3/19/2011

DESTAQUE (in http://resistir.info/ .



Pela criação de uma Comissão de auditoria da dívida portuguesa

por Guilherme Alves Coelho [*]

Especialistas de vários países consideram que dívidas externas de Estados altamente devedores, originadas por empréstimos contraídos no âmbito de uma total desregulação dos mercados, podem ser investigadas e, se forem consideradas ilegítimas, ilegais ou odiosas, devem ser renegociadas ou mesmo anuladas. A divida externa portuguesa – uma das maiores da Europa [1] – resultante de empréstimos que nenhuns benefícios trouxeram ao povo, parece estar nessas condições.
(...)  Alguns países já seguiram este caminho com resultados positivos.
    Após mais de três décadas de aplicação da política neoliberal em muitos países, os resultados não podiam ser piores para as suas populações: a destruição da produção nacional, o saqueio dos Estados, uma catastrófica redução dos direitos e níveis de vida dos cidadãos e um obsceno crescimento do número de multimilionários, provocando a maior desigualdade social de sempre. Como consequência, uma crise global sem precedentes parece ter-se instalado em definitivo. 
 
A solução para sair desta crise, imposta pelos que a provocaram, é apenas a continuação da ruinosa politica do neoliberalismo, fazendo pagar a dívida aqueles que já eram as suas principais vítimas: os trabalhadores e o povo em geral.

(...)


Um pouco por todo o mundo onde esta politica tem sido imposta, os trabalhadores começam a rebelar-se contra estes abusos. (...)


- a segunda, a reforma da União Europeia, no sentido de a tornar favorável aos povos; obrigaria a uma autêntica revolução – coisa que está nos antípodas do pensamento e da acção dos actuais responsáveis políticos, e nem os trabalhadores estão em condições de encetar. 
- a terceira alternativa, o deliberado incumprimento da dívida; permitiria reexaminar a legitimidade da dívida e, se necessário, não a pagar. 







(...)


Desde há vários anos que um movimento mundial, nomeadamente de países do chamado terceiro mundo – o CADTM (Comité para a Anulação da Dívida do Terceiro Mundo) – vem defendendo o não pagamento aos países ricos e às instituições financeiras internacionais das respectivas dividas externas.


(...)




(...)
O caso recente do Equador que acaba de ver a sua dívida renegociada para cerca de 30% do valor inicial, é o exemplo mais recente de sucesso.
Portugal está em condições semelhantes às deste grupo de países devedores ditos periféricos na zona euro. As soluções não poderão ser diferentes.

(...)



22/Fevereiro/201

Notas e fontes 



Dívida total
(Pública e Privada)
Milhões €
Dívida total
(Pública e Privada)
% Do PIB
Dívida Privada /
Dívida Pública
Dívida externa /
Dívida Interna
Espanha
5315
506%
87% / 13%
33 / 67
Portugal
783
479%
85% / 15%
49 / 51
Grécia
703
296%
58% / 42%
51 / 49
Esses défices são essencialmente imputáveis ao sector privado, uma vez que os três países têm cumprido com o PSC e os seus orçamentos fixavam excedentes (Espanha) ou défices moderados (Grécia e Portugal). Somente em 2008-2009, com o declínio nas receitas do Estado, devido à crise, os défices orçamentais se deterioraram. "A eurozona entre a austeridade e o incumprimento" , Stephanie Jacquemont (CADTM). 













Quand l'Islande réinvente la démocratie , 16 décembre 2010, Jean Tosti 




[*] Arquitecto. 


Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

9. "A morte da Europa Social" . Michael Hudson e Jeffrey Sommers. 

7. "Repudiar a dívida já. Exijamos um referendo já." , Declaração do Partido Comunista da Irlanda, 03/Fevereiro/2011. 



4. "A Eurozona entre a austeridade e o Incumprimento" . Stephanie Jacquemont , "The Eurozone between austerity and default". 

3. "O espectro do incumprimento na Europa" , C. Lapavitsas, A. Kaltenbrunner, G. Lambrinidis, D. Lindo, J. Meadway, J.Michell, J.P. Painceira, E. Pires, J. Powell, A. Stenfors e N. Teles. 

2. "A análise da situação da economia nacional revela que o problema fundamental e mais grave do País não é o Défice Orçamental como se pretende fazer crer. (...) É a incomportável Divida Externa que não pára de crescer, consequência de um elevado défice da Balança Corrente e que persiste em plena crise. "A Responsabilidade Social dos Economistas" , Eugénio Rosa. 

1. Dimensão da dívida

Só assim os povos da Europa e os portugueses poderão retomar a sua economia em novos moldes, rompendo com a politica neoliberal que os levou ao desastre.
Um grupo português de acompanhamento, com a assistência técnica do CADTM, poderia ser

Nos países periféricos da Europa, muito endividados, como Portugal, vítimas de ataques especulativos, começam a surgir propostas semelhantes. A Grécia é, neste momento, um dos mais avançados nesse processo. Deputados do Parlamento grego propuseram a criação de uma Comissão para investigar as condições dos empréstimos que provocaram a divida. [5] [6] Na Irlanda já se advoga abertamente a saída do Euro e o repúdio da própria dívida. [7] Na Islândia a situação é menos conhecida, mas dão-se passos seguros no mesmo sentido. Em referendo, 93% dos islandeses votaram contra o pagamento da dívida [8] . 

