3/13/2009

SACKS, Oliver, Musicofilia,  Lisboa, Relógio d’ Água, 2008 (ca. 372 pp. e 18 euros)

“O meu interesse por alucinaçoes musicais remonta a mais de trinta anos atrás (…) São muitas e variados os factores que nos podem predispor para as alucinações mentais” (p. 73)

 “O facto de o «ritmo» (…) aparecer espontaneamente nas crianças humanas mas em nenhum outro primata, obriga-nos a reflectir sobre as nossas origens filogenéticas (…) Será que a música de facto precede a fala (como pensava Darwin) ; será que a fala precedeu a música (como acreditava o seu contemporâneo Herbert Spencer) ou ter-se-ão desenvolvido simultâneamente (como acredita Mithen)?  (p.245)

 “Existe uma tendência em filosofia que leva a separar a mente, as operações intelectuais, das paixões, das emoções. (…) todavia  a música dirige-se às duas partes da nossa natureza: é essencialmente emocional, do mesmo modo que é esencialmente intelectual. Quando ouvimos música é muito frequente tomarmos consciência de dois aspectos, sentimo-nos profundamente comovidos ao mesmo tempo que apreciamos a estrutura formal da composição” (p. 287)

 

 

 

3/12/2009


Por que és escravo do que  gostas?  
GOSTA DO QUE DEVES.
Kriu

GESTÃO 15


HANEL, Gary e Breen, Bill,O Futuro da Gestão, Lisboa, Acual Editora, 2007 (ca. 302 pp. e 21 euros)

“pessoas de vinte valores querem trabalhar com pessoas de vinte valores – outros sábios que estimulem o seu pensamento e irão acelerar a sua aprendizagem. O problema é que as pessoas de quinze valores sentem-se ameaçadas pelo talento da classe dos vinte valores, portanto, a partir do momento em que passem a porta, tendem a contratar colegas que são tão medianos quanto eles. Pior ainda, as pessoas de classe dos quinze valors, com problemas de segurança optarão por contratar colaboradores de dez valores, sem autoconfiança para desafiarem qualquer ponto de vista (…) E sem se aperceber o processo da “estupidificação” torna-se irreversível.

(...)Brin e Page [engenheiros da Google - Nota de Kriu] entendem que os avanços se conseguem questionando os pressupostos e destruindo os paradigmas” (p.127)

“Eliminar os dogmas tem tudo ao ver com fazer perguntas certas – repetidamente. (…) Em que medida esta convicção serve os interesses dos que a aceitam? Existe quem retire garantias ou conforto desta convição?” (p.287)


3/11/2009

GRAFFITI 1 - Caldas da Rainha, Março 09

FILOSOFIA 6


FOUREZ, Gérard, A Construção das Ciências - As Lógicas das Invenções Científicas, Lisboa, Instituto Piaget, 2008 (ca. 405 pp. e 23 euros)

“A comunidade científica como grupo que tem pouco poder directo, tem tendência para encontrar aliados (…) essas «alianças» influenciarão os investigadores (…) É assim que, se um grupo de matemáticos estuda problemas de tráfego num aglomerado populacional,  há poucas hipóteses de que negligencie os interesses da população que habita nos bairros dormitórios em torno da cidade. Mas não lhes será impossível esquecer os interesses das populações mais pobres que habitam no centro. (…) veremos  como a medicina científica se estrutura em torno de um paradigma determinado em boa parte pela prática social de um medicina industrialista, visando apenas os que têm capacidade de se tratar e de pagar um médico” [LAMBOURNE, R.A. Le Christ et la Santé, Paris, Le Centurion-Labor et Fider, 1972] (p.105)

“podemos definir as ciências como um trabalho sobre os limites, uma espécie de exuberância ou  demência do espírito humano (Monin) querendo superar-se incessantemente, uma «festa» científica (Thill) por meio da qual superamos o lugar onde estavamos, ou ainda o jogo dos possíveis (Fourez) em que jogamos a representar-nos as acções possíveis, quaisquer que elas sejam.” (p.306)

3/08/2009

HUMOR 4


Um homem que, com requintado saber, matou os pais, pedia assim clemência no dia do julgamento:
- Meretíssimo Juíz, Vossa Mercê tenha dó de um pobre orfão!

