4/16/2009

CONFERÊNCIA 3


POPPER, Karl R., O Mito do Contexto, Em Defesa da Ciência e da Racionalidade, Lisboa, edições 70, 1996  (Ca. 255 pp. e 18.90 euros)

"Há quase quarenta anos sublinhei que mesmo observadores e relatórios de observações andam ao sabor do contexto. De facto não existe nada que seja uma observação não interpretada, uma observação que não esteja impregnada de teoria. (…)

É o método da ciência, o método da discussão crítica, que torna possível transcendermos não só o que adquirimos culturalmente como também os nossos quadros de referência inatos” (pp. 83, 4)

“enquanto não formos capazes de descrever como seria a possível refutação de uma determinada teoria, podemos considerá-la como estranha ao campo da ciência empírica” (p.116)

“O que se pode designar como método de ciência consiste na aprendizagem sistemática através dos nossos erros: primeiro correndo riscos, ousando cometer erros – ou seja, propondo novas teorias com ousadia, em segundo lugar examinando sistematicamente os erros que cometemos – ou seja, pela discussão e exame crítico dos nossos erros” (p.121)

 

 

 

 

 

 

 

4/15/2009

DESTAQUE 8 Alemanha proibe milho transgénico


A Ministra da Agricultura alemã proibiu a plantação de milho geneticamente modificado  em todo o território da República Federal, alegando  razões legítimas para considerar o MON810"um perigo para o ambiente". 

O MON810 é a única variedade geneticamente modificada cujo cultivo se autoriza no território da União Europeia. 
O número de países que proibem o seu cultivo são já oito.  
A Alemanha junta-se assim à França, Áustria, Grécia, Luxemburgo e Hungria. 
A Itália e Polónia são outros países que mantêm moratórias sobre o cultivo de transgénicos.

A especialista em engenharia genética do Greenpeace, Stephanie Töwe, disse que a decisão está atrasada, explicando que inúmeros estudos científicos demonstraram que o milho transgênico era um perigo ao ambiente.

MATEMÁTICA 1


GOWERS, Thimothy, Matemática, Uma breve introdução, Lisboa, Gradiva, 2008 (ca. 172 pp. e 13 euros)

“Se este livro contém uma mensagem é o conselho de que pensemos de forma abstracta (…)  o processo de considerar somente os factos essenciais de uma situação da vida real” (p.8)

“Não é preciso um número ser muito grande para que deixemos de o considerar como um objecto isolado e começarmos a compreendê-lo através das suas relações com outros números. Isto é, através do seu papel no sistema numérico. Este é o significado da expressão o que um numero “faz” (p.34)

 Site de Thimothy Gowers:  http:www.dpmms.      

GRAFFITI 3 (Escadinhas do Lavra, Lisboa, Março 2009)

GRAFFITI 2 (Escadinhas do Lavra, Lisboa, Março 2009)

DESTAQUE 8


"a população portuguesa (...) apresenta um enorme desequilíbrio de formação (dos 5,2 milhões de activos, 25% são altamente qualificados, mas 75% têm menos do 12º ano - uma proporçao inversa à que se regista na União Europeia)
"Jornal Expresso", suplemento de Economia, 04/04/09 

4/14/2009

ALTERNATIVO 13


SHIMO-BARRY, Alex, A Fórmula do Ambiente - 100 factores que podem aumentar ou reduzir a sua pegada de carbono, Lisboa, Sinais de Fogo ed. 2009 (Ca. 143 pp. e 13 euros)

"William Shotyk, um cientista que trabalha na Universidade de Heidelberg, publicou uma análise de 132 marcas de água engarrafada (…) Shotyk descobriu que níveis significativos de antimónio, um químico tóxico utilizado na produção de garrafas, haviam vertido para a água” (p.122)

«A água engarrafada não só é um completo desastre para o ambiente, como também o é potencialmente para a saúde humana. Há cada vez mais indícios de que o plástico liberta mesmo ingredientes tóxicos para a água» Na maioria parte dos casos, (…) a água engarrafada não é mais pura nem melhor para a sua saúde do que a água potável da torneira” (p.123)