Esta ideia começa a ganhar força por todo o mundo. Casos como o da Rússia em 1998 e da Argentina em 2001-2005, mostram que "um incumprimento (não pagamento da dívida) pode ter resultados positivos, desde que seja rápido e conduzido com firmeza". [4] 

Só esta última solução poderia beneficiar a maioria trabalhadora. 

Embora o pensamento único tente fazer crer na inevitabilidade da solução neoliberal, segundo alguns autores outras soluções existem em relação aos pagamentos das dívidas externas. [3] Pelo menos três hipóteses alternativas se colocam: 


O que fazer? 


- a primeira, a de austeridade para a maioria; esta hipótese favorece o capital financeiro e corresponde à continuação das medidas actuais. 

Sem defesas e com a produção paralisada, Portugal tornou-se um dos mais endividados da zona euro, com o endividamento externo crescendo a níveis incomportáveis. A dívida externa é hoje o maior problema que o pais enfrenta [2] . 

Portugal não foi excepção. A imposição do colete-de-forças da UE e do Euro entregou definitivamente a soberania nacional nas mãos do capital especulativo financeiro estrangeiro e nacional. O país ficou assim privado dos possíveis mecanismos de equilíbrio financeiro. 

2/23/2011

Destaque (circula por mail) Fevereiro 2011



Será que a Europa também comece a ser varrida pela onda revolucionária iniciada na Tunísia? ... Aguardemos os próximos capítulos...

Aí está ela... anda no ar e vai descer à terra... já cheira...a Revolução???

Há cerca de 3 ou 4 meses começaram a dar-se alterações profundas, e de nível global, em 10 dos principais factores que sustentam a sociedade actual. Num processo rápido e radical, que resultará em algo novo, diferente e porventura traumático, com resultados visíveis dentro de 6 a 12 meses... E que irá mudar as nossas sociedades e a nossa forma de vida nos próximos 15 ou 25 anos!

... tal como ocorreu noutros períodos da história recente: no status político-industrial saído da Europa do pós-guerra, nas alterações induzidas pelo Vietname/ Woodstock/ Maio de 68 (além e aquém Atlântico), ou na crise do petróleo de 73.

Façamos um rápido balanço da mudança, e do que está a acontecer aos "10 factores":

1º- A Crise Financeira Mundial : desde há 8 meses que o Sistema Financeiro Mundial está à beira do colapso (leia-se "bancarrota") e só se tem aguentado porque os 4 grandes Bancos Centrais mundiais - a FED, o BCE, o Banco do Japão e o Tesouro Britânico - têm injectado (eufemismo que quer dizer: "emprestado virtualmente à taxa zero") montantes astronómicos e inimagináveis no Sistema Bancário Mundial, sem o qual este já teria ruído como um castelo de cartas. Ainda ninguém sabe o que virá, ou como irá acabar esta história !...

2º- A Crise do Petróleo : Desde há 6 meses que o petróleo entrou na espiral de preços. Não há a mínima ideia/teoria de como irá terminar. Duas coisas são porém claras: primeiro, o petróleo jamais voltará aos níveis de 2007 (ou seja, a alta de preço é adquirida e definitiva, devido à visão estratégica da China e da Índia que o compram e amealham!) e começarão rapidamente a fazer sentir-se os efeitos dos custos de energia, de transportes, de serviços. Por exemplo, quem utiliza frequentemente o avião, assistiu há 2 semanas a uma subida no preço dos bilhetes de... 50% (leu bem: cinquenta por cento). É escusado referir as enormes implicações sociais deste factor: basta lembrar que por exemplo toda a indústria de férias e turismo de massas para as classes médias (que, por exemplo, em Portugal ou Espanha representa 15% do PIB) irá virtualmente desaparecer em 12 meses! Acabaram as viagens de avião baratas (...e as férias massivas!), a inflação controlada, etc...

3º- A Contracção da Mobilidade : fortemente afectados pelos preços do petróleo, os transportes de mercadorias irão sofrer contracção profunda e as trocas físicas comerciais (que sempre implicam transporte) irão sofrer fortíssima retracção, com as óbvias consequências nas indústrias a montante e na interpenetração económica mundial.

4º- A Imigração : a Europa absorveu nos últimos 4 anos cerca de 40 milhões de imigrantes, que buscam melhores condições de vida e formação, num movimento incessante e anacrónico (os imigrantes são precisos para fazer os trabalhos não rentáveis, mas mudam radicalmente a composição social de países-chave como a Alemanha, a Espanha, a Inglaterra ou a Itália). Este movimento irá previsivelmente manter-se nos próximos 5 ou 6 anos! A Europa terá em breve mais de 85 milhões de imigrantes que lutarão pelo poder e melhor estatuto sócio-económico (até agora, vivemos nós em ascensão e com direitos à custa das matérias-primas e da pobreza deles)!

5º- A Destruição da Classe Média : quem tem oportunidade de circular um pouco pela Europa apercebe-se que o movimento de destruição das classes médias (que julgávamos estar apenas a acontecer em Portugal e à custa deste governo) está de facto a "varrer" o Velho Continente! Em Espanha, na Holanda, na Inglaterra ou mesmo em França os problemas das classes médias são comuns e (descontados alguns matizes e diferente gradação) as pessoas estão endividadas, a perder rendimentos, a perder força social e capacidade de intervenção.