3/07/2009

DESIGN 1


MUNARI, Bruno, Das Coisas Nascem Coisas, Lisboa, Ed. 70, 2008 (Ca. 385 pp. e 17.50 euros)

“Criatividade não significa improvisação sem método: dessa maneira apenas se faz confusão e se cria nos jovens a ilusão de se sentirem artistas livres e independentes” (P.21)“O progresso surge quando se simplifica e não quando se complica” (p.163)

 “São muitas mais do que se pensa as pessoas que nunca leram um livro. Outras foram obrigadas a comprar e ler livros de escola, depois do que disseram: “basta de livros”. São muitas mais do que se pensa, e todavia muitas vezes são pessoas de bom carácter, pessoas gentis e cordiais, pessoas que até talvez tenham sucesso económico na vida, pessoas para as quais chegam os semanários de assuntos mundanos  para terem notícias do mundo. Não sabem que nos livros está o saber, que graças aos livros  o indivíduo pode aumentar os conhecimentos dos factos e compreender muitos aspectos do que acontece, que os livros podem despertar outros interesses, que os livros ajudam a viver melhor” (p. 231)

3/05/2009

HISTÓRIA 5


DIAMOND, Jared, Colapso, Ascensão e Queda de Sociedades Humanas, Lisboa, Gradiva, 2008. (Ca. 666 pp. e 40 euros)

“mais de metade da superfície original do planeta foi já convertida para outros usos e, às actuais taxas de conversão, um quarto das florestas que restam serão convertidas nos próximos cinquenta anos. (…) A desflorestação foi um dos principais factores, se não o principal factor, em todos os colapsos de sociedades do passado descritos neste livro” (p.563)

“Especialmente se a elite se consegue manter afastada das consequências das suas acções, poderá fazer coisas que a beneficiem, independentemente de poderem ser prejudiciais para todas as outras pessoas. Estes conflitos, personificados de forma flagrante pelo ditador Trujillo na República Dominicana e pela elite dirigente no Haiti, estão a tornar-se cada vez mais frequentes nos EUA de hoje, onde os ricos tendem a viver dentro de condomínios fechados e a beber água engarrafada. (…) Ao longo da história de que há registo a acção ou inacção de reis, chefes e políticos egocêntricos tem sido uma causa constante de colapsos sociais como se pode ver pelos exemplos dos reis maias, dos chefes da Gronelândia nórdica e dos políticos ruandeses contemporâneos analisados neste livro” (p. 502)

3/03/2009

PSICOLOGIA 4


MATOS, Armanda e Outros, AAVV, A Maldade Humana: Fatalidade ou Educação? Coimbra. Ed. Almedina, 2008

(Ca. 358 pp. e 19 euros)

Stephen Reider

“Ao longo dos anos 50, uma série de estudos marcantes tinham demonstrado o poder dos grupos para transformar o comportamento – tipicamente para pior. “ (p.35,6)

Cristina Pinto Albuquerque

“a identificação do outro como ser humano é o mais poderoso factor de inibição da violência. Os estudos antropológicos têm demonstrado a  força agregativa do sorriso em todas as culturas e o efeito apaziguador de alguns gestos de submissão daquele que sente que pode ser alvo de ataque (…) Como afirma Emmanuel Levinas a relação com o “rosto” (visage) é em primeiro lugar ética (…) O imperativo de dar prioridade ao outro não é uma decisão mas um mandamento”(p.69,70)

“pensar sobre o mal é hoje uma exigência e uma manifestação de responsabilidade social e intelectual. Como evidencia Susan Neiman [NEIMAN, Susan, O Mal no Pensamento Moderno, Uma história alternativa da filosofia, Lisboa, Gradiva, 2005.]: «abandonar a tentativa de compreender o mal é abandonar qualquer base para o confrontar, em pensamento e na prática»  p.78]

David Farrington:

Devido à relação entre o crime e muitos outros problemas sociais (…) A prevenção precoce que reduz o crime também reduzirá, provavelmente, o consumo de alcoól, a condução sob efeito de álcool, o consumo de droga, a promiscuidade sexual, a violência familiar e talvez mesmo o insucesso escolar, o desemprego e a desarmonia conjugal.

