2/20/2010

DESTAQUE 12 Secção de Tauromaquia no futuro Conselho Nacional de Cultura NÃO!!

Subject: Secção de Tauromaquia no futuro Conselho Nacional de Cultura NÃO!! - Crueldade para com os animais não é cultura!!

Exm.º Senhor Primeiro Ministro
Exm.º Senhor Ministro da Presidência do Conselho de Ministros
Exm.ª Senhora Ministra da Cultura

Com Conhecimento a:
Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do PS
Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do PSD
Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do CDS-PP
Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do BE
Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do PCP
Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do PEV


Excelências,

Tendo tomado conhecimento que o Ministério da Cultura pretende criar uma secção de tauromaquia no futuro Conselho Nacional de Cultura, venho por este meio apelar a que tal seja evitado.
Não considero a Tourada cultura e sendo eu, assim como a maioria dos portugueses, contra este tipo de espectáculo a todos os níveis deplorável e que em nada dignificam o nosso País não quero que os meus impostos o financiem de qualquer forma, directa ou indirectamente.

A Declaração Universal dos Direitos do Animal, aprovada pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) e ONU, reconhece a necessidade de respeitar o bem estar e natureza dos animais não humanos. Portugal subscreveu-a.

Por isso vamos chamar as coisas pelos seus nomes: Negócios de crueldade que humilham e matam pela dor qualquer ser vivo, nunca serão arte nem cultura.

Assim, apelo a que V/Exas. interceda no sentido de que não seja criada nenhuma secção de Tauromaquia no referido Conselho Nacional de Cultura, nem que esta actividade possa de alguma forma vir a ser financiada ou promovida à custa de dinheiros públicos.



Nenhuma sociedade pode ser considerada civica e culturalmente evoluida quando permite a prática da barbárie sobre seres vivis sejam de que espécie forem !


Na expectativa da melhor atenção ao acima exposto , apresento a V. Exas. os meus melhores cumprimentos,


Associação Gatos Livres

EDUCAÇÂO 4



MELO, M. Benedia Portugal, Os Professores do Ensino Secundário e os Rankings EscolaresReflexos da reflexividade mediatizada. Vila Nova de Gaia: ed. Fundação Manuel Leão, 2009 (ca. 460 pp. e 20 euros)




“os [sociólogos] e as crianças pequenas possuem uma importante qualidade em comum. Podemos dizer que o [sociólogo] permanece toda a sua vida tão capz de se surpreender como uma criança pequena” 
(Jostein Gaarder in O Mundo de Sofia, 1995)




“Estados fracos são precisamente o que a Nova Ordem Mundial precisa para se sustentar e se reproduzir pois estes podem facilmente ser reduzidos ao (útil) papel de distritos policiais locais que garantem o nível médio de ordem necessário  para a realização de negócios, mas não precisam de ser temidos como freios efectivos à liberdade das empresas globais” (Bauman, 1999. Globalização: As Consequências Humanas: Rio de Janeiro: Jorge Zahar editor, p. 76) (p.33)

“No entender dos seus autores, a utilização de “pedagogia” e a sua defesa por parte da filosofia educativa proposta pelo Ministério da Educação não contribui para a inculcação, nos alunos, “de uma cultura de exigência, esforço e trabalho para a transmissão de um saber rigoroso e científico”: (…) As pedagogias reinantes têm feito acreditar que os docentes serão bons, se trouxerem muitas e diversificados materiais para a sala de aula (…) e se evitarem expor matérias para não maçar os alunos com o saber fundamental”
“(…) caso não se enfrente a questão pelo lado ideológico da “pedagogice”, jamais sairemos deste buraco”   (Gabriel Mithá Ribeiro, (…) autor do livro “A Pedagogia da Avestruz”. Lisboa: Gradiva, textos de opinião, Público, 12/10/03 (p.236)

2/18/2010

A minha terra 1 - S. Vicente, por NAIR LÚCIA DE BRITTO



ENCENAÇÃO DA FUNDAÇÃO DA VILA DE SÃO VICENTE

Para quem não conhece São Vicente, vale lembrar que ela é um pequeno ponto no mapa do Estado de São Paulo (Brasil). E uma das cidades que compõe a Baixada Santista, no litoral Sul.