6º- A Europa Morreu : embora ainda estejam projectar o cerimonial do enterro, todos os Euro-Políticos perceberam que a Europa moribunda já não tem projecto, já não tem razão de ser, que já não tem liderança e que já não consegue definir quaisquer objectivos num "caldo" de 27 países com poucos ou nenhuns traços comuns!... Já nenhum Cidadão Europeu acredita na "Europa", nem dela espera coisa importante para a sua vida ou o seu futuro! O "Requiem" pela Europa e dos "seus valores" foi chão que deu uvas: deu-se há dias na Irlanda!

7º- A China ao assalto! Contou-me um profissional do sector: a construção naval ao nível mundial comunicou aos interessados a incapacidade em satisfazer entregas de barcos nos próximos 2 anos, porque TODOS os estaleiros navais do Mundo têm TODA a sua capacidade de construção ocupada por encomendas de navios.... da China. O gigante asiático vai agora "atacar" o coração da Indústria europeia e americana (até aqui foi just a joke...). Foram apresentados há dias no mais importante Salão Automóvel mundial os novos carros chineses. Desenhados por notáveis gabinetes europeus e americanos, Giuggiaro e Pininfarina incluídos, os novos carros chineses são soberbos, réplicas perfeitas de BMWs e de Mercedes (eu já os vi!) e vão chegar à Europa entre os 8.000 e os 19.000 euros! E quando falamos de Indústria Automóvel ou Aeroespacial europeia...helás! Estamos a falar de centenas de milhar de postos de trabalhos e do maior motor económico, financeiro e tecnológico da nossa sociedade. À beira desta ameaça, a crise do têxtil foi uma brincadeira de crianças! (Os chineses estão estrategicamente em todos os cantos do mundo a escoar todo o tipo de produtos da China, que está a qualificá-los cada vez mais).

8º- A Crise do Edifício Social : As sociedades ocidentais terminaram com o paradigma da sociedade baseada na célula familiar! As pessoas já não se casam, as famílias tradicionais desfazem-se a um ritmo alucinante, as novas gerações não querem laços de projecto comum, os jovens não querem compromissos, dificultando a criação de um espírito de estratégias e actuação comum...

9º- O Ressurgir da Rússia/Índia : para os menos atentos: a Rússia e a Índia estão a evoluir tecnológica, social e economicamente a uma velocidade estonteante! Com fortes lideranças e ambições estratégicas, em 5 anos ultrapassarão a Alemanha!

10º- A Revolução Tecnológica : nos últimos meses o salto dado pela revolução tecnológica (incluindo a biotecnologia, a energia, as comunicações, a nano tecnologia e a integração tecnológica) suplantou tudo o previsto e processou-se a um ritmo 9 vezes superior à média dos últimos 5 anos!

Eis pois, a Revolução!

Tal como numa conta de multiplicar, estes dez factores estão ligados por um sinal de "vezes" e, no fim, têm um sinal de "igual". Mas o resultado é ainda desconhecido e... imprevisível. Uma coisa é certa: as nossas vidas vão mudar radicalmente nos próximos 12 meses e as mudanças marcar-nos-ão (permanecerão) nos próximos 10 ou 20 anos, forçando-nos a ter carreiras profissionais instáveis, com muito menos promoções e apoios financeiros, a ter estilos de vida mais modestos, recreativos e ecológicos.



(...)

Afinal, depois de cada Revolução, o Mundo sempre mudou para melhor!...







































(...)




























































Destaque (circula por mail - Fevereiro de 2011)

(...) A guerra contra a chulice, está a começar. Não subestimem o povo que começa a ter conhecimento do que nos têm andado a fazer, do porquê de chegar ao ponto de ter de cortar na comida dos filhos! Estamos de olhos bem abertos e dispostos a fazer -quase-tudo, para mudar o rumo deste abuso.






Todos os ''governantes'' [a saber, os que se governam...] de Portugal falam em cortes de despesas - mas não dizem quais - e aumentos de impostos a pagar.






Nenhum governante fala em:






1. Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores, suportes burocráticos respectivos, carros, motoristas, etc.) dos três Presidentes da República retirados;






2. Redução dos deputados da Assembleia da República e seus gabinetes, profissionalizando-os como nos países a sério. Reforma das mordomias na Assembleia da República, como almoços opíparos, com digestivos e outras libações, tudo à custa do pagode;






3. Acabar com centenas de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não servem para nada e, têm funcionários e administradores com 2º e 3º emprego;






4. Acabar com as empresas Municipais, com Administradores a auferir milhares de euro/mês e que não servem para nada, antes, acumulam funções nos municípios, para aumentarem o bolo salarial respectivo.






5. Por exemplo as empresas de estacionamento não são verificadas porquê? E os aparelhos não são verificados porquê? É como um táxi, se uns têm de cumprir porque não cumprem os outros?s e não são verificados como podem ser auditados?






6. Redução drástica das Câmaras Municipais e Assembleias Municipais, numa reconversão mais feroz que a da Reforma do Mouzinho da Silveira, em 1821, etc...;






7. Redução drástica das Juntas de Freguesia.. Acabar com o pagamento de 200 ? por presença de cada pessoa nas reuniões das Câmaras e 75, ? nas Juntas de Freguesia.