Foi claro a partir do estudo de Cambridge [Donald West e Outros, “Estudo de Desenvolvimento de Delinquência de Cambridge”] que os transgressores mais persistentes começam cedo (…) tendem a dar origem à próxima geração de crianças delinquentes. É pois, importante, fazer com que as crianças em risco sejam alvo de programas de prevenção na infância” (p.242)


2/26/2009

CONFERÊNCIA 2


STEINER, George (coord.) A Ciência Terá Limites? Lisboa, Gradiva, 2008 (Ca. 282 pp e 15 euros)

Peter Woit:

“A organização actual da investigação em física põe os melhores jovens na posição de precisarem repetidamente de provaram as suas capacidades, de produzirem resultados em escalas temporais de um ou dois anos no máximo, se quiserem continuar empregados. Em níveis mais elevados de carreira, mesmo pertencendo aos quadros, a pressão das candidaturas a bolsas continua a desencorajar muitos de fazerem o tipo de compromisso com uma investigação impopular e especulativa que poderá ser precisa para progredir” (p. 79)

Wolf Singer:

“Se os processos neuronais são a base e a causa de todos os fenómenos mentais, e se os processos cerebrais seguem as leis da natureza, então o principio de causalidade tem de ser válido para as interacções neuronais. Apesar de haver ruído e interferência, cada estado do cérebro é uma consequência necessária do estado anterior e as decisões não são mais do que estados cerebrais especiais. Esta noção tem implicações muito vastas na forma como nos compreendemos.” (p. 87)

“poderemos passar horas a mostrar exemplos que provam que o cérebro produz inferências de que não temos consciência, que reconstrói continuamente o mundo de acordo com conhecimentos a priori e que nós, enquanto sujeitos sensíveis, temos de assumir como certo o que o sistema acaba por nos oferecer como experiência consciente.” (p.92)

 

 

 

 

2/24/2009

Introdução à Culinária do Japão 1 – por Gonçalo Barra


SUSHI (すし)[1]

 

            No Japão o termo sushi designa todas as preparações à base de arroz avinagrado: o sumeshi[2]. A definição simples de sushi é “arroz avinagrado com uma cobertura ou recheio de peixe, marisco, vegetais ou ovo crus, cozinhados ou marinados”[3], “qualquer das várias preparações de arroz avinagrado e peixe cru”[4], “todas as preparações à base de arroz avinagrado” [5], ou apenas: “marinada de arroz no vinagre”[6].

 

            O sushi vegetariano é também muito apreciado, em combinações de arroz avinagrado com pepino, cogumelos shitake, abacate, e outros vegetais[7].

           

            O sushi poderá ter chegado ao Japão com a introdução do cultivo do arroz, no séc. IV a.C., (um caractere Chinês, ainda hoje utilizado no Japão, aparece num dicionário que se pensa ser do séc. III ou IV a.C.[8]), ou sido trazido da China por monges budistas no séc. VII d.C.. Os dois caracteres chineses que significam «peixe em conserva» e «peixe fermentado em arroz e sal», surgiram no Japão no início do séc. VIII d.C. [9]. A mais antiga forma de sushi era um meio de conservação de peixe, e não propriamente uma maneira de comer arroz[10].

 

            Deste modo neutralizavam-se as bactérias devido à reacção provocada entre o ácido láctico produzido pela fermentação do arroz cozido e os ácidos aminados das proteínas do peixe[11].

 



[1] Alfabeto simplificado Hiragana, letras "SU" e "SI". Ver HOSKING, Richard, A Dictionary of Japanese Food – Ingredients & Culture, Tuttle Publishing, Tokyo/Rutland, Vermont/Singapore, 1996, p. 150.

[2] KAZUKO, Emi, Sushi, Éditions Solar, Paris, 2003, p. 11.

[3] BARBER, Kimiko, TAKEMURA, Hiroki, Sushi, Dorling Kindersley – Civilização Editores, Limitada, Porto, Agosto de 2003, p. 6.

[4] HOSKING, Richard, A Dictionary of Japanese Food – Ingredients & Culture, Tuttle Publishing, Tokyo/Rutland, Vermont/Singapore, 1996, p. 150. Tradução nossa do Inglês: any of various preparations of vinegared rice and raw fish.

[5] KAZUKO, Emi, Sushi, Éditions Solar, Paris, 2003, p. 11. Tradução nossa do Francês : Au Japon, le terme de «sushi» désigne toutes les préparations à base de riz au vinaigre.