A principal cidade da Baixada é Santos; cuja importância se deve à boa qualidade de vida, aos seus famosos jardins e ao Porto. A chegada dos navios de passageiros, ou de carga, é sempre uma atração irresistível.

O aniversário da cidade, 22 de janeiro, é comemorado durante toda uma semana, com a apresentação da encenação da fundação da Vila de São Vicente: um espetáculo teatral realizado ao ar livre.  
O palco é a praia e, ali, se rememora a fundação da Vila em 1532 pelo navegante português, Martim Afonso de Souza, que chegou ao Brasil para esse fim, a mando do rei de Portugal: Don João VI.

Em 2010 a cidade comemorou 478 anos de fundação e o enfoque foi a primeira eleição e a sede da primeira Câmara das Três Américas, realizadas em São Vicente; enaltecendo a participação da mulher nessa conquista.

É uma aula de história ao ar livre”, disse o atual prefeito, Tércio Garcia.
Neste ano, o palco abrangeu um espaço de 20 metros2, cercado por 35 camarotes para acomodar dez mil pessoas. Foram utilizadas três mil peças de roupas, para caracterizar os personagens; e trezentas peças de material cenográfico.

O evento, que se tornou um patrimônio cultural e de referência nacional, teve início em 1982, quando o saudoso Antonio Fernando dos Reis, de ilustre família portuguesa, era o prefeito da cidade.

Elenco da “Encenação” de 2010:

Henri Castelli: Martim Afonso de Sousa
Juliana Knust: Ana Pimentel (esposa dele)
Júlio Rocha: João Ramalho
Nuno Leal Maia: Pedro Álvares Cabral
Marissol Dias: Índia Bartira
Rogéria: representando a Europa
Cissa Guimarães: representando a América


NAIR LÚCIA DE BRITTO




2/16/2010

CARTA ABERTA à Ministra da Cultura

Exmª. Senhora Ministra da Cultura

Excelência,

A ser verídica a notícia inserta na página on line do MC, segundo a qual


O Conselho Nacional de Cultura (…) prevê a possibilidade de criação de novas secções especializadas, prerrogativa que será utilizada para criar a secção das artes e a secção de tauromaquia. (http://www.culturaonline.pt/Noticias/Pages/20100204, 19.00 h. de 15/02/10)

a minha pessoa, com actividade criativa no País há quase meio século, passa a ser englobada numa secção de Artes que emparelha com uma secção de tauromaquia!

Sinto arrepios pela companhia!

Nada tenho contra os descendentes dos valorosos gladiadores romanos mas que me coloquem lado a lado com quem - já sem ser por necessidade de defesa - tortura animais - creio que, aqui e agora, é demais.

Acresce que o Ministério da Cultura possui, na sua orgânica, secretarias regionais de cultura que, a crer no decreto que as criou:

(…) são serviços periféricos do MC que têm por missão (…) o acompanhamento das acções relativas à salvaguarda, valorização e divulgação do património arquitectónico e arqueológico, e ainda o apoio a museus.

(Lei Orgânica do Ministério da Cultura, Decreto-Lei nº 215/2006, artigo 18º)

Ou seja, se o País quiser preservar costumes locais, como os touros de morte em Barrancos, pode gerir o assunto através das ditas secretarias, sem necessidade de criar uma secção tauromáquica de âmbito nacional.

Para quê fomentar condições de alargamento ao que, já localizado, é problemático?

Como conceber tal num ministério dito de “cultura”, cujas funções, porque de Estado, devem ser fundamentalmente pedagógicas?

Repito, Estimada Senhora e Excelentíssima Ministra, que me sinto incomodado pela minha actividade de criativo emparelhar em pé de igualdade com a de torturadores de animais. Poder-me-á alguém do seu ilustre Conselho Nacional de Cultura explicar-me a razão de tal?

