
9/10/2008
9/09/2008

PAULEMA
"Paulema" só se encontra à venda na Livraria Rodrigues, Rua do Ouro, 188 em Lisboa.
(Neste blog extractos)
DEPOIS DO LANÇAMENTO NO BRASIL (TERESINA) LANÇAMENTO EM PORTUGAL (LISBOA) NO MUSEU DA RESISTÊNCIA, EST. DE BENFICA, 419, ÀS 19 HORAS DE 3 DE OUTUBRO.
PAULEMA QUE DÁ TITULO AO LIVRO - UMA TRILOGIA - CONTA O AMOR DE DOIS ADOLESCENTES. MAS SERÁ ISSO?
ANABELA TEIXEIRA E RUI QUINTAS LERÃO PARTES
"Estou convicta que há muito tempo, talvez anos, não tenha lido algo tão forte, intenso, denso (...) Acho que é sobre o Amor"
Graça Costa
"Devora-se, identificamo-nos, sente-se. É forte, muito forte. É bom, sim, é bom"
Gabriela Fonseca
9/06/2008
POLÍTICA 4

“A França e o mundo mudaram bastante desde os famosos “Acontecimentos de Maio”: o gaulismo e o comunismo já não dominam o pensamento e a cena política, o muro de Berlim e as torres gémeas de Manhattan caíram, a guerra fria acabou (…) substituída pelas guerras quentes do pós-comunismo, por todo o lado se sente a ameaça de um terrorismo nihilista, a sida desabou sobre o planeta, a Europa democrática foi parcialmente reunificada, dois genocídios vieram, no Cambodja e no Ruanda, sobrecarregar ainda mais as contas de uma incorrigível humanidade, o euro substituiu o franco, a esquerda assumiu o poder para depois o perder, os antigos revolucionários aburguesaram-se, a interrupção voluntária da gravidez, a pílula abortiva e o pacto civil de solidariedade já são aquisições consensuais, o século XX morreu, um novo milénio começa. Qual a actualidade de 68 em 2007?” (p.11)
“A ruptura contemporânea não se contenta com dessacralizar a ordem estabelecida: dessacraliza-se em permanência” (p.198)
“A ruptura histórica é gigantesca. Com Maio de 68, Lisboa de 1974 e Kiev em 2004, a revolução entra na era godeliana de “incompletude”, e da inconsciência. Deixa de se viver como sistema fechado e deixa de devorar, tal como Saturno, os próprios filhos. Abandona toda e qualquer ideia de luta final ou de solução com o mesmo nome, “deixa de ser para existir” e, assim fazendo, rompe com quatro séculos de busca proteiforme de Absoluto.
Reencontra uma nova energia” (p.201)
“O instante sagrado em que o indivíduo deixa de ser ele próprio para se transformar em Estado, para se inscrever numa tradição, em códigos, em costumes que o ultrapassam (…) Curiosa alienação do povo que se transforma em servido do Estado.
