9/28/2009

DESTAQUE "Chico-esperto", por Eduardo Prado Coelho, citado de http://caentrenos2007.blogspot.com

"A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres.

Agora dizemos que Sócrates não serve. E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada.

(...)

O problema está em nós. Nós como povo.
Nós como matéria prima de um país.
Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro.
Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais.
Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.

Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos... e para eles mesmos.
Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.

Pertenço a um país:
-Onde a falta de pontualidade é um hábito;
-Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.
-Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e, depois, reclamam do governo por não limpar os esgotos.
-Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.
-Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é 'muito chato ter que ler') e não há consciência nem memória política, histórica nem económica.
-Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar alguns.



Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser 'compradas', sem se fazer qualquer exame.
-Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar.
-Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão.
-Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.

(...)

Não. Não. Não. Já basta.


Como 'matéria prima' de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa.

Esses defeitos, essa 'CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA' congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS . Nascidos aqui, não noutra parte...

(...)

Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.
Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, nem serve Sócrates e nem servirá o que vier.

Qual é a alternativa ?

Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror ?
Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa 'outra coisa' não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados... igualmente abusados !

É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda...

Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias.
Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer.
Está muito claro... Somos nós que temos que mudar.
Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos:
Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e, francamente, somos tolerantes com o fracasso.
É a indústria da desculpa e da estupidez.
Agora, depois desta mensagem, francamente, decidi procurar o responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir) que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido.
Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO.

AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.

E você, o que pensa ?... MEDITE


9/27/2009

DESTAQUE M.A.T.A. - movimento anti "tradição académica"



Tribunal considera Direcção de Universidade responsável pelos acontecimentos em torno da morte de Diogo Macedo

Ontem o Tribunal Cível de Famalicão reconheceu a responsabilidade da Universidade Lusíada de Famalicão nos acontecimentos em torno da morte de Diogo Macedo.

Em Outubro de 2001 Diogo Macedo, estudante do 4º ano de Arquitectura e membro da tuna, morreu devido a lesões cérebro-medulares, após acontecimentos ainda por esclarecer na noite em que aparentemente tinha decidido abandonar a tuna por não suportar mais as praxes a que era submetido. Inicialmente a morte tinha sido considerada acidental, mas as suspeitas de um médico do Hospital de S. João fizeram com que mais averiguações fossem efectuadas, tendo a autópsia demonstrado múltiplas escoriações corporais, além da fractura de uma vértebra cervical contraída por agressão e que teria sido a causa da morte.

Na sequência destes factos, dois elementos da tuna foram constituídos arguidos. Contudo, o processo foi arquivado em 2004 por falta de provas, uma vez que seria “impossível imputar à acção de qualquer pessoa concreta a produção das lesões”. Inexplicavelmente, apesar de estarem perto de 20 pessoas nas mesmas instalações que Diogo, nenhuma destas se recordava dos acontecimentos. Após a morte reuniram-se de urgência para alegadamente gizar versões, oportunamente criando uma amnésia colectiva que se apoderou dos “amigos” e “colegas” de Diogo, impedindo-os de fornecerem qualquer pormenor. Numa sessão de tribunal em que as testemunhas estavam a ser ouvidas, o próprio juiz reconheceu o "muro de silêncio" que tinha sido criado. Uma única versão conjunta de nada.

Depois do processo-crime, segue-se o processo cível. A mãe de Diogo Macedo pede uma indemnização de 210 mil euros à Fundação Minerva, que detém a Universidade Lusíada. O tribunal deu como provada a morte, em consequência de lesões provocadas. Este e outros dados levaram o Tribunal Cível de Famalicão a dar como provada a morte do estudante, em consequência de uma pancada, alegadamente, desferida durante a praxe. Estamos agora em Junho de 2009, oito anos após a morte de Diogo Macedo.

