"A inveja habita no fundo de um vale de onde jamais se vê o sol"
Ovídio
8/15/2007
CAPITALISMO 10
BALL,Philip, H2 0 Uma biografia da Água, Lisboa, Temas e Debates - Actividades Editoriais, Ldª, 2002
"O risco [...] está em que as funções económicas da água venham a superiorizarem-se às suas funções de sustentação da vida, e que aos três pilares de sustentabilidade - eficiência, equidade e protecção de ecossistemas - não seja dado igual peso" - Sandra Postel, citado a pág. 358 do livro, a propósito das perspectivas da água como um "bem económico". Dento do mesmo contexto conclui P.B.: "Em boa medida isto é uma questão de se escolher o tipo de mundo em que pretendemos viver".
Um estudo da água onde a expressão "tão simples como a água" revela toda a sua ignorância.
"Qualquer intelectual assume uma responsabilidade muito especial. Tem o privilégio e a oportunidade de estudar. Em contrapartida tem o dever de transmitir aos seus concidadãos os resultados dos seus estudos da forma mais simples, mais clara e mais sábia que lhe seja possível (...). Quem não for capaz de se exprimir de forma clara e simples, deve permanecer calado e continuar a trabalhar até conseguir alcançar clareza na expressão"
Karl Popper
CAPITALISMO 11
KUNSLER, James Howard, O Fim do Petróleo Lisboa, Ed.Bizâncio, 2006
Sobre a decadência da sociedade industrial e da civilização ocidental.
Segund J.K. quando o petróleo acabar e porque nenhuma outra fonte energética estará disponível para substitui-lo, nada mais será como antes, ou antes, tudo poderá voltar a um certo antes, isto é, a uma nova ordem feudal onde cada qual se acolhe a quem o proteja numa sociedade de proximidade e penúria generalizada.
EDUCAÇÃO 2

GALENO, Eduardo, De Pernas Para o Ar, a Escola do Mundo às Avessas, Lisboa, ed. Caminho, 2002
"Muito antes de as crianças ricas deixarem de ser crianças e descobrirem as drogas que atordoam a solidão e mascaram o medo, já as crianças pobres inalam gasolina ou cola. Enquanto as crianças ricas brincam às guerras com balas de raio laser, já as balas de chumbo ameaçam os meninos da rua." p. 25
"O paraíso
Se nos portarmos bem está prometido, veremos todos as mesmas imagens e ouviremos os mesmos sons e vstiremos as mesmas roupas e comeremos os mesmos hamburgers e estaremos sós da mesma solidão dentro de casas iguais em bairros iguais de cidades iguais onde respiraremos o mesmo lixo e serviremos os mesmos automóveis com a mesma devoção e responderemos às ordens das mesmas máquinas num mundo que será maravilhoso para todo aquele que não tiver pernas nem patas nem raízes nem asas" P. 241
E. Galeno, américo-andino SABE do que fala.
CAPITALISMO 12
ELLUL, Jacques, Methamophoses du bourgeois, Paris, ed. de Table Ronde, 1998
P. 124/126, sobre a capacidade de assimilação do burguês: "Tudo transforma e de tudo se serve, achando a tudo interessante (de intere$e).
(...) Le bourgois assimile tout. Ce pouvoir d' assimilation est remarcable parce que c'est una manière d' être, c' est une caractéristique ontologique du bourgeois - et c'est une manière d' être qui se traduit par des processus particularisés d' assimilation, s' inscrivant dans le contexte global sociologique du monde bourgeois. Or avant le bourgeois, l' homme avait beaucoup plus tendence à se distinguer, à se différencier, à trancher ce qui était acceptable et ce qui ne l' était pas. Il y avait l' étranger, il y avait l' erreur, il y avait des absolus, il y avait des interdits (...). Le bourgeois absorbe ainsi ce qui lui est étranger et se renforce dans son être par cette absortion."
Numa época que tende a naturalizar o cultural e a achar que alcançou o fim da história é salutar chamar os bois pelo seu nome.
ALTERNATIVA 3

ABBOTT, Chris, ROGERS,Paul e SLOBODA, Jonh, As Ameaças do Mundo Actual - Alterações climáticas, Escassez de recursos naturais, Marginalização, Militarização, Terrorismo, Lisboa, Ed. Presença, 2007 (116 pags. ca. 16 euros)
Contém no final uma colecção de endereços internet úteis para quem quer conhecer mais sobre os temas em questão e AGIR.