Grato pela atenção e com o maior respeito

De V. Exª

Carlos Gouveia Melo

2/14/2010

Texto "Espirro…" de Gonçalo Luís Barra

Espirro…


O céu chora neste tormentoso dia

Pobre em elogios à meteorologia

Na garganta um fogo lento geme

Do nariz correm fios a pele treme


Maldita constipação dos infernos

Confusão quente e arrepiante pela espinha

Quem me dera que fosse o calor da tua mão na minha

2/12/2010

DESTAQUE 11 Alain Delon" Quem tortura um animal é capaz de torturar uma pessoa"

Alain Delon: «Qui torture un chien peut torturer un homme»

Extraits de l'Interview:
"Quel argument mettriez-vous en avant pour convaincre les Suisses?
Je ne vois simplement pas qui peut être contre ce projet. Qui? Je vais vous dire une chose simple: je ne vois pas pourquoi la bête qui crève n'aurait pas d'avocat. Pour moi, celui qui fait souffrir les animaux est pire qu'une bête. C'est lui l'animal.


Pour certains, la création d'avocats pour animaux pourrait engorger la justice.
Ben voyons! Il n'y a pas autant d'animaux maltraités que de délits ou autres meurtres horribles, qui couvrent chaque jour les pages des journaux. Soyons sérieux: il n'y a pas de bonnes raisons de s'opposer au projet. En quoi un avocat pour animaux peut-il déranger?


Mais l'humain ne doit-il pas passer avant l'animal?
Mais l'humain passe déjà avant: il a des avocats. Même l'inhumain passe avant! Des pourritures comme des Fourniret ou des Dutroux sont défendues. Les violeurs ou tueurs d'enfants sont défendus. Et s'ils n'ont pas d'avocat, la loi leur en donne un d'office. Souvenez-vous de «Mambo» (ndlr: chien brûlé vif par deux jeunes en août dans les Pyrénées-Orientales). J'avais envoyé mon vétérinaire, qui a pu le sauver. Mais ce chien aurait dû avoir droit à un avocat et, pour la première fois, le procureur a exigé que le chien soit présent au procès. Imaginez: ils l'ont aspergé d'essence et lui ont mis le feu. Pour s'amuser! Comment peut-on? Je n'aurais pas d'excuses, mais si je voyais ça devant moi je crois que je passerais le reste de ma vie en tôle. Je le tue, celui qui fait ça. Les animaux s'attaquent entre eux pour manger. Pas pour s'amuser!


Derrière votre engagement, il y a votre immense amour des chiens.
Des animaux en général, et des chiens en particulier. Ils sont comme les hommes, les défauts en moins. L'homme peut être sadique. Sadique et au-delà même. Les animaux n'ont pas de défauts, à part de pisser un jour sur les fleurs. Et les chiens montrent une fidélité et un amour absolus pour leur maître, que ce soit un clochard, le président Mitterrand ou Alain Delon. C'est magnifique."

2/10/2010

“Não posso dar-vos uma formula à prova de fogo para o sucesso, mas posso dar-vos uma para o fracasso: tentem agradar sempre a toda a gente”

Herbert B. Swope

(vencedor de prémio Pulitzer)

TESTEMUNHO 25


PUNSET, Eduardo, Frente a Frente com a Vida, a Mente e o Universo. Conversas com os Grandes Cientistas do Nosso Tempo. Lisboa: Dom Quixote, 2009 (ca. 420 pp. e 18 euros)

“Pensar é um processo espontaneo, tal como respirar. Querer ter pensamentos positivos e evitar os negativos faz com que os negativos se tornem mais intensos, e acumular-se muito stress. Ou seja, a vontade de pensar apenas nas coisas positivas é muito stressante.

(DEEPAK, Chopra, p. 186,7)



“Os animais e as plantas são nossos irmãos porque partilhamos grande parte do ADN. O ADN humano é muito parecido com o das plantas e, especialmente, dos mamíferos. (…) As gerações futuras julgar-nos-ão da mesma maneira que nós julgamos os esclavagistas de há cem anos. A escravatura em Espanha só foi abolida há cercade um século. (…) Eu creio que a Humanidade se encaminha para a abolição dos maltratos dos animais, mas quando isso for legislado já não restarão animais na natureza”

(Jordi Sabater, p. 282)


2/02/2010

DESTAQUE 11 Sismo no Haiti em busca de autor?