“O gado ocupa 30 por cento da superfície terrestre do planeta e 70 por cento de todas as terras aráveis. (…) sendo precisa mais terra para alimentar uma população com uma dieta à base de carne do que com uma dieta vegetariana” (p.128)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

4/08/2009

HISTÓRIA 7


VIGARELLO, Georges, História da Beleza, Teorema, 2005 (ca. 353 pp. e 23 euros)

Capítulos do livro: A beleza revelada (séc. XVI); a beleza expressiva (séc. XVII); a beleza experimentada (sec. XVII); a beleza desejada (séc. XIX), a beleza democratizada (1914/2000).

“A certeza duma fixidez estética distancia-se ainda mais com o lugar crescente concedido ao indivíduo no limiar do nosso mundo contemporâneo: a procura de belezas singulares, tanto mais marcantes quanto seriam exclusivas. 

(...) O artifício ganhou, mais do que nunca, uma importância fulcral, agudizando as singularidades,  variando as possíveis , transpondo em beleza “para todos” o que, até agora, não parecia relevar senão da natureza ou da excepção. 

Esse artifício torna-se mais completo ainda, (…) no ponto em que o bem-estar individual parece considerado como finalidade dominante, busca interminável instalada no coração das nossas sociedades, ideal dado de acréscimo por acessível e obrigatório. O que torna inevitável (…) o confronto entre normas individuais e normas colectivas 

(...) O mal-estar pode surgir por consequência onde o bem-estar se impõe como critério derradeiro" (p. 290)

 

4/07/2009

FÍSICA 5


MOTL, Lubos, Equação Bogdanov, O Segredo da Origem do Universo, Lisboa, ed. Esfera do Caos, 2008 (Ca. 224 pp. e 22.70 euros)

 “De que é feita a realidade, afinal de contas (…) Se for impossível distinguir os objectos fundamentais dos elementos que eles constituem, a grande escala, então talvez os objectos do Universo sejam feitos uns dos outros sem que nenhum deles seja mais fundamental do que o outro. (…) A ideia é geralmente descrita pelo termo bootstraping

(…) Deveremos tentar entender porque é que determinados objectos parecem ser elementares em certas situações específicas, mas teremos igualmente que admitir que não existem objectos elementares num caso mais geral. (…) os campos e os objectos passariam na realidade a ser compreendidos como elementos de outros campos e outros objectos. (201,3)

4/06/2009

HISTÓRIA 6



NAPHY, William, Born to be gay, História da homosexualidade, Lisboa, Ed. 70, 2006. (Ca. 300 pp. e 20 euros)

 

“O aspecto mais relevante do mundo anterior ao advento da lei mosaica (as leis que Deus outorgou aos Israelitas através de Moisés, começando pelos Dez Mandamentos) é o facto de poucas culturas demonstrarem qualquer preocupação «moral» significativa com as relações entre pessoas do mesmo sexo” (p.19)


Aproveita os abraços das mulheres, aproveita-os, Victor

E deixa a pila aprender uma função que desconhece.

Estão a tecer o véu para a tua noiva,

E preparam já a donzela, em breve a noiva cortará o cabelo dos teus rapazes.

Ela deixará que o marido ansioso a sodomize uma vez,

Enquanto temer as primeiras feridas dessa estranha “arma”

Mas a ama e a mãe impedirão que isso aconteça mais vezes

E dirão: «esta rapariga é a tua esposa, não o teu rapaz»

Ai de ti, quantas perplexidades,

Quantos trabalhos sofrerás

Se a cona for coisa estranha para ti.

(Marcial, poeta romano séc. I DC, cit. p. 66)

4/04/2009

HELEN LEVITT


Morreu Helen Levitt, a «poeta-fotógrafa» de Nova Iorque

Helen Levitt foi a «poeta-fotógrafa suprema das ruas e da gente de Nova Iorque», nas palavras de Adam Gopnik, da revista New Yorker, um dos poucos críticos a quem concedeu uma entrevista.