8. Acabar com o Financiamento aos partidos, que devem viver da quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem, para conseguirem verbas para as suas actividades;






9. Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores, etc, das Câmaras, Juntas, etc., que se deslocam em digressões particulares pelo País;






10. Acabar com os motoristas particulares 20 h/dia, com o agravamento das horas extraordinárias... para servir suas excelências, filhos e famílias e até, os filhos das amantes...






11. Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado e entes públicos menores, mas maiores nos dispêndios públicos;






12. Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado. Não permitir de modo algum que carros oficiais façam serviço particular tal como levar e trazer familiares e filhos, às escolas, ir ao mercado a compras, etc;






13. Acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira e respectivas estadias em Lisboa em hotéis de cinco estrelas pagos pelos contribuintes que vivem em tugúrios inabitáveis....






14. Controlar o pessoal da Função Pública (todos os funcionários pagos por nós) que nunca está no local de trabalho. Então em Lisboa é o regabofe total. HÁ QUADROS (directores gerais e outros) QUE, EM VEZ DE ESTAREM NO SERVIÇO PÚBLICO, PASSAM O TEMPO NOS SEUS ESCRITÓRIOS DE ADVOGADOS A CUIDAR DOS SEUS INTERESSES, QUE NÃO NOS DÁ COISA PÚBLICA....;






15. Acabar com as administrações numerosíssimas de hospitais públicos que servem para garantir tachos aos apaniguados do poder - há hospitais de província com mais administradores que pessoal administrativo. Só o de PENAFIEL TEM SETE ADMINISTRADORES PRINCIPESCAMENTE PAGOS... pertencentes ás oligarquias locais do partido no poder...






16. Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos, pagos sempre aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com o Governo, no âmbito de um tráfico de influências que há que criminalizar, autuar, julgar e condenar;






17. Acabar com as várias reformas por pessoa, de entre o pessoal do Estado e entidades privadas, que passaram fugazmente pelo Estado.






18. Pedir o pagamento dos milhões dos empréstimos dos contribuintes ao BPN e BPP;






19. Perseguir os milhões desviados por Rendeiros, Loureiros e Quejandos, onde quer que estejam e por aí fora.






20. Acabar com os salários milionários da RTP e os milhões que a mesma recebe todos os anos.






21. Acabar com os lugares de amigos e de partidos na RTP que custam milhões ao erário público.






22. Acabar com os ordenados de milionários da TAP, com milhares de funcionários e empresas fantasmas que cobram milhares e que pertencem a quadros do Partido Único (PS + PSD).






23. Assim e desta forma Sr. Ministro das Finanças recuperaremos depressa a nossa posição e sobretudo, a credibilidade tão abalada pela corrupção que grassa e pelo desvario dos dinheiros do Estado ;






24. Acabar com o regabofe da pantomina das PPP, que mais não são do que formas habilidosas de uns poucos patifes se locupletarem com fortunas à custa dos papalvos dos contribuintes, fugindo ao controle seja de que organismo independente for e fazendo a "obra" pelo preço que "entendem"...;






25. Criminalizar, imediatamente, o enriquecimento ilícito, perseguindo, confiscando e punindo os biltres que fizeram fortunas e adquiriram patrimónios de forma indevida e à custa do País, manipulando e aumentando preços de empreitadas públicas, desviando dinheiros segundo esquemas pretensamente "legais", sem controlo, e vivendo à tripa forra à custa dos dinheiros que deveriam servir para o progresso do país e para a assistência aos que efectivamente dela precisam;






26. Controlar a actividade bancária por forma a que, daqui a mais uns anitos, não tenhamos que estar, novamente, a pagar "outra crise";






27. Não deixar um único malfeitor de colarinho branco impune, fazendo com que paguem efectivamente pelos seus crimes, adaptando o nosso sistema de justiça a padrões civilizados, onde as escutas VALEM e os crimes não prescrevem com leis à pressa, feitas à medida;






28. Impedir os que foram ministros de virem a ser gestores de empresas que tenham beneficiado de fundos públicos ou de adjudicações decididas pelos ditos.






29. Fazer um levantamento geral e minucioso de todos os que ocuparam cargos políticos, central e local, de forma a saber qual o seu património antes e depois.






30. Pôr os Bancos a pagar impostos.

2/13/2011

DESTAQUE - Entrevista de Noam Chomsky ao "Democracy" (08/12/11)

Amy Goodman: Qual é sua análise sobre o que está a acontecer e como se pode repercutir no Médio Oriente?

Noam Chomsky: Em primeiro lugar, o que está a ocorrendo é espectacular. A coragem, a determinação e o compromisso dos manifestantes merecem destaque. E, aconteça o que acontecer, estes são momentos que não serão esquecidos e que seguramente terão consequências a posteriori: constrangeram a polícia, tomaram a praça Tahrir e permaneceram ali apesar dos grupos mafiosos de Mubarak. O governo organizou esses bandos para tratar de expulsar os manifestantes ou para gerar uma situação na qual o exército pode dizer que teve que intervir para restaurar a ordem e depois, talvez, instaurar algum governo militar. É muito difícil prever o que vai acontecer.