HISTÓRIA 1
POPPER, karl, A Pobreza do Historicismo, Lisboa, Esfera do Caos, editores, 2007 (Ca. 19 euros)
"A mudança é algo que tem sido descoberta repetidas vezes desde os dias de Heraclito" (p.14)
"Os historicistas modernos parecem não ter consciência da antiguidade da sua doutrina. Crêem - e será que a sua definição de modernismo permitiria outra coisa? - que o seu tipo de historicismo é a conquista mais recente e mais ousada da mente humana. (...) Quase parece que os historicistas estão a tentar compensar-se pela perda de imutável, agarrando-se à convicção de que é possível prever a mudança porque esta se rege por uma lei imutável..." (p. 148/9)
GESTAO 8
HODRON, Penna, Quando Tudo se Desfaz, Porto, Asa Editora, 2007
"Estarmos totalmente vivos, sermos totalmente humanos e estarmos completamente despertos, implica sermos continuamente atirados para fora do ninho. Viver completamente é estar sempre numa terra de ninguém, experimentar cada momento como algo completamente novo e fresco. Viver é estar disposto a morrer vezes sem conta. (...) A morte é querermos agarrar-nos àquilo que temos e fazer com que cada experiencia nos confirme, nos felicite e nos faça sentir completamente unos"
ARTE 6
"O romancista, dramaturgo, são seres metidos na realidade, capazes de a abarcar no seu conjunto ou nalguma das suas parcelas. Timidamente remetem para o público o seu romance ou o seu drama. Eles acreditam - acreditamos - que o que inventam e publicam acrescenta alguma coisa ao já possuído pelos homens. Mas a sua invenção e o seu acrescento passam sem pena nem glória quando nenhuma grande assinatura se dignou reparar neles. O vulgar, então, é que o escritor renuncie à sua visão pessoal de realidade, ou da verdade, e se converta em seguidor doutro ou doutros já acreditados. Isto é, que se acolhe à protecção próxima ou remota de uma grande assinatura, em cujo exemplo ou em cujo principio possa esconder-se. O conjunto destes seguidores constitui uma "escola". E "escolas" literárias sempre as houve. O que acontece é que, antes, deixavam uma margem para a independência e hoje não deixam. A sociologia do escritor mudou muito. Inclusivamente a do escritor "engagé". Eu sou-o evidentemente mas não com um grupo ou uma escola. Sou-o ao jeito do guerrilheiro e não do soldado regular"
Gonzalo Torrente Ballester, in prólogo a Don Juan escrito em 1963, publicado juntamente com a peça pela Difel, 2005
CAPITALISMO 13

GALBRAITH, John Kenneth
A Anatomia do Poder, Lisboa, Ed. 70, 2007 (239 pags., ca.17 euros)
"Há uma tendência nos que escrevem baseados em amplos conhecimentos e inteligência para deixarem que o tema os arraste para uma complexidade densa e uma profunda subjectividade. Pode entender-se a tentação: complexidade e subjectividade constituem uma protecção contra as críticas das quais se pode dizer que não entenderam a questão; são ainda mais compreensíveis como alternativa ao trabalho e frustração, de clarificações nem sempre fáceis. Mas são também um disfarce de verdade - um substituto de visão clara e severa do essencial. Tentei essa visão - procurei manter as fontes e os instrumentos do poder constantemente sob os olhos do leitor" (p. 15, in prefácio pelo autor)
"Pode avaliar-se até que ponto um líder é verdadeiramente poderoso pela forma como consegue convencer os seus seguidores a aceitar as suas soluções para os problemas deles, o seu caminho para os seus objectivos" (p. 68)
"exploração do consumidor ao mesmo nível que a do trabalhador" (p. 173)
"A organização e o poder condicionado são uma vez mais as forças activas" (p. 180)
"A singular (e para muitos prejudicial) realização de Marx foi persuadir as massas trabalhadoras de que esta falta de poder - esta submissão - não era natural ou inevitável. O poder podia de facto ser obtido" (P.224)
" A compulsão também é enfraquecida se existe rendimento disponível na forma de subsídio de desemprego ou pagamentos de segurança social como alterntiva à fome e às dificuldades. (...) Nenhuma queixa é mais comum na sociedade industrial do que a que afirma que os trabalhadores já não são tão diligentes e disciplinados como no passado. Esta queixa deve ser dirigida, em parte, contra a riqueza que que reduziu o poder compulsório do empregador. Mas também se fazem contra a Segurança Social e outros benefícios que muito contribuíram para eliminar o medo" (p. 229)
8/08/2007
CAPITALISMO 14

RAMPINI, Federico, O Século Chinês, Lisboa, Presença, 2006.
"Se a China não mudar, então arriscamo-nos a termos de ser nós a fazê-lo. O impacto desta superpotencia mundial, a convergência e a contaminação recíprocas entre sistemas, podem reforçar as tentações autoritárias presentes também nos Estados Unidos e na Europa. Mais globalização e menos liberdade, mais capitalismo e mas disciplina para todos: este seria o pior dos desenlaces para o século chinês" (p. 395)
7/12/2007
POEMA 7
Um jarro de vinho entre flores
nenhum camarada para beber comigo
convido a lua
e, contando com a minha sombra, seremos três...
Mas a lua não bebe
e a minha sombra contenta-se em seguir-me.
Não tarda separar-nos-emos
a primavera é tempo de alegria.
Li Po sec. VIII dc
nenhum camarada para beber comigo
convido a lua
e, contando com a minha sombra, seremos três...
Mas a lua não bebe
e a minha sombra contenta-se em seguir-me.
Não tarda separar-nos-emos
a primavera é tempo de alegria.