Localização, profundidade e abrangência do sismo:

Aparentemente, localizou-se o epicentro mesmo junto à capital (vd. ficheiro Intensity.jpg), não tendo repercussões de monta para além de um raio de pouco mais de 50 km, facto inverosímil para um abalo desta magnitude.

Não há notícias de estragos ou vítimas na República Dominicana - que partilha com o Haiti a mesma ilha - ou em Cuba.

O abalo dá-se longe das grandes falhas tectónicas que passam entre Cuba e o Haiti (vd. Haiti sismo.jpg).

O grande abalo como as réplicas concentraram-se na mesma área, a 10 km de profundidade, tal como numa série de outros sismos posteriores, do Irão à Argentina (vd Sismos TODOS a 10 km de profundidade.doc). A probabilidade disto acontecer é muito remota.

Nenhum dos «resorts» turísticos do Haiti ou da República Dominicana foi danificado, apenas a capital arrasada, tendo toda a energia do sismo sido aí descarregada.

Recorde-se que o sismo de Lisboa, em 1755, teve o epicentro a 200 km a SW do cabo de S. Vicente, e o abalo arrasou praticamente Portugal (muito maior que o Haiti) e parte de Espanha e Marrocos).

Teria o sismo do Haiti sido verdadeiramente um «sismo» ou o abalo provocado por outros meios?

E as dezenas de réplicas todas no mesmo sítio, à mesma profundidade, como o desabar parcial de uma mega-caverna deixada por uma explosão?

Alguém, afinal, se candidata a autor do sismo no Haiti?

1/29/2010

TESTEMUNHO 24 Jack D. Hodge


Quem sou eu?

Eu sou a tua companhia constante.
Eu sou a tua maior ajuda ou o teu fardo mais pesado.
Eu puxo-te para cima ou arrasto-te para o fundo em direcção ao falhanço.
Eu estou completamente às tuas ordens.

Metade das coisas que fazes, seria melhor entregá-las a mim e eu sou capaz de fazê-las rápida e correctamente.

Eu sou fácil de gerir - basta simplesmente seres firme comigo.
Mostra-me exactamente como queres que algo seja feito e após algumas lições eu fá-lo-ei automaticamente.
Eu sou o servo de todos aqueles grandes indivíduos de sucesso e, aliás, de todos os falhados também.
Aqueles que são grandiosos, eu fi-los grandiosos.
Aqueles que são uns falhados, eu fi-los falhar.
Eu não sou uma máquina embora trabalhe com a precisão de uma máquina, acrescida de inteligência humana.
Podes gerir-me com vista ao lucro ou à ruína. Para mim, não faz diferença nenhuma.

Toma-me, treina-me, sê firme comigo e colocarei o mundo aos teus pés.
Sê brando comigo e destruir-te-ei.

Quem sou?

Sou o... HÁBITO


1/20/2010

TESTEMUNHO 23


MAALOUF, Amin, Um Mundo sem Regras. Lisboa: Difel, 2009 (ca. 280 pp. e 15 euros)


“É a ausência de uma instituição papal capaz de traçar a fronteira entre a política e o religioso que, na minha opinião, explica a deriva que afecta o mundo muçulçano” (p. 205)


"os únicos verdadeiros combates que merecem ser travados pela nossa espécie no decurso dos próximos séculos serão científicos e éticos. Vencer todas as doenças (…) libertar os homens da necessidade e da ignorância, facultar-lhes graças às artes, aos saberes e graças à cultura a riqueza interior (…) procurando não comprometer a sobrevivencia do solo onde pomos os pés” (p. 217)


Chegou o momento de transcender todas elas [as civilizações] para construir pouco a pouco uma civilização comum, baseada nos dois princípios intangíveis e inseparáveis que são a universalidade dos valores essenciais e a diversidade de expressões culturais” (p. 271)


1/07/2010

APELO 1 - Gatos Errantes


S O S TEMPESTADE

Na madrugada de 24 de Dezembro de 2009, a tempestade que assolou a região Oeste não poupou o Refúgio da Associação Gatos Livres

Aquilo que era o lar de 53 gatos resgatados da rua, a maior parte doentes, ficou reduzido a um monte de escombros.