Ontem assistimos a uma decisão semelhante à de outros Tribunais relativamente a casos de praxe, numa tendência crescente de responsabilização das faculdades sobre as praxes que nelas se passam. O Tribunal de Vila Nova de Famalicão considerou que a Universidade Lusíada de Famalicão (ULF), não controlou nem evitou as praxes académicas, sendo obrigada a pagar uma indemnização de 90 mil euros à família de Diogo. O Tribunal considerou provado que “Nunca a ré (universidade) teve algum controlo efectivo sobre esse tipo de praxes violentas e humilhantes. Não temos notícia que alguma vez tenha proibido a violência mencionada, aliás os factos apurados mostram a ausência de intervenção”, tendo ainda acrescentado que "Existe uma clara interdependência” com a ULF “que lhe cede espaço, subsidio e publicidade, em troca de evidente publicidade e charme académico que esse tipo de grupos traz à sua academia”.

Este caso merece várias considerações:

- Estranhamente, apenas 3 anos depois da morte de Diogo Macedo os acontecimentos foram tornados públicos, em grande parte devido a uma Grande Reportagem da autoria de Felicia Cabrita. Esta jornalista, numa semana de investigação no local, descobriu mais do que as polícias em três anos – isto, apesar da direcção da Lusíada ter ameaçado de expulsão qualquer aluno que lhe prestasse declarações! Por outro lado, os relatos da mãe deixam claro que a escola sempre soube o que aconteceu; inclusivamente, tentou sempre silenciar as suas tentativas para descobrir as causas da morte do seu filho. Ao que parece, o poder da Universidade Lusíada conseguiu silenciar as vozes que poderiam esclarecer as circunstâncias em que este aluno morreu.

- Nesta tuna (e em todas as outras tunas universitárias), a democracia é inexistente, assim como as regras básicas de respeito pela expressão individual. O relacionamento é totalmente condicionado por uma hierarquia absolutamente rígida. Quem as integra obedece a uma autêntica estrutura de castas com claro prejuízo para quem está "mais abaixo" na cadeia. Este era o caso do Diogo, que apesar de já a integrar há 4 anos continuava a ser "caloiro" e alvo de animosidade, a qual esteve na origem da sua decisão de abandonar o grupo.

- À semelhança do que se passa noutras instituições do Ensino Superior, é evidente a conivência entre Direcções e grupos de estudantes que têm como base a hierarquização, submissão e proliferação de comportamentos repressores e inerentemente violentos. Isto exige uma reflexão por parte da Sociedade e das Instituições sobre aquilo que são e sobre o que pretendem oferecer aos seus alunos. Não podemos perpetuar estas "tradições" imaginárias que se apoderaram do vazio cultural e intelectual que tem caracterizado as escolas nestes últimos anos.

- Este caso extravasa os contornos praxísticos, a gravidade é a de um homicídio. Homicídio que ocorreu no contexto da praxe, numa tuna, entre estudantes, nas instalações de uma Faculdade do Ensino Superior. Estes factos obrigam-nos a pensar na arbitrariedade da "tradição". A "tradição" não pode cobrir de impunidade actos como este, os muros têm de ser derrubados e permitir que a verdade venha ao de cima.


27 de Setembro de 2009


www.sitiodomata.org
www.blogdomata.blogspot.com

8/31/2009

PSICOLOGIA 5

RIPLEY, Amanda, Impensável - Quem Sobrevive aos Desastres e Porquê, Alfragide, Estrela Polar, 2009 (Ca. 278 pp. e 17 euros)

“Quando as pessoas acreditam que a sobrevivência é negociável conseguem ser incrivelmente criativas” (p. 247)

HISTÓRIAS de FILMES 1 por NAIR LÚCIA DE BRITTO

"TINHA QUE SER VOCÊ"

(Last Chance Harvey – 2008 – EUA/INGLATERRA)


É uma delícia rara assistir a este filme que fala muito de sentimentos e que tão delicadamente toca o coração das pessoas; principalmente as mais maduras que, no decorrer de sua existência, já lidaram com seus acertos e com seus erros e, agora, esperam dar o rumo certo às suas vidas.