Li Po sec. VIII dc
7/08/2007
TESTEMUNHOS 4
CASTORIADUS, Cornelius, Uma Sociedade à Deriva, Entrevistas e Debates 1975/1997, 90 Graus Editores, 2006
"A nossa época é esta, em que se inventou esse termo supremamente ridículo de "pós-modernismo" para esconder a esterilidade ecléctica, o reino do facilitismo, a incapacidade de criar, a evacuação do pensamento em proveito de comentários, no melhor dos casos, do jogo verbal, da eructução. Época de parasitismo e de pilhagem generalizada. O que passa pelo último grito de "pensamento" e de "fisolofia política" será considerado, estou convencido disso, com compaixão dentro de uma ou três décadas. Porque no fundo que nos dizem? Que a história se deteve ou, melhor, que acabou. Desde a Antiguidade Grega a Europa definiu-se também pela filosofia e dizem-nos: fim da filosofia, resta apenas "desconstruir". Há vinte e oito séculos que a Europa se define pelas suas lutas visando modificar a instituição da sociedade, as suas lutas sociais e politicas, a sua criação política e dizem-os: a política (a verdadeira, a grande) acabou. A república parlamentar ou presidencial (o que se chama de "democracia", uma vez que se perdeu o respeito pelas palavras) eis a forma encontrada da sociedade. É verdade que restam algumas reformas por fazer: rever por exemplo, o regime dos abonos de família dos guardsa florestais. Mas no essencial a tarefa política, a tarefa instituinte da sociedade está concluída. Reagan, Thatcher, Kohl, Mitterrand/Chirac pelos séculos dos séculos.
Não podemos deixar de nos tornar, perante a evocação de semelhante pesadelo, irresistivelmente optimistas. Porque na perspectiva em causa há quase uma contradicção interna. Estamos a falar de figuras que são subprodutos, parasitas dos regimes contemporâneos, de figuras que, em caso algum, teriam sido capazes de os criar (do mesmo modo que os "desconstrutores" de hoje só podem viver pelo facto de os filósofos terem existido). E não serão sequer capazes, a prazo, de os conservar. Regimes esses produzidos pelas lutas dos povos em vista de objectivos bem mais radicais: objectivos de verdadeira autonomia. A filosofia, o verdadeiro pensamento, não acabou, quase poderíamos dizer que está a começar. E a grande política está por recomeçar. A autonomia não é simplesmente um projecto, é uma possibilidade efectiva do ser humano. Não se trata de prevermos ou decretarmos o sue advento ou apagamento, trata-de de trabalhar por ela. Atravessamos uma época baixa, nada mais." (p. 217/8)
" O ser não tem sentido, somos nós que criamos o sentido por nossa conta e risco (até mesmo sob a forma de religiões...)" p. 320
"A autonomia - a verdadeira liberdade - é a auto-limitação necessária, não só nas regras de comportamento intra-social, mas nas regras que adoptamos no nosso comportamento em relação ao meio ambiente" (p. 321)
"A nossa época é esta, em que se inventou esse termo supremamente ridículo de "pós-modernismo" para esconder a esterilidade ecléctica, o reino do facilitismo, a incapacidade de criar, a evacuação do pensamento em proveito de comentários, no melhor dos casos, do jogo verbal, da eructução. Época de parasitismo e de pilhagem generalizada. O que passa pelo último grito de "pensamento" e de "fisolofia política" será considerado, estou convencido disso, com compaixão dentro de uma ou três décadas. Porque no fundo que nos dizem? Que a história se deteve ou, melhor, que acabou. Desde a Antiguidade Grega a Europa definiu-se também pela filosofia e dizem-nos: fim da filosofia, resta apenas "desconstruir". Há vinte e oito séculos que a Europa se define pelas suas lutas visando modificar a instituição da sociedade, as suas lutas sociais e politicas, a sua criação política e dizem-os: a política (a verdadeira, a grande) acabou. A república parlamentar ou presidencial (o que se chama de "democracia", uma vez que se perdeu o respeito pelas palavras) eis a forma encontrada da sociedade. É verdade que restam algumas reformas por fazer: rever por exemplo, o regime dos abonos de família dos guardsa florestais. Mas no essencial a tarefa política, a tarefa instituinte da sociedade está concluída. Reagan, Thatcher, Kohl, Mitterrand/Chirac pelos séculos dos séculos.
Não podemos deixar de nos tornar, perante a evocação de semelhante pesadelo, irresistivelmente optimistas. Porque na perspectiva em causa há quase uma contradicção interna. Estamos a falar de figuras que são subprodutos, parasitas dos regimes contemporâneos, de figuras que, em caso algum, teriam sido capazes de os criar (do mesmo modo que os "desconstrutores" de hoje só podem viver pelo facto de os filósofos terem existido). E não serão sequer capazes, a prazo, de os conservar. Regimes esses produzidos pelas lutas dos povos em vista de objectivos bem mais radicais: objectivos de verdadeira autonomia. A filosofia, o verdadeiro pensamento, não acabou, quase poderíamos dizer que está a começar. E a grande política está por recomeçar. A autonomia não é simplesmente um projecto, é uma possibilidade efectiva do ser humano. Não se trata de prevermos ou decretarmos o sue advento ou apagamento, trata-de de trabalhar por ela. Atravessamos uma época baixa, nada mais." (p. 217/8)
" O ser não tem sentido, somos nós que criamos o sentido por nossa conta e risco (até mesmo sob a forma de religiões...)" p. 320
"A autonomia - a verdadeira liberdade - é a auto-limitação necessária, não só nas regras de comportamento intra-social, mas nas regras que adoptamos no nosso comportamento em relação ao meio ambiente" (p. 321)
6/23/2007
ALTERNATIVA 4

Zerzan, John, Futuro Primitivo, Stª Mª da Feira, Deriva ed, 2007
Uma redescoberta fundamentada do tempo antes da revolução agrícola a qual é associada à dominação da natureza e grosso modo à infelicidade humana.