Avessa ao contacto com os jornalistas e sem interesse pelo fotojornalismo, a fotógrafa tornou-se conhecida em meados do século XX ao captar a preto e branco cenas fugazes nos bairros novaiorquinos de Harlem, Yorkville e Lower East Side.

Os protagonistas das suas fotografias são os transeuntes e, em primeiro lugar, as crianças.

Ficaram célebres duas fotografias a preto e branco que tirou em finais dos anos 30, princípios de 40: numa, três rapazes saem de casa para pedir rebuçados para a festa de Halloween e na outra quatro raparigas caminham pelo passeio com o olhar fixo em cinco bolas de sabão que sobem no ar. 

Teresa Palma Fernandes

FISICA 4


KLEIN, Stefan, Como o Acaso Condiciona as Nossas Vidas, Porto, Asa Editores, 2008 (Ca.430 pp. e 15 euros)

“Ao optarmos por aquilo que julgamos saber, subestimamos a importância do inesperado” (p.399)

“A natureza evolui através de passos casuais que não excluem o retrocesso. É assim que produz cada vez mais variantes. Ao contrário do que os mitos da Génese de inúmeros povos nos querem fazer crer, a vida não tem um objectivo, mas renova-se antes em constantes ramificações. E cada novo ramo conduz a um outro futuro. 

(…) Os planos podem-nos tornar cegos para a realidade (…) Enquanto sobrevalorizamos o nosso conhecimento do mundo, subestimamos o nosso talento para tirar proveito das surpresas (pp.400,1)

“O acaso obriga-nos a estar atentos” (p.402)

 

 

 

4/02/2009

FILOSOFIA 8


RUSSEL, Bertrand, A Conquista da Felicidade, Lisboa, Guimarães, ed.2009 (Ca. 230 pp. e 14.50)

“Foi na convicção de que muitas pessoas que são infelizes poderiam tornar-se felizes graças a um esforço bem dirigido que escrevi este livro” (Prefácio)

“Como tantos outros que tiveram uma educação puritana, eu tinha o hábito de meditar nos meus pecados, nas minhas loucuras e nas minhas imperfeições. 

(…) A pouco e pouco porém aprendi a ser indiferente em relação a mim próprio e às minhas deficiências: comecei a concentrar cada vez mais a minha atenção nos objectos exteriores: a situação no mundo, os vários ramos do saber, as pessoas pelas quais sentia afeição. 

(…) todo o interesse exterior incita a qualquer actividade, o que é óptimo preventivo contra a tristeza enquanto esse interesse permanece vivo.” (p.17) 




)

4/01/2009

ALTERNATIVO 12

POLLAN, Michael, O Dilema do Omnívoro, Lisboa, Dom Quixote, 2009  (Ca. 432 pp. e 22 euros)

“O escritor inglês John Berger escreveu um ensaio intitulado «Why Look at Animals?» no qual sugeriu que a perda de contacto diário dos homens com os animais (…) nos deixou bastante confusos relativamente aos temas da nossa relação com outras espécies” (p. 313)

“A fábrica de animais dá-nos uma ideia dos horrores de que o capitalismo é capaz na ausência  de limites morais ou reguladores. (…) Nestes lugares desprezíveis a própria vida é redefinida – como «produção proteica» - e com ela a noção de «sofrimento». (…) as explorações de ovos são as piores (...) Esse destino está reservado para a galinha poedeira americana, que passa a sua breve vida presa, com outra meia dúzia de galinhas, numa gaiola de arame farpado cujo chão poderia ser coberto com apenas quatro folhas deste livro. Esta galinha vê todos os seus instintos naturais frustrados o que origina uma série de «vícios»  comportamentais como o canibalismo e o roçar o peito contra o arame até este ficar completamente depenado e a sangrar” (p. 324).

“Do ponto de vista de Joel [fabricante da cadeia Polyface Farm, empresa de criação de animais para alimentação onde as espécies expressam «plenamente as suas capacidades fisiológicas» N. de Kriu] a reforma começa com as pessoas que se dão ao trabalho e à despesa de comprar directamente a agricultores que conhecem (…) Joel acredita que a garantia de integridade só é possível quando comprador e vendedor se olham nos olhos (…) «Não acha estranho as pessoas preocuparem-se mais a escolher o mecânico ou o empreiteiro do que com a pessoa que lhes produz a comida?» (p.246).