Os Estados Unidos estão a seguir o seu manual habitual.
Não é a primeira vez que um ditador “próximo” perde o controle ou está em risco de perdê-lo. Há uma rotina padrão nestes casos: continuar a apoiar durante o tempo que for possível e se ele se tornar insustentável – especialmente se o exército mudar de lado – dar um giro de 180 graus e dizer que sempre estiveram do lado do povo, apagar o passado e depois fazer todas as manobras necessárias para restaurar o velho sistema, mas com um novo nome.
Presumo que é isso que está a ocorrer agora. Estão a ver se Mubarak pode ficar. Se não aguentar, colocarão em prática o manual.

Amy Goodman: Qual sua opinião sobre o apelo de Obama para que se inicie a transição no Egipto?

Noam Chomsky: Curiosamente, Obama não disse nada. Mubarak também estaria de acordo com a necessidade de haver uma transição ordenada. Um novo gabinete, alguns arranjos menores na ordem constitucional, isso não é nada. Está a fazer o que os líderes norte-americanos geralmente fazem.
Os Estados Unidos têm um poder constrangedor neste caso. O Egipto é o segundo país que mais recebe ajuda militar e económica de Washington. Israel é o primeiro. O mesmo Obama já se mostrou muito favorável a Mubarak. No famoso discurso do Cairo, o presidente norte-americano disse: “Mubarak é um bom homem. Ele fez coisas boas. Manteve a estabilidade. Continuaremos a apoiá-lo porque é um amigo”.Mubarak é um dos ditadores mais brutais do mundo. Não sei como, depois disso, alguém pode continuar a levar a sério os comentários de Obama sobre os direitos humanos. Mas o apoio tem sido muito grande. Os aviões que estão a sobrevoar a praça Tahrir são, certamente, norte-americanos. Os EUA representam o principal sustentáculo do regime egípcio. Não é como na Tunísia, onde o principal apoio era da França. Os EUA são os principais culpados no Egipto, juntamente com Israel e a Arábia Saudita. Foram estes países que prestaram apoio ao regime de Mubarak. De facto, os israelitas estavam furiosos porque Obama não sustentou mais firmemente seu amigo Mubarak.



Amy Goodman: O que significam todas essas revoltas no mundo árabe?

Noam Chomsky: Este é o levantamento regional mais surpreendente de que tenho memória. Às vezes fazem comparações com o que ocorreu no leste europeu, mas não é comparável. Ninguém sabe quais serão as consequências desses levantamentos. Os problemas pelos quais os manifestantes protestam vêm de longa data e não serão resolvidos facilmente. Há uma grande pobreza, repressão, falta de democracia e também de desenvolvimento. O Egipto e outros países da região recém passaram pelo período neoliberal, que trouxe crescimento nos papéis junto com as consequências habituais: uma alta concentração da riqueza e dos privilégios, um empobrecimento e uma paralisia da maioria da população. E isso não se muda facilmente.



Amy Goodman: Você crê que há alguma relação directa entre esses levantamentos e os telegramas do Wikileaks?

Noam Chomsky: Na verdade, a questão é que a Wikileaks não nos disse nada novo. Deu-nos a confirmação para as nossas razoáveis conjecturas.


Amy Goodman: O que acontecerá com a Jordânia?

Noam Chomsky: Na Jordânia, recém mudaram o primeiro ministro. Ele foi substituído por um ex-general que parece ser moderadamente popular, ou ao menos não é tão odiado pela população. Mas essencialmente não mudou nada.



(Tradução de Katarina Peixoto, para Carta Maior)

2/03/2011

DESTAQUE


POR UM MUNDO MELHOR!











Um homem pôs na rua um cão atado a um casinhoto em ruína.

O cão está assim há quanto tempo?

O homem lá o pôs, atado a um casinhoto em ruína, mesmo frente a um infantário donde meninos e meninas olham o cão preso mas... que mal faz?

Os meninos e meninas são de um bairro pobre e que impressão lhes pode fazer um cão atado ao frio e chuva e cada vez mais entravado pelo reumatismo?

Meninos e meninas pobres sentem como os outros?

Se fosse em Lisboa, na Baixa-Chiado, na Rua Augusta, por exemplo, isso sim, faria impressão e a polícia logo iria saber quem assim prendera o bicho... (Ou eu posso também descer à minha rua e atar um cão a um poste, deixando-o apodrecer à vista de todos?) Mas é num bairro pobre e repito: meninos e meninas pobres sentem? Ou até será bom que aprendam a sentir? Como suportariam depois a própria pobreza? Não. É mesmo melhor que essa gente, já em criança, endureça e nada mais útil que ver, mesmo à porta do seu infantário, um cão paralisado pelo desprezo, frio e  chuva. Assim, quem sabe se, habituados a depararem com o sofrimento todos os dias, não se tornarão assassinos e assassinas mais facilmente? Sim, ver um cão apodrecer vivo é um bom ensinamento! E a gente precisa é de um mundo duro! Aliás, porque não pormos por todo o lado cães definhando, amarrados a postes? Ou à torreira do sol? Porque de um sem-abrigo se pode sempre dizer que foi ele próprio que escorregou p'á sarjeta... Mas de um cão atado por um homem a um destino nojento? Uma cena assim não é sublime?