Bom para esclarecer ideias feitas, isto é, varrer preconceitos sobre o nosso primeiro passado.
Cita-se: "Presumir a inferioridade da natureza [face à cultura] favorece o domínio de sistemas culturais que não tardarão a tornar a Terra inhabitável." (p. 54)
CM
6/17/2007
POLÍTICA 2
CHOMSKY, Noam, Governement in the future, New York, Seven Stories Press, 1970
De leitura acessível, contém esclarecimentos bem fundamentados bibliograficamente sobre o liberalismo, socialismo libertário, socialismo de Estado e capitalismo, dedicando-se a classificar estas quatro doutrinas políticas. Chomky assume-se partidário do socialismo libertário.
TESTEMUNHOS 5

KANG, H. e GRANGEREAU F., "Aqui é o Paraíso" - Uma Infância na Coreia do Norte, Lisboa, Ed. Ulisseia, 2007
A citação de Soljenitsyne "Aquele a quem privardes de tudo não está mais em vosso poder. É outra vez completamente livre" abre o relato acompanhado de desenhos feitos pelo autor do testemunho, o adolescente Hyok e transcrito por Grangereau. Citam-se extractos do "Paraíso", isto é, da actual Coreia do Norte
- Vi a minha primeira execução aos nove anos" p. 21 e legenda de desenho.
- "Como é que ousaste desenhar o Nosso Grande Líder? É o genero de coisa que merece o pelotão de execução." (...) A professora explicava que somente alguns desenhadores especialmente dotados estavam habilitados na Coreia do Norte a reproduzir retratos do Grande Líder." (p. 57).
- "A mãmã ficava perturbada com a visão dessas dezenas de petizes em bandos (...) que ficavam à espera dos clientes que provavam os crêpes para ver se deixavam cair um pedaço inadvertidamente (...) Viam-nos colocados à espera diante de cada barraca de comida."
- "Recordo-me desse outro caso, próximo da minha casa, onde dois irmãos discutiam constantemente à hora da refeição para saber quem tinha mais comida na tijela" (legenda de desenho).
- "Depois de os ter retalhado, Moon comia-os juntamente com a sua mãe que tinha mais de oitenta anos e com o filho. Este era casado mas a mulher dele recusava-se a tocar em carne humana. No entanto o terrível segredo seria descoberto." (p.102) CM
A citação de Soljenitsyne "Aquele a quem privardes de tudo não está mais em vosso poder. É outra vez completamente livre" abre o relato acompanhado de desenhos feitos pelo autor do testemunho, o adolescente Hyok e transcrito por Grangereau. Citam-se extractos do "Paraíso", isto é, da actual Coreia do Norte
- Vi a minha primeira execução aos nove anos" p. 21 e legenda de desenho.
- "Como é que ousaste desenhar o Nosso Grande Líder? É o genero de coisa que merece o pelotão de execução." (...) A professora explicava que somente alguns desenhadores especialmente dotados estavam habilitados na Coreia do Norte a reproduzir retratos do Grande Líder." (p. 57).
- "A mãmã ficava perturbada com a visão dessas dezenas de petizes em bandos (...) que ficavam à espera dos clientes que provavam os crêpes para ver se deixavam cair um pedaço inadvertidamente (...) Viam-nos colocados à espera diante de cada barraca de comida."
- "Recordo-me desse outro caso, próximo da minha casa, onde dois irmãos discutiam constantemente à hora da refeição para saber quem tinha mais comida na tijela" (legenda de desenho).
- "Depois de os ter retalhado, Moon comia-os juntamente com a sua mãe que tinha mais de oitenta anos e com o filho. Este era casado mas a mulher dele recusava-se a tocar em carne humana. No entanto o terrível segredo seria descoberto." (p.102) CM
6/07/2007
ALIMENTAÇÃO 1

POLLAN, Michael, The Omnivore' s Dilemma, London, Penguin Press, 2007
Uma experiência profunda acerca da alimentação: porque se come o que se come e os problemas que levanta. Um pouco a história do homem das barbas e do lençol. Perguntado se dormia com elas, dentro ou fora daquele, nunca mais dormiu. É suposto que após a leitura de O.D., V. continue a alimentar-se...
6/06/2007
ECOLOGIA 3

LOVELOCK, Jim, A Vingança de Gaia, Lisboa, ed. Gradiva, 2007
"Talvez sejamos Nimbys [Not in My Back Yard=Nas Minhas Traseiras, Não!] mas vemos esses políticos urbanos (...) tentar manter viva uma civilização moribunda através de uma quimioterapia inútil e desadequada quando não há esperança de cura e o tratamento torna insuportáveis as últimas etapas da vida" P. 212 [ a propósiro de energias eólicas e outras que no estado actual não chegam para as necessidades. J.L. defende a energia nuclear]
"Seja o que for que esteja errado com a ciência, ela ainda constitui a melhor explicação que temos do mundo material"p. 221
" Se de facto nos preocupamos com o bem-estar da humanidade é nosso dever colocar Gaia [sistema da Terra que enquanto organismo vivo mantém as condições à continuidade da Vida] em primeiro lugar e é nossa obrigação garantir que não tiramos dela mais do que o nosso justo quinhão" p. 160.