«o funcionamento de uma quinta não se adapta a operações de grande escala pelas seguintes razões: diz respeito a plantas e animais que vivem, crescem e morrem» (cit. p. 220)

 

 

3/31/2009

TESTEMUNHOS 21


PHILLIPS, Adam, Monogamia, Coimbra, Angelus Novus editores, 2008. (Ca. 134 pp. e 12.80 euros)

“não é difícil aguentar o relacionamento, o difícil é manter a celebração” (p. 53)

“Nada mais escandaloso que um casamento feliz” (p.84)

“estou tão ocupado a manter debaixo de olho aquele que amo que não tenho tempo para ser livre” (p.128)



3/30/2009

CAPITALISMO 24


TODD, Emmanuel, Após  o Império – Ensaio sobre a decomposição do sistema americano, Lisboa, Ed. 70, 2002 (ca. 200 pp. e ca. 15 euros)

“Se os economistas do establishment universitário americano admitem, em geral, o aumento de desigualdades resultante do comércio livre, a estagnação da procura, em contrapartida, é assunto tabu, incluindo para falsos anticonformistas como Paul Krugman. Evocar este efeito de globalização é sinal de uma ruptura com a ordem estabelecida e só verdadeiros rebeldes  arriscam a denunciá-lo, como Chalmers Johnson (…) autor de Blowback: The Costs and Consequences of American Empire [Henry Holt and Company, New York, 2000, p. 197].

(…) A tendencia para a estagnação da procura resultante do comércio livre e da compressão dos salários é uma evidencia, o que explica a diminuição regular das taxas de crescimento mundial e as suas recessões cada vez mais frequentes. (..) Porque é realmente a estagnação da procura à escala mundial que permite aos Estados Unidos justificar o seu papel de regulador e de predador da economia “globalizada” e que os autoriza a assumir e reivindicar a função de um Estado keynesiano planetário.

(…) Esta evolução imperial da economia, que não deixa de lembrar a de Roma logo após a conquista da bacia mediterrânica, afectou de maneiras diferentes os diferentes sectores da sociedade e da economia americana. A indústria e a classe operária até então considerada integrada nas classes médias foram atingidas em cheio. A sua desintegração parcial lembra a do campesinato e do artesanato romanos, destruídos pelo afluxo dos produtos agrícolas ou dos objectos vindos da Sicília, do Egipto ou da Grécia.  No caso dos operários americanos doa anos 1970/1990 podemos falar de empobrecimento relativo e por vezes absoluto.

(…)O prodigioso aumento dos rendimentos da parte superior da sociedade americana não pode explicar-se sem o recurso ao modelo imperial, tal como a estagnação ou o crescimento muito modesto de rendimentos da maior parte da população.” (pp. 78 a 81)

3/29/2009

MENSAGEM DE TEATRO 2009, por Augusto Boal


 
Mensagem do Instituto Internacional de Tearo
por: Augusto Boal:
 
O diretor brasileiro de renome mundial é o autor, este ano, da mensagem do Instituto Internacional do Teatro (IIT) elaborada em comemoração ao Dia Mundial do Teatro, celebrado em 27 de março.  Inventor do Teatro do Oprimido e do personagem denominado “espect-ator”, Boal nos convida a subir no palco da vida para criar um mundo onde a dualidade opressores/oprimido será abolida.



