12/21/2007

GESTÃO 7

SANBORN, Mark, Vocês Não Precisam De Um Título Para Ser Líder, Porto, Ed. Fronteira do Caos, 2007
“É melhor fazermos alguma coisa do que não fazermos nada. Se ficarmos onde estamos, ficamos onde o inimigo nos quer. Se começarmos a fazer alguma coisa, mudamos as regras do jogo” General Peter Page, cit. p. 102

MAXWELL, John C. , Talento Não É Tudo, Lisboa, ed. Monte Virtual, 2007
Acreditar, Paixão, Iniciativa, Foco, Preparação, Prática, Perseverança, Coragem, Receptividade ao ensino, Relacionamentos, Responsabilidade, Trabalho de equipa.

ECOLOGIA 2

REEVES, Hubert com LENOIR, Frederic, A Agonia da Terra, Lisboa, Gradiva, 2006
Há uma questão fundamental que se põe de forma cada vez mais premente: a crise planetária contemporânea terá fim graças à acção determinada dos terrestres ou graças ao seu desparecimento? A bola está anda no nosso meio-campo mas por quanto tempo?” (p. 16)
“Não é irrealista prever que teremos eliminado metade de todas as espécies vivas e meio do séc. XXI” (Michael Novacek, citado na p. 22)
Segundo o programa das Nações Unidas para o Ambiente: cerca de 25% dos mamíferos (1130 espécies) e 12% de aves estão ameaçados de extinção (fonte: Scientific Americain, NOv. de 2007).
Acerca da recondução da vida à sua forma bacteriana unicelular:
“Extremófilas” – nome de variedade de bactérias capazes de sobreviver em condições assombrosas. Entre as extremófilas, incluem-se invertebrados microscópicos, fungos e musgos que habitam os arredores frios e secos do Antárctico. Há também micróbios especializados que vivem nsa chaminés vulcânicas oceânicas a temperaturas vizinhas do ponto de ebulição da água e organismos marinhos que sobrevivem a pressões mil vezes superiores à pressão atmosférica. Outros organismos prosperam a altitudes muito superiores à do monte Everest” (p. 198/9)
Um planeta são encontra um planeta doente:
- Que te aconteceu?
- Nem queiras saber! Apanhei humanidade!
- Descansa, eu também tive essa infecção mas imagina, é mal que se autocura, desparece por si. (p. 33)
A vida terrestre levou mil milhões de anos para passar das células individuais até ao nível dos primatas mas o Sol durará cinco milhões de anos antes de vaporizar o planeta. Na escala cósmica haveria tempo de montar o mesmo sistema”

GESTÃO 7


DRUCKER, Peter Sociedade Pós Capitalista, Lisboa, ed. Conjuntura Actual, 2007.
“Não precisamos nem teremos “polissábios” que estejam à vontade em todos os conhecimentos; provavelmente tornar-nos-emos mesmo mais especializados. Porém, aquilo que na realidade precisamos – e que irá definir a pessoa instruída na sociedade do conhecimento – é a capacidade para compreender os vários conhecimentos. De que trata cada um deles? O que se está a tentar fazer? Quais as suas preocupações centrais e teorias? Que novos e importantes conhecimentos profundos produziram? Quais as suas áreas mais importantes de ignorância, os seus problemas e desafios? Sem esta compreensão, os conhecimentos tornam-se estéreis e deixarão de ser “conhecimentos”. Tornar-se-ão intelectualmente arrogantes e improdutivos, porque os principais novos conhecimentos em cada uma das áreas especializadas, resultam de outras áreas também especializadas, ou seja, de um dos outros conhecimentos” (p. 225)

“O verdadeiro markting ainda é muito raro e é excepção em quase todo o lado (…) Muito poucas {empresas} começam pelo que sabem sobre o mercado potencial e sobre o que os clientes querem comprar e estão dispostos a pagar” (p. 233)




