4/01/2009

ALTERNATIVO 12

POLLAN, Michael, O Dilema do Omnívoro, Lisboa, Dom Quixote, 2009  (Ca. 432 pp. e 22 euros)

“O escritor inglês John Berger escreveu um ensaio intitulado «Why Look at Animals?» no qual sugeriu que a perda de contacto diário dos homens com os animais (…) nos deixou bastante confusos relativamente aos temas da nossa relação com outras espécies” (p. 313)

“A fábrica de animais dá-nos uma ideia dos horrores de que o capitalismo é capaz na ausência  de limites morais ou reguladores. (…) Nestes lugares desprezíveis a própria vida é redefinida – como «produção proteica» - e com ela a noção de «sofrimento». (…) as explorações de ovos são as piores (...) Esse destino está reservado para a galinha poedeira americana, que passa a sua breve vida presa, com outra meia dúzia de galinhas, numa gaiola de arame farpado cujo chão poderia ser coberto com apenas quatro folhas deste livro. Esta galinha vê todos os seus instintos naturais frustrados o que origina uma série de «vícios»  comportamentais como o canibalismo e o roçar o peito contra o arame até este ficar completamente depenado e a sangrar” (p. 324).

“Do ponto de vista de Joel [fabricante da cadeia Polyface Farm, empresa de criação de animais para alimentação onde as espécies expressam «plenamente as suas capacidades fisiológicas» N. de Kriu] a reforma começa com as pessoas que se dão ao trabalho e à despesa de comprar directamente a agricultores que conhecem (…) Joel acredita que a garantia de integridade só é possível quando comprador e vendedor se olham nos olhos (…) «Não acha estranho as pessoas preocuparem-se mais a escolher o mecânico ou o empreiteiro do que com a pessoa que lhes produz a comida?» (p.246).

«o funcionamento de uma quinta não se adapta a operações de grande escala pelas seguintes razões: diz respeito a plantas e animais que vivem, crescem e morrem» (cit. p. 220)

 

 

3/31/2009

TESTEMUNHOS 21


PHILLIPS, Adam, Monogamia, Coimbra, Angelus Novus editores, 2008. (Ca. 134 pp. e 12.80 euros)

“não é difícil aguentar o relacionamento, o difícil é manter a celebração” (p. 53)

“Nada mais escandaloso que um casamento feliz” (p.84)

“estou tão ocupado a manter debaixo de olho aquele que amo que não tenho tempo para ser livre” (p.128)



3/30/2009

CAPITALISMO 24


TODD, Emmanuel, Após  o Império – Ensaio sobre a decomposição do sistema americano, Lisboa, Ed. 70, 2002 (ca. 200 pp. e ca. 15 euros)

“Se os economistas do establishment universitário americano admitem, em geral, o aumento de desigualdades resultante do comércio livre, a estagnação da procura, em contrapartida, é assunto tabu, incluindo para falsos anticonformistas como Paul Krugman. Evocar este efeito de globalização é sinal de uma ruptura com a ordem estabelecida e só verdadeiros rebeldes  arriscam a denunciá-lo, como Chalmers Johnson (…) autor de Blowback: The Costs and Consequences of American Empire [Henry Holt and Company, New York, 2000, p. 197].

(…) A tendencia para a estagnação da procura resultante do comércio livre e da compressão dos salários é uma evidencia, o que explica a diminuição regular das taxas de crescimento mundial e as suas recessões cada vez mais frequentes. (..) Porque é realmente a estagnação da procura à escala mundial que permite aos Estados Unidos justificar o seu papel de regulador e de predador da economia “globalizada” e que os autoriza a assumir e reivindicar a função de um Estado keynesiano planetário.

(…) Esta evolução imperial da economia, que não deixa de lembrar a de Roma logo após a conquista da bacia mediterrânica, afectou de maneiras diferentes os diferentes sectores da sociedade e da economia americana. A indústria e a classe operária até então considerada integrada nas classes médias foram atingidas em cheio. A sua desintegração parcial lembra a do campesinato e do artesanato romanos, destruídos pelo afluxo dos produtos agrícolas ou dos objectos vindos da Sicília, do Egipto ou da Grécia.  No caso dos operários americanos doa anos 1970/1990 podemos falar de empobrecimento relativo e por vezes absoluto.