[6] KASUKO, Emi, FUKUOKA, Yasuko, La Cuisine Japonaise – Toutes Les Traditions, Les Techniques et les Recettes de cette Cuisine Intemporelle, Manise, s/ data, ISBN 2-84198-183-5, s/ local, imprimido em Singapura em Junho de 2005, p. 15. Tadução nossa do Francês : «marinade de riz dans le vinaigre»

[7] NISHIMOTO SCHINNER, Myoko, Japanese Cooking – Contemporary & TraditionalSimple Deicious and Vegan, Book Publishing Company, Summertown, Tenessee, 1999, p. 33. Tradução nossa do Inglês: Vegetarian sushi featuring cucumber, shiitake, avocado, and other vegetables are also popular.

[8] MASUI, Kazuko, MASUI Chihiro, Sushi Secrets, Hachette Ilustrated UK, Octopus Publishing Group, Ltd., London, s/ data, ISBN 13: 978-1-84430-049-5, p. 19.

[9] BARBER, Kimiko, TAKEMURA, Hiroki, Sushi, Dorling Kindersley – Civilização Editores, Limitada, Porto, Agosto de 2003, ps. 6, e 7. Neste sentido, também VARELA SOARES, Mário, Arroz Bago a Bago, Booktree – Sociedade Editorial, Lda., Novembro de 2002, p. 161, onde regista: Aparentemente foi no século VII da nossa era que os Japoneses inventaram uma fórmula artificiosa de conservar o peixe fresco durante algum tempo, cortavam-no em pequenas porções e envolviam-no em arroz cozido.

[10] HOSKING, Richard, A Dictionary of Japanese Food – Ingredients & Culture, Tuttle Publishing, Tokyo/Rutland, Vermont/Singapore, 1996, p. 105. Tradução nossa do Inglês: the most ancient form of sushi, which was a way of preserving fish rather rhan a way of eating rice. Assim também MASUI, Kazuko, MASUI Chihiro, Sushi Secrets, Hachette Ilustrated UK, Octopus Publishing Group, Ltd., London, s/ data, ISBN 13: 978-1-84430-049-5, p. 19, onde se regista: Sushi was at first a method of preserving fish.

[11] VARELA SOARES, Mário, Arroz Bago a Bago, Booktree – Sociedade Editorial, Lda., Novembro de 2002, p. 161.

2/22/2009

TESTEMUNHOS 19


SAGAN, Carl, As Variedades da Experiência Científica - Uma visão pessoal do processo de Deus, Lisboa, Gradiva, 2007 (ca. 285 pp. e 28 euros)

Albert Einstein: 
Creio que o sentimento religioso cósmico é o mais forte e nobre motivo para a pesquisa científica  (cit.pág. 22)

“Quanto mais queremos acreditar em qualquer coisa mais cépticos temos de ser” (p. 233)

“o ónus da prova [da existência de Deus – N. de Kriu] recai sobre os que afirmam que Deus existe. (…) Porque de outro modo seria muito fácil lançar opiniões, se quem as propusesse não tivesse a responsabilidade de demonstrar que são verdadeiras. Tem aqui um conjunto de trinta e uma propostas feitas por mim, e adeus!” Quer dizer, ficávamos numa situação caótica. (p. 244)

"Podemos assegurar-nos de que aqueles em quem votamos têm opiniões racionais sobre estes assuntos. Podemos esforçarmo-nos por nos assegurarmos de que há verdadeiras diferenças de opiniões entre os candidatos opostos. Podemos escrever cartas para os jornais e por ai fora. Mas, mais importante do que tudo isto, creio, cada um de nós deve munir-se de um “kit de detecção de tretas.” (…) Os governos distorcem os factos de modo a permanecerem no poder.” (pp.258,9)


É mais provável a natureza sair do seu curso ou um homem dizer uma mentira?
Thomas Paine

Humor 3 A Cruz do Emprego...