Tendo compreendido a natureza do poder e apercebendo-se de que eram demasiado frágeis para o enfrentar, os militantes de 68 fugiram da política institucional como da peste. Deixaram o Estado marinar no seu arcaísmo e a França mergulhar na esquizofrenia. A “limpeza do pó” feita por Maio deve por fim atingir esse grande totem veneziano [alusão ao retrato do doge Loredan pintado por Bellini – N. de Kriu] implantado no coração da Republica” (p. 233)
9/05/2008
ALTERNATIVA 9 RESERVA NATURAL DA SERRA DE CAPIVARA - BRASIL
Entrevista in .: O Eco :. - Entrevista - Muito além da pesquisa - com Niède
Enviar
Muito além da pesquisa - com Niède Guidon e Anne-Marie
Sérgio Abranches, Marcos Sá Corrêa, Manoel Francisco Brito, Lorenzo Aldé e Carolina Elia
06.03.2005
9/02/2008
FACTA 11 - LANÇAMENTO DE "PAULEMA" NO BRASIL
Teresina
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Arte e Cultura
23/08/2008 - 14:52 - Leilane Nunes Festluso
Escritor português faz crossbooking de livro inédito em Teresina
O escritor português Carlos Gouveia e Melo vem à Teresina junto com o Grupo de Teatro Extremo participar do Festival de Teatro Lusófono e traz na bagagem um presente aos piauienses. Sua mais recente obra, Paulema, será passada de mão em mão. O crossbooking será organizado pelo escritor, em parceria com o Portal AZ. Paulema, segundo o próprio autor, trata da vida de dois adolescentes, o Paulo e a Ema, que fogem ao Fascismo. O livro é de leitura fácil, mais apta aos iniciados na literatura, que “lê-se ou devora-se sem qualquer dificuldade”. O lançamento oficial só acontecerá dia 03 de outubro, no Museu da Resistência, em Lisboa. “O crossbookning será o primeiro ritual do livro junto ao público”, confessa Carlos. Gouveia e Melo mora em Lisboa e está concluindo doutorado em Estudos Artísticos na especialidade de Estudos Teatrais na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Publicou, em 1998, A Escada; e A Santa Mãezinha, em 2003. É premiado em diversas áreas como pintura, encenação (duas vezes), escrita para teatro, performance e literatura (prêmio Revelação em Ficção da Associação Portuguesa de Escritores/Instituto Português de Livro e das Bibliotecas). O Festival de Teatro Lusófono acontece de 24 a 30 deste mês. A abertura acontece às 19h, com a exposição fotográfica “Luz, câmera, encenação”, na galeria do Clube dos Diários. Às 21h tem o espetáculo “Cabaré da RRRRRaça”, com o Bando de Teatro Olodum, de Salvador (BA).
Portal AZ - Informação de verdade - O portal de Notícias do Piauí
8/27/2008
ARTE 10
“Aquilo que nos leva a fixar a história na memória é sobretudo a sua sóbria concisão que dispensa uma analise psicológica. E quanto mais naturalmente o narrador recuncia à vertente psicológica, tanto mais facilmente a narrativa se gravará na memória do ouvinte, tanto mais perfeitamente se integrará na sua experiência, e o ouvinte desejará recontá-la mais cedo ou mais tarde. Este processo de assimilação que se dá a um nível profundo do indivíduo precisa de um estado de descontracção que é cada vez mais raro. O tédio é o pássaro do sonho que choca os ovos da experiência. O simples sussurrar das folhagens afugenta-o. Os seus ninhos – as actividades intimamente ligadas ao tédio – já desapareceram das cidades e estão em vias de extinção no campo. Assim se perde o dom de ouvir, assim desapareceram as comunidades de ouvintes.” (pp.36,7)
8/19/2008
POEMA 10 "A ALEGRIA" de FERREIRA GULLAR, poeta do Estado de Piauí, Brasil
O sofrimento não tem
nenhum valor
Não acende um halo
em volta de tua cabeça, não
ilumina trecho algum
de tua carne escura
(nem mesmo o que iluminaria
a lembrança ou a ilusão
de uma alegria).
Sofres tu, sofre
um cachorro ferido, um inseto
que o inseticida envenena.
Será maior a tua dor
que a daquele gato que viste
a espinha quebrada a pau
arrastando-se a berrar pela sarjeta
sem ao menos poder morrer?
A justiça é moral, a injustiça
não. A dor
te iguala a ratos e baratas
que também de dentro dos esgotos
espiam o sol
e no seu corpo nojento
de entre fezes
querem estar contentes.
http://portalliteral.terra.com.br/ferreira_gullar/porelemesmo/poema_brasileiro.shtml?porelemesmo
8/18/2008
FACTA 12 FESTIVAL DE TEATRO LUSO, EM TERESINA, BRASIL, COM O TEATRO EXTREMO, AGOSTO 2008


Parto para Teresina, no Estado do Piaui, Brasil, a 22 deste mês, para interpretar o papel de Avô-Lobo, na peça “Pedro e o Lobo”, encenação de Fernando Jorge.