CM
CM
6/05/2007
HISTÓRIA 2
MEDIA 1
WALTON, Dominique, Casal de Cambra,
É Preciso Salvar a Comunicação, ed. Caleidoscópio, 2006
Lutar pelo informação significa lutar pela comunicação. Hoje a informação leva a melhor s/ a comunicação. Amanhã abrir-se-à uma terceira etapa em que a comunicação levará a melhor s/ a informação, em que a sociedade de comunicação se instalará no espaço hoje ocupado pela soc. de informação. Em que a realidade da incomunicação obrigará a construir a coabitação (p.172)
Poder-se-à dizer que a incomunicação é o ultimo estado da comunicação no sentido em que legitima a irredutibilidade de identidades na comunicação.
Comunicar não é passar por cima de identidades, é contar com elas. Procura-se a partilha. Troca-se. Tropeça-se na incomunicação. Constrói-se a coabitação. É nisso que a comunicação desloca a problemática da informação.
Todos sonham realizar a comunicação à troca de informações e todos constatam que o humano não vive de informações, de mensagens, mas de relações, quase sempre difíceis.
Pensar a sociedade de comunicação não é por conseguinte um propósito pessimista. É admitir que a comunicação tem limites.
Quando tudo circula, se troca e entra em contacto, não é demais lembrar que existem sempre três situações: a partilha, a coabitação e a incomunicação. Estas três situações ontológicas subsistem qualquer que seja o desempenho das ferramentas, e devemos ter em mente esta trilogia se queremos evitar que a comunicação técnica se torne numa das tiranias da globalização. De qq. modo comunicar é correr um risco e é nisso que reside, na realidade, toda a grandeza da questão. O risco de encontrar o outro e falhar.
Não há ética de comunicação sem respeito pelo Outro, isto é, sem uma reflexão política, porque coabitar com o Outro induz imediatamente a questão política, a da democracia. E tambem a da cultura, isto é, a questão do diálogo entre as visões do mundo. E, por fim, a do social, porque a globalização da informação assegura também uma transparência das desigualdades sociais. Ou seja, tudo vem com a informação. É por isso que se adivinham duas saídas: luta de classes à escala mundial, ou o regresso à política a à antropologia, como meio de resolver a questão do respeito pelo Outro (p. 173)
No quadro da globalização desenvolve-se um conflito vital entre o par potência/segurança versus abertura/democracia.
Comunicar é aceitar a prova da alteridade, o que é bem diferente duma lógica da segurança, a qual se apoia no poder.
Escolher a comunicação é sempre inscrever-se contra a segurança. CM
É Preciso Salvar a Comunicação, ed. Caleidoscópio, 2006
Lutar pelo informação significa lutar pela comunicação. Hoje a informação leva a melhor s/ a comunicação. Amanhã abrir-se-à uma terceira etapa em que a comunicação levará a melhor s/ a informação, em que a sociedade de comunicação se instalará no espaço hoje ocupado pela soc. de informação. Em que a realidade da incomunicação obrigará a construir a coabitação (p.172)
Poder-se-à dizer que a incomunicação é o ultimo estado da comunicação no sentido em que legitima a irredutibilidade de identidades na comunicação.
Comunicar não é passar por cima de identidades, é contar com elas. Procura-se a partilha. Troca-se. Tropeça-se na incomunicação. Constrói-se a coabitação. É nisso que a comunicação desloca a problemática da informação.
Todos sonham realizar a comunicação à troca de informações e todos constatam que o humano não vive de informações, de mensagens, mas de relações, quase sempre difíceis.
Pensar a sociedade de comunicação não é por conseguinte um propósito pessimista. É admitir que a comunicação tem limites.
Quando tudo circula, se troca e entra em contacto, não é demais lembrar que existem sempre três situações: a partilha, a coabitação e a incomunicação. Estas três situações ontológicas subsistem qualquer que seja o desempenho das ferramentas, e devemos ter em mente esta trilogia se queremos evitar que a comunicação técnica se torne numa das tiranias da globalização. De qq. modo comunicar é correr um risco e é nisso que reside, na realidade, toda a grandeza da questão. O risco de encontrar o outro e falhar.
Não há ética de comunicação sem respeito pelo Outro, isto é, sem uma reflexão política, porque coabitar com o Outro induz imediatamente a questão política, a da democracia. E tambem a da cultura, isto é, a questão do diálogo entre as visões do mundo. E, por fim, a do social, porque a globalização da informação assegura também uma transparência das desigualdades sociais. Ou seja, tudo vem com a informação. É por isso que se adivinham duas saídas: luta de classes à escala mundial, ou o regresso à política a à antropologia, como meio de resolver a questão do respeito pelo Outro (p. 173)
No quadro da globalização desenvolve-se um conflito vital entre o par potência/segurança versus abertura/democracia.
Comunicar é aceitar a prova da alteridade, o que é bem diferente duma lógica da segurança, a qual se apoia no poder.
Escolher a comunicação é sempre inscrever-se contra a segurança. CM
5/20/2007
EUROPA 3
Touraine, Alain, "A democracia europeia num contexto de crise global", in AAVV Guerra e Paz no Século XXI - Uma perspectiva europeia, Castels, Manuel e Serra, Narcis, coord., Lisboa, Fim do Século edições, 2007.