E quanto tempo vive um cão? Quinze anos! Bravo! O espetáculo promete!

Bom, o mundo é mauzinho e pode ser que, afinal, o show não dure sempre: então, acorramos depressa a Cocena, no Seixal, e levemos já os nossos filhos a ver o desgraçado cão, para que os corações se lhes endureça, porque aquilo, sim, é lição!

Por nada deste mundo deixemos, que apenas meninos e meninas pobres possam ter, mesmo em frente ao seu infantário  um cão apodrecendo ao frio e à chuva!

Viva o mal!

Viva o exemplo!

Por um mundo melhor!




Autores do espectáculo:






- Câmara Municipal do Seixal


Sector de Saúde Pública Veterinária


Tel. 21 0976206; Fax. 21 0976207; Ext. 5942 


canil.gatil@cm-seixal.pt


(nada faz para retirar o cão)




- Divisão da Polícia de Segurança Pública de Setúbal


T. 265522022


divstb.setubal@psp.pt


(permite o espetáculo)






- Santa Casa da Misericordia do Seixal – Infantário do Centro Comunitário da Cocena


T. 212273220


(contribui com a sua indiferença)




- Cidadão que lá pôs o cão ( distinguido por serviços prestados à cardiologia?)




... e Você, claro, Leitor (a) que lê isto e... envia este mail:






Exmºs Senhores,


Em nome da boa formação das crianças deste País, aplaudo a morte lenta de um cão mesmo frente ao infantário da Quinta da Cocena, gerido pela Santa Casa da Misericórdia do Seixal.


O exemplo de um ser vivo amarrado ao frio, à chuva ou à torreira do sol, deve ser disseminado por todo o país, sobretudo onde possa ser admirado pelos olhares perigosamente sensíveis de crianças.


Viva o mal!


Viva a boa formação!






(Assine e envie para:)






















1/22/2011

DESTAQUE


Carta de uma professora a Miguel de Sousa Tavares 
Sobre os Professores

É do conhecimento público que o senhor Miguel de Sousa Tavares considerou 'os professores os inúteis mais bem pagos deste país.' Espantar-me-ia uma afirmação tão generalista e imoral, não conhecesse já outras afirmações que não diferem muito desta, quer na forma, quer na índole. Não lhe parece que há inúteis, que fazem coisas inúteis e escrevem coisas inúteis, que são pagos a peso de ouro? Não lhe parece que deveria ter dirigido as suas aberrações a gente que, neste deprimente país, tem mais do que uma sinecura e assim enche os bolsos? Não será esse o seu caso? O que escreveu é um atentado à cultura portuguesa, à educação e aos seus intervenientes, alunos e professores. Alunos e professores de ontem e de hoje, porque eu já fui aluna, logo de 'inúteis', como o senhor também terá sido. Ou pensa hoje de forma diferente para estar de acordo com o sistema?




O senhor tem filhos? - a minha ignorância a este respeito deve-se ao facto de não ser muito dada a ler revistas cor-de-rosa. Se os tem, e se estudam, teve, por acaso, a frontalidade de encarar os seus professores e dizer-lhes que 'são os inúteis mais bem pagos do país.'? Não me parece... Estudam os seus filhos em escolas públicas ou privadas? É que a coisa muda de figura! Há escolas privadas onde se pagam substancialmente as notas dos alunos, que os professores 'inúteis' são obrigados a atribuir. A alarvidade que escreveu, além de ser insultuosa, revela muita ignorância em relação à educação e ao ensino. E, quem é ignorante, não deve julgar sem conhecimento de causa. Sei que é escritor, porém nunca li qualquer livro seu, por isso não emito julgamentos sobre aquilo que desconheço. Entende ou quer que a professora explique de novo?






Sou professora de Português com imenso prazer. Oxalá nunca nenhuma das suas obras venha a integrar os programas da disciplina, pois acredito que nenhum dos 'inúteis' a que se referiu a leccionasse com prazer. Com prazer e paixão tenho leccionado, ao longo dos meus vinte e sete anos de serviço, a obra de sua mãe, Sophia de Mello Breyner Andersen, que reverencio. O senhor é a prova inequívoca que nem sempre uma sã e bela árvore dá são e belo fruto. Tenho dificuldade em interiorizar que tenha sido ela quem o ensinou a escrever. A sua ilustre mãe era uma humanista convicta. Que pena não ter interiorizado essa lição! A lição do humanismo que não julga sem provas! Já visitou, por acaso, alguma escola pública? Já se deu ao trabalho de ler, com atenção, o documento sobre a avaliação dos professores? Não, claro que não. É mais cómodo fazer afirmações bombásticas, que agitem, no mau sentido, a opinião pública, para assim se auto-publicitar.




Sei que, num jornal desportivo, escreve, de vez em quando, umas crónicas e que defende muito bem o seu clube. Alguma vez lhe ocorreu, quando o seu clube perde, com clubes da terceira divisão, escrever que 'os jogadores de futebol são os inúteis mais bem pagos do país.'? Alguma vez lhe ocorreu escrever que há dirigentes desportivos que 'são os inúteis' mais protegidos do país? Presumo que não, e não tenho qualquer dúvida de que deve entender mais de futebol do que de Educação. Alguma vez lhe ocorreu escrever que os advogados 'são os inúteis mais bem pagos do país'? Ou os políticos? Não, acredito que não, embora também não tenha dúvidas de que deve estar mais familiarizado com essas áreas. Não tenho nada contra os jogadores de futebol, nada contra os dirigentes desportivos, nada contra os advogados.