Teatro não pode ser apenas um evento - é forma de vida! Mesmo quando inconscientes, as relações humanas são estruturadas em forma teatral: o uso do espaço, a linguagem do corpo, a escolha das palavras e a modulação das vozes, o confronto de idéias e paixões, tudo que fazemos no palco fazemos sempre em nossas vidas: nós somos teatro!  Não só casamentos e funerais são espetáculos, mas também os rituais cotidianos que, por sua familiaridade, não nos chegam à consciência. Não só pompas, mas também o café da manhã e os bons-dias, tímidos namoros e grandes conflitos passionais, uma sessão do Senado ou uma reunião diplomática – tudo é teatro.  Uma das principais funções da nossa arte é tornar conscientes esses espetáculos da vida diária onde os atores são os próprios espectadores, o palco é a platéia e a platéia, o palco. Somos todos artistas: fazendo teatro, aprendemos a ver aquilo que nos salta aos olhos, mas que somos incapazes de ver, tão habituados estamos apenas a olhar. O que nos é familiar torna-se invisível: fazer teatro, ao contrário, ilumina o palco da nossa vida cotidiana.


Verdade escondida  

Em setembro do ano passado fomos surpreendidos por uma revelação teatral: nós, que pensávamos viver em um mundo seguro, apesar das guerras, genocídios, hecatombes e torturas que aconteciam, sim, mas longe de nós, em países distantes e selvagens, nós vivíamos seguros com nosso dinheiro guardado em um banco respeitável ou nas mãos de um honesto corretor da bolsa quando fomos informados de que esse dinheiro não existia, era virtual, feia ficção de alguns economistas que não eram ficção, nem eram seguros, nem respeitáveis. Tudo não passava de mau teatro com triste enredo, onde poucos ganhavam muito e muitos perdiam tudo. Políticos dos países ricos fecharam-se em reuniões secretas e de lá saíram com soluções mágicas. Nós, vítimas de suas decisões, continuamos espectadores sentados na última fila das galerias.  Vinte anos atrás, eu dirigi Fedra de Racine, no Rio de Janeiro. O cenário era pobre: no chão, peles de vaca; em volta, bambus. Antes de começar o espetáculo, eu dizia aos meus atores: "Agora acabou a ficção que fazemos no dia-a-dia. Quando cruzarem esses bambus, lá no palco, nenhum de vocês tem o direito de mentir. Teatro é a Verdade Escondida".  Vendo o mundo além das aparências, vemos opressores e oprimidos em todas as sociedades, etnias, gêneros, classes e castas, vemos o mundo injusto e cruel. Temos a obrigação de inventar outro mundo porque sabemos que outro mundo é possível. Mas cabe a nós construí-lo com nossas mãos entrando em cena, no palco e na vida.  Atores somos todos nós, e cidadão não é aquele que vive em sociedade: é aquele que a transforma! 

 

3/26/2009

ALTERNATIVO 11


BONSTEIN, David, Como Mudar o Mundo  - Os Empreendedores Sociais e o Poder das Novas Ideias, Lisboa, Oficina do Livro, 2007.  (Ca. 425 pp. e 22 euros)

 “Os velhos sistemas não acolhem de imediato novas ideias ou informações, os defensores do status quo podem ser teimosamente impermeáveis ao bom senso” (p.80)

“Uma ideia é como uma peça de teatro. É preciso um bom encenador e um bom produtor ainda que seja uma obra  prima. Se assim não for, pode nem entrar em cena.” (p.135)

“A capacidade para causar mudança cresce numa pessoa ao longo do tempo, à medida que o empenho à pequena escala conduz gradualmente a empenhos maiores. Mas este processo precisa de um início – uma história, um exemplo, uma experiência de sucesso precoce – qualquer coisa que, no caminho, ajude uma pessoa a acreditar que é possível fazer do mundo um lugar melhor. Os que actuam com base nesta crença espalham-na a outros. São altamente contagiosos. As suas histórias têm de ser contadas.” (p.368)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

3/24/2009


Penso que poderia modificar-me e viver com os animais,

Quando me detenho a contemplá-los demoradamente,

Alheios por condição a queixas e fadigas

Não estão acordados de noite a chorar os seus pecados,

Não me incomodam a discutir os seus deveres para com                                                         [Deus

Nenhum está descontente, nenhum endoidece com a mania                                         [de possuir bens,

Nenhum se ajoelha perante outro nem perante

Antepassados que viveram milhares de anos atrás dele

Nenhum é respeitável ou infeliz para o universo                                                       [inteiro.


Walt Whitman

 

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