É uma bonita história de amor entre duas pessoas vividas; cada uma delas com seus dramas íntimos, que vão tocando o barco de suas vidas; mesmo magoadas e desesperançadas.


Ele é compositor de jingles, mas na verdade adoraria ser um pianista de jazz; divorciado e está prestes a perder seu emprego por causa da idade... Viaja num fim-de-semana para Londres, para assistir ao casamento de sua filha... Assim que chega ao aeroporto, não dá a menor atenção à Kate, uma pesquisadora que trabalha com estatísticas (mas, que na verdade, gostaria de ser escritora). Passa por ela apressado e a ignora quando esta o aborda para responder a um questionário.


Ao rever a filha, Harvey fica mortificado em saber que ela escolheu o padastro para levá-la ao altar. Sem nada reclamar, ele resolve voltar para Nova York logo após a cerimônia, desistindo de ir à festa, sem perceber que essa atitude também magoa a filha...


Paralelamente, Kate está aborrecida com a mãe perseguindo-lhe os passos e sempre lhe cobrando um casamento que não aconteceu na juventude e que, agora, aos quarenta e poucos anos, parece ainda mais improvável. Ela tenta se harmonizar com a situação, sair com amigos... distrair-se, mas sente-se completamente deslocada junto a eles; por isso se refugia no trabalho e nas aulas de literatura.


De repente os dois estão dentro de um bar, tristes e introspectivos... até que se percebem e instintivamente se aproximam e acabam desabafando suas mágoas... Ela fica sensibilizada ao ouvir a história dele e resolve ajudá-lo a se reaproximar da filha...


É assim que começa essa linda história que não é somente mais uma romântica história de amor; mas principalmente uma mensagem de esperança e uma bela lição de solidariedade...


Dustin Hoffman (que tornou-se famoso em “A Primeira Noite de um Homem”) e Emma Thompson foram indicados ao Globo de Ouro pela belíssima atuação como os personagens principais desse filme.


NAIR LÚCIA DE BRITTO


7/28/2009

BIOLOGIA 6


PUNSET, Eduardo, A Alma Está no Cérebro, Lisboa, Dom Quixote, 2008 (Ca. 384 pp. e 18.50 euros)

“Chamamos evolução ao conjunto de mudanças que se produzem como consequência da selecção natural; e a selecção natural não é outra coisa senão a selecção daqueles genes que proporcionam um comportamento mais adequado ao meio em que se vive. Logo, a chave está na interacção genes-meio, daí estar também no centro de um debate importante.” (p. 101)

“O professor Sternberg considera que a criatividade pode ser ensinada. Na sua opinião a criatividade é uma atitude perante a vida: é a atitude de criar, de gerar ideias e a pessoa criativa é uma pessoa que assume riscos. (…) A pergunta que uma pessoa criativa precisa de fazer a si mesma é: «Tenho a coragem para enfrentar os obstáculos?» (p.279)

“Porém há algo de comum em todas elas [as reflexões sobre a felicidade ao longo da história do pensamento humano]: a ideia de que a felicidade não é deste mundo e de que as emoções devem ser controladas ou ignoradas.” (p.379)

7/17/2009

GESTÃO 16


SILVERSTEIN, Michel J. e BUTMAN, John, Caça ao Tesouro Dentro da Mente do Novo Consumidor, Alfragide, Lua de Papel, 2008(Ca. 287 pp. e 15 euros)

"Este livro mostra como os consumidores da classe média do mundo inteiro estão a refedinir o mercado dos bens de consumo, como despendem menos dinheiro (trading down) em produtos e serviços de baixo preço e como despendem mais (trading up) no segmento de luxo, evitando deste modo o tédio e o baixo valor que caracteriza cada vez mais o sector intermédio” (p.7)

“Há cada vez mais famílias monoparentais ou ainda dois pais do mesmo sexo. Existem mais famílias, cujos pais têm raças e passados culturais diferentes. Tudo isto significa que a família já não se manifesta como uma unidade coerente, homogénea, estereotipada que procura uma refeição consistente, previsível e banal” (p.201)

