esse deve ser o centro de uma estratégia alternativa realista e útil. Mas exige a coragem e uma ruptura democrática com as élites dominantes"
Dados (de 2001) insertos na dissertação:
Tomando a produtividade dos EUA = 100, temos:
Portugal - 49%
Espanha - 73%
Média UE - 78%
Na população portuguesa entre 15 e 65 anos o quase analfabetismo ronda os 10.3%.
Só 7.9% da população tem capacidade de processamento e interpretação de informação multipla em textos complexos. (Pág. 104)
Segundo ainda o autor, a assinatura do Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC) terá sido um erro pela importância que veio atribuir ao défice.

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