A peça exibe-se no Festival de Teatro Lusófono, organizado pelo Grupo Harém, daquela cidade brasileira.
A peça baseia-se numa fábula de Esopo. Nesta um pastor engana os outros gritando "Vem ai o Lobo! E quando o lobo lhe aparece mesmo, bem pode gritar que ninguém o acredita…
Música ao vivo de Tiago Pereira, membro do grupo "Roncos do Diabo", desenhos ao vivo de João Queiroz e no papel de Pedro, nesta digressão, João Vasco.
Estreada no Natal de 2007 "Pedro e o Lobo", peça para todos, já foi vista por cerca de oito mil pessoas.
POEMA 9 - Eugénio de Andrade
8/17/2008
FILOSOFIA 5
NIETZSCHE, Friederich, O Anticristo, Lisboa, ed. 70, 2006 (Ca. 108 pp. e 9.5 euros)
“O pressuposto do Budismo é um clima muito suave, uma grande gentileza e liberalidade de costumes, nenhum militarismo; e que seja nas castas superiores e até sábias que o movimento tenha o seu foco. Quer-se como fim supremo a serenidade, o silêncio, a ausência de desejo; e atinge-se o seu objectivo. O Budismo não é uma religião em que simplesmente se aspira à perfeição: a perfeição é o caso normal.
No Cristianismo, realçam-se os instintos dos servos e dos oprimidos: são as castas mais baixas que nele procuram a sua salvação. Exercita-se aqui como ocupação, como remédio contra o tédio, a casuística do pecado, a autocrítica, o exame de consciência; aqui se mantém invariável (pela oração) a emoção perante um poderoso chamado “Deus”: o mais elevado é aqui considerado como inacessível, dom, “graça”. Falta aqui também a publicidade: o esconderijo, o lugar obscuro é cristão. Aqui se despreza o corpo e se rejeita a higiene como sensualidade; a Igreja defende até da limpeza (a primeira medida dos cristãos, após a expulsão dos mouros, foi o encerramento dos banhos públicos, dos quais existiam, só em Córdoba, duzentos e setenta).
Cristão é um certo sentido de crueldade para consigo e para com os outros, o ódio aos que pensam doutro modo; a vontade de perseguir. (…) Cristão é o ódio de morte contra os senhores da terra, contra os “nobres” (…) Cristão é o ódio contra o espírito, contra o orgulho, a coragem, a libertinagem do espírito; cristão é o ódio contra os sentidos, contra a alegria dos sentidos, contra a alegria em geral.” (p. 35)
“Por outro lado, a violação selvagem destes almas inteiramente extraviadas [os apóstolos e acompanhantes de Cristo em sua vida – N. de Kriu] não suportou já a igualdade evangélica de todos quanto à filiação divina, que Jesus ensinara, a sua vingança consistiu em elevar Jesus de um modo extravagante, em separá-lo de si (…) O Deus único e o seu único Filho: ambos são criações de ressentiment” (p.62)
“Para que serviram os gregos? Para quê os Romanos? (…) O que hoje com indizível autodomínio – com efeito temos todos ainda de algum modo no corpo os maus instintos, os instintos cristãos – reconquistámos, o olhar livre perante a realidade, a mão circunspecta, a paciência e a seriedade no que há de mais pequeno, a total probidade do conhecimento – tudo isso já lá estava! Há mais de dois milénios! E mais ainda, o tacto e o gosto bom e apurado! (pp. 96,7)
8/15/2008
ALTERNATIVO 9
EISLER, Riane, O Cálice e a Espada. Porto, Via Óptima, 2003, 2ª ed. (Ca. 265 pp e 15.50 euros)
« Os dois tipos humanos básicos são o masculino e o feminino. A forma como se encontra estruturado o relacionamento entre mulheres e homens é pois um modelo básico para as relações humanas. Consequentemente, todas as crianças nascidas em famílias tradicionais dominadas pelo homem interiorizam, a partir do nascimento, um modo dominador-dominado de relacionamento com os outros seres humanos. » (p. 156)