9/06/2007

ARTE 5

STEINER George e CREPU, Micheo, O Silêncio dos Livros. seguido de Esse Vício Ainda Impune, de Michel Crépu, Lisboa, Gradiva, 2007 Pr.ca. 6 euros
Livro curto e intenso. Meditação sobre o livro e o seu envólucro.
Inquietante também.
A censura é mãe da metáfora
J.L. Borges

9/04/2007

BUDISMO 1


LAMA, Dalai, O Poder da Paciência no Pensamento Budista, Lisboa, Presença, 2001
Mesmo em termos científicos modernos, os físicos, na sua procura da compreensão da natureza da realidade física, chegaram a um estádio em que perderam o conceito de matéria sólida; não podem apresentar qual a identidade real da matéria. Por isso começaram a ver as coisas de um modo mais holístico, em termos de inter-relações em vez de objectos independentes e concretos e distintos (...) Uma vez que existem [as coisas] qual o seu modo de existência? Somos forçados a concluir que podemos compreender a sua existência e identidade somente em termos de inter-relações, algo que deriva da interacção com outros e em dependência de outros factores, rótulos e designações que impomos à realidade. (...) fixem então a vossa mente nessa conclusão, que as coisas não existem inerente e independentemente, e não se comprazam com essa realidade intrínseca ou realidade intrínseca. É isso que significa meditar sobre a vacuidade.
Portanto, quando meditamos na vacuidade não estamos a pensar "Oh isto é a vacuidade", não estamos a pensar: "Oh as coisas não existem desta maneira, nem podem existir de outra maneira". Não devia haver qualquer tentativa de afirmar seja o que for. O que deveria haver é o simples estabelecer da mente nesta conclusão, que as coisas e acontecimentos carecem de realidade independente ou intrínseca, o que não é idêntico ao estabelecer a mente numa vacuidade total ou mera ausência. Melhor, estabelecemos a mente na ausência de existência independente e da realidade intrínseca. (188/9)

9/03/2007

O melhor programa de apoio social é um emprego
Ronald Reagan

EUROPA 2

ALESINA, Alberto e GIAVAZZI, Francesco, O Futuro da Europa. Reforma ou Declíneo, Lisboa, Edições 70, 2007, 234 págs. ca. 17 euros
Um texto a favor da liberalismo que coloca questões pertinentes.
"Para a Europa o problema é como conceber sistemas de apoio social fiscalmente solventes e que não criem distorsões políticas e económicas" (p. 51)
"A questão mais imediata é como reorganizar um sistema de leis de protecção de trabalho que não desincentivem o emprego, tanto da lado da oferta (os trabalhadores) como do lado da procura (as empresas) que dêem segurança aos trabalhadores e não aumentem constantemente o desemprego. Como fazer isto" (p. 86)
"Em vez de aceitarem a competição, os legisladores europeus continuaram a tentar melhorar as suas universidades produzindo novas regras com o intuito de corrigirem os defeitos das regras anteriores. Não é assim que as coisas mudam." (p.110)
Do capítulo 7 "Contra a liberalização":
"Porque os políticos europeus pensam poder resolver a maioria dos problemas da indústria, a Europa não tem forte tradição de agências reguladoras independentes. Os reguladores independentes suficientemente fortes para resisitrem à pressão do governo e imporem sanções ao comportamento anti-concorrência, são instituições desconhecidas para a maioria dos governos europeus. De facto, na maioria dos países, a responsabilidade da política de concorrência está ainda nas mãos dos departamentos governamentais e sujeita às instruções dos políticos. O resultado é o desenvolvimento de monopólios e de outras formas de protecção.
Alguns políticos são "capturados" pelas empresas que eles deviam controlar. A teoria de captura regulatória, explicada nos anos 70 por George Stigler (...) que lhe permitiu ganhar o prémio Nóbel em 1997, afirma que os reguladores públicos acabam por se identificar com as empresas que supostamente deveriam regular, por isso perdem de vista o apoio social geral dos cidadãos que servem." (p. 129)
"Haverá maneira de enfraquecer a oposição da indústria? E se um governo, em vez de combater uma indústria de cada vez, provocasse um big bang económico e liberalizasse todos os mercados ao mesmo tempo?" (p. 131)
"(...) a coordenação é boa em algumas áreas mas não é «boa por definição» em todas as áreas da política económica" (p. 201)
S/ o euro:
"A adopção do euro criou, de facto, um impeto por maior integração europeia, que podia e devia ter sido mais bem usado numa única área: a criação de um verdadeiro mercado único para bens e serviços, incluindo intermediários financeiros. Os governos europeus foram lentos nestas áreas e alguns até recuaram. Entretanto a Comissão Europeia usou o euro como justificação para promover a integração numa variedade de áreas onde a integração não é necessária ou é até prejudicial." (p. 201)
S/ a necessidade de reformas no domínio dos mercados:
"Em Portugal a situação económica está a ficar cada vez mais difícil e as soluções não são imediatamente óbvias. Impulsionados por um boom consumista após a entrada na zona euro e pela queda das taxas de juro, os salários nominais portugueses subiram um total de 30% em sete anos. A inflação consumiu dois terços desta subida mas, ainda assim, os salários reais cresceram quase 10%. Como a produtividade não aumentou, este crescimento dos salários reais traduziu-se num aumento de custos de unidade trabalho" (p. 203).