A vedação, constituída por um muro, rede e, no cimo, chapa em forma de V para impedir os gatos de saírem, foi completamente derrubada e as cabanas de madeira, pesadíssimas, voaram!!!

Dezenas de gatos esperavam sobre os muros rachados e sobre os telheiros milagrosamente de pé, sem arredar pata da sua casinha onde horas antes tinham abrigos, árvores, tranquilidade e segurança.

Apanhámos de imediato a maioria, pequenos selvagens que, na sua aflição, se dirigiram sem hesitação a nós em busca de socorro.

Mais tarde, capturámos com armadilha outros que não se tinham deixado apanhar.

Neste momento, faltam ainda 3 à chamada.

Os outros encontram-se em segurança nos isolamentos, que, baixos e construídos em rede, foram poupados a tanta destruição.

Pela primeira vez na sua existência, os Gatos Livres pedem a ajuda de todos para reconstruir este sonho.

NIB: 0033 0000000 34580820-18
IBAN: PT50 0033 0000 0003 4580 8201 8
SWIFT: BCOMPTPL

Com a indicação "Apoio à reconstrução" e, se possível, um mail de aviso para: gatoslivres@errantes.org

OBRIGADA !!!


12/29/2009

PORTUGAL 9

CARREIRA, Medina e COSTA, Ricardo, O Dever da Verdade. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 2005, 2ª ed. (Ca. 135 pp. e 15 euros)

“Em suma e em geral afigura-se-me que elas [«Novas Oportunidades»] se revestem de vícios que usualmente acompanham quase todo o nosso ensino nos seus vários sectores e níveis: facilidade e desleixo e dinheiro a mais, exigência a menos, desorganização, irresponsabilidade, ausência de avaliação e de resultados, dissipação de meios, preocupação estatística, desprezo pela qualidade e pelo mérito” (p. 65)

“(…) preferia um sistema em que um Presidente fosse eleito por seis (?) anos, tivesse poderes executivos e não pudesse ser reeleito. (…) entram e saem governos que, quanto ao essencial, mudam constantemente as orientações políticas, substituem o pessoal administrativo superior, colocam e promovem «vagas» de clientelas que, depois, permanecem nos quadros públicos sem mérito e sem utilidade. (p.117)

TEXTO de Gonçalo Luis Barra






Anjo



Pura Poesia coisa de anjos caídos já se vê

Vertigem duma queda à procura do porquê

Um pássaro sem asas que se imagina voar

Crendo trazer vida a queda que o vai matar






Cai nua sobre a ilusão do infinito com sorrir

Uma mentira ébria imergente em gravidade

Cerra os olhos e na queda imagina-se subir

Crendo-se a Lua de mão dada à Eternidade





Não quero iludir montanhas em queda livre poética

Quero respirar a prosa fresca em vales verdejantes

Cheirar a vida em flor marcada na pele dos amantes

12/25/2009

DESTAQUE 11 Fábula do Porco-espinho


Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio.
Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram juntar-se em grupos: assim agasalhavam-se e protegiam mutuamente.
Porém os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor.
Então decidiram afastarem-se uns dos outros e voltaram a morrer congelados.
Ou seja, precisavam de fazer uma escolha: ou desapareceriam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros...

12/20/2009

DESTAQUE "Petição por Copenhaga"

Caros amigos,

Incrível. Ontem a imprensa estava dizendo que Copenhague já começou errado.

Mas 24 horas depois, com milhões de assinaturas na petição, centenas de milhares de telefonemas e apelos massivos de todo o planeta, temos a chance de conseguir um acordo!