« até agora a ciência excluiu em geral as mulheres como cientistas centrando o seu estudo quase inteiramente nos homens. Excluiu igualmente aquilo que podemos chamar de « conhecimento solidário » : o conhecimento de que, como escreve Salk, precisamos hoje urgentemente de seleccionar formas humanas que se achem « em cooperação com a evolução, em vez daquelas que são anti-sobrevivência ou anti-evolucionárias ». (…) A questão directamente pertinente quanto à nossa capacidade de transformar o nosso mundo da quesília para a coexistencia pacífica consiste em como tornar o conflito produtivo em vez de destrutivo. (…)
Como disse Gandhi, o objectivo é transformar o conflito em vez de o suprimir ou fazer explodir em violência » (pp.178, 9)
« Miller assinala como, psicologicamente, a putativa necessidade de controlar e dominar os outros é função, não de uma sensação de poder, mas antes de impotência. Distinguindo entre « poder para o próprio e poder para os outros » ela escreve : (…) Num sentido básico quanto maior for o desenvolvimento de cada indivíduo, tanto mais capaz e eficaz será ele ou ela, e tanto menos necessidade sentirá de limitar ou restringir os outros » (p. 179)
« A transformação de uma sociedade dominadora numa sociedade de parceria acarretaria obviamente uma mudança na nossa orientação tecnológica (…) Ao mesmo tempo o desperdício e consumo exagerado que agora priva os necessitados começaria também a extinguir-se. Pois, como observaram muitos comentadores sociais, no núcleo do nosso complexo ocidental de consumo exagerado e desperdício encontra-se o facto de estarmos culturalmente obcecados com a posse, a construção – e o desperdício – de coisas, como um substituto para as relações emocionalmente satisfatórias que nos são negadas pelos estilos de educação infantil e valores adultos do sistema presente » (p. 182)
«existe uma consciência emergente de que as designadas esferas pública e privada se encontram inextricavelmente ligadas. Numa palavra, pessoas de todo o mundo estão a tomar consciência de que não poderá haver mudança sustentável sem mudanças nas relações fundacionais entre homens e mulheres e pais e filhos. » (p. 194)
8/13/2008
HISTÓRIA 3
“Se tivermos uma visão de conjunto de todos estes movimentos passados, o que vemos é uma transformação numa direcção muito definida (…) As transformações pretéritas do tecido social só adquirem contornos nítidos quando as vemos em conjunto com os acontecimentos do nosso próprio tempo (…) a observação dos acontecimentos mais actuais ilumina a compreensão dos passados e o aprofundamento do passado ilumina o presente. (…) De novo se verifica uma situação em que muitas unidades de soberania rivais estão tão interligadas que aquela que se mantém estacionária, que não aumenta a sua força, corre o risco de enfraquecer e se tornar dependente de outro Estados. (…) Está em pleno curso a luta pela hegemonia (…) pela formação de monopólios territoriais de uma ordem de grandeza ainda superior (…) num sistema que abrange toda a terra habitada.” (pp. 717 a 719)
“Tal como outrora, nos lutas seculares entre domínios territoriais, assim também hoje é impossível predizer quanto tempo decorrerá até que essa luta [entre Estados – N. de Kriu] seja finalmente decidida. E tal como os membros das unidades sociais que, lutando, lentamente deram origem a Estados, assim também nós não temos, por enquanto, senão uma vaga noção de como poderão ser a estrutura, a organização e a instituições das unidades de soberania maiores que as acções de hoje tendem a formar. Quer os actores o saibam ou não. Só uma coisa é certa: a direcção em que impele o tipo de interdependência da nossa época. (…) as tensões competitivas entre os Estados não podem ser resolvidas enquanto não se tiverem estabilizado, através de uma série de provas de força, sangrentas ou não, monopólios de violência e organizações centrais de âmbito supra-estatal (…) Neste aspecto, desde a época de extrema desintegração feudal até a presente, a engrenagem dos mecanismos de integração prossegue a transformação da sociedade ocidental numa direcção que se mantém constante:” (pp. 720,1)