8/15/2007

"A inveja habita no fundo de um vale de onde jamais se vê o sol"
Ovídio
"Quem ouve, esquece, quem vê, percebe, quem faz, aprende"
Confúcio

CAPITALISMO 10


BALL,Philip, H2 0 Uma biografia da Água, Lisboa, Temas e Debates - Actividades Editoriais, Ldª, 2002
"O risco [...] está em que as funções económicas da água venham a superiorizarem-se às suas funções de sustentação da vida, e que aos três pilares de sustentabilidade - eficiência, equidade e protecção de ecossistemas - não seja dado igual peso" - Sandra Postel, citado a pág. 358 do livro, a propósito das perspectivas da água como um "bem económico". Dento do mesmo contexto conclui P.B.: "Em boa medida isto é uma questão de se escolher o tipo de mundo em que pretendemos viver".
Um estudo da água onde a expressão "tão simples como a água" revela toda a sua ignorância.

"Qualquer intelectual assume uma responsabilidade muito especial. Tem o privilégio e a oportunidade de estudar. Em contrapartida tem o dever de transmitir aos seus concidadãos os resultados dos seus estudos da forma mais simples, mais clara e mais sábia que lhe seja possível (...). Quem não for capaz de se exprimir de forma clara e simples, deve permanecer calado e continuar a trabalhar até conseguir alcançar clareza na expressão"
Karl Popper

CAPITALISMO 11


KUNSLER, James Howard, O Fim do Petróleo Lisboa, Ed.Bizâncio, 2006
Sobre a decadência da sociedade industrial e da civilização ocidental.
Segund J.K. quando o petróleo acabar e porque nenhuma outra fonte energética estará disponível para substitui-lo, nada mais será como antes, ou antes, tudo poderá voltar a um certo antes, isto é, a uma nova ordem feudal onde cada qual se acolhe a quem o proteja numa sociedade de proximidade e penúria generalizada.