Num contexto de "tentar definir em que situação a Europa pode desempenhar um papel fundamental na reorganização da ordem internaconal, quer dizer na criação de uma nova capacidade de distinguir a guerra da paz e de traçar fronteiras que separem territórios, culturas e unidades políticas" A.T. diz, numa escrita clara e programática:
- "Será a Europa capaz e estará disposta a agir como um Estado, quer dizer, como uma autoridade soberana que trava guerras e impõe a paz? E serão as suas intervenções uma reacção suficiente perante a dualização do mundo, perante o conflito permanente entre uma economia global e as culturas desenraízadas?"
- "A Europa só pode ser um estado forte e eficaz à escala internacional se não pretender converter-se numa nação, numa sociedade integrada e numa cultura homogénea."
- "numa democracia só os parlamenteos podem declarar a guerra mas que se passa quando não há declaração de guerra como aconteceu no Kosovo e no Afagnistão?"
- "Os países europeus já não são Estados mas sociedades civis cada vez mais animadas"
- "Se não aceitarmos os encargos e privilégios que ser um Estado acarreta, não podemos perceber outros países em termos de guerra e paz, de alianças e estratégias"
- "Deve ficar bem claro que se os europeus não passarem a fazer parte de um Estado europeu efectivo num futuro próximo será por decisão sua"
- "os europeus não se vêem a si próprios nem aos outros em termos de Estado, mas numa mistura de termos ideológicos e políticos. Entre estes dois terrenos o espaço para um sistema de acção política permanece vazio."
- "Entre alguns Estados-nação que desaparecem e um Estado europeu que ainda não existe, os europeus vivem num mundo despolitizado, que deixa muito espaço, demasiado espaço, a especialistas e ideólogos."
- "Se reconheço o 11 de Setembro significativo é porque conclui o período 1989/2001, periodo dominado por conceitos de globalização, hegemonia e integração."
- "é possível que um Estado europeu "modesto" - nem idológico nem hegemónico - desempenhe um papel central na reconstrução das relações sociais e internacionais."
A.T. reconhece que as circunstâncias não favorecem a criação de um Estado europeu. CM
5/19/2007
EUROPA 4
Zaldívar Alonso, Carlos, "O Grande Desequilíbrio", in AAVV Guerra e Paz no Século XXI - Uma perspectiva europeia, Castels, Manuel e Serra, Narcis, coord., Lisboa, Fim do Século edições, 2007.
A hipótese de que a UE, FMI, OMC e OCDE possam muitas vezes ser problema e não solução ao actuarem como instrumentos de globalização descontrolada do mercado livre.
Proposta de "controlar a globalização através da criação de entidades capazes de corrigir o grande desiquilíbrio que hoje existe no mundo do qual os EUA beneficiam."
Outros extractos:
- "A cultura é a matéria negra da política e economia" [matéria negra no cosmos é a quantidade de matéria existente que não se vê mas cuja influência na matéria visível é fundamental].
- "aquilo a que chamamos globalização significa entre outras coisas que as relações entre culturas diversas estão a intensificar-se velozmente. Se não queremos que o caso acabe mal, melhor será que os ocidentais não ajam como ignorantes a transbordar de arrogância"
- "Para liderarmos com o grandes [EUA] nós, pequenos, temos de nos agrupar"
Texto curto, concreto e programático.
ALTERNATIVA 5
Beck, Ulrich, "As instituições de governança na sociedade mundial de risco", in AAVV Guerra e Paz no Século XXI - Uma perspectiva europeia, Castels, Manuel e Serra, Narcis, coord., Lisboa, Fim do Século edições, 2007. Px: ca. 16 euros
Segundo U.B. o neo-libralismo caíu quando o 11/09 levou à descoberta de que a segurança da aviação dos EUA estava a cargo de privados em regime de part-time, alguns ganhando menos que os empregados do macdonald's.
Distinção entre Estado/Nação como forma de contribuir para a construção de "Estados cosmopolitas", isto é, Estados cuja soberania aumenta na justa medida em que se internacionalizam e são mais atentos ao Outro, dentro e fora das respectivas fronteiras.
Estudo rico em propostas concretas.
5/14/2007
CAPITALISMO 15
LEITURA
Ziegler, Jean, Império da Vergonha, Lisboa, ed. Asa, 2007
O capitalismo no seu pior para que se saiba.
"Em cada meia hora morrem 112 mil crianças de fome" - Não se diz para que o Leitor usufrua da bela vertigem de um calafrio e durma mais repousado. Diz-se, sim, no livro de JZ para que se actue e evite que continue.
Uma chamada de atenção para o que não é fatal e depende apenas de nós: melhorar o mundo.
Nota: Há um filme feito com base no texto de JZ. A ver.
Temos o dever de erradicar a fome do mundo.
Ziegler, Jean, Império da Vergonha, Lisboa, ed. Asa, 2007
O capitalismo no seu pior para que se saiba.
"Em cada meia hora morrem 112 mil crianças de fome" - Não se diz para que o Leitor usufrua da bela vertigem de um calafrio e durma mais repousado. Diz-se, sim, no livro de JZ para que se actue e evite que continue.
Uma chamada de atenção para o que não é fatal e depende apenas de nós: melhorar o mundo.
Nota: Há um filme feito com base no texto de JZ. A ver.
Temos o dever de erradicar a fome do mundo.
5/09/2007
MEDIA 2
El País, de 9 de Maio de 2007
Henri Guaino, economista de 50 anos, criou o discurso e a imagem que deram a vitória ao novo presidente de França.
Henri Guaino, economista de 50 anos, criou o discurso e a imagem que deram a vitória ao novo presidente de França.