“A constante ansiedade do pai e da mãe sobre se o filho atingirá o comportamento da sua classe ou até de uma classe superior (…) medos desta espécie rodeiam a criança desde tenra idade mas muito mais na classe média, nos estratos em vias de ascensão, do que nos estratos superiores.” (p. 730)
8/09/2008
PSI 3
HELLER, Eva, A Psicologia das Cores – Como actuam as cores sobre os sentimentos e a razão, Barcelona, Editorial Gustavo Gili, SL, 2007. (309 pp., ca.31 euros)
“Vestir-se de vermelho que era na Idade Média um privilégio dos nobres (…) enquanto de azul podia ir qualquer pessoa mas não em todos os tons de azul. O azul celeste luminoso era uma cor nobre, era o azul da nobreza.
Da Ásia importavam-se tecidos de seda tingidos com índigo (…) Desde o séc. XIII, os mantos de coroação dos reis franceses eram de um azul brilhante. No séc. XVII, na época de Luís XIV, quando legalizou o índigo, o azul era a cor na moda da corte. (…)
A lã e o linho coloridos, quando se tingiam com blasto, ganhavam uma cor azul turva, suja. Era a cor das classes baixas, que também usavam as criadas e os servos – algo muito prático, pois o azul é a cor em que menos se nota a sujidade.
Com o índigo veio também um novo material para as roupas toscas: o algodão. (…) os tecidos de algodão podiam-se estampar muito bem em azul. (…) Estes estampados ainda são apreciados para os trajes regionais. É que o azul sempre foi uma cor quotidiana. (…) A indumentária laboral acabou por se tingir de índigo no mundo inteiro (…) Na América e em Inglaterra chama-se aos operários blue-collar workers” (…)
Os desfiles das casas de alta-costura já não servem para vender os modelos exibidos mas sim a imagem de empresas que depois venderão produtos de massa, desde perfumes a porcelanas. (…)
Por volta de 1970 todos os tecidos se podiam tingir com tinta tão duradoura como nunca tinha acontecido: a roupa era mais barata que nunca (…) Iniciara-se a era do consumo. Os críticos da cultura falavam do “terror do consumo” e da “sociedade do esfarrapado”.
Nesta altura originou-se o movimento dos que rejeitavam o consumo, cujo símbolo eram as calças de ganga gasta” (pp. 42,4)
“Por que a Europa é azul? (…) O azul era a cor que se podia encontrar em todas as religiões mas em nenhum partido. Era a cor ideal da paz.” (p.48)
“Os antropólogos Brent Berlin e Paul Kay verificaram numa investigação sobre os nomes das cores, em 98 idiomas, que em muitas línguas simples não havia nenhuma palavra para a cor azul que se considera como um matiz do verde. Em todas as línguas aparecem primeiro as palavras para branco e preto, derivadas das utilizadas para o claro e o escuro, o dia e a noite. Depois vem a vez para o vermelho. E em seguida as palavras para o verde e o amarelo, pois o verde e o amarelo estão presentes na comida. Só em último lugar se formaram palavras independentes para o azul e para as outras cores (…) Também não temos uma palavra independente para todas as cores: “alaranjado” ou cor de laranja refere-se à cor da fruta” (p.49)
“O branco é a cor dos deuses: o deus Zeus aparece à Europa como um touro branco (…) o Espírito Santo apresenta-se como uma pomba branca (…) Não é por acaso que a residência do presidente dos Estados Unidos seja a Casa Branca” (p.157)
8/08/2008
POEMA 8
Cuando ya nada se espera personalmente exaltante,
mas se palpita y se sigue más acá de la conciencia,
fieramente existiendo, ciegamente afirmando,
como un pulso que golpea las tinieblas,
cuando se miran de frente
los vertiginosos ojos claros de la muerte,
se dicen las verdades:
las bárbaras, terribles, amorosas crueldades.
