
BONSTEIN, David, Como Mudar o Mundo - Os Empreendedores Sociais e o Poder das Novas Ideias, Lisboa, Oficina do Livro, 2007. (Ca. 425 pp. e 22 euros)

BONSTEIN, David, Como Mudar o Mundo - Os Empreendedores Sociais e o Poder das Novas Ideias, Lisboa, Oficina do Livro, 2007. (Ca. 425 pp. e 22 euros)

Penso que poderia modificar-me e viver com os animais,
Quando me detenho a contemplá-los demoradamente,
Alheios por condição a queixas e fadigas
Não estão acordados de noite a chorar os seus pecados,
Não me incomodam a discutir os seus deveres para com [Deus
Nenhum está descontente, nenhum endoidece com a mania [de possuir bens,
Nenhum se ajoelha perante outro nem perante
Antepassados que viveram milhares de anos atrás dele
Nenhum é respeitável ou infeliz para o universo [inteiro.
Walt Whitman

(Espectáculo para 12 anos)

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Huller, David, 365 Ideias Para Mudar o Mundo – Como o meu contributo pode fazer a diferença no dia-a-dia, Lisboa, Idbooks, 2009 (Formato pequeno, ca. 251 pp. e 13. 30 euros)
“Comece primeiro por si: faça por não morrer jovem. Pequenas mudanças no seu estilo de vida podem ter recompensas enormes” (p.176)
www.sites.comunidades.net (ensina a criar sites)

WAGNER, Pierre (dir) AAVV Les Philosophes et la science, Paris, Galimard, 2002 (Ca. 1120 pp.e 13.75
euros)
“Pour les empiristes logiques comme por d’ autres philosophes de courants analytiques, la science n’ est pas conçue como uma activité, ni comme une modalité particulière de la connaissance, mas como un ensemble d’ ennoncés dont on interroge la structure logique et la signification. Les travaux de Frege, Russell et Wittgenstein sur la logique et les fondements des mathématiques sont souvent considerées como étant l’origine de la philosophie anaytique des sciences, fortement marquée par «le tournant linquistique de la philosophie» (Introduction, P.W., p. 44)
SACKS, Oliver, Musicofilia, Lisboa, Relógio d’ Água, 2008 (ca. 372 pp. e 18 euros)
“O meu interesse por alucinaçoes musicais remonta a mais de trinta anos atrás (…) São muitas e variados os factores que nos podem predispor para as alucinações mentais” (p. 73)

HANEL, Gary e Breen, Bill,O Futuro da Gestão, Lisboa, Acual Editora, 2007 (ca. 302 pp. e 21 euros)
“Eliminar os dogmas tem tudo ao ver com fazer perguntas certas – repetidamente. (…) Em que medida esta convicção serve os interesses dos que a aceitam? Existe quem retire garantias ou conforto desta convição?” (p.287)

FOUREZ, Gérard, A Construção das Ciências - As Lógicas das Invenções Científicas, Lisboa, Instituto Piaget, 2008 (ca. 405 pp. e 23 euros)
“A comunidade científica como grupo que tem pouco poder directo, tem tendência para encontrar aliados (…) essas «alianças» influenciarão os investigadores (…) É assim que, se um grupo de matemáticos estuda problemas de tráfego num aglomerado populacional, há poucas hipóteses de que negligencie os interesses da população que habita nos bairros dormitórios em torno da cidade. Mas não lhes será impossível esquecer os interesses das populações mais pobres que habitam no centro. (…) veremos como a medicina científica se estrutura em torno de um paradigma determinado em boa parte pela prática social de um medicina industrialista, visando apenas os que têm capacidade de se tratar e de pagar um médico” [LAMBOURNE, R.A. Le Christ et la Santé, Paris, Le Centurion-Labor et Fider, 1972] (p.105)

MUNARI, Bruno, Das Coisas Nascem Coisas, Lisboa, Ed. 70, 2008 (Ca. 385 pp. e 17.50 euros)
“Criatividade não significa improvisação sem método: dessa maneira apenas se faz confusão e se cria nos jovens a ilusão de se sentirem artistas livres e independentes” (P.21)“O progresso surge quando se simplifica e não quando se complica” (p.163)

“Especialmente se a elite se consegue manter afastada das consequências das suas acções, poderá fazer coisas que a beneficiem, independentemente de poderem ser prejudiciais para todas as outras pessoas. Estes conflitos, personificados de forma flagrante pelo ditador Trujillo na República Dominicana e pela elite dirigente no Haiti, estão a tornar-se cada vez mais frequentes nos EUA de hoje, onde os ricos tendem a viver dentro de condomínios fechados e a beber água engarrafada. (…) Ao longo da história de que há registo a acção ou inacção de reis, chefes e políticos egocêntricos tem sido uma causa constante de colapsos sociais como se pode ver pelos exemplos dos reis maias, dos chefes da Gronelândia nórdica e dos políticos ruandeses contemporâneos analisados neste livro” (p. 502)

MATOS, Armanda e Outros, AAVV, A Maldade Humana: Fatalidade ou Educação? Coimbra. Ed. Almedina, 2008
(Ca. 358 pp. e 19 euros)
Stephen Reider
“Ao longo dos anos 50, uma série de estudos marcantes tinham demonstrado o poder dos grupos para transformar o comportamento – tipicamente para pior. “ (p.35,6)
“a identificação do outro como ser humano é o mais poderoso factor de inibição da violência. Os estudos antropológicos têm demonstrado a força agregativa do sorriso em todas as culturas e o efeito apaziguador de alguns gestos de submissão daquele que sente que pode ser alvo de ataque (…) Como afirma Emmanuel Levinas a relação com o “rosto” (visage) é em primeiro lugar ética (…) O imperativo de dar prioridade ao outro não é uma decisão mas um mandamento”(p.69,70)
“pensar sobre o mal é hoje uma exigência e uma manifestação de responsabilidade social e intelectual. Como evidencia Susan Neiman [NEIMAN, Susan, O Mal no Pensamento Moderno, Uma história alternativa da filosofia, Lisboa, Gradiva, 2005.]: «abandonar a tentativa de compreender o mal é abandonar qualquer base para o confrontar, em pensamento e na prática» p.78]
David Farrington:
Devido à relação entre o crime e muitos outros problemas sociais (…) A prevenção precoce que reduz o crime também reduzirá, provavelmente, o consumo de alcoól, a condução sob efeito de álcool, o consumo de droga, a promiscuidade sexual, a violência familiar e talvez mesmo o insucesso escolar, o desemprego e a desarmonia conjugal.
Foi claro a partir do estudo de Cambridge [Donald West e Outros, “Estudo de Desenvolvimento de Delinquência de Cambridge”] que os transgressores mais persistentes começam cedo (…) tendem a dar origem à próxima geração de crianças delinquentes. É pois, importante, fazer com que as crianças em risco sejam alvo de programas de prevenção na infância” (p.242)

STEINER, George (coord.) A Ciência Terá Limites? Lisboa, Gradiva, 2008 (Ca. 282 pp e 15 euros)
“A organização actual da investigação em física põe os melhores jovens na posição de precisarem repetidamente de provaram as suas capacidades, de produzirem resultados em escalas temporais de um ou dois anos no máximo, se quiserem continuar empregados. Em níveis mais elevados de carreira, mesmo pertencendo aos quadros, a pressão das candidaturas a bolsas continua a desencorajar muitos de fazerem o tipo de compromisso com uma investigação impopular e especulativa que poderá ser precisa para progredir” (p. 79)