7/16/2009

UTILIDADES para CONSUMO

www.lipor.pt
www.deco.proteste.pt
www.hortadaformiga.com
www.reciclagem.com.br
www.ciwmb.ca.gov/PublicEd
www.greengiftguide.com
http://quercus.pt
http://ecoponto.com
http://ecopagina.home.sapo.pt/amb_eco.html
www.pontoverde.pt
www.aventuradareciclagem.com/homepage
www.escolasverdes.org/pegada
www.semads.rj.gov.br
www.facom.ufba.br/interligado/dicas.html
www.geota.pt/passapalavra/index.html
www.rprogress.org
www.notre-planete.info
www.myfootprint.org/
www.consciencia.net/2003/12/12/ecosolucoes.html
www.youthxchange.net
www.consumidor.pt
www.idec.com.br



Manuais
“Campanha de Segurança Alimentar - Se a Branca de Neve soubesse…
mas a maçã não tinha rótulo.”,
Edição DECO, 1999
“Poupar Energia e Proteger o Ambiente - Guia Prático DECOPROTESTE”,
Edição DECO, 2003
“Jovens Rumo à Mudança”,
Edição PNUMA, 2002
“Guia dos Jovens Consumidores - Os Direitos que te Devem”,
Edição DECO, 1999
“Note Bem”
Edição LIPOR, 2003
“Ideias para um Consumo Jovem”,
Edição Conselho Nacional de Juventude, 2002

HUMOR 2

- Os seus documentos, por favor. O senhor circulava a 130 km/h e a velocidade máxima nesta estrada é 100.

- Não, senhor guarda, eu ia a 100, de certeza.

A sogra, no banco de trás, corrige:

- Ah, João André, que é isso? Tu ias a 130 ou até mais!

O sujeito olha para a sogra com o rosto enrubescido.

- E o seu farol direito não funciona, diz o guarda.

- O farol? Nem sabia disso. Deve ter pifado aqui na estrada.

A sogra insiste:

- Ah, João André, que mentira! Há semanas que andas a dizer que precisas consertar o farol!

O sujeito fulo, faz sinal à sogra para ficar calada.

- O senhor está sem o cinto de segurança, diz o guarda

- Mas, senhor guarda, eu estava com ele. Só o tirei para lhe mostrar os documentos!

- Ah, João André, deixa-te disso! Tu nunca usas o cinto!

O sujeito não se contém e grita para a sogra:

- CALA A BOCA, PORRA!

O guarda inclina-se e pergunta à senhora:

- Ele costuma gritar assim com a senhora?

- Não, senhor guarda; só quando bebe..

7/14/2009

SOCIOLOGIA


GUERRESCHI, Cesare, As Novas Dependências - Internet, Trabalho, Sexo, Telemóvel e Shopping Compulsivo, São Paulo, Ed. Paulinas, 2009

“Ser dependente e depender dos outros é mau. Existe porém um paradoxo: a nossa socieade fundamenta-se na não dependência, no entanto, a dependência (…) é de tal modo incentivada que se torna no ar que se respira sem se dar conta” (in prefácio)

“Segundo o psicólogo Martin Helldorfer, a obsessão pelo trabalho torna-se uma armadilha porque transforma qualquer actividade em trabalho, até o lazer e o descanso.

«A work-fixation não é permanecer fechado num escritório muitas horas. Nem é, tão pouco, evitar envolver-se em actividae de lazer. A work-fixation tem antes a ver com um estilo de vida, um modo de enfrentar a vida e tudo aquilo em que nos envolvemos. (...) O sinal de uma work-fixation é estar sempre e em toda a parte de olhar fixo na meta» (p. 90)

“a dependência é a condição mais primitiva do ser humano, a força que não está sujeita à autodeterminação e que reduz o homem a escravo” (p. 228)

DESTAQUE 17 Gripe (texto enviado por Rui Cerveira)


O melhor que vc pode fazer é reforçar o seu sistema imunológico através de uma alimentação correta e saudável, no sentido de manipular sua imunidade, preparando suas células brancas do sangue(neutrófilos)e os linfócitos (células T) as células B e células matadoras naturais.Essas células B produzem anticorpos importantes que correm para destruir os invasores estranhos, como vírus , bactérias e células de tumores.