PORTUGAL 1
Miranda, Jorge, "Coerência e aprofundamento de democracia" in AAVV, Cidadania, Uma visão para Portugal, revisto por Luis Milheiro, Instituto Humanismo e Desenvolvimento/Gradiva Publicações, Lisboa, ed. Gradiva, 2007
Teorização fundamentada dos conceitos povo, cidadania e democracia, seguidos de uma análise da situação portuguesa. Nesta última parte propostas concretas respeitantes à orgânica das eleições, (representação proporcional personalizada, segundo o modelo alemão na Ass. da República) ocupação de cargos públicos, (abolição de pensões de reforma, sem prejuízo de direitos adquiridos) parlamento, poder local e administração pública. CM
5/07/2007
PORTUGAL 2
Cadilhe, Miguel, "A Reforma Conceitual e Administrativa do Estado", in AAVV, Cidadania, Uma visão para Portugal, revisão de Luis Milheiro, Instituto Humanismo e Desenvolvimento/Gradiva Publicações, Lisboa, ed. Gradiva, 2007.
"Do que se precisa é de romper, não é de ilusões e desenganos de remediador" (P. 184)
"A opção reformar, não reformar o Estado (...) provavelmente equivale à grave opção progresso, retrocesso de todo nacional"
Algumas propostas:
- emissões extraordinárias de dívida pública
- fundos estruturais europeus
- privatizações e alienações com venda de algum ouro
tudo baseado num Fundo Extraordinário de Investimento separado da esfera do Orçamento de Estado e isento de contribuição para a establidade do défice público.
"Quando não há tibieza política opera o dilema do reformador das grandes reformas. (...) Se avisar os eleitores das suas ideias, o reformador perderá as eleições. Se não os avisar, poderá ganhar mas, sem legitimidade, não realizará as reformas.
O dilema estará sofismado se admitirmos (...) que o reformador pode beneficiar de uma legitimidade pré-eleitoral ou pós-eleitoral, corporizada por ex. em explícito e público acordo congregador dos principais partidos"
Estudo que vai além do historial pedagógico das questões, apresentando argumentos fundamentados, num nível aceitável de legibilidade para um leitor leigo em economia política.
CM
5/06/2007
FASCISMO 3
SALAS, Antonio, Diário de um Skinhead, Lisboa, ed. Dom Quixote, 2007
Relato de um jornalista de investigação que se meteu na pele de um skin.
Se um rebento seu andar "esquesito" poderá ser uma boa leitura. E de qualquer modo DS é sempre pedagógico.
Relato de um jornalista de investigação que se meteu na pele de um skin.
Se um rebento seu andar "esquesito" poderá ser uma boa leitura. E de qualquer modo DS é sempre pedagógico.
PORTUGAL 3
DISSERTAÇÃO
LOUÇÃ, Francisco, A crise das élites contra a modernização democrática, in AAVV, Cidadania, Uma visão para Portugal, Instituto Humanismo e Desenvolvimento/Gradiva Publicações, Lisboa, ed. Gradiva, 2007
"Quanto à burguesia portuguesa, considerando ainda que os seus sectores mais dinâmicos estão envolvidos na distribuição ou no sector financeiro - ou ainda na construção mas aí dependendo fundamentalmente de importações de imigrantes - não tem tido nenhum interesse estratégico em alterar o padrão de especialização produtiva e, portanto, em sair do ciclo vicioso dessa subalternidade" [mão de obra com escassa formação].
"O investimento em educação e no sistema público de saúde é fundamental, porque se trata de qualificar a capacidade produtiva do país e de redistribuir a sua riqueza de forma justa, o que é a única alavanca possível para infra-estruturar uma política de convergência. Esse deve ser o centro de uma estratégia alternativa realista e útil. Mas exige a coragem e uma ruptura democrática com as élites dominantes"
Dados (de 2001) insertos na dissertação:
Tomando a produtividade dos EUA = 100, temos:
Portugal - 49%
Espanha - 73%
Média UE - 78%
Na população portuguesa entre 15 e 65 anos o quase analfabetismo ronda os 10.3%.
Só 7.9% da população tem capacidade de processamento e interpretação de informação multipla em textos complexos. (Pág. 104)
Segundo ainda o autor, a assinatura do Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC) terá sido um erro pela importância que veio atribuir ao défice.
EXPOSIÇÃO 1
BODIES - The Exhibition, da empresa Premier Exhibitions, palácio dos Condes do Restelo, Rua da Escola Politécnica, até Outubro.
Permite uma aprendizagem do corpo humano que possívelmente só a visão in loco de uma autópsia poderá suplantar. E é tudo tão dissecado - excepto na sala dos fetos - que quase nem lembramos que os "especimes", como são referidos os corpos, foram gente como nós.
Quando a visitei (primeira manhã da exposição) dois cartazes ingleses ainda não estavam traduzidos, segundo parece por problemas de última hora com a respectiva impressão.
Os vasos sanguíneos são uma lindeza!
Gostaria que o título da exposição tivesse sido traduzido no grande cartaz que a anuncia. "Corpos" não é bonito?
Ah, encontrei a Vânia, minha ex-aluna no secundário - a melhor aluna da turna - que não via há muito e se tornou jornalista numa rádio de Samora Correia. Não lembro o nome da dita rádio! Sabem?