Se dicen los poemas
que ensanchan los pulmones de cuantos, asfixiados,
piden ser, piden ritmo,
piden ley para aquello que sienten excesivo.
Con la velocidad del instinto,
con el rayo del prodigio,
como mágica evidencia, lo real se nos convierte
en lo idéntico a sí mismo.
Poesía para el pobre, poesía necesaria
como el pan de cada día,
como el aire que exigimos trece veces por minuto,
para ser y en tanto somos dar un sí que glorifica.
Porque vivimos a golpes, porque a penas si nos dejan
decir que somos quien somos,
nuestros cantares no pueden ser sin pecado un adorno.
Estamos tocando el fondo.
Maldigo la poesía concebida como un lujo
cultural por los neutrales
que, lavándose las manos, se desentienden y evaden.
Maldigo la poesía de quien no toma partido hasta mancharse.
Hago mías las faltas.
Siento en mí a cuantos sufren
y canto respirando.
Canto, y canto, y cantando más allá de mis penas
personales, me ensancho.
Quisiera daros vida, provocar nuevos actos,
y calculo por eso con técnica, qué puedo.
Me siento un ingeniero del verso y un obrero
que trabaja con otros a España en sus aceros.
Tal es mi poesía: poesía-herramienta
a la vez que latido de lo unánime y ciego.
Tal es, arma cargada de futuro expansivo
con que te apunto al pecho.
No es una poesía gota a gota pensada.
No es un bello producto. No es un fruto perfecto.
Es algo como el aire que todos respiramos
y es el canto que espacia cuanto dentro llevamos.
Son palabras que todos repetimos sintiendo
como nuestras, y vuelan. Son más que lo mentado.
Son lo más necesario: lo que no tiene nombre.
Son gritos en el cielo, y en la tierra, son actos.
8/06/2008
ARTE 9

“Ao observar as realizações das artes ao longo dos tempos como uma tentativa colectiva da humanidade por explorar os modos incessantemente variáveis de dar forma a uma coisa – a Arte – convenci-me cada vez mais de que a composição, em qualquer estilo ou meio, deriva da intersecção de dois princípios visuais a que agora chamo os sistemas centricos e excêntricos” (p.12)
“Psicologicamente, a tendência centrica representa a atitude autocentrica que caracteriza a perspectiva e a motivação humanas (…) A criança vê-se a si própria como cento do mundo. (…) Muito cedo, contudo, o indivíduo ou grupo centrado em si próprio é compelido a reconhecer que o seu próprio centro é apenas um centro entre outros (…) Esta visão do mundo mais realista, complementa a tendencia centrica com a excêntrica (…) A tensão entre as duas tendências antagónicas tentando encontrar o equilíbrio, constitui o verdadeiro condimento da experiência humana e qualquer manifestação estética que não consiga responder a esse desafio parecer-nos-à deficiente. (pp.18,19)
“A moldura é a base em que está assente a composição de uma pintura. (…) a estrutura vazia estabelece o seu próprio centro simplesmente através da interacção dinâmica dos seus quatro lados (…) Este centro de estrutura é também o centro da composição, no sentido em que todos os pesos das formas e cores organizados pelo pintor se equilibram à volta do meio. Terá necessariamente de ser assim? Será o artista compelido a equilibrar a sua composição ou é livre de não o fazer? A resposta é, creio eu, que o equilíbrio é necessário para fazer que a afirmação do artista seja definitiva. Se a composição estiver desequilibrada, surgirá como um movimento interrompido, uma acção paralisada no seu trajecto em direcção ao estado de repouso. De forma semelhante ao que os músicos chamam a meia cadencia, tal estado intermédio fará o observador sentir que a solução necessária está ali próxima mas não foi verdadeiramente alcançada. Assim, se o artista desejar que o seu trabalho transmita preferencialmente a sua própria mensagem, em vez de estimular simplesmente o observador a encetar aquela actividade própria, a composição terá de ser equilibrada".