Porque não são eles que me impedem de exercer, com dignidade, a minha profissão. Tenho sim contra os políticos arrogantes, prepotentes, desumanos e inúteis, que querem fazer da educação o caixote do (falso) sucesso para posterior envio para a Europa e para o mundo. Tenho contra pseudo-jornalistas, como o senhor, que são, juntamente com os políticos, 'os inúteis mais bem pagos do país', que se arvoram em salvadores da pátria, quando o que lhes interessa é o seu próprio umbigo.






Assim sendo, Sr. Miguel de Sousa Tavares, informe-se, que a informaçãozinha é bem necessária antes de 'escrevinhar' alarvices sobre quem dá a este país, além de grandes lições nas aulas, a alunos que são a razão de ser do professor, lições de democracia ao país. Mas o senhor não entende! Para si, democracia deve ser estar do lado de quem convém.
Por isso, não posso deixar de lhe transmitir uma mensagem com que termina um texto da sua sábia mãe:


'Perdoai-lhes, Senhor Porque eles sabem o que fazem.'




Ana Maria Gomes

Escola Secundária de Barcelos









1/07/2011

COX, Tracey, Supersexo Para a Vida. O Grande Guia Sexual Para Amantes a Longo Prazo. Porto: ed. Civilização editores (ca. 190 pp. e 18 euros)


“Saber o que vem a seguir com o sexo resulta para algumas pessoas, mas não para a maioria.  Já é mau não se poder fazer amor com a mesma pessoa mas fazer a mesma coisa vezes sem fim é um suicídio sexual. (…) Façam o oposto ao que normalmente fazem, como experimentar “sexo agressivo” em vez de sexo romântico. Tirem o sexo do quarto” (p.64)


“Trinta e sete por cento dos homens e trinta e cinco por cento das mulheres experimentaram sexo anal pelo menos uma vez.  Desses, cerca de metade continua a fazê-lo regularmente, É uma ponto erótico para ambos. O ânus tem muitas terminações nervosas, principalmente nos homens, devido à glândula da próstata (ou o ponto G masculino)” (p. 154)


“Não leve tudo a peito. O seu parceiro está a comportar-se como um idiota? Pode ter acabado de falar com a mãe (…) ou estar preocupado com dinheiro e não querer discutir isso consigo. Não é a única pessoa a influenciar o seu parceiro” (p.185) 
Ainda que fôssemos surdos e mudos como uma pedra, a nossa própria passividade seria uma forma de ação. 

1/03/2011

THOMSON, Olivier, Historia do Pecado. Lisboa: ed. Guerra e Paz, 2010 (Ca. 372 pp. e 18 euros)


“Era delito comer carne à sexta-feira na Inglaterra isabelina, [séc. XVI - nota de Kriu] provavelmente devido à vontade de apoiar a frota pesqueira “ (p. 63)

[Gandhi] “aplaudia o valor do Corão, da Bíblia (…) com igual enfâse; repelia o alcóol , era quase luddita na sua obsessão com o trabalho braçal e ódio pela mecanização; era um asceta confesso, um vegetariano que acreditava na protecção  de todos as criaturas, até insectos” (p. 323)

"Do mesmo modo, faz sentido seguir Aristóteles e Buda na escolha do «meio termo», nem demasiado puritano nem demasiado permissivo (...) : a História indica claramente que as sociedades extremadas têm sido as menos estáveis. (...) as sociedades em que o patriotismo e outras virtudes machistas sejam considerados mais importantes tendem a precipitar-se em crises e prejudicar o sistema moral que pretendem proteger.” (352)

“O desafio para o séc. XXI está em construir um novo ethos de maturidade baseado em objectivos positivos e não negativos; um ethos que tenha em conta a crise que o planeta e a população enfrentam, um código edificado na compaixão e não somente no medo” (p. 353)


12/31/2010

Cortar o Tempo


Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.


Industrializou a esperança,
fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar
e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação
e tudo começa outra vez, com outro número
e outra vontade de acreditar
que daqui para diante,
vai ser diferente.
              
Carlos Drummond de Andrade

12/28/2010


NAPOLEONI, Loretta, O Fim de Um Mundo. A Falência do Capitalismo?. Lisboa: ed. Presença, 2010 (ca. 151 pp.e 13 euros)