2/21/2009


Se não receio o erro, é porque estou sempre pronto a corrigi-lo.
Bento de Jesus Caraça

2/18/2009

SAÚDE 3


ALVAREZ, Jose Enrique Campillo, O Macaco Obeso, Lisboa, Dom Quixote, 2008 (Ca. 250 pp. e 13.50 euros)

 

“A medicina darwinista ou evolucionista é um ramo da ciência médica que pretende estudar a doença no contexto da evolução biológica” (p. 43)

 

“A medicina evolucionista considera que  muitas das doenças que hoje nos afectam são consequência da incompatibilidade entre a estrutura evolutiva do nosso organismo e o uso que hoje lhe damos. “(p. 45)

 

“Segunda etapa: a expulsão do Paraíso. Coincide com a perda das florestas húmidas em que evoluíram os nossos primeiros antepassados, o que aconteceu há cerca de cinco milhões de anos” (p.57)

 “Há dois  milhões de anos por causa da escassez de alimentos de origem vegetal, os nossos antepassados viram-se obrigados a alimentar-se de animais terrestres e aquáticos” (p.58)

“Hoje qualquer criança urbana gasta por semana 40 horas a ver televisão, 25 horas sentada na sala de aula e outras 10 horas entre computadores e videojogos. (…) Este fenómeno que (…) as impede (…) de exercício físico foi definido recentemente como “Nintendonização” da infância no Congresso Internacinal de Diabetes” (p.232) 

 

DESTAQUE 3


 

kriu recebeu o seguinte texto. 
Destaca-o porque expressa bem a perplexidade portuguesa. A agonia de um paradigma?

- Na escola um professor é agredido por um aluno. O professor nada pode fazer, porque a sua progressão na  carreira está dependente da nota que dá ao seu aluno. 


- Um  jovem de 18 anos recebe €200 do Estado para não trabalhar; um idoso recebe de  reforma €236 depois de toda uma vida de trabalho. 


- Um  marido oferece um anel à sua mulher e tem de declarar a doação ao fisco.   


- O Estado que queria gastar 6 mil milhões  de euros no novo Aeroporto recusa-se a baixar impostos, porque não tem  dinheiro. 

  

Nas zonas mais problemáticas das áreas  urbanas, existe 1 polícia para cada 2000 habitantes; o Governo diz que não  precisa de mais polícias. 


- Numa empreitada pública, os  trabalhadores são todos imigrantes ilegais, que recebem abaixo do salário  mínimo e o Estado não fiscaliza.   


-  Um professor é sovado por um aluno e o  Governo diz que a culpa é das causas sociais. 


- Um  polícia bate num negro: é uma atitude racista. Um bando de negros mata 3  polícias:   não estão inseridos na sociedade. 


- O café da  esquina fechou porque não tinha WC para homens, mulheres e empregados. No  Fórum Montijo o WC da Pizza Hut fica a 100 mts e nem tem local para lavar  mãos. 


O governo incentiva  as pessoas a procurarem energias alternativas ao petróleo e depois multa quem  coloca óleo vegetal nos carros porque não paga o ISP (Imposto sobre Produtos  Petrolíferos). 

  

- O Ministério do Ambiente  incentiva o uso de meios alternativos ao combustível. No edifício do Ministério do Ambiente não há estacionamento para bicicletas, nem se sabe de  nenhum ministro que utilize bicicleta. 


- Nas  prisões é distribuído gratuitamente seringas por causa do HIV, mas como entra  droga nas prisões? 


- No exame final  de 12º ano és apanhado a copiar, chumbas o ano: O sr.Primeiro-ministro fez o  exame de inglês técnico em casa e mandou por fax e é engenheiro.   


- Um jovem de 14 mata um adulto, não tem  idade para ir a tribunal. Um jovem de 15 leva um chapada do pai, por ter  roubado dinheiro para droga, é violência doméstica. 


- Começas a  descontar em Janeiro o IRS e só vais receber o excesso em Agosto do ano que  vem. Não pagas as finanças a tempo e horas, passado um dia já estas a pagar  juros


-  Fechas a janela da tua varanda e  fazes uma obra ilegal. 
Constrói-se um bairro de lata e ninguém vê.   


- Se o teu filho  não tem cabeça para a escola e com 14 anos o pões a trabalhar contigo num
oficio respeitável, é exploração do trabalho infantil. Se és artista e o teu filho com 7 anos participa em gravações de telenovelas 8 horas por dia ou  mais, a criança tem muito talento, sai ao pai ou à mãe. 


Paguei 0.50€ por  uma seringa na farmácia para dar um medicamento ao meu filho, mas se fosse  drogado, não pagava nada. 




  

 





Arquivo do blogue