(…)O prodigioso aumento dos rendimentos da parte superior da sociedade americana não pode explicar-se sem o recurso ao modelo imperial, tal como a estagnação ou o crescimento muito modesto de rendimentos da maior parte da população.” (pp. 78 a 81)

3/29/2009

MENSAGEM DE TEATRO 2009, por Augusto Boal


 
Mensagem do Instituto Internacional de Tearo
por: Augusto Boal:
 
O diretor brasileiro de renome mundial é o autor, este ano, da mensagem do Instituto Internacional do Teatro (IIT) elaborada em comemoração ao Dia Mundial do Teatro, celebrado em 27 de março.  Inventor do Teatro do Oprimido e do personagem denominado “espect-ator”, Boal nos convida a subir no palco da vida para criar um mundo onde a dualidade opressores/oprimido será abolida.



Teatro não pode ser apenas um evento - é forma de vida! Mesmo quando inconscientes, as relações humanas são estruturadas em forma teatral: o uso do espaço, a linguagem do corpo, a escolha das palavras e a modulação das vozes, o confronto de idéias e paixões, tudo que fazemos no palco fazemos sempre em nossas vidas: nós somos teatro!  Não só casamentos e funerais são espetáculos, mas também os rituais cotidianos que, por sua familiaridade, não nos chegam à consciência. Não só pompas, mas também o café da manhã e os bons-dias, tímidos namoros e grandes conflitos passionais, uma sessão do Senado ou uma reunião diplomática – tudo é teatro.  Uma das principais funções da nossa arte é tornar conscientes esses espetáculos da vida diária onde os atores são os próprios espectadores, o palco é a platéia e a platéia, o palco. Somos todos artistas: fazendo teatro, aprendemos a ver aquilo que nos salta aos olhos, mas que somos incapazes de ver, tão habituados estamos apenas a olhar. O que nos é familiar torna-se invisível: fazer teatro, ao contrário, ilumina o palco da nossa vida cotidiana.


Verdade escondida  

Em setembro do ano passado fomos surpreendidos por uma revelação teatral: nós, que pensávamos viver em um mundo seguro, apesar das guerras, genocídios, hecatombes e torturas que aconteciam, sim, mas longe de nós, em países distantes e selvagens, nós vivíamos seguros com nosso dinheiro guardado em um banco respeitável ou nas mãos de um honesto corretor da bolsa quando fomos informados de que esse dinheiro não existia, era virtual, feia ficção de alguns economistas que não eram ficção, nem eram seguros, nem respeitáveis. Tudo não passava de mau teatro com triste enredo, onde poucos ganhavam muito e muitos perdiam tudo. Políticos dos países ricos fecharam-se em reuniões secretas e de lá saíram com soluções mágicas. Nós, vítimas de suas decisões, continuamos espectadores sentados na última fila das galerias.  Vinte anos atrás, eu dirigi Fedra de Racine, no Rio de Janeiro. O cenário era pobre: no chão, peles de vaca; em volta, bambus. Antes de começar o espetáculo, eu dizia aos meus atores: "Agora acabou a ficção que fazemos no dia-a-dia. Quando cruzarem esses bambus, lá no palco, nenhum de vocês tem o direito de mentir. Teatro é a Verdade Escondida".  Vendo o mundo além das aparências, vemos opressores e oprimidos em todas as sociedades, etnias, gêneros, classes e castas, vemos o mundo injusto e cruel. Temos a obrigação de inventar outro mundo porque sabemos que outro mundo é possível. Mas cabe a nós construí-lo com nossas mãos entrando em cena, no palco e na vida.  Atores somos todos nós, e cidadão não é aquele que vive em sociedade: é aquele que a transforma! 