"Avançar, avançar sempre a proa rumo aos mistérios
Infante D. Henrique, o Navegador

EDUCAÇÃO 2



GALENO, Eduardo, De Pernas Para o Ar, a Escola do Mundo às Avessas, Lisboa, ed. Caminho, 2002
"Muito antes de as crianças ricas deixarem de ser crianças e descobrirem as drogas que atordoam a solidão e mascaram o medo, já as crianças pobres inalam gasolina ou cola. Enquanto as crianças ricas brincam às guerras com balas de raio laser, já as balas de chumbo ameaçam os meninos da rua." p. 25
"O paraíso
Se nos portarmos bem está prometido, veremos todos as mesmas imagens e ouviremos os mesmos sons e vstiremos as mesmas roupas e comeremos os mesmos hamburgers e estaremos sós da mesma solidão dentro de casas iguais em bairros iguais de cidades iguais onde respiraremos o mesmo lixo e serviremos os mesmos automóveis com a mesma devoção e responderemos às ordens das mesmas máquinas num mundo que será maravilhoso para todo aquele que não tiver pernas nem patas nem raízes nem asas" P. 241
E. Galeno, américo-andino SABE do que fala.

CAPITALISMO 12


ELLUL, Jacques, Methamophoses du bourgeois, Paris, ed. de Table Ronde, 1998
P. 124/126, sobre a capacidade de assimilação do burguês: "Tudo transforma e de tudo se serve, achando a tudo interessante (de intere$e).
(...) Le bourgois assimile tout. Ce pouvoir d' assimilation est remarcable parce que c'est una manière d' être, c' est une caractéristique ontologique du bourgeois - et c'est une manière d' être qui se traduit par des processus particularisés d' assimilation, s' inscrivant dans le contexte global sociologique du monde bourgeois. Or avant le bourgeois, l' homme avait beaucoup plus tendence à se distinguer, à se différencier, à trancher ce qui était acceptable et ce qui ne l' était pas. Il y avait l' étranger, il y avait l' erreur, il y avait des absolus, il y avait des interdits (...). Le bourgeois absorbe ainsi ce qui lui est étranger et se renforce dans son être par cette absortion."
Numa época que tende a naturalizar o cultural e a achar que alcançou o fim da história é salutar chamar os bois pelo seu nome.

ALTERNATIVA 3



ABBOTT, Chris, ROGERS,Paul e SLOBODA, Jonh, As Ameaças do Mundo Actual - Alterações climáticas, Escassez de recursos naturais, Marginalização, Militarização, Terrorismo, Lisboa, Ed. Presença, 2007 (116 pags. ca. 16 euros)
Contém no final uma colecção de endereços internet úteis para quem quer conhecer mais sobre os temas em questão e AGIR.

"As pessoas podem sempre ser levadas a seguir os líderes. É fácil. Só é preciso dizer-lhes que estão prestes a ser atacadas e acusar os pacifistas de falta de patriotismo e de estarem a pôr o país em perigo. Funciona sempre da mesma forma, qualquer que seja o país"
Hermann Goering

HISTÓRIA 1


POPPER, karl, A Pobreza do Historicismo, Lisboa, Esfera do Caos, editores, 2007 (Ca. 19 euros)
"A mudança é algo que tem sido descoberta repetidas vezes desde os dias de Heraclito" (p.14)
"Os historicistas modernos parecem não ter consciência da antiguidade da sua doutrina. Crêem - e será que a sua definição de modernismo permitiria outra coisa? - que o seu tipo de historicismo é a conquista mais recente e mais ousada da mente humana. (...) Quase parece que os historicistas estão a tentar compensar-se pela perda de imutável, agarrando-se à convicção de que é possível prever a mudança porque esta se rege por uma lei imutável..." (p. 148/9)

GESTAO 8


HODRON, Penna, Quando Tudo se Desfaz, Porto, Asa Editora, 2007
"Estarmos totalmente vivos, sermos totalmente humanos e estarmos completamente despertos, implica sermos continuamente atirados para fora do ninho. Viver completamente é estar sempre numa terra de ninguém, experimentar cada momento como algo completamente novo e fresco. Viver é estar disposto a morrer vezes sem conta. (...) A morte é querermos agarrar-nos àquilo que temos e fazer com que cada experiencia nos confirme, nos felicite e nos faça sentir completamente unos"

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