Governantes estão freneticamente fazendo em horas o que eles falharam em fazer por anos. Mas não vamos nos iludir, ainda estamos longe de um acordo que poderá impedir o aquecimento catastrófico de 2 graus e ainda há um grande risco das negociações falharem. Nós sabemos que a pressão está funcionando então vamos usar estas últimas horas para dar um empurrão final para conseguirmos um acordo pra valer, não um acordo maquiado e fraco. Assine a incrível petição de 13 milhões de nomes no link abaixo se você ainda não o fez, e encaminhe este email para todos que você conhece:


A petição se tornou o centro de uma revolta global contra o fracasso de Copenhague. Os nomes da petição estão sento lidos por jovens que tomaram os espaços da conferência e em prédios de governos ao redor do mundo, incluindo o Departamento de Estado dos EUA e o escritório do Primeiro Ministro do Canadá.

O mais impressionante é que os próprios governantes estão apelando para as pessoas agirem.
O Primeiro Ministro do Reino Unido Gordon Brown fez um apelo para 3000 membros da Avaaz em uma conferência por telefone na quarta-feira, pedindo uma campanha histórica pela Internet de 48 horas de cidadãos ao redor do mundo. Ele disse que o nosso impact é fundamental.
O Prêmio Nobel da Paz Desmond Tutu fez um apelo em uma das 3000 vigílias organizadas pelo nosso movimento proclamando “Marchamos na África do Sul e o apartheid caiu, marchamos em Berlim e o muro caiu, marchamos em Copenhague e VAMOS conseguir um acordo pra valer”.

A história está sendo escrita em Copenhague, mas não pelos governantes e sim por nós, milhões de pessoas ao redor do mundo que estão engagados diretamente, minuto a minuto, como nunca antes, na luta para salvar o planeta. A pressão está funcionando, vamos dar tudo de nós.

12/15/2009

POEMA 16 - Textos de Gonçalo Luis Barra

Lua

Vi o teu corpo levantar-se lavado em orvalho,

Com pétalas de margarida marcadas na pele

E no cabelo, solto e luminoso como a Lua,

Espelhada na curva linha das tuas coxas,

Na cava linha da tua cintura, no vaivém

Dos teus ombros e seios passa o orvalho,

Mergulhando em si precipita-se doce,

Em trémulas grainhas e gotas salgadas

Ferem os olhos que choram e a boca mordida,

Pelo marfim e mel do teu beijo, do teu sagrado desejo.