As células T controlam inúmeras atividades imunólogicas e produzem duas substâncias químicas chamadas Interferon e Interleucina, essenciais ao combate de infecções e de tumores. Bem vamos ao que interessa, ou seja quais alimentos são importantes(estimulam a ação do sistema imunológico e potencializam seu funcionamento).

Antes de mais nada, tome pelo menos um litro e meio de água por dia,
pois os vírus vivem melhor em ambientes secos e manter suas vias aéreas úmidas desestimulam os vírus.Não tome gelado,sempre preferindo água natural e de preferência água mineral de boa qualidade.

Não tome leite, principalmente se estiver resfriado ou com sinusite,pois produz muito muco e dificulta a cura.

Use e abuse do Iogurte natural, um excelente alimento do sistema imunológico.

Coloque bastante cebola na sua alimentação.

Use e abuse do alho que é excelente para o seu sistema imunológico.

Coloque na sua alimentação alimentos ricos em caroteno
(cenoura,damasco seco,beterraba,batata doce cozida,espinafre
crú,couve) e alimentos ricos em zinco(fígado de boi e semente de
abóbora).

Faça uma dieta vegetariana (vegetais e frutas).
Coloque na sua alimentação salmão,bacalhau e sardinha, excelentes para o seu sistema imunológico.

O cogumelo Shiitake também é um excelente anti-viral, assim como o chá de gengibre que destrói o vírus da gripe.

Evite ao máximo alimentos ricos em gordura (deprimem o sistema
imunológico), tais como carnes vermelhas e derivados.

Evite óleo de milho,de girassol ou de soja que são óleos vegetais
poli-insaturados.

Importante: mantenha suas mãos sempre bem limpas e use fio dental para limpar os dentes,antes da escovação.

DESTAQUE 16 Uma Fábula (envida por Suzete Salvador)


Lição do Ratinho.



Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa
abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que haveria ali.
Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado.
Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos:
- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa !!
A galinha disse:
- Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema
para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.
O rato foi até o porco e disse:
- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira!
- Desculpe-me Sr. Rato, disse o porco, mas não há nada que eu possa
fazer, a não ser orar. Fique tranqüilo que o Sr. Será lembrado nas minhas orações.
O rato dirigiu-se à vaca. E ela lhe disse:
- O que ? Uma ratoeira ? Por acaso estou em perigo? Acho que não !
Então o rato voltou para casa abatido, para encarar a ratoeira.
Naquela noite ouviu-se um barulho, como o da ratoeira pegando sua vítima.
A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego.
No escuro, ela não viu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra
venenosa. E a cobra picou a mulher... O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre.
Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que
uma canja de galinha. O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal.
Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la.
Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco.
A mulher não melhorou e acabou morrendo.
Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo.




7/09/2009

A poesia é a única forma de conhecimento que seja essencial e profundamente humana.

Adónis

POEMA 15, de Gonçalo Barra (nota: ao transcrever poesia nem sempre kriu consegue manter a apresentação gráfica original. Kriu geme e lamenta!)






Espera


Saudade é um tempo que fica à espera do tempo

É a humidade da areia que fica na baixa das marés

É a vontade presa na véspera eterna do momento

É não ter fonte que traia uma sede triste de alegria

A saudade é uma lágrima que cola a alma ao vento

E não seca com sede de viver nem sol do meio-dia




6/27/2009

BIOLOGIA 5


AMORIM, António, A Espécie das Origens, Genomas, linhagens e recombinações, Lisboa, Gradiva, 209 ( ca. 128 pp., em formato A5, e ca. 10 euros).