"Injectar dinheiro nos cofres dos bancos como Citigroup, o HBDS e alguns bancos europeus (...) não faz sentido porque a economia irá (...) contrair-se e estes bancos não conseguirão sobreviver  pelo simples facto de que o que os mantinha de pé e os fazia crescer era o jogo financeiro e não a actividade bancária tradicional.
É melhor usar este longo período de recessão para reestruturar o sistema financeiro (...) É melhor racionalizar o sector bancário e salvar apenas a parte que serve para manter a economia à tona de água. Passada a tempestade quem é que nos impede de o privatizar? É o que sugerem muitos economistas, entre os quais Krugman, mas a palavra nacionalização ainda parece sinónimo de socialismo. Se os derivados criaram activos tóxicos porque não aboli-los? Porque é que se há-de obrigar o contribuinte a suportar empresas seguradoras que se comportaram como hedge funds, que criaram e venderam credit default swaps, que na verdade fizeram apostas sobre o pano verde sem ter capital para o fazer? O Estado deve abolir estes produtos e retirar destas empresas a parte seguradora deixando falir o resto. Os prejuízos irão atingir quem estava mais exposto ao risco, bancos e financeiros praticantes de jogos de azar (...) Um olhar sobre a AIG  (a mais importante empresa seguradora americana) ilustra bem este conceito: uma boa parte dos 180 mil milhões de dólares recebidos por ela acabou nos bolsos de bancos que detinham credit default swaps que a AIG não podia honrar. Nem a empresa seguradora nem o governo americano quiseram tornar públicos os nomes dos beneficiários, mas Wall Street sabe bem que se trata de ex-bancos de investimento como o Goldman Sachs e o Merryl Lynch. Se a alta finança se divertia com jogos de azar, então que pague as consequências dessa loucura em vez de sugar os dinheiros que são necessários para a retoma económica" (p.143) 
DAWKINGS, Richard, O Espectáculo da Vida. A Prova da Evolução. Lisboa: Casa das Letras, 2009 (Ca. 420 pp. e 19 euros)


“Mais uma vez peço desculpa por insistir tanto nesta questão mas tenho de o fazer porque mais de 40% da população norte-americana acredita literalmente na Arca de Noé. Devíamos (…) ignorá-los (…) mas (…) eles controlam os conselhos executivos das escolas, preferem que os filhos estudem em casa para os privar de contacto comp professores de ciências qualificados e este grupo inclui membros do Congresso dos Estados Unidos, alguns governadores e até candidatos presidenciais. Esta gente tem dinheiro e poder para construir instalações, universidades (..) E conforme mostram sondagens recentes o Reino Unido não está muito atrás (…) juntamente com porções da Europa e a maior parte do mundo islâmico” (p.246)

“Quando o leitor tem frio, ou apanha um grande susto (…) sente arrepios. Porquê? Porque os seus antepassados eram mamíferos normais cobertos de pêlos que se eriçavam ou baixavam (…) Demasiado frio e os pêlos eriçavam-se (…) Demasiado calor e a pelagem colava-se ao corpo (p. 308)





12/24/2010


Histórias de filmes, por Nair Lúcia de Britto


“SEMPRE A SEU LADO”
(Hackiko – A Dog's Story- EUA-2009)

(…)
o roteiro de “Sempre a seu lado, dirigido por Lasse Hallstrom, foi inspirado numa história real que aconteceu no Japão no começo desse século, com um cachorro de nome Hackiko, e no primeiro filme japonês: Hackiko Monogatari, de 1987.

A versão atual começa quando o professor universitário desce na estação do trem, como faz todos os dias, ao retornar do trabalho. Nesse dia uma surpresa o espera: um cãozinho perdido, bem no meio da estação, junto à caixa que lhe servira de abrigo.

Mesmo contrariando o desejo da esposa, o professor carrega o cachorrinho consigo, a fim de tentar localizar seu dono ou, pelo menos, encontrar alguém que quisesse adotá-lo. Mas seus planos não dão certo e o cãozinho vai ficando na casa dele e conquistando o coração da família.

Profundamente grato pela proteção, carinho e acolhida o cão acompanha
o professor até a estação de trem toda vez que ele sai para o trabalhar; e volta para lá exatamente no horário em que seu dono retorna...

Só que de repente, por força do destino, o professor não volta mais... mas o cão o espera no mesmo lugar, na mesma estação... todos os dias, mês após mês, ano após ano; e ninguém consegue retirá-lo de lá!

O professor da vida real trabalhava na Universidade de Tóquio. E ainda hoje, na estação de Shibuya, existe uma estátua de Hackiko, erguida no mesmo lugar onde o cão esperava pelo dono, sem jamais se cansar nem perder a esperança de vê-lo voltar.

Essa história dele foi levada ao conhecimento das crianças, nas Escolas do Japão, para ensiná-las o valor da lealdade e da verdadeira amizade.


Nair Lúcia de Britto
Posted by Picasa

12/22/2010

Posted by Picasa
Decoração de Natal em Lisboa.
Perdida a raíz rural, o simbolo natalício surge despido e desafectado, frio e objectivo, de uma clareza funcional que mais reenvia para um qualquer sinal de trânsito.
Em tempos propôs-se ao edil António Costa a abertura de um concurso entre artistas que decidisse a decoração natalícia. Ao menos, quando se fossem ver as iluminárias, haveria o suspense de ver o enfeite vitorioso, a par com a exposição que apresentaria as maquetas das obras a concurso.
Posted by Picasa

12/20/2010

MINHA GATA AMARELA











A minha gata é amarela
O que tem de mais bonito...
São os olhos dela!
E o que ela...
Mais gosta de fazer
É tirar uma soneca
Na almofada da sala
Junto da minha boneca

Minha gata amarela
Não fala, nem faz querela
Ela mia, ela corre, ela brinca
Ela olha pela janela
Quando está com fome
Morde a minha canela!
Nhau!!!!!!!!



Nair Lúcia de Britto

Arquivo do blogue