Mulher azul

Vi-te naquela noite tingida de azul marinho

Num tom nocturno misto de blues e névoa

A diluir conversa numa maré de burburinho

A tua mão pendia e brilhavam os teus olhos

Num branco muito aceso que parecia o luar

Riso de quebra-gelo a navegar nos escolhos

Por entre o ritmo das ondas aparecias tu Rosa

Dos Ventos embalada em nocturnas fantasias

E dos teus lábios sábios versos mais que prosa

Exalavam exóticos perfumes secretas maresias
















Silêncio

Num mar de sal seco em meados me vejo

E sobem-me lágrimas dum incensário vivo

Caiou-me os lábios a serpente do teu beijo

O silêncio das tuas palavras a penas estivo

Pois me vergo de quebranto num harpejo

E morro com cada sílaba que de ti me privo

Preciso de cataratas de palavras soltas pelo coração

Raios de sílabas em cada amanhecer do teu sorriso

Vales de eterna poesia em cada estrofe do teu siso




















Sem

Perdida do tempo em palavras escritas

Não deram por perdido tempo as rezas

Promessas entre beijos sufocados ditas

Só a paixão rouba ao amor suas belezas

Céus servidos dos sentidos como mesas

Travessas de amor ao prazer sacrificado

Já só na dieta dos amantes há surpresas

Carnes em vinho com pétalas de pecado

Vinho em vez de lágrimas te suplico amante

Rosas em vez de pão encomendo eu apenas

Que lágrimas e amor não deixam ver adiante



























Estrela do Mar

Alongado corre o mar pelo desejo infinito de entrar em ti

Um choro de espuma crepita na saudade dos meus dedos

E suspensa a maresia no meu peito sinto algas que toquei

Inspiro inebriado odores de carmim onde perdi os medos

Uma voz fresca rola nas ondas que me inundam os passos

Suspenso no azul o aceno das gaivotas desenha-te o olhar

E as dunas o teu seio esculpido a cinzel pelas mãos do mar

Terno como a brisa que suspira o sabor dos leves cansaços

Minha Estrela do Mar vem entrelaçar os teus braços nos meus dedos

Deixa-me sentir a fina areia do teu seio e as algas rosas onde dormes

Quero fechar os olhos e ver os teus no céu azul a adivinhar segredos













Urgência

Como se eu pudesse adivinhar entre as dobras da tua pele

Um coração que vê o mar e sente a brisa afagar-lhe o rosto

Como se as minhas mãos fossem água e a minha boca mel

Docemente a imergir até o ventre te estalar cheio de mosto

Estou dentro de ti sem começo permeio nem acabamento

Uma andorinha na busca eterna do sol a brilhar na tua alma

Serei em ti sempre nada mais do que a brisa dum momento

Um doce beijo no veludo do teu seio ao final da tarde calma

Festejo o calor do vento que te lambe o corpo a alma e as entranhas

A força do fantasioso ritmo que te entontece os pés e levita o desejo

Que tua boca amor reencontre fome de colher da andorinha um beijo













































Borboletas

Do sangue vermelho surgem borboletas de todas as cores

Como se o teu magenta fosse o branco eterno e completo

Um Sol a desvendar em si o espectro do cabo além dores

A Boa Esperança enfeitada por asas de cromático dialecto

Não vejo drama na borboleta pousada no cerejo fontanário

Nem a vergonha brota dos vulcões sob o leito onde se esvai

Onde a coragem ordenou lavrar sobre a pele o seu glossário

Sílabas de fogo guardadas pelos Deuses quando a noite cai

Não pedem meu perdão as marcianas borboletas que o teu rio enfeitam

Não escuto o prenúncio da azáfama sanguinosa dos abutres em festim

Só ouço o mensageiro vento a passar por nossas vidas e à vida dizer sim





























Suposições eléctricas

Suponho que me leias hoje, ao longe

Mais uma vez, ao longe, pela fractura

Eléctrica, que entre nós teima e dura

Eléctrico de nós, solavancos e loucura

































Rosa

Pousei nas tuas mãos uma rosa rara

Deixei cair certa mentira pura e cara

A dura côdea que me sustem a alma

Morna jaze na concha da tua palma

Guarda bem esse pão que é meu tesouro

Afaga no teu regaço essa rosa minha dona

E dona minha te suspiro que silêncio é ouro














































Credo

Acredito em ti, tanto que nem acredito,

Nesse ouro de palavras sobre o meu peito,

Quero caminhar à chuva desse sol aflito,

Acreditar que o meu ser em ti é ser perfeito.

Se até ao arco-íris te vou viver de memória, imperfeito,

A promessa do ouro é um diamante desenhado a carvão,

O labirinto de dor e alegria que há-de ser um mar de rosas em botão.











































Espera

Saudade é um tempo que fica à espera do tempo

É a humidade da areia que fica na baixa das marés

É a vontade presa na véspera eterna do momento

É não ter fonte que traia uma sede triste de alegria

A saudade é uma lágrima que cola a alma ao vento

E não seca com sede de viver nem sol do meio-dia


















































Rever-te

Não quero dizer palavras ditas mas rever-te

Como te revi nas copas dos serenos bosques

Na luz do canal onde ver a vida era sentir-te

Como o Sol sobre a estação que tu te mostres

Quero ter comigo o teu olhar puro e quente

Esse aconchego verdejante à solta no jardim

Quero sentir o coração forte que não mente

Da minha vida a procurar a tua num sem-fim

Por isso quero que vivas neste dia que é teu como as marés

Quando retornas à chegada e te largas à doce barca do luar

E navegas ao cabo de cada vida que sonhaste e esse sonho és

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