Permite uma aprendizagem do corpo humano que possívelmente só a visão in loco de uma autópsia poderá suplantar. E é tudo tão dissecado - excepto na sala dos fetos - que quase nem lembramos que os "especimes", como são referidos os corpos, foram gente como nós.
Quando a visitei (primeira manhã da exposição) dois cartazes ingleses ainda não estavam traduzidos, segundo parece por problemas de última hora com a respectiva impressão.
Os vasos sanguíneos são uma lindeza!
Gostaria que o título da exposição tivesse sido traduzido no grande cartaz que a anuncia. "Corpos" não é bonito?
Ah, encontrei a Vânia, minha ex-aluna no secundário - a melhor aluna da turna - que não via há muito e se tornou jornalista numa rádio de Samora Correia. Não lembro o nome da dita rádio! Sabem?
CM
POLÍTICA 3
CHOMSKY, Noam, Governement in the future, New York, Seven Stories Press, 1970
De leitura acessível, contém esclarecimentos bem fundamentados bibliograficamente sobre o liberalismo, socialismo libertário, socialismo de Estado e capitalismo, dedicando-se a classificar estas quatro doutrinas políticas.
Chomky assume-se partidário do socialismo libertário.
ARTE 7
SILVA, Sandra, org. Mãe... (textos de Marcel Proust) Lisboa, ed. 101 Noites, 2007.
"Creio que é apenas às memórias involuntárias que o artista deveria ir buscar a matéria-prima da sua obra. Em primeiro lugar precisamente porque são involuntárias, formam-se a si próprias, induzidas pela semelhança de um momento idêntico, possuem em si uma marca de autenticidade. Depois porque nos trazem as coisas na dosagem exacta de memória e esquecimento. E por fim, ao levaram-nos a experimentar a mesma sensação numa ou noutra circunstância, libertam-nos de qualquer contingência, dão-nos a sua essência extra-temporal, que justamente revela o estilo, essa verdade abrangente e necessária que só a beleza de estilo pode traduzir. O estilo não é de forma alguma um embelezamento como acreditam algumas pessoas, nem sequer uma questão de técnica, é - como a cor nos pintores - uma qualidade da visão, a revelação de um universo particular que cada um de nós vê, e que os outros não vêem. O prazer que nos dá um artista é o de revelar-nos um outro universo"
4/29/2007
CAPITALISMO 16
HUNTINGTON, Samuel P., O Choque das Civilizações e a Mudança na Ordem Mundial, Lisboa, ed. Gradiva, 2006, 417 págs. Pr. ca. 18.90 euros
Cita-se do último capítulo: "A crença ocidental na universalidade da cultura ocidental, neste novo mundo de conflitos étnicos e de choque de civilizações, sofre de três defeitos graves: é falsa, é imoral e é perigosa. A sua falsidade tem sido o tema central deste livro, bem sumarizada por Michael Howard: "a ideia partilhada pelos Ocidentais de que a diversidade é uma curiosidade histórica que está a ser minada rapidamente pelo desenvolvimento de uma cultura comum mundial, ocidentalizada e anglófona, concebida sobre os nossos valores fundamentais [...] é muito simplesmente falsa". Se existe no mundo um leitor que, até ao momento, não esteja convencido do senso comum do pensamento de Sir Michael, ele vive num mundo que nada tem a ver com o descrito neste livro"
E a última frase do texto: "No mundo que nasce os choques de civilizações são a maior ameaça à paz mundial e uma ordem internacional assente nas civilizações será a mais segura salvaguarda contra uma guerra mundial". CM
Cita-se do último capítulo: "A crença ocidental na universalidade da cultura ocidental, neste novo mundo de conflitos étnicos e de choque de civilizações, sofre de três defeitos graves: é falsa, é imoral e é perigosa. A sua falsidade tem sido o tema central deste livro, bem sumarizada por Michael Howard: "a ideia partilhada pelos Ocidentais de que a diversidade é uma curiosidade histórica que está a ser minada rapidamente pelo desenvolvimento de uma cultura comum mundial, ocidentalizada e anglófona, concebida sobre os nossos valores fundamentais [...] é muito simplesmente falsa". Se existe no mundo um leitor que, até ao momento, não esteja convencido do senso comum do pensamento de Sir Michael, ele vive num mundo que nada tem a ver com o descrito neste livro"
E a última frase do texto: "No mundo que nasce os choques de civilizações são a maior ameaça à paz mundial e uma ordem internacional assente nas civilizações será a mais segura salvaguarda contra uma guerra mundial". CM
4/28/2007
GESTÃO 9
KOTTER, J e RATHGEBER, H. ,O Nosso Icebergue Está a Derreter, Porto, ed. Porto Editora, 2007. 23 páginas, ca. 11.25
Seo seu filho ler o texto ficará a saber que o pinguim Fred e a sua colega Alice, mudaram a tal ponto os hábitos da comunidade pinguim que a salvaram de uma catástrofe natural. Mas se for V. a ler a fábula aprenderá as oito etapas que mudarão uma empresa, apesar da natureza conservadora dos que o rodeiam...
Útil para gerir mudanças.
Útil para gerir mudanças.
4/21/2007
POLÍTICA 3
RANCIÈRE, Jacques , Ódio à Democracia, Lisboa, Mareantes editora, s.d.
A Democracia salva precisamente pelas suas contradições. Útil porventura a quem muito dela desespera. E sobretudo um olhar diferente sobre o "populismo".
3/23/2007
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