GESTÃO 12
DRUCKER, Peter F., O essencial de Drucker Uma selecção das melhores teorias do pai da Gestão, Lisboa, Actual Editorial, 2008.
“A sociedade de conhecimento tornar-se-á inevitavelmente muito mais competitiva do que qualquer outra sociedade pela simples razão de que, com o conhecimento acessível a todos, não existem desculpas para um fraco desempenho. Não existirão países “pobres”. Só existirão países ignorantes.
(…) “Os trabalhadores do conhecimento vão, por definição, ser especializados. O conhecimento aplicado só é eficaz quando é especializado. De facto, quanto mais especializado for, mais eficaz é.
Igualmente importante é a segunda implicação do facto de os trabalhadores do conhecimento serem, por necessidade, especialistas: a necessidade de trabalharem como elementos de uma organização. Só a organização pode proporcionar a continuidade básica que os trabalhadores do conhecimento necessitam para serem eficazes. Só a organização pode converter o conhecimento especializado do trabalhador do conhecimento num desempenho (…) A sociedade do conhecimento é uma sociedade de colaboradores."(pp. 333,4)
“Apenas no final do sec. XIX é que a fábrica, e não o proprietário, passou a ser o empregador. E só no séc. XX é que a empresa, e não a fábrica, se tornou o empregador. Só neste século é que o “amo” foi substituído pelo chefe que, ele próprio, 99 em cada cem vezes, é um colaborador que tem um chefe.” (p. 336)
8/04/2008
TESTEMUNHOS 6
SILVA, Vaz Salvador, Catedral. Primebooks, s.d.
[V.S.S, português de Lisboa, ao saber-se com um cancro múltiplo abriu um blog onde foi conversando sobre a sua experiência que, em príncipio, seria terminal… N. de Kriu]
“Foi nos seis meses que tinha pela frente que derrotei a doença, não cedendo às adversidades que representavam os inúmeros efeitos secundários ds tratamentos nem à radical alteração da minha vida diária. Estive praticamente cego, tornei-me diabético agudo devido às doses brutais de corticóides que tinha de tomar para o cérebro, estive à beira do coma, dias houve em que outras pessoas tiveram que me caarregar em ombros e amparar porque eu não tinha força para me levantar. Fui impedido de conduzir carro e moto, perdendo assim a autonomia a que estava habituado. Apesar de tudo isto, não fiquei voluntariamente na cama um único dia.
Venci a doença com todos os tratamentos sempre referidos e com centenas de Amgios a darem-me força todos os dias sem excepção, como est+a bem espelhado neste livro. Fiquei verdadeiramente impressionado com a enorme bondade e dedicação das pessoas com quem me relacionei estes meses passados, e essa realidade alterou completamente a percepção anterior que eu tinha da vida.