 

3/26/2009

ALTERNATIVO 11


BONSTEIN, David, Como Mudar o Mundo  - Os Empreendedores Sociais e o Poder das Novas Ideias, Lisboa, Oficina do Livro, 2007.  (Ca. 425 pp. e 22 euros)

 “Os velhos sistemas não acolhem de imediato novas ideias ou informações, os defensores do status quo podem ser teimosamente impermeáveis ao bom senso” (p.80)

“Uma ideia é como uma peça de teatro. É preciso um bom encenador e um bom produtor ainda que seja uma obra  prima. Se assim não for, pode nem entrar em cena.” (p.135)

“A capacidade para causar mudança cresce numa pessoa ao longo do tempo, à medida que o empenho à pequena escala conduz gradualmente a empenhos maiores. Mas este processo precisa de um início – uma história, um exemplo, uma experiência de sucesso precoce – qualquer coisa que, no caminho, ajude uma pessoa a acreditar que é possível fazer do mundo um lugar melhor. Os que actuam com base nesta crença espalham-na a outros. São altamente contagiosos. As suas histórias têm de ser contadas.” (p.368)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

3/24/2009


Penso que poderia modificar-me e viver com os animais,

Quando me detenho a contemplá-los demoradamente,

Alheios por condição a queixas e fadigas

Não estão acordados de noite a chorar os seus pecados,

Não me incomodam a discutir os seus deveres para com                                                         [Deus

Nenhum está descontente, nenhum endoidece com a mania                                         [de possuir bens,

Nenhum se ajoelha perante outro nem perante

Antepassados que viveram milhares de anos atrás dele

Nenhum é respeitável ou infeliz para o universo                                                       [inteiro.


Walt Whitman

 

3/19/2009

Extractos de "FAUSTO" de GOETHE. Encenação de CARLOS MELO, interpretado por estudantes da Esc. Sec. Fernão Mendes Pinto


DIA 20, SEXTA FEIRA. PELAS 21.30 H, COM ENTRADA LIVRE E INTEGRADO NA "QUINZENA DA JUVENTUDE DE ALMADA", APRESENTO, EM ANTE-ESTREIA, UMA ENCENAÇÃO DE CENAS DO FAUSTO, DE GOETHE, NO FÓRUM ROMEU CORREIA, AUDITÓRIO LOPES GRAÇA, (ALMADA) INTERPRETADAS POR UM GRUPO DE ALUNOS DA ESCOLA SECUNDÁRIA FERNÃO MENDES PINTO.
 
 
A ESTREIA DESTE  ESPECTÁCULO REALIZA-SE EM TURIM, EM MAIO, NO "EUROPEAN STUDENT FESTIVAL OF MULTILINGUAL THEATRE".
 
 
OS BILHETES PARA A EXIBIÇÃO, EM PORTUGAL, LEVANTAM-SE NA BILHETEIRA DO AUDITÓRIO, A PARTIR DAS 15 HORAS DO PRÓPRIO DIA DA ANTE-ESTREIA.
 

INTÉRPRETES: 
Ana Nascimento; Ana Matos; David Boturão; Irina Almeida; Marta Reis; Nuno Caetano; Nuno Remédios; Paula Herrera; Rita Barreira e Rita Guimarães.

ASSISTÊNCIA DE ENCENAÇÃO:
Lurdes Cruz

FIGURINOS: 
Alice Rolo


(Espectáculo para 12 anos)



3/18/2009

DESTAQUE 5 Gay men and heterosexual women have similarly shaped brains, research shows


DESTAQUE 4 PARLAMENTO EUROPEU EM BRUXELAS


 O Parlamento Europeu deveria estar localizado somente em Bruxelas
Uma vez por mês e durante alguns dias, o Parlamento Europeu transfere-se de Bruxelas para Estrasburgo por inteiro, com todos os seus colaboradores e toda a sua documentação. A única razão para este desperdício de 200 milhões de euros por ano deve-se à vontade da França. 
Todos os países da União pagam a conta!
Nós também!
Presentemente, um determinado número de membros do Parlamento Europeu, pertencentes a diferentes partidos e países, iniciaram uma acção que visa acabar com este desperdício ridículo. 
É necessário recolher um milhão de assinaturas para que este assunto possa ser inserido na agenda da Comissão Europeia.
Já se recolheram mais de 380 000 assinaturas, mas é preciso um milhão!
Visite o site  http://www.europafederalisterna.se/oneseat/?view=sign〈=pt e assine para se poder acabar com este abuso ridículo.
Nota: não hesite em transmitir o conteúdo desta mensagem aos seus amigos, para provocarmos uma cadeia de bom senso.