“(…) esta nossa desesperada necessidade de consonância (entre o que pensamos e o que pensam os outros; entre o que pensamos e o que os resultados experimentais parecem indicar) não pode fazer-nos esquecer que não sabemos (…) se a nossa procura de “factos” nas nossas percepções corresponde, de facto, à sua existência no mundo real ou se resultam apenas da nossa arquitectura de pensar” (p.106)

“Custa-nos hoje admitir que se diga que o Sol existe para nos iluminar mas continuam a não nos chocar frases e expressões tais como «a função glicogénica do fígado», ou «o papel homeostático do sangue» ou «a aptidão seleciva»


CEITIL, Mário e Outros, Os Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes para Principiantes, Lisboa, ed.Sílabo,2009 (ca. 114 pp. e 11.80)

"AS percepções que temos da realidade diferem consoante o modo como vemos as coisas, os nossos pontos de vista, a nossa estrutura de referencia e aquilo em que acreditamos. (…) Quando os nossos paradigmas estão ajustados à realidade ou são realisticamente criativos, podem ajudar-nos, seja a melhor nos adaptarmos, seja a influenciarmos os destinos dessa realidade no sentido de uma qualqer melhoria (…) Os paradigmas são uma espécie de lentes. Ter paradigmas incompletos a respeito de nós próprios, dos outros ou da vida em geral é, segundo Sean Covey, « como usar óculos com a receita errada. As lentes afectam o modo como vemos o mundo» (p.31)

6/25/2009

TESTEMUNHOS 22

BARLOEWEN, Constantin (org.) O Livro dos Saberes, Conversas com Grandes Espíritos do Nosso Tempo, Lisboa, ed. Edições 70, 2009 (Ca. 508 pp. e 24 euros)

“A poesia é a única forma de conhecimento que seja essencial e profundamente humana” (Adónis, p. 39)

“Poder dispor de duas mil calorias diárias, de um tecto, de condições para suportar o Inverno é um mínimo que deverá constituir um critério aplicável em todo o mundo e que depende da possibilidade de um emprego”. (Boutros-Gahli, p. 51)


“recuso-me submeter-me ao terrorismo da cientificidade” (Regis Débray, p. 84)

“A Unesco calculou que se pode financiar com onze mil milhões de dólares as necessidaeds fundamentais do Terceiro Mundo no domínio daeducação. Onze mil milhões de dólares é a quantia que os E. Unidos gastam todos os anos em produtos de beleza.” (Carlos Fuentes, p. 89)


“(…) o desejo de as mulheres permanecerem mães da humanidade (...) é talvez uma das maneiras mais sólidas para resistir à robotização (Júlia Kristeva, p. 212)


6/24/2009

POEMA 14 de João Carlos Martins

nunca foi o corpo

Nada correu como o previsto.

Quando cheguei, não sabia de ti.

Procurei-te até à exaustão nos lugares e nas pessoas do costume.

Ninguém sabia o teu nome e eu não estava seguro do nome que sabia.

Agora, procuro-te em corpos tão cansados como o meu.

No fim, quando a respiração abranda, descubro que nada encontrei.

Em ti não era o corpo.

Nunca foi o corpo.

Pela minha cama passaram corpos mais empenhados.

Pela minha cama passaram corpos mais absolutos.

Não deixaram quaisquer vestígios.

Apenas uma vaga noção de comparações.

Tentaste. Tu tentaste. O corpo nunca foi o teu forte.

Fora do teu corpo, estão os teus olhos. E as tuas mãos.

As tuas mãos estiveram sempre perto. Ainda as sinto.

Cada vez me lembro menos dos olhos.

O que eu não consigo esquecer é como eles sempre me viram tão feliz.

Destes e doutros dias, tenho-os todos numa mão.

Mas deixo cair alguns. Apanho-os um a um.

Encontro-te nalguns dos mais luminosos que estão no chão.

É nesses dias que encho o coração.

Arquivo do blogue