Ajudar desinteressadamente quem precisa de ajuda, levando junto de pessoas dedicação, atenção, força, fé e esperança é uma forma sublime de realização pessoal e de sermos úteis ao longo da vida, fazendo de nós parte do todo para contribuir para o avanço do mundo no sentido certo” (p.238)
8/02/2008
Sociologia 2

FREIRE, Laura Espido, Milieuristas, o retrato de uma geração com grandes expectativas mas que vive hoje com o ordenado mínimo, Porto, Âmbar, 2008 (246 pp., ca.17 euros)
[Nota de Kriu: A análise de L.E.F. caracteriza uma geração espanhola mas porventura com paralelo em Portugal, e ganhando ainda menos]
“o milieurista é uma pessoa nascida entre 1965 e 1980 (…) o seu salário ronda os mil euros mensais ou nem chega a isso. Recebeu uma formação universitária (…) está familiarizado com os tempos livres e (…) tecnologias. (…) Nasceu numa cidade ou mudou-se para ela. Apresenta uma ideologia de vida que a diferencia claramente dos grupos nascidos 15 anos antes ou 15 anos depois. E convive com companheiros da mesma idade que não partilham de modo algum estas características. (pp. 16,17)
“Os milieuristas não fazem referência a um marco temporal. Até se ter inventado o termo [numa carta a um jornal uma jovem auto-denominou-se “milieurista” - N. de K.] falava-se de “outra geração dos anos 80 (…) os da geração X ou os JASP (jovens Aunque Sobredamente Preparados). Falou-se também dos GP (Guapos Pobres) (…) Em contrapartida, o termo “milieurista” triunfou porque ao conceito de idade sobrepunha uma definição económica, imediata e verificável (…) Face à geração anterior, capitalista, antigos sonhadores, obcecados com o poder e com a juventude, a juventude X mostrava-se discreta e tecnológica, ecologista e alternativa, universitária e desesperada. (…) Cresceram na prosperidade dos anos 80 mas com a certeza de que não viriam a desfrutar dela”
(…) “A distinção entre Geração X e Geração Y era confusa. Os da Geração Y não poderiam ser acusados de apatia. Pelo contrário, eram combativos. Os mais jovens já não eram filhos dos Baby Boomers mas netos e por isso já não se sentiam obrigados a contradizê-los. Como os seus avós questionavam tudo, transbordavam de auto-confiança e não acreditavam nas ideias que, até certo ponto, os X defendiam: nem a ecologia nem o downshifting. Para os Y o dinheiro recuperara a sua importância mas curiosamente não associado ao trabalho. Os X queriam trabalhar menos e melhor. E os Y não queriam trabalhar” (pp. 21,23)
“Em que se baseava então o crescimento espanhol? Em dois grandes pilares básicos que explicam, ao mesmo tempo, os conflitos milieuristas: um desenvolvimento excessivo e selvagem da construção e da especulação dos solos, e na procura do consumo interno. Os resultados colaterais vieram a ser o endividamento excessivo das famílias e a criação de postos de trabalho mal remunerados e pouco estáveis.” (p.34)
“Normas de sobrevivência” [do milieurista - N. de K.]
1. Aproveita o impulso do inimigo (…)
2. Investe no que já possuis [referência a uma aprendizagem colateral que se pode de facto revelar-se uma boa saída profissional - N. de K.]
3. Não sejas turista: viaja (…)
4. Sê flexível como um junco (…)
5. Recicla (…)
6. Estuda todos os dias (…)
7. Transforma-te em pesquisador de tesouros (….)
8. Confia unicamente em ti mesmo.: não esperes nada dos outros e alegra-te se o receberes.
9. Não desprezes a pressão do grupo (…)
10. Pratica a moderação e a constância: ser milieurista não é uma condenação, apenas uma situação. Está nas tuas mãos mudá-lo” (p.173
“Grande parte das ajudas recebidas da União Europeia eram destinadas à construção de auto-estradas. (…) Seria suposto falar de fracasso, de falta de sentido, de geração perdida (…) Enquanto cresciam na sombra, ou se ocupavam de trabalhos pesados e mal pagos, a sociedade foi também moldada pela mentalidade milieurista.(…) Com a morte ou a reforma dos Baby Boomers, existirá uma possibilidade dos milieuristas demonstrarem os êxitos da sua educação, do seu requinte, da tecnologia e da globalização. Então, se tudo correr como esta previsto, será o momento de deixar que tudo mude. De ceder o poder, por incómodo e desagradável que pareça, aos Y, para que a situação vivida por eles não se repita e para que o avanço geracional não seja travado. Para que tudo continue igual ou até melhore. (p.246)
“
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