3/17/2009

TESTEMUNHO 20 PIONEIROS por M.Diogo


As crianças nas sociedades em guerra civil ou em luta de libertação:

1)São em grande número

2)Não dispõem de instituições que tomem conta delas quando os pais estão a trabalhar, nem de escolas que as guardem o dia inteiro;

3)Muito cedo assumem responsabilidades na família, desde tomar conta dos irmãos mais novos a angariar sustento através de pequenos serviços que prestam

4)Vivem a guerra em directo - os pais não podem mudar de canal da TV ou mandá-las para o quarto;

5)Vêm morrer os irmãos, os pais, os tios, os vizinhos - a guerra não é uma coisa que lhes é exterior e em relação à qual se possam distanciar. É-lhes impossível não tomar partido no conflito.

6)Eles sentem que pertencem, e pertencem de facto, a uma das partes em conflito. Por isso querem participar na luta. À solta na rua ou sozinhos em casa estão vulneráveis ao inimigo. Por um lado têm que aprender a defender-se e a proteger-se, por outro lado querem participar na luta.

7)Se abandonadas a si mesmas, sozinhas  ou em bandos, tomam iniciativas 
que vão desde atirar pedras até roubar materiais das instalações do inimigo, 
passando por insultá-los e outras ousadias. Atravessam-se nas ruas durante 
os conflitos, seguem os guerrilheiros do seu lado que são seus familiares, 
vizinhos e amigos. Querem segurar nas mochilas, nos cintos de munições das 
auto-metralhadoras, levar comida e água, abrir e fechar portas em fugas, 
apontar esconderijos e dissimulá-los. E são donos de uma criatividade sem 
limites.

8)É muito difícil a um guerrilheiro, por mais que queira, actuar sem que uma delas ou um grupo o acompanhe, umas vezes ajudando realmente, outras atrapalhando, mas sempre correndo riscos.

9)A melhor forma de controlar esta actividade desorganizada e perigosa, para melhor os proteger e defender,  é organizá-los por forma a que sintam que contribuem, que participam, que são úteis, que é exactamente o que eles querem.

10) Estas crianças não querem as brincadeiras dos meninos de Lisboa ou de Paris. Querem mesmo é ajudar na luta. Por isso não se diga 
que são impedidos de brincar.

11) É esse o papel das organizações de pioneiros neste tipo de sociedades. Organizados, incluídos numa organização dirigidas por adultos, as suas actividades e iniciativas são controladas, canalizadas para actividades de educação física, marchas, enfim , todas as que os fazem sentir-se identificados com os seus heróis e protectores - os pais, os irmãos mais velhos os vizinhos que lutam na guerrilha. Só assim se submetem à disciplina que nessas organizações lhe é imposta. É a melhor forma de os proteger. Enquanto estão entretidos naquelas actividades que são organizadas o mais longe que se consegue do centro do cenário do conflito (numa cidade isto não é muito fácil), estão protegidos e não andam a arriscar a vida nas esquinas e vielas, em cima dos muros e dos telhados. Dá-se-lhes uma farda e umas armas de brincar, pede-se-lhes que desempenhem tarefas úteis não arriscadas e ao seu alcance e valoriza-se o seu contributo para a comunidade e para a luta. A única forma de os proteger é enquadrá-los o melhor possível.

Mostrar  fotografias das organizações de pioneiros sem explicar o papel que elas desempenham nestas sociedades, apontando "o que eles não querem mostrar" é acusar as guerrilhas de utilização abusiva de crianças na guerra, de falta sensibilidade e de perversão violenta. É precisamente o oposto do que se realmente se passa.

3/13/2009


Huller, David, 365 Ideias Para Mudar o Mundo – Como o meu contributo pode fazer a diferença no dia-a-dia, Lisboa, Idbooks, 2009 (Formato pequeno, ca. 251 pp. e 13. 30 euros)

“Comece primeiro por si: faça por não morrer jovem. Pequenas mudanças no seu estilo de vida podem ter recompensas enormes” (p.176)

“Experimente andar de cadeira de rodas (…) Junte-se às pessoas com deficiência motora na luta por melhores condições de acesso” (p. 136)

“Leia livros que lhe dêem ideias novas, como por exemplo  1001 Maneiras de Salvar o Planeta,  de Joanna Yarrow (p.108)

"O humor é uma arma importante para qualquer activista. Como forma de alertar para uma causa específica e ganhar (…) a atenção da comunicação social, ou simplesmente baixar a pose arrogante de alguém, não há nada melhor do que atirar uma tarte acabada de fazer à cara dessa pessoa” (p.208)

Sites aconselhados:

www.tv

www.sites.comunidades.net (ensina a criar sites)

www.animais-em-risco.org

 

FILOSOFIA 7


WAGNER, Pierre (dir) AAVV Les Philosophes et la science, Paris, Galimard, 2002 (Ca. 1120 pp.e 13.75Tamanho do tipo de letra euros)

“Pour les empiristes logiques comme por d’ autres philosophes de courants analytiques,  la science n’ est pas conçue como uma activité, ni comme une modalité particulière de la connaissance, mas como un ensemble d’ ennoncés dont on interroge la structure logique et la signification. Les travaux de Frege, Russell et Wittgenstein sur la logique et les fondements des mathématiques  sont souvent considerées como étant l’origine de la philosophie anaytique des sciences, fortement marquée par «le tournant linquistique de la philosophie»  (Introduction, P.W., p. 44)

“Le savoir progresse par élimination toujours plus fine du faux et non par accumulation progressive de  verités (...) Seul l’ expérimentation feconde permet défaire les illusions idolâtriques, parce que ce n’ est qu’ en reproduisant ce que la nature produit que l’ on sait qu’ on a la lumière.” (Frédéric Brahami, p. 315) 

SACKS, Oliver, Musicofilia,  Lisboa, Relógio d’ Água, 2008 (ca. 372 pp. e 18 euros)

“O meu interesse por alucinaçoes musicais remonta a mais de trinta anos atrás (…) São muitas e variados os factores que nos podem predispor para as alucinações mentais” (p. 73)

 “O facto de o «ritmo» (…) aparecer espontaneamente nas crianças humanas mas em nenhum outro primata, obriga-nos a reflectir sobre as nossas origens filogenéticas (…) Será que a música de facto precede a fala (como pensava Darwin) ; será que a fala precedeu a música (como acreditava o seu contemporâneo Herbert Spencer) ou ter-se-ão desenvolvido simultâneamente (como acredita Mithen)?  (p.245)

 “Existe uma tendência em filosofia que leva a separar a mente, as operações intelectuais, das paixões, das emoções. (…) todavia  a música dirige-se às duas partes da nossa natureza: é essencialmente emocional, do mesmo modo que é esencialmente intelectual. Quando ouvimos música é muito frequente tomarmos consciência de dois aspectos, sentimo-nos profundamente comovidos ao mesmo tempo que apreciamos a estrutura formal da composição” (p. 287)

 

 

 

3/12/2009


Por que és escravo do que  gostas?  
GOSTA DO QUE DEVES.
Kriu

GESTÃO 15


HANEL, Gary e Breen, Bill,O Futuro da Gestão, Lisboa, Acual Editora, 2007 (ca. 302 pp. e 21 euros)

“pessoas de vinte valores querem trabalhar com pessoas de vinte valores – outros sábios que estimulem o seu pensamento e irão acelerar a sua aprendizagem. O problema é que as pessoas de quinze valores sentem-se ameaçadas pelo talento da classe dos vinte valores, portanto, a partir do momento em que passem a porta, tendem a contratar colegas que são tão medianos quanto eles. Pior ainda, as pessoas de classe dos quinze valors, com problemas de segurança optarão por contratar colaboradores de dez valores, sem autoconfiança para desafiarem qualquer ponto de vista (…) E sem se aperceber o processo da “estupidificação” torna-se irreversível.

(...)Brin e Page [engenheiros da Google - Nota de Kriu] entendem que os avanços se conseguem questionando os pressupostos e destruindo os paradigmas” (p.127)

“Eliminar os dogmas tem tudo ao ver com fazer perguntas certas – repetidamente. (…) Em que medida esta convicção serve os interesses dos que a aceitam? Existe quem retire garantias ou conforto desta convição?” (p.287)


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